«aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar». António Sérgio in "Suplemento DN" de 08 de Julho de 2005
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segunda-feira, 31 de maio de 2010

1000 Edições de "Um Toque de Jazz"

Comemorar mil edições de um programa de rádio é, nos dias de hoje, um caso raro. No entanto, "Um Toque de Jazz" atingiu essa marca. Há 17 anos consecutivos que Manuel Jorge Veloso apresenta o programa na Antena 2.

Para comemorar as mil edições, repetiram-se, no mês de Maio, cinco programas que tinham o tema "Como Ouvir o Jazz". Estes programas estão disponíveis para audição no sítio da Antena 2:

Um Toque de Jazz é transmitido aos Domingos, na Antena 2, das 23:05 às 24:00. Parabéns ao Manuel Jorge Veloso.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Uma Opinião no JN

Óscar Mascarenhas brinda os leitores do "Jornal de Notícias" com uma crónica em que elogia a "Rádio Amália" que restaurou ligação que existia entre ouvintes (e, também, com as emissoras) e que se perdeu quando as pequenas estações de Lisboa desapareceram (em 1975, com a nacionalização). 

Em «Rádio Amália, rádio minha gente» elogia-se a escolha musical da estação e o facto de tanto em Lisboa, na China ou no Porto se poder escutar a "Rádio Amália".

Existe, também, uma critica à  "Antena 2": «Emociono-me mais com o Fado da Meia-Laranja - «Meio-Inferno de Lisboa, onde a morte anda a viver» - de José Manuel Osório, do que com as elucubrações onanistas de um presunçoso a explicar-me não sei que dores de alma de Aaron Copland pelos «índios apalaches» no seu «Appalachian Spring» que - já agora - o compositor começou por lhe chamar «Ballet for Martha», que não consta que fosse índia - e muito menos apalache!»

sábado, 20 de dezembro de 2008

Sobre a Antena 2

«Amordaçada, estropiada, a linguagem da música deixa de falar por si. Mal a gente mergulha no universo do indizível, logo a palavra irrompe, banal e intrusiva, liquidando a experiência musical. Bombardeiam-nos com comentários fúteis ou pormenores pitorescos, observações a despropósito, erros, imprecisões... A pseudo-abertura à comunicação informal esconde o défice de profissionalismo. Nunca houve tantos profissionais da música e da musicologia em Portugal, e nunca a Antena 2 teve tão poucos deles nos seus quadros!... A programação planificada cede o lugar à improvisação atabalhoada».
Mário Vieira de Carvalho em "A 'macdonaldização' da Antena 2" (Jornal Público de 13 de Dezembro de 2008).

quinta-feira, 6 de março de 2008

Sobre a Antena 2

A Antena 2 tem-se afastado gradualmente do seu modelo tradicional e as reclamações não fizeram esperar. Rogério Santos, do blogue “Indústrias Culturais”, acha que «escutar o programa da manhã da Antena 2 com muitas palavras e pouca música não é agradável». Por seu lado, Álvaro José Ferreira, do blogue “A Nossa Rádio”, critica «o desinvestimento em programas de autor e a opção por simples alinhamentos musicais alargados».

A Antena 2 foi durante muitos anos uma rádio diferente. Não é do agrado da esmagadora maioria dos ouvintes radiofónicos portugueses, mas uma emissora de serviço público tem de ser diferente das estações privadas. A Antena 2 privilegiava a musica Antiga, de Câmara, Clássica, Barroca, Sinfónica, e outros géneros instrumentais, tendo, também, espaços de Jazz. Ou seja, géneros musicais que não passam noutras emissoras, porque as audiências não justificam.

Afastar a Antena 2 deste modelo é aproximá-la de modelos já existentes, nomeadamente a Antena 1 - a principal estação do serviço público de radiodifusão sonora. No entanto, parece que tem sido isso que tem vindo a acontecer. Assim sendo, uma das emissoras torna-se desnecessária.

A Antena 2 não é uma rádio de informação, mas deve ter edições curtas, direccionadas para a cultura. A Antena 2 não é uma rádio de palavra, pelo que o comentário politico deve ser remetido para a Antena 1 – esta sim, mais informativa e mais de palavra. No entanto, deve ter programas que expliquem e contextualizem a musica que é escutada, contribuindo, assim, para um maior conhecimento do que é a música.

domingo, 15 de julho de 2007

O “Império dos Sentidos” e o Provedor

O Provedor do Ouvinte da RDP, José Nuno Martins, deu espaço, no seu programa semanal, a reclamações sobre o “Império dos Sentidos” – o programa da manhã da Antena 2. É uma polémica que tem algum tempo e que já foi abordada por vários blogues, entre eles A Nossa Rádio, Blogouve-se e Rádio e Jornalismo.
Considero que José Nuno Martins tem vindo a fazer um excelente trabalho, embora nem sempre esteja de acordo com as suas posições. Paulo Alves Guerra sempre pautou as suas edições na TSF por um destaque à cultura, que por vezes considerei, pela forma como era exposto, excessivo. Lembro-me, por exemplo, de um noticiário de dez minutos de duração em que oito foram preenchidos com música como se fosse uma peça jornalística. O estilo do Paulo Alves Guerra e as personalidades que são convidada do “Império dos Sentidos” não agradaram a alguns ouvintes.
Mas gostar, ou não, de algo é entrar no pantanoso terreno da subjectividade. Já o facto de o Paulo Alves Guerra se ter recusado a responder ao provedor é censurável, até porque o serviço público de radiodifusão deve-se reger por normas diferentes da rádio privada (parece, no entanto, que não há uma definição clara do que é o serviço público de radiodifusão, em Portugal). Apresentar o seu ponto de vista também seria, certamente, uma forma defender a sua posição. Quando trocou a TSF pela RDP, Paulo Alves Guerra devia de estar preparado para um maior escrutínio do seu trabalho.
Mais palavra não desvirtua o espírito do que deve ser a Antena 2 e o serviço público de rádio. Muito pelo contrário, falar sobre a música clássica (ou de Câmara, Sinfónica, Barroca, Antiga, etc.) pode ser uma forma de fazer crescer o interesse por géneros musicais que não são divulgados por outras emissoras. E não o são porque a generalidade do público não as compreende. E como, normalmente, não se gosta do não se entende… Temos aqui uma “pescadinha de rabo na boca”.
Não acho que a Antena 2 deva ter noticiários como os da Antena 1. São emissoras do mesmo grupo, logo complementares e não concorrentes. Assim sendo, as edições da Antena 2 deviam ter um tratamento jornalístico diferente, mais orientado para a cultura. Outros acontecimentos – bem explorados na Antena 1 – deviam ter menos espaço.

sábado, 16 de junho de 2007

Uma questão de um leitor

Está nos comentários do texto anterior: «porque é que a Antena 2 tem programas de análise de política, como um com o Vicente Jorge Silva, a Inês Pedrosa, entre outros. Esse serviço não existe já na Antena1?Já agora, petição para a Antena 3 também ter um».
Dado o cariz temático da Antena 2, e sendo a Antena 1 uma estação vocacionada para a informação ( e pertenças do mesmo grupo), a pergunta é pertinente.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Antena 1 e Antena 3 alteram grelha de programas

As emissoras radiofónicas do grupo RTP vão sofrer alterações a partir de 28 de Maio. À excepção da Antena 2 - cuja grelha a direcção considera "estabilizada" - tanto Antena 1 como Antena 3 vão ter novidades para o Verão. Estas alterações vão no sentido de tornar a rádio pública mais próxima dos seus ouvintes
Fruto das alterações à grelha de programas, a Antena 1 vai fazer emissões matinais desde cafés emblemáticos Portugueses: Majestic, no Porto; Martinho da Arcada, em Lisboa; Café de Santa Cruz, em Coimbra, etc. Estes são alguns dos locais onde vai ser possível ver e ouvir, ao vivo, a Antena 1. Esta é a principal novidade do principal canal público de rádio
A Antena 3 vai, segundo Rui Pego, director das estações públicas de rádio, deixar de ser uma rádio musical para se tornar numa rádio de conteúdos, com mais programas de autor. Este é um avanço positivo, já que existem dezenas de estações radiofónicas que são musicais, com raros (ou mesmo nenhuns) programas de autor.

sábado, 10 de março de 2007

Conferência sobre Guilhermina Suggia com apoio da Antena 2

A Antena 2 e Associação Guilhermina Suggia promovem uma conferência sobre a vida e a obra de Guilhermina Suggia (1885-1950) – uma das melhores (senão mesmo a melhor) violoncelistas do mundo. O encontro terá lugar no foyer do Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa), dia 12 de Março de 2007, pelas 18,30 H.
Na conferência participarão Anita Mercier, professora da Juilliard School de Nova Iorque (estudiosa e biógrafa de Guilhermina Suggia); Isabel Millet, escritora (filha da aluna testamentária de Guilhermina Suggia, Isabel Cerqueira Millet); Paulo Gaio Lima, Violoncelista (aluno de Madalena Sá Costa – aluna de Guilhermina Suggia – e vencedor do Prémio Suggia- Porto 1979).
Estão todos convidados. A entrada é livre.