«aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar». António Sérgio in "Suplemento DN" de 08 de Julho de 2005
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terça-feira, 13 de abril de 2010

Privatizar as Emissoras Radiofónicas da RTP?

Pedro Passos Coelho, líder do PSD, quer privatizar algumas das empresas que ainda estão na mão do Estado português, «porque o Estado deve sair dos negócios e ser reduzido o poder interventivo do Governo na esfera pública». Um erro comum é pensar que a Rádio é um negócio como outro qualquer e Pedro Passos Coelho tem uma visão de gestor, onde só os números falam. Mas a rádio é mais que números.

Se as emissoras radiofónicas da RTP fossem privatizadas, terminaria o serviço público de radiodifusão. Este serviço até está longe de ser o ideal, mas é melhor este que nenhum. Por exemplo, quem quereria manter uma Antena 2 com música erudita? Ou uma Antena 3 com propostas de nova música portuguesa?  Ou, até, uma Antena 1, nos moldes em que ela se encontra? Ninguém, obviamente, porque qualquer privado que aposte numa estação de radiodifusão quer rentabilizar o seu investimento e isso consegue-se com a venda de espaços publicitários. Mas estes só são interessantes para os anunciantes, se as emissoras tiverem ouvintes. Um serviço público de radiodifusão tem de apostar num formato diferente daquele que existe na radiodifusão privada. Ou seja, divulgar, acima de tudo, a cultura portuguesa.

Reduzir os custos da RTP é que seria uma boa aposta, pois a RTP faz concorrência directa às emissoras privadas e esta concorrência é desleal, pois a emissoras comerciais têm de procurar investidores, enquanto a RTP é financiada por uma taxa que todos pagam na factura da electricidade. 

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Uma reedição

Na década de 1980, na RDP-Rádio Comercial, existia um programa onde se podiam escutar, entre músicas, coisas como «Cada vez há menos gente que se lembre de ter conhecido D. Afonso Henriques». Ou «Rádio é uma peça do braço do gira-discos». Estes ditos eram da autoria de Carlos Cruz, Joaquim Furtado, José Duarte, José Fanha, Mário Zambujal, Bernardo Brito e Cunha, Eduarda Ferreira e Orlando Neves, que faziam, então, o programa “Pão com Manteiga”.
Uma selecção de ditos jocosos, piadas non-sense e anedotas foram transpostas para dois livros (um editado em 1980, outro em 1981), que agora têm, num só volume, reedição pela editora Oficina do Livro.
É uma amostra da boa rádio que se fazia na década de 1980.