«aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar». António Sérgio in "Suplemento DN" de 08 de Julho de 2005

domingo, 30 de janeiro de 2011

A Dança dos Formatos Radiofónicos

A primeira década do século XXI viu nascer e desaparecer muitas emissoras portuguesas. Algumas tiveram pouco tempo "no ar". O mercado radiofónico português foi mais dinâmico nessa década que nos últimos dez anos do século XX. Mas só o foi porque, apesar de a radiodifusão ter mais de 100 anos, ainda se experimentam formatos.

A primeira emissora de relevo a nascer no século XXI, foi mais um renascimento ou um aproveitar de um nome conhecido de ouvintes com idade superior a 40 anos. Trata-se, claro, da Rádio Clube Português (RCP). A Media Capital Rádios tentou uma primeira abordagem que tentava retirar ouvintes ao Grupo Renascença. A experiência falhou e o RCP passou a designar-se só por Rádio Clube. Reposicionou-se e reformatou-se e acabou por dar lugar a uma nova emissora - a Star FM. Do grupo MCR apenas a Rádio Comercial e a M80 parecem ter sucesso. Curiosamente, a MCR é a principal agitadora do mercado radiofónico português, tendo, inclusive, criado a Vodafone FM, que é a primeira estação emissora de radiodifusão sonora portuguesa a surgir nesta segunda década e com um modelo de financiamento diferente do que tradicionalmente existia no meio.

Nesta década, a RTP continuará a prestar serviço publico radiofónico, a Renascença continuará uma emissora católica e a TSF uma estação de notícias, mas de certeza que nos próximos tempos veremos algumas emissoras a tentar novos caminhos na esperança de ganhar ouvintes. Novos grupos de comunicação social irão surgir e mais emissoras locais serão absorvidas por eles. A Lei da Rádio tem mudado para favorecer esta situação.

Não se pode comparar a rádio portuguesa à rádio de outros países porque cada um tem especificidades sociais que determinam a forma como os media são consumidos, mas alguns formatos serão importados e testados. No entanto, uma tendência que é preocupante é o facto de o elemento humano estar cada vez mais afastado dos estúdios e as emissões serem automáticas.

As inovações são cada vez mais rápidas e a velocidade de transformação da sociedade será cada vez maior. Não há como parar o progresso, pelo que as emissoras portuguesas (e não só) terão de se aliar ao que o futuro trará ou estarão condenadas a desaparecer e não existirá nenhum formato milagroso que as salve.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Vodafone FM Já Emite

Desde as 00H00 de hoje que é possível escutar a Vodafone FM. Esta nova emissora é uma parceria entre a operadora de redes móveis Vodafone e a Media Capital Rádios. Esta nova estação emite em 107.2 MHz na Grande Lisboa e 94.3 MHz no Grande Porto. Também está disponível em www.vodafone.fm.

Uma boa notícia para quem quer fazer rádio: A Vodafone FM está a fazer um casting para novas vozes da emissora.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Miguel Peixoto Deixa Best Rock

Miguel Peixoto deixou de ser funcionário da MCR. O ex-animador da Best Rock, afirmou no seu facebook que "Durante largos meses a BEST ROCK era eu e o computador!!!". Não admira que, sem pessoas, a Best Rock tenha caído nas audiências.

A Best Rock já não apareceu no Bareme Rádio do último trimestre. Uma emissora sem animadores é uma estação sem alma e condenada (a Best Rock é um exemplo) ao fracasso. Música é coisa que não falta à juventude, pois na Internet está disponível toda a música que - de forma legal ou não - pode ser descarregada gratuitamente para os Leitores de Áudio Digital (LAD), computadores, telemóveis, etc.. Para quê escutar uma lista de difusão que pouco ou nada diz aos ouvintes quando nos LADs podem ter a sua própria lista e modificá-la ao seu gosto.

Outra questão prende-se com o facto de a MCR dispensar o Miguel Peixoto e contratar a Bárbara Guevara, que saiu da TSF.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Revista QSP de Janeiro

Para quem gosta da história da rádio portuguesa, a "QSP - Revista de Rádio e Comunicações" de Janeiro apresenta o texto "As Idades da Rádio Portuguesa (1.ª Parte)". Este artigo aborda a "Pré-história da Rádio em Portugal". Ou seja, um resumo do que foram as comunicações em Portugal até 1901, data do primeiro ensaio de Telegrafia Sem Fios em Portugal.

Este texto é o primeiro de uma série de sete que apresentarão, em linhas gerais, a evolução da radio portuguesa. No próximo número da "QSP - Revista de Rádio e Comunicações", será publicado o texto "As Idades da Rádio Portuguesa - A Telefonia Sem Fios e o Nascimento da Radiodifusão em Portugal (1924 – 1939).

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Audiências do 4.º Trimestre de 2010

Segundo dados do Bareme Rádio, da Marktest, em relação ao terceiro trimestre de 2010, ficam, assim, alinhadas as emissoras em termos de Audiência Acumulada de Véspera (AAV) do 4º trimestre de 2010:

RFM – 13,4%

Comercial – 9,5%

RR – 8,1%

TSF – 4,6%

Antena 1
 – 4,4%

M80 – 4,2%

Cidade FM – 4,1%

Antena 3 – 3,2%

Mega Hits– 2,2%

Rádio Sim – 0,9%

Antena 2 – 0,4%

Outras estações - %

Não sabe que emissora escutou - %

Em Portugal existem 8 311 409 potenciais ouvintes com 15 ou mais anos. Estes dados podem ser comparados com as audiências do 3.º trimestre de 2009 e com o período homólogo do ano passado.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A Nova Lei da Rádio

O Natal passado trouxe uma prenda ao sector radiofónico: foi aprovada a nova Lei da Rádio (Lei n.º 54/2010), que revoga a anterior  (Lei n.º 4/2001).  A nova Lei tem como finalidade ajustar-se à realidade radiofónica portuguesa.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Excelente 2011

Boas coisas acontecem àqueles que esperam. Que 2011 traga tudo o que de bom esperamos.

A Rádio em Portugal deseja um feliz 2011 a todos os seus leitores.