«aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar».
António Sérgio in "Suplemento DN" de 08 de Julho de 2005

sábado, 7 de Maio de 2005

FALECEU JORGE PERESTRELO

O conhecido relatador morreu ontem à noite, vítima de enfarte do miocárdio, no hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.
Dono de um estilo inconfundível, Jorge Perestrelo distinguiu-se nos relatos desportivos pelas expressões que usava, sendo a mais famosa o «ripa na rapaqueca».
O relatador nasceu no Lobito, em Angola. Foi na Rádio Clube do Lobito que começou a carreira, mas ainda colaborou com a Rádio Clube do Mochico e com a Rádio Comercial Sá da Bandeira. Em 1975, foi para o Brasil e dois anos depois regressou a Portugal, onde trabalhou na RDP e, depois, na TSF.
O seu último relato foi na quinta- feira, no jogo da meia-final da Taça UEFA entre o Sporting e o AZ Alkmaar.
Os relatos de futebol da rádio portuguesa nunca mais serão os mesmos.

2 comentários:

fernando disse...

Penso que a voz do Jorge era inconfundível, e merecedora de mais respeito por alguns colegas de profissão.É inaceitável que pouco tempo decorrido após a sua morte, venha o Sr. Paulo Garcia, habitué em gralhas radiofónicas e aproveitando o tempo de antena que uma televisão lhe deu para tecer uma opinião sobre o Jorge, venha informar o público que ele era useiro e vezeiro em excessos de micro aberto. Bem podia ter esperado um pouco mais e respeitar a morte do colega, aguardando o momento mais propício para para proferir tal dislate, ou entao dizer-lhe quando ele era vivo

Reporter disse...

Só quem não conhece o Paulo Garcia se admira da sua atitude