«aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar». António Sérgio in "Suplemento DN" de 08 de Julho de 2005

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Formação em “Reportagem Radiofónica”

No próximo mês a Associação de Rádios de Inspiração Cristã (ARIC), vai dar continuidade ao programa de Acções de Formação para os colaboradores das emissoras suas associadas. No entanto, não estão excluídos desta formação todos os restantes interessados.
temática sobre a qual versará a formação será a “Reportagem Radiofónica” e terá lugar nos próximos dias 08, 09 e 10 de Outubro, no Centro de Formação, em Fátima. Esta Acção tem uma duração de 17 horas e será leccionada por Nuno Castilho de Matos, Director de Informação da Media Capital Rádios (MCR.

Pretendendo ir ao encontro das necessidades das Rádios e dos seus profissionais esta acção de frormação irá compreender ensinamentos e informações sobre as várias vertentes da Reportagem seja ela de curta ou de longa duração.

Do programa fazem parte diversos temas como, por exemplo, assuntos que podem dar uma “boa história”, necessidade de planeamento, trabalho de campo, escrita, escolha de registos sonoros, montagem do trabalho final, etc. esta será uma formação com uma vertente bastante mais prática que é usual e que irá “fazer da rua” uma extensão natural da “sala de redacção”.
Como é característica destas sessões, os exemplos e trabalhos práticos são no final comentados por todos e alvo de observações e correcções. Nesta ocasião, o responsável pela Acção dará informação adicional sobre os procedimentos a adoptar, embora sempre com o apoio e o comentário dos formandos. O objectivo principal destas acções é sempre o de facilitar uma evolução da aprendizagem num ambiente que se pretende de interacção e de troca mútua de experiências.

Mais informações no podem ser encontradas no sítio da Associação de Rádios de Inspiração Cristã.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dois Workshops de Rádio, no Porto

Fernando Alvim apresenta um Workshop de Rádio no Porto. O curso vai decorrer nas instalações do Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara do Porto, dias 9 e 10 de Outubro, das 10h às 13h e das 14h às 19h. O preço é de 130 euros. Mais Informações através do telefone 966008185 ou pelo e-mail alvimlive@gmail.com.

António Sala também vai estar à frente de um workshop de Comunicação em Rádio, em conjunto com Luís Loureiro, do grupo Renascença. Esta formação vai decorrer nos dias 15 e 16 de Outubro, em Vila Nova de Gaia. O curso custa 200 euros, mas a inscrição até 30 de Setembro tem uma redução de 10%. Mais informações em http://www.geniusymeios.pt/.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Em Defesa do Serviço Público de Radiodifusão

O serviço público de radiodifusão (rádio e televisão) é uma obrigação do Estado e um direito dos cidadãos. É essencial, porque tem de cobrir áreas que as emissoras privadas não estão interessadas, porque não é rentável. O serviço público de radiodifusão tem de ser (não quer dizer que, em Portugal, o seja) um exemplo de qualidade e excelência. Não tem de lutar por audiências, porque para difundir programas populares, existem todas as outras emissoras.

Ontem, várias personalidades, entre as quais Arons de Carvalho e Inês de Medeiros, lançaram um manifesto que defende o serviço público de rádio e televisão em contestação ao projecto de revisão constitucional apresentado por Pedro Passos Coelho, líder do PSD. Esta proposta de revisão constitucional diminuiria a diversidade da oferta na rádio e na televisão, porque abre portas a uma privatização da RTP.

Mas faz sentido os vários canais radiofónicos da RTP? Sem dúvida. Apesar de a Antena 1, Antena 2, Antena 3, etc.  poderem efectuar um serviço público com mais qualidade do que o que existe, são estas emissoras que assegurarão a oferta rádio nacional e que devem promover a cultura portuguesa.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Petição Por Mais Musica Portuguesa na Antena 1

Está a circular uma petição na Internet a favor de "uma Antena 1 mais divulgadora da música portuguesa". As emissoras radiofónicas da RTP (e as de televisão, também) deveriam ser as principais divulgadoras da cultura portuguesa. A rádio pública portuguesa deveria ser a principal embaixadora da música nacional. No entanto, parece que tal não acontece.

Como curiosidade, os pedidos de mais música portuguesa na emissora pública remontam à década de 1930, pouco tempo após a inauguração da Emissora Nacional de Radiodifusão - a precursora da Antena 1. Não era raro encontrarem-se, nos jornais e nas revistas da especialidade, pedidos para uma maior divulgação da musica portuguesa por parte da emissora estatal.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cadeia Metropolitana de Rádios

Desde o Dia 1 de Setembro que se pode escutar no litoral Norte a Cadeia Metropolitana de Rádios (CMR). Este grupo de emissoras é constituída por cinco estações locais: Lidador (Maia), Voz de Santo Tirso, Trofa, Mar (Póvoa de Varzim) e Aveiro FM.  São 13 horas de emissão em cadeia e 9 horas de emissão local, com produção própria de sete noticiários locais/regionais. A CMR faz parte de um grupo de comunicação com sede na cidade da Maia, do qual fazem parte o "Canal 5," "Moviface", "Canal 5 TV" e o jornal "Primeira Mão".

A história deste grupo começa em finais da década de 1980, quando Acácio Marinho - o proprietário deste grupo - ainda era operador de som na Radiodifusão Portuguesa e colaborava com um produtor independente - as "Produções Sintonia". Pouco após o falecimento do proprietário da Sintonia, Acácio Marinho tomou as rédeas do negócio e desenvolveu-o, modernizando, neste processo, o estúdio de produção radiofónico, dando-lhe o nome de "Canal 5".

Os programas do "Canal 5" eram difundidos pela "RDP Norte", "RDP - Rádio Comercial Norte" e pela rádio "Sete FM" (Maia), da qual Acácio Marinho era sócio. A reestruturação da RDP  terminou com as produções externas e levou à privatização da "Rádio Comercial", que também  descontinuou as colaborações externas, no que toca a programas. A partir daí, a produção  passou a ter como difusora a Rádio Nova (Porto), mas por pouco tempo. Ainda foi criada uma empresa de brindes publicitários - a "Brindimagem" - mas esteve pouco tempo em actividade.

Em finais de 1992, Acácio Marinho adquiriu a Rádio Lidador (Maia), passando toda a produção a ser centrada na emissora maiata. Durante algum tempo, as instalações do Canal 5, no Porto, (ficavam na Rua da Fontinha) serviram de suporte à, então, recentemente privatizada Rádio Comercial (RC). partir daqui, Acácio Marinho foi comprando, alugando e vendendo emissoras da região do Grande Porto e criando novos negócios na área da comunicação, como o "Primeira Mão", a "Moviface" e, mais recentemente, a TV online "Canal 5 TV".

Por curiosidade, no inicio dos anos 90, esteve para ser constituída uma produtora de televisão , uma ideia que Acácio Marinho queria desenvolver, chegando a preparar uma parte do estúdio radiofónico do Canal 5, no Porto, para vídeo. Este projecto não chegou a ser concretizado.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Star FM? Em Portugal Ainda Não Existia Uma

A Media Capital Rádios (MCR) transformou  - leia-se, fechou e despediu todos os colaboradores - o Rádio Clube (RCP) na Star FM. Para além de ser uma enorme falta de originalidade, qual terá sido o motivo porque a MCR escolheu uma palavra em inglês (Star = estrela) para designar uma estação emissora de radiodifusão sonora portuguesa?

Eis porque a MCR não primou pela originalidade:  

Star FM, Canadá; Star FM (mais uma), Canadá;  Star FM, Austrália; Star FM, Alemanha; Star FM, Brasil; Star FM (mais uma) Brasil;, Star FM, Estados Unidos da América; Star FM, (mais uma) Estados Unidos da América; Star FM, (ainda outra) Estados Unidos da América; Star FM, (ainda mais outra) Estados Unidos da América; Star FM, (Ainda mais outra) Estados Unidos da América; Star FM, Grécia; Star FM, Filipinas; Star FM, Inglaterra; Star FM (mais uma) Inglaterra; Star FM, Letónia; Star FM, Abu Dhabi; Star FM, Bulgária; Star FM, Sérvia; Star FM, Malawi; Star FM , São Vicente e Granadinas (Caraíbas)... Já chega! 

Se quiserem fazer uma busca exaustiva basta escreverem no Google "Star FM" (ou clicam em cima da ligação) e este dá 788 000 resultados para "Star FM". Claro que nem todos são estações emissoras, mas existem dezenas (centenas?) delas com o nome de Star FM.

Ok! Portugal não tinha uma Star FM. Já tem!

domingo, 5 de setembro de 2010

Já Não Se Vê Muito Disto

Passar numa grande superfície e ver um artigo com um dístico a dizer "Anunciado na Rádio", é algo muito raro (mesmo muito raro). Mas mostra que a rádio ainda dá prestígio aos produtos que publicita.

Star FM Já Tem Autorização da ERC

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) aprovou a alteração da programação das frequências onde emitia a extinta Rádio Clube, podendo assim a Media Capital Rádios (MCR) avançar com o projecto Star FM.





quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Futuro da Rádio

Rogério Santos, autor do blogue "Indústrias Culturais" afirma, em entrevista ao jornal "Público", que "O tempo dos ouvintes passivos está a terminar". Esta é uma realidade que a radiodifusão já está a enfrentar, a Internet alterou a rádio. Mas será que os grandes operadores de radiodifusão vão acompanhar esta tendência? Quanto mais tarde, pior.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Web Radio Procura Colaboradores

 
Chegou um pedido via e-mail:

A Antena Web procura colaboradores que gostem de fazer rádio. Os interessados em integrar a equipa da Antena Web devem enviar um e-mail para geral.radioantenaweb@gmail.com.

A Antena Web é uma rádio no sistema de podcasting e que já ultrapassou a barreira das mil visitas mensais e os 8800 downloads de programas, também mensais. Com a abertura do seu Canal 2, esperam, dentro de 2, 3 meses, alcançar uma audiência entre os 300 a 500 ouvintes. Ambas as estações têm já uma programação bastante consolidada.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Recordar a Rádio Cidade

Aqui está um site para recordar a Rádio Cidade de finais dos anos 80, início anos 90. "Saudade Cidade" relembra a estação de sucesso, com sotaque do Brasil, que foi vendida à Media Capital Rádios.

sábado, 7 de agosto de 2010

Sítio da RTP Comemora 75 Anos da EN

Para comemorar os 75 anos da rádio pública, a RTP criou o sítio "75 Anos da Rádio Pública". Afirmando que "é tempo de escutar a nossa história", este sítio permite uma viagem no tempo onde se pode escutar as músicas,as notícias e a história destes 75 anos da Emissora Nacional.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Campanha RFM: Vá Ver os U2


Aqui está um exemplo de como a rádio pode aproveitar as novas plataformas digitais, neste caso o Facebook: 

«A RFM vai levar a Coimbra um ouvinte com acompanhante para ver o concerto dos U2. Esgotado desde há muito, esta será uma das poucas oportunidades de conseguir entrada num dos grandes eventos musicais do ano. 

Durante 5 dias (de 10 a 14 de Agosto) o Autocarro RFM vai estar em diversos locais do Algarve, sempre entre as 11h00 às 23h00. 

Para conseguir os últimos bilhetes para o concerto dos U2 basta ir até esses locais, tirar uma fotografia com a RFM e fazer o uploaddessa fotografia na página oficial da RFM, no Facebook. Depois é só convencerem os amigos a "gostar" da sua imagem. 

A "cara" mais votada vai estar com a RFM no concertos dos U2, em Coimbra! Diariamente na RFM e no site, em www.rfm.pt, vão ser dadas informações sobre a localização do autocarro e a forma de participar no passatempo».

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Receptor Radiofónico do Futuro

A Volkswagen e a Hit-Radio Antenne estão a desenvolver, em conjunto, um receptor radiofónico híbrido. Este novo receptor permitirá ao ouvinte escolher conteúdos para escutar quando quiser.

Este receptor está pensado para o ouvinte do futuro - que está muito próximo - e consiste um sistema que funciona através de uma interface com a Internet. O projeto será implantado a partir de 2011, altura em que serão iniciados os primeiros testes na Baixa Saxônia, Alemanha.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

NFM a Crescer

A NFM passou a dispor da frequência onde emitia a XL-Radio (FM 88.40 MHz, Espinho). É já a sexta frequência adquirida num espaço de 16 meses. A sede deste grupo fica em Gandra, Paredes, Distrito do Porto, o que é uma oposição a todos os outros grupos radiofónicos, que têm as suas sedes na zona de Lisboa.

No sítio da NFM pode-se verificar que a estação tem 21 colaboradores, sendo oito animadores, sete jornalistas, cinco comerciais e um gestor de conteúdos. Ou seja, num éter recheado de emissoras em que um computador assegura as 24 horas de emissão a NFM contraria isto e tem uma ambição: «Assumimos que queremos ser a rádio de referência em todas as regiões onde somos ouvidos». 

Um senão: ao contrário do afirmado no sítio da NFM, os 88.40 MHz de Espinho não são escutados no Porto, nem em Vila Nova de Gaia (na Cidade, a Sul é possível escutá-la), nem na Maia. Eventualmente, existem zonas de recepção, mas é muito deficiente pelo que a alternativa é mesmo a emissão online.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

RTP2 Celebra os 75 Anos da EN com Ciclo de Cinema

Para comemorar os 75 anos da Emissora Nacional de Radiodifusão, a RTP 2 transmite um ciclo de cinema dedicado à Rádio, na rubrica "Cinco Noites, Cinco Filmes". Os filmes passam esta semana depois da meia-noite.

A estreia é hoje com "Os Dias da Rádio" (1987), de Woody Allen. Amanhã é a vez do filme português "A Menina da Rádio" (1944), de Artur Duarte. Quarta-feira vai para o ar "Os Bastidores da Rádio" (2006) de Robert Altman. Quinta-feira é a vez de "Volume no Máximo" (1990) de Allan Moyle. A fechar este ciclo, a RTP2 escolheu "Bom Dia Vietname" (1987), de Barry Levinson.

domingo, 1 de agosto de 2010

75.º Aniversário da Emissora Nacional

 
A Emissora Nacional de Radiodifusão (EN) inaugurou oficialmente a sua actividade a 1 de Agosto de 1935. Este acontecimento deu-se uma década após as primeiras emissões regulares de rádio em Portugal e numa altura em que a rádio portuguesa vivia o seu primeiro período áureo. Obra do Estado Novo, a EN manter-se-ia sem desvios no seu rumo até o dia 25 de Abril de 1974. (...)

Até à revolução dos cravos, em 25 de Abril de 1974, a Emissora Nacional não sofreu grandes alterações organizacionais. O financiamento era garantido pelo Estado português, que por sua vez aplicava uma taxa de radiodifusão sonora aos possuidores de receptores radiofónicos.

Quando a 2 de Dezembro de 1975 é decretada a nacionalização das emissoras portuguesas, foi criada a Empresa Pública de Radiodifusão, um organismo que congregava todas as emissoras do continente, excepto a Rádio Renascença, a Rádio Altitude (Guarda) e a Rádio Pólo Norte (Caramulo). Em 1976, a nova empresa adopta o nome de RDP - Radiodifusão Portuguesa EP, estando obrigada a prestar um serviço público de rádio. A empresa organiza-se em 4 canais nacionais, 3 regionais para o Continente e 2 regionais para as Ilhas, além das emissões em Onda Curta, (...).
 
Nova reorganização interna é efectuada em 1979, sendo criada a Rádio Comercial que, juntamente com os programas emitidos a partir dos centros regionais, passa a transmitir publicidade, entrando assim em concorrência directa com os operadores privados. Nova transformação é efectuada em 1993, tendo sido privatizada a Rádio Comercial e a publicidade deixa definitivamente de ser transmitida nos canais da RDP. É adquirido um novo edifício nas Amoreiras, em Lisboa, que passa a abrigar os sectores técnico e de produção. Em 1994, cria-se a Antena 3 e a RDP é transformada em sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos. No ano seguinte, surge a RDP África, um novo canal vocacionado para os países africanos de língua portuguesa. Em 1998, passa a dispor do sistema Digital Audio Broadcasting (DAB), mas que se limita a ser uma via alternativa para as emissões em Frequência Modulada. (...)

A ultima grande reorganização é feita em 2004, quando a Radiodifusão Portuguesa se funde com a Radiotelevisão Portuguesa, denominando-se a nova empresa pública de "Rádio e Televisão de Portugal" (RTP). Ao longo da última década, e dada a penetração da Internet, são criadas webradios temáticas, que se juntam às emissoras radiofónicas hertzianas da RTP. 


O texto completo, sobre os 75 anos da Emissora Nacional de Radiodifusão, está na "QSP - Revista de Rádio e Comunicações" de Agosto.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Rádio Altitude Faz 62 Anos

A Rádio Altitude celebra a passagem de mais um aniversário. No blogue da emissora, Rui Isidro - director da estação - deixou uma mensagem aos ouvintes:

«Rádio Altitude completa hoje, 29 de Julho, 62 anos de emissões. Ou talvez mais. Ou talvez menos (...) Rádio Altitude – a mais antiga estação de radiodifusão local em Portugal, um património que deve ser motivo de orgulho para toda a Região, e não apenas para a Guarda. Hoje faço questão de recordar aqui os princípios que o actual grupo de trabalho abraça. Um grupo que integra algumas das (raras?) pessoas que não querem desistir do Interior. Nos bons e nos maus momentos, como é próprio dos afectos verdadeiros e vividos com intensidade. Um grupo que me honro de dirigir há quase sete anos: uma longevidade inédita de engrandecimento e afirmação, numa história que também já foi feita de convulsões e de sobressaltos. É por isso que, no final de cada jornada, quando vamos à nossa vida restante e ao reencontro dos nossos (outros?) afectos, deixamos sempre o lugar onde trabalhamos com um sussurro: «Fica bonita, Rádio!». Porque a Rádio Altitude é uma paixão. Obrigado a todos, por tudo. E Parabéns!»

A mensagem completa pode ser lida em http://altitude.altitude.fm/profiles/blogs/nos-62-anos-da-radio-altitude

Parabéns Rádio Altitude.

sábado, 24 de julho de 2010

Star FM Substitui RCP

A Media Capital Rádios (MCR) acabou com a Rádio Clube, nome que substituiu, em 2005, o de Rádio Clube Português. No entanto, a primeira alteração manteve sempre uma ligação ao passado através do acrónimo RCP. Agora termina mais um ciclo, com a MCR a criar a Star FM - uma estação que emitirá música dos anos 50, 60 e 70 do século passado através dos emissores da ex-RCP. Se a ERC permitir.

Nesta alteração existe uma situação pouco clara: quiseram encerrar a Rádio Clube, mas mantêm os alvarás de radiodifusão sonora que suportavam a estação. Despediram 36 colaboradores o que leva a pensar que a Star FM será um CD hertziano que debitará listas de difusão intercaladas com anúncios de estação. Sem o elemento humano não há emoção - a essência da rádio. A Lei deveria ser clara neste aspecto: querem encerrar uma emissora, entreguem os alvarás e estes deveriam ser colocados a concurso público novamente.

Um novo fracasso radiofónico está à vista na MCR. A Star FM vai posicionar-se no segmento da Rádio Sim, uma rádio que, segundo o último Bareme Rádio, tem apenas 0,9% de Audiência Acumulada de Véspera (AAV), mas que tem boas perspectivas de aumentar o AAV, já que a programação é diversificada e mantém a ligação emocional com o ouvinte. Ou seja, faz companhia. A MCR tem um bom exemplo no seu grupo de uma rádio de sucesso: a Rádio Comercial. Mas este sucesso deve-se às pessoas que lá colaboram - principalmente ao seu director.

A MCR encerrou, em 2003, a Rádio Nostalgia - que transmitia música dos anos 50, 60  e 70 - e regressa agora a um formato idêntico. Apostar num formato puramente musical e, prevê-se, sem o elemento humano é perder para outras emissoras os (poucos) ouvintes que a RCP tinha. É certo que não vai conseguir muitos ouvintes, porque a música hoje está ao dispor de todos na Internet, local onde além do áudio, disponibiliza vídeo e informações sobre as músicas, autores, compositores, interpretes, histórias, etc.. A Star FM quer competir com tudo isto, só passando música?

Os ouvintes radiofónicos do século XXI não estão interessados em escutar na rádio uma lista de difusão onde existem muitas músicas que não lhes agradam. Hoje em dia, qualquer pessoa elabora a sua lista de difusão e escuta só as músicas que gosta, no CD ou no Leitor de Áudio Digital ou no computador. Claro que a MCR pode achar que após despedir 36 colaboradores pode contratar novos para a Star FM. Mas será isto legal?

P.S. - A emissora Rádio Clube Português, da MCR, nada tem a ver com o antigo RCP. O nome Rádio Clube Português, ou RCP, foi a designação dada a uma estação emissora em 1931. Esta emissora era, principalmente, um clube de aficionados da rádio. A emissora tinha sido criada em 1928, por Jorge Botelho Moniz, como CT1DY - Rádio Parede, depois chamada, em 1930, Rádio Clube Costa do Sol. Em 1975 foi nacionalizada e incorporada na estrutura da Radiodifusão Portuguesa (RDP), hoje Rádio e Televisão de Portugal (RTP). Em 1979 foi criada a RDP - Rádio Comercial, que foi a herdeira das tradições do RCP. A Comercial foi alienada da RDP, em 1993, e adquirida, em 1997, pela MCR que também adquiriu a Rádio Nostalgia, que transformou, em 2003, em Rádio Clube Português. No início da década de 1990, a família Botelho Moniz fez regressar o nome Rádio Clube Português através de uma parceria ente a Rádio Gest, de Lisboa, e a Rádio Nova, do Porto. Esta associação durou pouco mais de três anos.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Festival Future Places

De 12 a 16 de Outubro vai ter lugar no Porto o Festival Future Places, cuja organização é da Universidade do Porto. O objectivo do festival é promover a discussão, prática e reflexão sobre os media digitais e culturas locais. O Future Places é um festival de meios digitais internacional focado no potencial dos media digitais para transformar culturas e sociedades. Para isso, explora a cultura digital nas suas diversas formas: concertos, exibições, competições, workshops, festas, conferências e projecção de filmes.Durante o Festival Future Places vai estar activa a Rádio Futura, em FM 91.50 MHz, que também terá transmissão através de emissão web. esta emissora será da responsabilidade da Rádio Zero

O Festival Future Places porcura programas previamente gravados de 30 minutos ou uma hora e propostas de directos através de streaming ou a partir dos estúdios temporários na cidade do Porto. Todas as propostas relacionadas com media digitais e/ou culturas locais são bem vindos:

MÚSICA.
CONTOS.
GRAVAÇÕES DE CAMPO.
POESIA SONORA.
CANÇÕES.
EXPERIÊNCIAS.
TEMAS ACTUAIS.
PURA BIZARRIA.

As propostas devem ser enviadas para radiofutura@radiozero.pt até 31 de Agosto de 2010. Enviar um ficheiro de som (ou link) e uma breve descrição. Para propostas de directos, por webstream ou no Porto, enviar uma proposta/rascunho do programa, juntamente com as necessidades técnicas. Mais informação acerca do festival de media digitais Future Places em futureplaces.org

A Radio Futura é uma actividade conjunta da Future Places e da Rádio Zero, uma emissora universitária sediada em Lisboa, que emite 24 horas por dia, 365 dias por ano na Internet e promove o acesso livre à transmissão. Instiga e promove os usos da rádio mais exploratórios e não ortodoxos, tanto em conteúdos, como em forma e tecnologia e é um dos membros fundadores da Radia. A cada dois anos organiza um Festival de Rádio Arte em Lisboa - a RadiaLx.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Audiências do 2.º Trimestre de 2010

Há novidades nos dados do Bareme Rádio, da Marktest. No segundo trimestre de 2010, já não consta a Rádio Clube (que fechou no passado domingo), a Rádio Renascença cai para terceiro lugar e a Rádio Comercial está em segundo - isto nunca tinha acontecido. No Top Ten posiciona-se uma emissora local de Loures (com uma única frequência): a Rádio Orbital.

Ficam, assim, alinhadas as emissoras em termos de Audiência Acumulada de Véspera (AAV) do 2º trimestre de 2010:

RFM – 13,7%

Comercial – 9,2%

RR – 8,5%

Cidade FM – 5%

Antena 1 – 4,4%

TSF – 4,1%

M80 – 4,1%

Mega Hits– 3%

Antena 3 – 2,7%


Rádio Sim – 0,9%

Best Rock FM – 0,6%

Antena 2 – 0,5%

Romântica FM – 0,4%

Outras estações - 11,9%

Não sabe que emissora escutou - 1,5%

Estes dados podem ser comparados com as audiências do 1.ºtrimestre de 2009 e com o período homólogo do ano passado.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Fim do Rádio Clube

Era já esperado o fim do Rádio Clube, que desaparece do éter no próximo domingo. Já estava morto há muito, apenas esperava o enterro. É a terceira vez que o Rádio Clube Português desaparece. A primeira vez foi em 1975, com a nacionalização; a segunda foi no início dos anos 90, após uma fusão falhada com a Rádio Nova, do Porto; e a terceira, agora, após um projecto que falhou, consecutivamente, desde os tempos de Pedro Tojal até ao desconhecimento do meio por parte de Luís Osório.

Neste espaço já se apontou várias vezes o porquê do insucesso do Rádio Clube (RCP). 36 funcionários da emissora enfrentam, agora, o desemprego.