«aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar». António Sérgio in "Suplemento DN" de 08 de Julho de 2005

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Europa-Lisboa na Mira de Emídio Rangel




Se a estação for adquirida por Emídio Rangel, não será, certamente, para a transformar numa estação musical. No entanto, as condições sociais não são idênticas às que, em 1988, permitiram que uma emissora com o perfil da TSF conquistasse mercado em Portugal.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Um Novo Blogue Sobre Rádio

"Diário da Rádio" é um novo blogue que se debruça sobre a rádio e as indústrias culturais. Embora tenha sido iniciado a 24 de Maio, já tem alguns textos interessantes.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

1000 Edições de "Um Toque de Jazz"

Comemorar mil edições de um programa de rádio é, nos dias de hoje, um caso raro. No entanto, "Um Toque de Jazz" atingiu essa marca. Há 17 anos consecutivos que Manuel Jorge Veloso apresenta o programa na Antena 2.

Para comemorar as mil edições, repetiram-se, no mês de Maio, cinco programas que tinham o tema "Como Ouvir o Jazz". Estes programas estão disponíveis para audição no sítio da Antena 2:

Um Toque de Jazz é transmitido aos Domingos, na Antena 2, das 23:05 às 24:00. Parabéns ao Manuel Jorge Veloso.

domingo, 30 de maio de 2010

Desafios da Comunicação na Era Tecnológica

A Universidade Autónoma de Lisboa inicia amanhã um ciclo de conferências e workshops sob o tema "Desafios da comunicação na era tecnológica".

O programa está assim dividido:

Segunda-feira - 31 de Maio

11h – Miguel Martins (Editor Multimédia do Expresso. Professor da UAL)
Tema: iPad e Tablets: iBelieve 
Desafios do Jornalismo e do negócio dos Media nas plataformas móveis híbridas 

15h – Vítor Duarte (Director Criativo da SIC) 
Tema: Desafios da comunicação na era tecnológica

Terça-feira - 1 de Junho

11h - Pedro Dias (Coordenador Geral SIC Notícias)
Tema: A redacção do futuro e a produção de informação

15h - José Almeida (Formador e Coach. Partner responsável pela Ideias & Desafio)
Tema: Liderança e Motivação de Equipas de Sucesso
 
Quarta-feira - 2 de Junho

11h – Mariana Victorino (Consultora de Comunicação de Crise. Directora Geral da Porter Novelli)
Tema: A prevenção como factor determinante para a gestão da comunicação de crise

16h30 - António Câmara (Director Geral da Y-dreams) 
Tema: Desafios da comunicação na era tecnológica

As inscrições são gratuitas e basta enviar um email para dcc@universidade-autonoma.pt indicando dia e horário, para assistir. Estas conferências e workshops decorrerão no Pólo da Boavista da Universidade Autónoma de Lisboa, Boqueirão dos Ferreiros nº 11, 1200-185 Lisboa

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Jovens na Rádio

A rádio portuguesa não tem muitos programas dedicados à infância. São escassas as estações que se preocupam com os jovens abaixo dos 14 anos, embora nem sempre fosse assim. Aliás, o Bareme Rádio da Marktest - único medidor de audiências de rádio em Portugal - só contabiliza a escuta radiofónica  a partir dos 15 anos.

Mas se os programas infantis são poucos, ainda mais raros são os programas feitos por crianças. A Rádio Águia Azul contraria a tendência de se afastar a juventude das lides radiofónicas e apresenta o "Pedagógico Kids", um espaço feito exclusivamente por crianças, integrado no programa "Pedagógico na Rádio".
 
As estações emissoras portuguesas devem de ter em conta que as crianças de hoje serão os ouvintes de amanhã e que agora têm enormes apelos ao consumo de televisão e Internet.

O "Pedagógico na Rádio" vai para o ar às segundas-feiras, das 20h às 22h, na Rádio Águia Azul, em 89.60 MHz (região de Santa Maria da Feira).

sábado, 15 de maio de 2010

A "CS1SR - Sonora Rádio" do Porto

A edição de Junho da "QSP - Revista de Rádio e Comunicações" vai apresentar um texto sobre a segunda estação emissora da cidade do Porto, o Posto Emissor "CS1SR - Sonora Rádio".

Fruto da colaboração com a "QSP - Revista de Rádio e Comunicações" e com o semanário regional "Notícias de Viseu", a página "Telefonia Sem Fios - História da Rádio em Portugal" está a ser actualizada. A Página das emissoras da cidade Invicta já foi actualizada, com novas informações e imagens, mas irá sofrer ainda mais alterações, assim como quase todas as páginas do sítio.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Uma Opinião no JN

Óscar Mascarenhas brinda os leitores do "Jornal de Notícias" com uma crónica em que elogia a "Rádio Amália" que restaurou ligação que existia entre ouvintes (e, também, com as emissoras) e que se perdeu quando as pequenas estações de Lisboa desapareceram (em 1975, com a nacionalização). 

Em «Rádio Amália, rádio minha gente» elogia-se a escolha musical da estação e o facto de tanto em Lisboa, na China ou no Porto se poder escutar a "Rádio Amália".

Existe, também, uma critica à  "Antena 2": «Emociono-me mais com o Fado da Meia-Laranja - «Meio-Inferno de Lisboa, onde a morte anda a viver» - de José Manuel Osório, do que com as elucubrações onanistas de um presunçoso a explicar-me não sei que dores de alma de Aaron Copland pelos «índios apalaches» no seu «Appalachian Spring» que - já agora - o compositor começou por lhe chamar «Ballet for Martha», que não consta que fosse índia - e muito menos apalache!»

domingo, 9 de maio de 2010

Webradios Portuguesas

O fenómeno das emissoras online - também conhecidas como webradios ou net radios - já não é novo. Quase todas as estações emissoras de radiodifusão sonora portuguesas possuem emissões em simultâneo na Internet e em Frequência Modulada. (e algumas, também, em Amplitude Modulada). Ainda assim vão nascendo alguns sites independentes que mantêm um fluxo contínuo de áudio (streaming).

Existem algumas dificuldades encontradas pelas webradios portuguesas, como as impostas pelos direitos de autor para a passagem de música dos artistas inscritos na Sociedade Portuguesa de Autores e noutras associações congéneres.

Aqui fica uma lista de rádios independentes (que emitem desde Portugal) que estão em exclusivo na Internet:

- Rádio Marcante (Açores)
- Rádio TSM (Arouca)
- Braga Rádio DJ (Braga) 
- Rádio Universitária da Beira Interior  (Covilhã)
- Rádio Zero (Lisboa)
- Rádio Imigrante (Marinha Grande)
- Net Rádio Católica (Moita)
- Engenharia Rádio (Porto)
- Jornalismo Porto Rádio (Porto)
- Kitschnet Radio (Porto)
- Control FM (Samora Correia)
- Rádio Amizade Online
- Rádio Corredor
- Rádio Voz Virtual 
- Portugal Music
- Rádio Lusitânia CB
- Rádio Noite

Estas foram as webradios portuguesas encontradas em 09 de Maio de 2010 e que estavam a emitir. No entanto, ressalva-se o facto de poderem existir mais.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Segunda Edição dos "Prémios Spot"

Os grupos R/COM, Renascença Comunicação Multimédia; Media Capital Rádio e a Controlinveste Media estão juntos pela segunda vez para realizar mais uma edição dos "Prémios SPOT".

Numa das categorias, o público pode escolher os seus anuncio preferidos em premiosspot.com. Os vencedores serão conhecidos no dia 17 de Junho, numa gala a realizar no auditório da Faculdade de Medicina Dentária, em Lisboa.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A Rádio na Ilha da Madeira

A "QSP - Revista de Rádio e Comunicações" apresenta, na sua edição de Maio, o artigo "primórdios da Rádio na Madeira". Este texto relata o que foi a rádio na na Ilha da Madeira até 1939, ano em que devido à Segunda Guerra Mundial, todos os emissores amadores tiveram de encerrar e as emissoras de radiodifusão tiveram que se associar (em Lisboa e no Porto) ou encerrar.

O texto também é publicado no "Notícias de Viseu" e  o sítio deste semanário apresenta uma parte do publicado na "QSP - Revista de Rádio e Comunicações" e na edição em papel daquele jornal.

"Em 1933, Thiago de Aguiar cria, no Funchal, a primeira estação de radiodifusão da Madeira. O posto manteve como nome o indicativo CT3AG que era o código de chamada do seu proprietário, enquanto radioamador".

domingo, 25 de abril de 2010

36 Anos da Revolução de Abril


Houve um tempo em que as emissoras radiofónicas portuguesas eram poucas. A radiodifusão fazia-se quase toda em Amplitude Modulada, já que eram escassas as estações que emitiam em Frequência Modulada. Escutava-se, principalmente, em Onda Média. Alguns escutavam emissoras estrangeiras em Onda Curta, mas com cuidado. As mensagens que o éter transportava podiam ser consideradas subversivas para a “liberdade" que os portugueses usufruíam na altura. Afinal havia um estado que cuidava do bem-estar dos portugueses. Dizia-nos «que filmes ou peças teatrais podia ver, ou não, que revistas e jornais podia ler, ou não, que países podia visitar, ou não». Ouvir rádio podia ser crime. Principalmente se fosse alguma emissora da Europa de Leste, ou a Rádio Liberdade, que emitia desde a Argélia. A rádio vingou-se na madrugada do dia 25 de Abril de 1974, com a Revolução dos Cravos.

A colaboração entre revoltosos e a rádio começa muito antes do dia 25 de Abril de 1974. Os contactos são feitos entre militares e jornalistas de várias emissoras, preparando-se tudo para que a revolução resultasse. 5 minutos antes das 23h, do dia 24 de Abril de 1974, na rádio Alfabeta dos Emissores Associados de Lisboa, o locutor de serviço - João Paulo Diniz - "lançou" a música "E depois do adeus" de Paulo de Carvalho. Era o sinal para as tropas avançarem.







Na Rádio Renascença a gravação do alinhamento, que viria a ser o sinal para o desencadear das operações, foi feita na tarde do dia 24 de Abril, por Leite de Vasconcelos, para ser emitida no Programa «Limite», que era realizado em directo, mas algumas partes eram previamente gravadas. Era numa dessas gravações que estava a «senha» - a primeira quadra da música «Grândola, Vila Morena», de Zeca Afonso. Passavam vinte minutos da meia-noite, quando a gravação foi difundida:

Grândola vila morena
terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti ó cidade

Esta segunda senha confirmou a primeira. A partir daqui todo o movimento era irreversível. O Rádio Clube Português é transformado no posto de comando do «Movimento das Forças Armadas», por este motivo a emissora fica conhecida como a "Emissora da Liberdade".Aos Microfones do Rádio Clube Português, Joaquim Furtado lê o primeiro comunicado às 04h26:

«Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas.As Forças Armadas portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma.Esperando sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos ao bom senso do comando das forças militares no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos individuais, que enlutariam e criariam divisões entre portugueses, o que há que evitar a todo o custo.Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica, esperando a sua ocorrência aos hospitais, a fim de prestar a sua eventual colaboração, o que se deseja sinceramente desnecessária».


Bibliografia sobre a rádio e o 25 de Abril:

- Maia, Matos: Aqui Emissora da Liberdade. 1.ª edição: Rádio Clube Português, 1975 (esgotada). 2.ª edição: Editorial Caminho,Lisboa, 1999.
- Caldas, A. Pereira: Para a história da Rádio Renascença (1974-1975) Um barómetro da revolução. Radio Renascença / Grifo – Editores e Livreiros, Ldª. Lisboa, 1999.
- Ribeiro, Nelson: A Rádio Renascença e o 25 de Abril. Universidade Católica Editora. Lisboa, 2002.

sábado, 24 de abril de 2010

96 anos de Programas radiofonicos em Portugal

Foi em Lisboa, a 24 de Abril de 1914, que Fernando Cardelho de Medeiros adaptou um microfone a um pequeno emissor de Telegrafia Sem Fios e efectuou aquele que pode ser considerado o primeiro programa de radiofónico português.

Sendo um aficionado da Telegrafia Sem Fios, Fernando Cardelho de Medeiros possuía vários livros estrangeiros sobre o assunto. Como aluno de engenharia, começou, em 1914, a montar pequenos emissores e a fazer tentativas de transmissão em “fonia”. Nos primeiros ensaios limitava-se a dizer apenas disse “Está lá? Ouve bem?”. Estes ensaios eram escutados pelo Dr. Lomelino, que morava a 100 metros de distância, A escuta era, certamente, efectuada com um receptor de galena.

Foi no dia do seu aniversário, a 24 de Abril de 1914, que Fernando Cardelho de Medeiros fez a transmissão que pode ser considerada o primeiro programa de rádio português. Pediu emprestado um gramofone de campânula e alguns discos e preparou-se para a primeira transmissão radiofónica portuguesa. A emissão consistiu na leitura de uns tratados franceses sobre Telegrafia Sem Fios e na emissão, com o gramofone, do “Festival de Wagner”. Segundo Fernando Cardelho de Medeiros, em declarações à revista “Rádio Semanal” de 21 de Agosto de 1937, foi escutado por 3 ou 4 senfilistas.

Se o programa efectuado a 24 de Dezembro de 106, por Reginald Aubrey fesseden, é considerado o primeiro programa de rádio, também esta emissão de Fernando Cardelho de Medeiros pode ser considerada como o primeiro programa de rádio português.

Após esta emissão pioneira, Fernando Cardelho de Medeiros manteve o silêncio, provavelmente muito por culpa da I Guerra Mundial, que dificultou ainda mais a aquisição do material técnico necessário para a construção de emissores de telefonia. Este pioneiro só regressaria às experiências de Telefonia Sem Fios em 1926, criando a “Estação do Posto Rádio-Telefónico de Lisboa CT1BM”. 

Em 1930, dedica-se em pleno à radiodifusão e montou a “CS1AA - Rádio Hertz”, em Onda Média, emitindo, também, em Onda Curta como “CS1AB - Rádio Hertz”. Alguns anos depois, A “Rádio Hertz” acabaria por mudar de nome para “Rádio Continental”, pois Fernando Medeiros dizia que “Hertz” era difícil de pronunciar e entender. Um dos indicadores disso era a correspondência que recebia. Algumas cartas eram endereçadas à “Rádio Esso”. Em 1937 o seu indicativo era “CS2ZE – Rádio Continental”. De referir que o "Clube Radiofónico de Portugal" utilizou as instalações e o indicativo CS1AA da "Rádo Hertz" até 1935.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Audiências do 1.º Trimestre de 2010


Segundo dados do Bareme Rádio, da Marktest, ficam, assim, alinhadas as emissoras, em termos de Audiência Acumulada de Véspera (AAV) do 1.º Trimestre de 2010:

RFM – 14,3%

RR – 10%

Comercial – 8,4%

Cidade FM – 4,7%

Antena 1 – 4,3%

TSF – 3,8%

Antena 3 – 3,3%

M80 – 3%

Mega FM Hits– 1,9%

Rádio Sim – 1,2% 

Best Rock FM – 0,7%

Rádio Clube – 0,7%

Romântica FM – 0,7%

Antena 2 – 0,5%

Outras estações - 11,2%

Não sabe que estação escutou - 1%

Estes dados podem ser comparados com as audiências do 4.º trimestre de 2009 e com o período homólogo do ano passado.

domingo, 18 de abril de 2010

RTP Comemora 75 Anos de Rádio Pública

Este ano, a rádio portuguesa festejou 85 anos de emissões regulares de radiodifusão, a 1 de Março; celebrará 96 anos de rádio, a 24 de Abril; e comemorará 75 anos de rádio pública, a 1 de Agosto.  A 9 de Março de 2011, passarão 110 anos de Telegrafia Sem Fios, em Portugal.

Para assinalar os 75 anos da Emissora Nacional de Radiodifusão, a RTP tomará várias iniciativas no sentido de celebrar a efeméride.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Privatizar as Emissoras Radiofónicas da RTP?

Pedro Passos Coelho, líder do PSD, quer privatizar algumas das empresas que ainda estão na mão do Estado português, «porque o Estado deve sair dos negócios e ser reduzido o poder interventivo do Governo na esfera pública». Um erro comum é pensar que a Rádio é um negócio como outro qualquer e Pedro Passos Coelho tem uma visão de gestor, onde só os números falam. Mas a rádio é mais que números.

Se as emissoras radiofónicas da RTP fossem privatizadas, terminaria o serviço público de radiodifusão. Este serviço até está longe de ser o ideal, mas é melhor este que nenhum. Por exemplo, quem quereria manter uma Antena 2 com música erudita? Ou uma Antena 3 com propostas de nova música portuguesa?  Ou, até, uma Antena 1, nos moldes em que ela se encontra? Ninguém, obviamente, porque qualquer privado que aposte numa estação de radiodifusão quer rentabilizar o seu investimento e isso consegue-se com a venda de espaços publicitários. Mas estes só são interessantes para os anunciantes, se as emissoras tiverem ouvintes. Um serviço público de radiodifusão tem de apostar num formato diferente daquele que existe na radiodifusão privada. Ou seja, divulgar, acima de tudo, a cultura portuguesa.

Reduzir os custos da RTP é que seria uma boa aposta, pois a RTP faz concorrência directa às emissoras privadas e esta concorrência é desleal, pois a emissoras comerciais têm de procurar investidores, enquanto a RTP é financiada por uma taxa que todos pagam na factura da electricidade. 

domingo, 4 de abril de 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Crise da Rádio

Aqui está um texto (em .pdf), de João Paulo Meneses, para descarga e leitura:

«Se hoje ninguém duvida de que a rádio está em crise, é possível encontrar sinais de que, afinal, essa crise começou muito antes. Uma crise e ao mesmo tempo um sucesso de audiências? Este trabalho pretende enquadrar a rádio, sobretudo a rádio musical, até ao momento em que chegou a Internet e tudo se alterou. Para que não se diga que foi a Internet a responsável por tudo o que está e, sobretudo, virá a acontecer. O que a Internet fez foi, ao mesmo tempo que criava novos problemas, explorar essas fragilidades. O presente texto pretende sistematizar essas mesmas fragilidades, procurando explicações».

domingo, 28 de março de 2010

O Primeiro Programa Radiofónico Português, na "QSP"

Um artigo a ler na  "QSP - Revista de Rádio e Comunicações", de Abril: «Foi no dia do seu aniversário, a 24 de Abril de 1914, que Fernando Cardelho de Medeiros fez a transmissão que pode ser considerada o primeiro programa de rádio português. Pediu emprestado um gramofone de campânula e alguns discos e preparou-se para a primeira transmissão radiofónica portuguesa. A emissão consistiu na leitura de uns tratados franceses sobre Telegrafia Sem Fios e na emissão, com o gramofone, do “Festival de Wagner”. Segundo Fernando Cardelho de Medeiros, em declarações à revista “Rádio Semanal” de 21 de Agosto de 1937, foi escutado por 3 ou 4 senfilistas». 


quinta-feira, 25 de março de 2010

As Rádios Piratas em Debate - II

No jornal "Diário de Notícias", de segunda-feira, apresenta uma entrevista com um dos participantes no debate de sexta-feira, em Gondomar.

A rádio hoje está diferente da que se fazia na década de 1980, nas Rádios Livres (ou Piratas) mas é certo que essa rádio marcou muitos profissionais do meio, tal como Henrique Amaro afirmou: "As rádios ditas piratas ganharam imenso com o encanto da experimentação, do erro e do prazer, que acabou por ser francamente marcante na carreira de muitos profissionais que ainda hoje estão no activo".

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sétimo Aniversário de Um Blogue Amigo

O "Indústrias Culturais" fez ontem sete anos. É um espaço cultural único, que inúmeras vezes faz referências à rádio e à sua história. Parabéns ao Rogério Santos e que venham muitos mais anos de bons textos no "Indústrias Culturais". Os leitores agradecem (eu em especial).

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um Congresso e Um Livro sobre Rádio

O "R@dio em Congresso" vai ter lugar na quinta-feira, 25 de Março de 201, pelas 09h00, em Lisboa, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas (Pólo Universitário do Alto da Ajuda). Este é um congresso internacional dedicado à Rádio, Música e Internet. Neste evento, será lançado o livro "A Rádio e as Indústrias Culturais", de Paula Cordeiro, autora do blogue NetFM.


segunda-feira, 8 de março de 2010

História da Rádio na RTP Memória

No dia 20 de Março irá para o ar, pelas 16h30 18h00, na "RTP Memória" o programa "No Ar, A História da Rádio em Portugal". O apresentador - João Paulo Dinis - é ele próprio um protagonista da história da rádio portuguesa.

O senão deste programa é não ser emitido num canal hertziano (a RTP Memória só está disponivel por cabo ou IP), mas espera-se que os episódios fiquem disponíveis na página da RTP. Para já, "No Ar, História da Rádio em Portugal" já tem uma página no Facebook.



sábado, 27 de fevereiro de 2010

85 Anos de Emissões Regulares de Radiodifusão

Neste 1 de Março de 2010, comemoram-se 85 anos de emissões regulares de radiodifusão. Na "QSP - Revista de Rádio e Telecomunicações", no artigo "A Rádio Portuguesa na Década de 1920", fala-se desta efeméride:

«A 1 de Março de 1925, a estação “P1AA” em parceria com a “Rádio Academia de Portugal” dá inicio às emissões regulares como “P1AA – Rádio Portugal”. Mas esta tentativa de manter uma estação de radiodifusão com emissões regulares, é interrompida a 18 de Abril de 1925, devido a uma tentativa de golpe de estado. Este acontecimento tem como desfecho a suspensão da publicação de alguns jornais e a selagem de todos os emissores particulares de TSF. Só a 2 de Julho é que foram removidos os selos dos emissores pela Policia de Segurança do Estado, tendo sido autorizados a funcionar, pela Administração dos Correios e Telégrafos, os postos de Abílio Nunes dos Santos Júnior (P1AA), José Joaquim de Sousa Melo (P1AB), Eduardo Dias (P1AC) e Eugénio de Avilez (P1AE). No entanto, apenas o Posto P1AA retomou as suas emissões de radiodifusão, mas só em Outubro desse ano. Os outros radioamadores preferiram manter-se em emissões experimentais que não tinham um carácter regular. 


A partir de 1926, começam a surgir mais estações de radiodifusão um pouco por todo o país, mas é na década de 1930 que a radiodifusão portuguesa atinge a maturidade».