«aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar». António Sérgio in "Suplemento DN" de 08 de Julho de 2005
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segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Emissão Conjunta RTP/RTPN da Antena Aberta

A Rádio e Televisão de Portugal (RTP) está com emissões conjuntas do programa “Antena Aberta” na RTPN (televisão) e na Antena 1 (rádio). Emissões assim não são novidade, mas a forma como são feitas é que pode fazer a diferença.

O “Antena Aberta” é um programa de rádio, logo é pouco dado ao formato televisivo. Ainda assim há formas de adaptar. Hoje, a jornalista Eduarda Maio – pivot do programa - apresentava-se por detrás de um microfone que lhe tapava parte da cara e com uns auscultadores enormes. É assim que se está na rádio, mas pode-se fazer adaptações para televisão. Eduarda Maio está só, no estúdio. Não tem convidados pelo que a imagem está praticamente focada nela, alternando com a mesa de controlo de áudio e algumas imagens (repetidas várias vezes). Ou seja, bastante monótono.

Comparado com o programa da SIC Notícias, o “Antena Aberta” – para televisão - é muito pobre. Pela sua experiência no meio televisivo (Eduarda Maio apresentou o programa “O Juiz Decide”), Eduarda Maio podia ter um microfone de lapela e auriculares, o que lhe melhoraria o aspecto, e um ou dois convidados (ou comentadores) em estúdio, o que aligeiraria o formato visual estático característico da rádio, mas inadequado em televisão.

Neste formato, o “Antena Aberta” é um bom programa de rádio, mas um mau programa de televisão. E isto é nas estações de rádio e televisão que todos pagamos. Já agora, o material da RTP é de luxo. Não há necessidade de ter, em rádio, para voz, um microfone Neumman caríssimo. É um microfone excelente, sem dúvida, mas há alternativas mais baratas para o fim a que se destinam. Nenhuma emissão em FM consegue tirar partido das características de um microfone daqueles.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

"Antena Aberta": incomoda quem?

A redução de horário de um programa com estas características levanta algumas questões:
- 1.º Rui Pêgo não falou nada sobre este assunto quando apresentou a grelha que iria para o ar a 28 de Maio. No entanto, foi muito rápido a apresentar velhas soluções transvertidas de novidades.
- 2.º Se os fóruns radiofónicos ajudam a consolidar audiências, por que foi o "Antena Aberta" reduzido no seu horário, beneficiando com isso a concorrência directa, em especial a TSF?
- 3.º Sendo um espaço de debate, aberto à sociedade em geral, este programa não é serviço público?
- 4.º O que ganha a Antena 1 em passar música igual à das emissoras privadas, num horário que deveria ser - dentro da filosofia da Antena 1 - de informação?
Há aqui algo que não bate certo. Os assuntos da "Antena Aberta" incomodaram alguém com influência suficiente para forçar uma redução do espaço? se incomodaram, aquele espaço de debate é aberto a todos e quem se sentir lesado pode intervir e desmentir ou confirmar o que quer que seja. terá algo a ver com a jornalista (Eduarda Maio) que apresenta o "Antena Aberta"?
No entanto, perante os acontecimentos que temos vindo a presenciar no nosso país (um político que diz o que lhe apetece sem respeito por ninguém, o caso do professor da DREN, entre outras), não será de admirar que haja pressões politicas, que provocam censura encapotada.