«aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar». António Sérgio in "Suplemento DN" de 08 de Julho de 2005

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Audiências do 3.º Trimestre de 2008

Segundo dados do Bareme Rádio, da Marktest, ficam, assim, alinhadas as emissoras, em termos de Audiência Acumulada de Véspera (AAV) do 3.º Trimestre de 2008 :

RFM – 14,7%
RR – 8%
Comercial – 6,4%
Cidade FM – 4,9%
Antena 1 – 4,3%
TSF – 3,9%
Antena 3 – 3%
Mega FM – 1,6%
M80 – 1,6%
Rádio Clube – 1,4%
Best Rock FM – 0,6%
Antena 2 – 0,5%
Romântica FM – 0,4%
Outras estações – 11,4%
Não sabe que estação escutou – 1,2%

Estes dados podem ser comparados com as audiências do 2.º trimestre de 2008 e com o período homólogo do ano passado.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Taxa do Audiovisual Aumenta

domingo, 12 de outubro de 2008

Novas Alterações à Lei da Rádio

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, afirmou ontem, durante a inauguração das novas instalações da Vouzela FM que uma nova lei da rádio «será submetida no início do próximo ano à Assembleia da República».

Será que vai, na prática, alterar alguma coisa no panorama radiofónico nacional? A resposta é “provavelmente, não”.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Contra a Taxa do Audiovisual

Um baixo-assinado, promovido pelo blogue “Hora Absurda 0,5%”, apresenta-se contra a taxa do audiovisual, que é paga na factura da EDP. São €3,42 mensais para financiar o serviço público de radiodifusão (rádio e televisão).

Na verdade o serviço público prestado pela Rádio e Televisão de Portugal (RTP) não é do agrado de todos (nem tal poderia ser) e nem sempre é bem prestado, mas no caso da televisão ele também é financiado pelo recurso a receitas publicitárias.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Formação na RUC

A Rádio Universidade de Coimbra (RUC) – a mais antiga rádio-escola do país – abriu as inscrições para os cursos de Informação (Jornalismo), Locução/Realização (Programação) e para Técnica de Radiodifusão.

As inscrições podem ser feitas de 2ª a 6ª feira, no horário 14h/19h na secretaria da RUC (3º piso do edifício da Associação Académica de Coimbra, junto à Praça da República). Mais informações via mailto:secretaria@ruc.pt, pelo telefone 239410410. ou em http://www.ruc.pt/cursos.php

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Descentralização

O período da manhã é o mais importante da rádio e é neste período que duas das principais estações portuguesas de radiodifusão apostam desde os estúdios do Porto.

Desde o dia 22 de Setembro que a TSF-Rádio Notícias tem os seus noticiários da manhã editados desde a cidade Invicta, com Pedro Pinheiro. A partir de amanhã será a vez da Antena 1, com Eduarda Maio - que já fez parte dos quadros da TSF.

A descentralização é sempre bem-vinda.

domingo, 28 de setembro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Um Pouco de História da Rádio

Rogério Santos, autor do blogue Indústrias Culturais, é um entusiasta da rádio. Autor de vários livros sobre jornalismo e história das telecomunicações (telefone, rádio, etc.), tem colocado no seu blogue vários textos interessantes sobre a radiodifusão. Hoje temos um texto sobre o "pai" da Modulação em Frequência (técnica mais conhecida como Frequência Modulada ou FM) em ondas elecgtromagnéticas.

sábado, 20 de setembro de 2008

Manipular as Audiências de Rádio

Em Portugal é o Bareme Rádio, da Marktest, que mede as audiências radiofónicas, nos Estados Unidos os estudos são feitos pela Arbitron. Diferente do método usado em Portugal (questões por telefone para casa dos ouvintes, perguntando qual estação escutou), nos Estados Unidos é usado o PPM (Portable People Meter), mas este sistema está a ser alvo de contestação.

«Os críticos acusam a Arbitron, que está trocando um sistema no qual as pessoas mantêm diários pessoais do que ouvem nas rádios, de não colocar PPM nas mãos de um número suficiente de ouvintes minoritários, possivelmente distorcendo os índices de audiência das estações orientadas para grupos minoritários».

A TSF 2008/2009

Paulo Baldaia, director de antena da TSF-Rádio Notícias, apresenta a nova grelha de programas em entrevista ao “Diário de Notícias”.

A nova grelha entra em antena a partir de segunda-feira. O espaço informativo das manhãs da TSF regressa aos estúdios do Porto, com Pedro Pinheiro nas edições entre as 07h e as 10h.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Seminário "JORNALISMO: Mudanças na Formação, Mudanças na Profissão"

O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho (UM) vai realizar o Seminário "JORNALISMO: Mudanças na Formação, Mudanças na Profissão", que terá lugar no próximo dia 26 de Setembro de 2008, a partir das 09h30, no Auditório do IEC, da UM.

A conferência de abertura será proferida pela professora e investigadora Jane Singer. O Seminário terá, ainda, um conjunto de debates em que participarão professores de Jornalismo, profissionais dos media e estudantes. Adelino Gomes, António Granado, Abel Coentrão, David Pontes, João Canavilhas, Luísa Bessa, Pedro Leal e Rui Rocha são alguns dos participantes.

As inscrições podem ser efectuadas via e-mail para jfidalgo@ics.uminho. pt (Joaquim Fidalgo) ou marinho@ics.uminho. pt (Sandra Marinho). O custo de inscrição é de 5 euros por pessoa (os estudantes de graduação estão isentos do pagamento).

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A Música da Década de 1980 no "Rádio Bar"

No próximo sábado à noite (dia 20), o Rádio Bar acolhe o autor do blogue “Queridos Anos Oitenta” que dará umas horas da música que preencheu uma das épocas douradas da rádio portuguesa.

Algumas das músicas que passaram nas rádios – muitas, na altura, eram piratas - da década de 1980, poderão ser escutadas. Está prometido que os discos do programa “Discoteca” – que passava na “RDP – Rádio Comercial” – cujo autor era Adelino Gonçalves, terá várias idas ao leitor de CDs.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Isenção de quotas de música na rádio

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) definiu que «programas temáticos musicais de hip hop/rap/urbana, infantil, jazz/blues, dance e clássica podem solicitar a isenção da obrigatoriedade de emissão de uma quota mínima de 25 por cento de música portuguesa nas rádios».

É um passo na direcção correcta, mas o ideal seria a isenção total. As emissoras deveriam poder escolher livremente a sua programação musical, posicionando-se, assim, no mercado.

A questão é simples de entender. A radiodifusão vive exclusivamente de publicidade e esta está ligada, de alguma forma, à audiência que uma estação atinge. Se uma emissora tem mais audiência com musica portuguesa – atraindo, assim, mais investimento publicitário – pois é do seu interesse manter a sua programação. Mas se ao passar musica portuguesa os ouvintes escutam as estações concorrentes, então esta emissora terá de procurar alternativas.

A questão é complexa e tem vários ângulos, nomeadamente dos músicos, das editoras, das estações de radiodifusão e, claro, dos consumidores. É certo que é necessário dar espaço à música portuguesa e divulgá-la, sendo esta uma obrigação das rádios de serviço público, não das privadas. Quanta produção musical nacional tem qualidade? A questão é esta. Se as músicas forem de nível qualitativo elevado, todas as emissoras terão interesse em divulgá-la.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

António Sérgio ao JN

António Sérgio, um grande senhor da rádio portuguesa e "o último dos resistentes", deu uma entrevista ao Jornal de Notícias (JN), na passagem do seu 40.º aniversário em frente aos microfones da rádio.

É “o último dos resistentes” porque dos animadores radiofónicos da sua geração (que começaram na década de 1960/70) já nenhum faz rádio como gostaria e em muitos casos já se dedicaram a outras actividades.

domingo, 7 de setembro de 2008

Nova Grelha do Rádio Clube

Arranca amanhã a grelha 2008/2009 do Rádio Clube. Há gente nova em frente aos microfones, que tentarão elevar as audiências da daquela emissora.

Na verdade, quando não é possível descer mais, só há um caminho, que é para cima, mas para subir é preciso trabalhar bem o produto.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O Regresso do Provedor do Ouvinte da RTP

Amanhã regressa o programa do Provedor do Ouvinte da Rádio e Televisão de Portugal (RTP). Adelino Gomes foi o escolhido para o cargo e, estou certo, desempenhará exemplarmente o seu papel, dada a sua grande experiência como jornalista e como homem da rádio.

O primeiro Em Nome do Ouvinte – assim se chama aquele espaço radiofónico – da responsabilidade de Adelino Gomes, vai ser transmitido sexta-feira (amanhã) na Antena 1, pelas 17h12, e será retransmitido no sábado, dia 30, a seguir ao noticiário das 13h00. Terá, também, transmissão nos outros canais radiofónicos da RTP.

«Os primeiros quatro programas serão dedicados à opinião de 21 antigos profissionais, ligados directa ou indirectamente à Radiodifusão portuguesa, sobre a Rádio que se faz hoje, em particular nas sete estações do Serviço Público». Estes primeiros programas têm como temas: “As vozes na Rádio e o português que elas falam hoje”; “A Rádio nas antigas colónias e o papel dos seus profissionais na rádio em Portugal”; “O pior e o melhor da Rádio, hoje”; “A Rádio vai acabar?”.

Adelino Gomes conseguiu, assim, trazer para a rádio um debate sobre ela própria e que tem sido inexistente no meio, mas que é urgente e necessário. As vozes que se escutarão serão de várias figuras ligadas da radiodifusão em Portugal, sendo que algumas delas são mesmo – tal como o actual provedor – figuras que fazem parte da História da Rádio em Portugal.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Seis Anos de "História da Rádio em Portugal"


Foi há seis anos que “Telefonia Sem Fios - História da Rádio em Portugal” teve a sua primeira versão, na altura só com algumas datas relevantes da história da rádio, tendo evoluído rapidamente para o formato actual. Em 2002, a bibliografia existente era escassa, imprecisa e, muitas vezes redundante. Passados seis anos o cenário é diferente. Após 2002, foram lançados várias obras que contribuem para um maior conhecimento da história da radiodifusão.

Sobre a história da rádio portuguesa, e editados após 2002, temos o magnífico livro de Rogério Santos, “As Vozes da Rádio, 1924-1939”, que nos apresenta os primórdios da radiodifusão em Portugal.

Dina Cristo dá-nos uma visão das relações entre a rádio portuguesa e o regime anterior ao 25 de Abril de 1974, em “A Rádio em Portugal e o Declínio de Salazar e Caetano (1958-1974)”. Nelson Ribeiro escreve sobre a infância rádio pública em “A Emissora Nacional nos primeiros anos do Estado Novo”.

Hélder Sequeira apresenta-nos a história da mais antiga emissora local portuguesa - a Rádio Altitude - no livro “O Dever da Memória - Uma Rádio no Sanatório da Montanha”.

Um outro livro que foca as relações entre a rádio portuguesa e o Estado novo foi elaborado por Paula Borges Santos - "Igreja Católica, Estado e Sociedade, 1968-1975 - O Caso Rádio Renascença".

Um género radiofónico esquecido - o Teatro - foi recordado por Eduardo Street em "O Teatro Invisível".

José Andrade recorda as primeiras emissões radiofónicas nos Açores em "Aqui Portugal - Os primeiros anos da telefonia nos Açores".

A “RBA Coleccionables” lançou a obra “Rádios de Outrora”, em fascículos coleccionáveis, que nos apresenta um percurso da rádio no mundo.

Durante 2002 foram lançados dois livros: “A Rádio Renascença e o 25 de Abril”, de Nelson Ribeiro e “Tudo o que se passa na TSF ...Para um livro de estilo”, de João Paulo Meneses.

Outra literatura sobre a história da radiodifusão pode ser consultada na página “Bibliografia”, no sítio “Telefonia Sem Fios - História da Rádio em Portugal”.

Ainda há muito para fazer no domínio da história da radiodifusão e a página será actualizada, inclusive com um novo formato. Obrigado a todos os que visitaram e o visitam.

domingo, 17 de agosto de 2008

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Dá que pensar...

Recebi, via e-mail, um texto que nada tem a ver com a rádio, mas as estações emissoras de radiodifusão são o reflexo das condições em que se desenvolve a sociedade em que estão inseridas. Fica aqui o estado em que estamos:


«- Na escola um professor é agredido por um aluno. O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno.


- Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma €236 depois de toda uma vida de trabalho.


- Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.


- O Estado que queria gastar 6 mil milhões de euros no novo Aeroporto recusa-se a baixar impostos, porque não tem dinheiro.


- Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas, existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.


- Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza.


- Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.

- Um polícia bate num negro: é uma atitude racista. Um bando de negros mata 3 polícias: não estão inseridos na sociedade.


- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100 mts e nem tem local para lavar mãos.


- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga o ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos).


- O Ministério do Ambiente incentiva o uso de meios alternativos ao combustível. No edifício do Ministério do Ambiente não há estacionamento para bicicletas, nem se sabe de nenhum ministro que utilize bicicleta.


- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas como entra droga nas prisões?


- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar, chumbas o ano: O sr.Primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.


- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica.


- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem. Não pagas as finanças a tempo e horas, passado um dia já estas a pagar juros.


- Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal. Constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.


- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil. Se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe.


- Paguei 0.50€ por uma seringa na farmácia para dar um medicamento ao meu filho, mas se fosse drogado, não pagava nada».


Haverá, certamente, muitas mais coisas do género a acrescentar.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A Rádio na Música - III

Final da Década de 1970. O Disco Sound estava a morrer e surgiam novos géneros de música de dança, em que os sintetizadores tinham uma preponderância na melodia.

Um destes novos géneros (ou sub-géneros) musicais foi o New Wave. No Reino Unido, até meados da década de 1980, os tops são povoados de bandas New Wave. Os Buggles foram uma dessas bandas.

Video Killed the Radio Star" é, provavelmente, a mais conhecida das músicas dedicadas à rádio. Teledisco de abertura da MTV, em 1981, esta canção ficou associada, nos últimos anos, a um prenúncio do fim da rádio.

Lançada em Setembro de 1979, “Video Killed the Radio Star" celebra os anos de ouro da rádio. Atingiu o número um do top do Reino Unido, na semana de 20 de Outubro de 1979.

Os Buggles apresentam-se em concerto de tempos a tempos. Fica aqui “Video Killed the Radio Star", tocado ao vivo em 2004.


sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Passaram 27 Anos…

… Desde que a MTV iniciou as suas emissões. “Vídeo killed The Rádio Star” foi o tema escolhido para ser o primeiro teledisco (hoje chamam-se video clips) a ser emitido pela estação.

27 anos depois, muitas estações televisivas musicais, Internet, mp3, etc., a rádio continua por cá e recomenda-se. Afinal, o vídeo não matou a estrela da rádio.

domingo, 27 de julho de 2008

Rádio Clube em Ondas Agitadas

São demissões atrás de demissões. As notícias (e as audiências) vão dando conta que algo vai mal para os lados da Rádio Clube. Os Objectivos traçados por Luís Osório são cada vez mais uma miragem e se as últimas audiências não correspondem ao prometido, as próximas serão piores.

O que falhou na Rádio Clube? A resposta é simples: Tudo! A aposta foi tardia e mal feita. O primeiro erro foi lançar uma estação emissora recuperando um nome mítico da rádio Portuguesa, Rádio Clube Português (RCP), mas que do qual já poucos se recordavam. Nessa altura, em Março de 2003, outro erro foi o RCP ter reaparecido com um formato idêntico ao já praticado pela Renascença e, em parte, pela Antena 1, em vez de aparecer com algo novo – o que era cariz do antigo RCP. Copiou formatos na tentativa de retirar ouvintes às estações que concorriam no seu segmento (RR e Antena 1). Foi um fracasso de audiências, mas, ainda assim, com melhores resultados do que os obtidos nos últimos tempos.

O erro seguinte foi a Rádio Clube Português mudar de nome e formato: designa-se apenas como "Rádio Clube" e passa a emissora de notícias. Mais uma vez a aposta foi tardia e mal feita. O intento era ocupar o lugar da TSF – Rádio Notícias ou o da Antena 1. Os resultados estão à vista: têm menos três pontos percentuais do que a TSF e que a Antena 1, na Audiência Acumulada de Véspera.

Mais alguns erros foram cometidos: prometeu-se 20 a 25 convidados por dia no programa da manhã (07h-10h). Ninguém levou a sério esta promessa e nunca foi concretizada. Como é que em 180 minutos se encaixam 20 convidados (quanto mais 25)? Só se forem cidadãos anónimos a dar opiniões e mesmo assim… Quem trabalha nos media sabe o quão dificil é arranjar convidados para um programa em directo. Tudo foi muito vago. Na altura, Luís Osório afirmava que «o Rádio Clube vai ser uma estação generalista de informação, que pretende discutir a liderança das audiências em todos os horários sem, no entanto, fazer concorrência à TSF, Renascença ou Antena 1». É preciso ser objectivo e firme. Devia ter afirmado imediatamente, e não mais tarde, como aconteceu, “vamos fazer concorrência a…”. Há, no entanto, uma verdade: a Rádio Clube não fez concorrência a ninguém.

O que era preciso para que a Rádio Clube superasse a concorrência? Simples e difícil, ao mesmo tempo. O "simples": contratar os melhores da concorrência. Não só jornalistas, mas também animadores, técnicos, sonorizadores, etc. Gente que saiba de "Rádio". A seguir, “desenhar” uma estratégia. Apostar na formação nas melhores estações mundiais do género. O "difícil": fazer melhor que a concorrência (mas é possivel) e tudo isto custa muito dinheiro.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

As Audiências do 2.º Trimestre de 2008

Segundo dados do Bareme Rádio, da Marktest, ficam, assim, alinhadas as emissoras, em termos de Audiência Acumulada de Véspera (AAV) do 2.º Trimestre de 2008 :

RFM – 14,2%
RR – 9,9%
Comercial – 7,4%
Cidade FM – 4,6%
TSF – 4,5%
Antena 1 – 4,5%
Antena 3 – 3,9%
Mega FM – 1,8%
M80 – 1,4%
Rádio Clube – 1,4%
Best Rock FM – 0,7%
Antena 2 – 0,4%
Outras estações – 12,2%
Não sabe que estação escutou – 1,4%

Estes dados podem ser comparados com as audiências do 1.º trimestre de 2008 e com o período homólogo do ano passado.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Sobre o (extinto) Museu da Rádio

Rogério Santos é um entusiasta da rádio. O seu blogue – Indústrias Culturais – reflecte isso mesmo. Nesse seu espaço, o autor tem defendido e promovido a cultura prestando um verdadeiro serviço público.

Foram já vários os textos em que Rogério Santos defendeu o Museu da Rádio. O texto de 14 de Julho é mais um. Desta vez, é pedido a Pedro Jorge Braumann que, sendo ele o Director do Núcleo Museológico da Rádio (e da Televisão), «reconsidere – ou diga a quem teve a ideia para reconsiderar – a criação de um espaço de museu virtual, sem mais nada. Os visitantes querem peças reais, físicas. Para virtual, já temos a Internet».

Lamento as decisões culturais deste governo (e muitas outras não culturais, mas isso são “contas de outro rosário”), principalmente a do encerramento do Museu da Rádio. Aquele espaço, encerrado em finais de 2007, era um dos melhores e mais completos do mundo, com um espólio que incluía peças raras, senão únicas.

Senhores governantes (politicos em geral) e administração da RTP: lembrem-se das palavras de Almada Negreiros (será que leram, sabem ao menos quem é?): «Não há cultura sem civilização, nem civilização que perdure sem cultura».

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Pagar Para Ser Fiscalizado

A Entidade Reguladora para a Comunicação (ERC) é financiada através de uma taxa paga pelos órgãos de comunicação social. Ou seja, os media portugueses têm de pagar para serem fiscalizados pela ERC.

A taxa de regulação e supervisão paga pelos meios de comunicação social à ERC não é ilegal, segundo uma pronúncia do Tribunal Constitucional. Esta deliberação surge porque a Atlântirádio - Sociedade de Radiodifusão, Lda. avançou com um processo de impugnação ao pagamento desta taxa.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

O Perfil do Provedor do Ouvinte da RTP

Está disponível, no portal da RTP, uma curta biografia de Adelino Gomes, o novo provedor do ouvinte da RTP.

Das informações disponíveis é de destacar a sua experiência na rádio e na formação: «Ministrou numerosos cursos de formação profissional de Rádio, no âmbito do Cenjor e do Centro de Formação de Jornalistas do Porto, e coordenou o Curso de Formação de Jornalistas e Animadores de Emissão da TSF (1986).

Leccionou na Escola Superior de Meios de Comunicação Social (1975-1981), Escola Superior de Jornalismo do Porto (1986) e Universidade Autónoma de Lisboa (1992-2002). (...)

Profissional de Rádio entre 1966 e 1989, trabalhou no Rádio Clube Português, entre outros no programa PBX, e como chefe de redacção eleito, entre Junho e Outubro de 1974; Rádio Renascença (Página Um, 1971/2); secção portuguesa da Deutsche Welle (1973); e RDP, de que director de informação (Dezembro de 1995 a Julho de 1997). Realizou nesta última, também, no início dos anos de 1980, durante cerca de um ano, o Programa da Manhã da Antena 1».