«aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar». António Sérgio in "Suplemento DN" de 08 de Julho de 2005

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Fim do DAB em Portugal

A RTP decidiu colocar um termo à rede de radiodifusão sonora terreste digital (T-DAB), que utilizava desde 1998. É o fim do Digital Audio Broadcasting em Portugal. O switch-off será a 01 de Junho de 2011 (desde 2003 que se escreveu neste espaço que isto iria sucedder, amis cedo ou mais tarde).

Na realidade, à esmagadora maioria dos ouvintes portugueses a palavra DAB nada diz. A RTP mantinha as mesmas emissões de Frequência Modulada (FM) em paralelo com o DAB, os receptores eram extremamente caros. A manutenção da rede DAB portuguesa também tem custos e, sendo redundante da FM, não justifica a sua continuidade.

Após um periodo experimental na Europa, muitos países já desligaram o sistema. Até mesmo na Inglaterra, onde o DAB tem maior penetração o sistema está estagnado ou mesmo em recuo, já há algum tempo.

De referir que a aposta dos fabricantes sempre foi em receptores que para além da recepção digital, também incluíam recepção analógica. Já se desconfiava porquê.

3 comentários:

Jose Luis disse...

Os paises que querem andar para traz voltam ao analogico A Suiça evoluiu para DAB+ Aqui não se fez nenhuma publicidade ao DAB por isso tinha que falhar!

Anónimo disse...

O DAB assim como a TDT nada trazem de novo que já não existisse com os sistemas analógicos. Sem vantagens, é natural que não cause entusiasmo no público e falhe por isso.

Anónimo disse...

Na economia doméstica (para não ir mais longe), manda o bom senso que se avaliem os custos, prós e contras de determinada decisão de investimento. Com a implementação do DAB em Portugal, não parece que se tenha feito nada. Caso contrário não se teria gasto o dinheiro (que não foi pouco) dos contribuintes num sistema que tendo reconhecidas vantagens, não foi nem de longe nem de perto divulgado junto da população.
Por razões que desconheço, Rádio e Televisão sempre foram assuntos conduzidos com os pés ou com decisões menos claras...
Desde as limitações legais à implementação de rádios locais, até ao vale tudo que a seguir se assistiu quando não foi mais possível lidar com a proliferação de tantas rádios piratas e se legalizou a situação. Passando pela atribuição dos primeiros canais privados, em que um foi "entregue" à Igreja e que mais tarde depressa o vendeu a privados... E por fim a TDT que é na minha opinião, o mais vergonhoso de todos os processos. Em que TODOS nós saímos a perder. Felizmente a Internet é algo menos controlável,