«aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar». António Sérgio in "Suplemento DN" de 08 de Julho de 2005
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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

“Íntima Fracção” na rádio espanhola.

Estreou na noite de ontem (às 23 horas de Portugal) na EMA RTV , atravéz da Onda Local de Andalucía (OLA), o “Íntima Fracción”, a versão em castelhano de um dos mais antigos programas radiofónicos portugueses.
Um programa de rádio português ter uma versão espanhola é digno de registo, já que o mercado radiofónico espanhol é muito mais diversificado e competitivo que o português.
O “Íntima Fracción” vai para o ar às quartas-feiras e aos domingos às 00h00 (menos uma hora em Portugal), e pode ser escutado, em directo, na Internet ou por satélite (Hispasat: frequência 12.149 vertical, SR 27.500).
Parabéns ao Francisco Amaral, que demonstrou que, por cá, ainda se fazem bons programas de rádio.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Quando a televisão não tem ideias procura na rádio

O programa da emissora M80 (em Espanha) No somos nadie foi adaptado ao formato televisivo, e teve um sucesso tão grande que o canal de televisão Cuatro o transformou num programa diário. Agora, a Cuatro quer repetir a receita e adaptar o Anda ya! de los 40 Principales.
São muitos os programas de rádio que foram adaptados ao formato televisivo. Uns são um sucesso outros são um total fracasso. Isto deve-se, principalmente, ao facto de a rádio e a televisão serem meios com características diferentes: a rádio depende apenas de um sentido – a audição – o que permite a acumulação (por exemplo, ler ou conduzir e ouvir rádio). A televisão está dependente da visão e da audição e, por causa disto, requer uma atenção total por parte do espectador. Dadas as características diferentes destes dois meios tem de existir sempre uma adaptação de um formato para o outro.
Um exemplo das diferentes características da rádio e da televisão, e das adaptações necessárias, foi a reportagem "Balcãs fantasmas à solta" transmitido ontem pela Antena 1 e pela RTP 1. Segundo o autor, o jornalista Ricardo Alexandre, «O material recolhido foi basicamente o mesmo, mas (…) são linguagens diferentes. No fundo, foi tirar o áudio, registado pela câmara, para um gravador digital de rádio. Depois, passar para os computadores e para os sistemas de tratamento de som. Há pontos comuns porque a televisão, apesar das imagens, também vive de ambientes e imagens a seco não interessam».