«aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar». António Sérgio in "Suplemento DN" de 08 de Julho de 2005

domingo, 7 de setembro de 2008

Nova Grelha do Rádio Clube

Arranca amanhã a grelha 2008/2009 do Rádio Clube. Há gente nova em frente aos microfones, que tentarão elevar as audiências da daquela emissora.

Na verdade, quando não é possível descer mais, só há um caminho, que é para cima, mas para subir é preciso trabalhar bem o produto.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

RadiaLx 2008 - Festival de Arte Rádio

A Rádio Zero, da Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico, realiza, entre 20 e 28 de Setembro, o RadiaLx 2008 – Festival de Arte Rádio.
Esta é uma oportunidade de os produtores e realizadores radiofónicos mostrarem os seus trabalhos e provar que a rádio ainda pode ser inovadora, já que ainda há muito a descobrir no mundo da radiodifusão.

«O Festival proporciona projectos de intervenção urbana debates, workshops, seminários e performances - sonoras e radiofónicas e surge da necessidade de expandir e aprofundar ideias em torno da rádio enquanto ferramenta social e meio de resistência criativa contra o espectáculo retiniano que nos rodeia.

Sob o mote "novas e esquecidas formas de fazer rádio", promove modos de produção e difusão que reflictam a transformação nas práticas artísticas e culturais resultantes da presente apropriação e utilização de tecnologias de comunicação
».

A submissão de programas pode ser efectuada até ao dia 10 de Setembro. Mais informações podem ser obtidas no sítio da RadiaLx 2008.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O Regresso do Provedor do Ouvinte da RTP

Amanhã regressa o programa do Provedor do Ouvinte da Rádio e Televisão de Portugal (RTP). Adelino Gomes foi o escolhido para o cargo e, estou certo, desempenhará exemplarmente o seu papel, dada a sua grande experiência como jornalista e como homem da rádio.

O primeiro Em Nome do Ouvinte – assim se chama aquele espaço radiofónico – da responsabilidade de Adelino Gomes, vai ser transmitido sexta-feira (amanhã) na Antena 1, pelas 17h12, e será retransmitido no sábado, dia 30, a seguir ao noticiário das 13h00. Terá, também, transmissão nos outros canais radiofónicos da RTP.

«Os primeiros quatro programas serão dedicados à opinião de 21 antigos profissionais, ligados directa ou indirectamente à Radiodifusão portuguesa, sobre a Rádio que se faz hoje, em particular nas sete estações do Serviço Público». Estes primeiros programas têm como temas: “As vozes na Rádio e o português que elas falam hoje”; “A Rádio nas antigas colónias e o papel dos seus profissionais na rádio em Portugal”; “O pior e o melhor da Rádio, hoje”; “A Rádio vai acabar?”.

Adelino Gomes conseguiu, assim, trazer para a rádio um debate sobre ela própria e que tem sido inexistente no meio, mas que é urgente e necessário. As vozes que se escutarão serão de várias figuras ligadas da radiodifusão em Portugal, sendo que algumas delas são mesmo – tal como o actual provedor – figuras que fazem parte da História da Rádio em Portugal.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Seis Anos de "História da Rádio em Portugal"


Foi há seis anos que “Telefonia Sem Fios - História da Rádio em Portugal” teve a sua primeira versão, na altura só com algumas datas relevantes da história da rádio, tendo evoluído rapidamente para o formato actual. Em 2002, a bibliografia existente era escassa, imprecisa e, muitas vezes redundante. Passados seis anos o cenário é diferente. Após 2002, foram lançados várias obras que contribuem para um maior conhecimento da história da radiodifusão.

Sobre a história da rádio portuguesa, e editados após 2002, temos o magnífico livro de Rogério Santos, “As Vozes da Rádio, 1924-1939”, que nos apresenta os primórdios da radiodifusão em Portugal.

Dina Cristo dá-nos uma visão das relações entre a rádio portuguesa e o regime anterior ao 25 de Abril de 1974, em “A Rádio em Portugal e o Declínio de Salazar e Caetano (1958-1974)”. Nelson Ribeiro escreve sobre a infância rádio pública em “A Emissora Nacional nos primeiros anos do Estado Novo”.

Hélder Sequeira apresenta-nos a história da mais antiga emissora local portuguesa - a Rádio Altitude - no livro “O Dever da Memória - Uma Rádio no Sanatório da Montanha”.

Um outro livro que foca as relações entre a rádio portuguesa e o Estado novo foi elaborado por Paula Borges Santos - "Igreja Católica, Estado e Sociedade, 1968-1975 - O Caso Rádio Renascença".

Um género radiofónico esquecido - o Teatro - foi recordado por Eduardo Street em "O Teatro Invisível".

José Andrade recorda as primeiras emissões radiofónicas nos Açores em "Aqui Portugal - Os primeiros anos da telefonia nos Açores".

A “RBA Coleccionables” lançou a obra “Rádios de Outrora”, em fascículos coleccionáveis, que nos apresenta um percurso da rádio no mundo.

Durante 2002 foram lançados dois livros: “A Rádio Renascença e o 25 de Abril”, de Nelson Ribeiro e “Tudo o que se passa na TSF ...Para um livro de estilo”, de João Paulo Meneses.

Outra literatura sobre a história da radiodifusão pode ser consultada na página “Bibliografia”, no sítio “Telefonia Sem Fios - História da Rádio em Portugal”.

Ainda há muito para fazer no domínio da história da radiodifusão e a página será actualizada, inclusive com um novo formato. Obrigado a todos os que visitaram e o visitam.

domingo, 17 de agosto de 2008

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Dá que pensar...

Recebi, via e-mail, um texto que nada tem a ver com a rádio, mas as estações emissoras de radiodifusão são o reflexo das condições em que se desenvolve a sociedade em que estão inseridas. Fica aqui o estado em que estamos:


«- Na escola um professor é agredido por um aluno. O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno.


- Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma €236 depois de toda uma vida de trabalho.


- Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.


- O Estado que queria gastar 6 mil milhões de euros no novo Aeroporto recusa-se a baixar impostos, porque não tem dinheiro.


- Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas, existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.


- Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza.


- Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.

- Um polícia bate num negro: é uma atitude racista. Um bando de negros mata 3 polícias: não estão inseridos na sociedade.


- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100 mts e nem tem local para lavar mãos.


- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga o ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos).


- O Ministério do Ambiente incentiva o uso de meios alternativos ao combustível. No edifício do Ministério do Ambiente não há estacionamento para bicicletas, nem se sabe de nenhum ministro que utilize bicicleta.


- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas como entra droga nas prisões?


- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar, chumbas o ano: O sr.Primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.


- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica.


- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem. Não pagas as finanças a tempo e horas, passado um dia já estas a pagar juros.


- Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal. Constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.


- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil. Se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe.


- Paguei 0.50€ por uma seringa na farmácia para dar um medicamento ao meu filho, mas se fosse drogado, não pagava nada».


Haverá, certamente, muitas mais coisas do género a acrescentar.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A Rádio na Música - III

Final da Década de 1970. O Disco Sound estava a morrer e surgiam novos géneros de música de dança, em que os sintetizadores tinham uma preponderância na melodia.

Um destes novos géneros (ou sub-géneros) musicais foi o New Wave. No Reino Unido, até meados da década de 1980, os tops são povoados de bandas New Wave. Os Buggles foram uma dessas bandas.

Video Killed the Radio Star" é, provavelmente, a mais conhecida das músicas dedicadas à rádio. Teledisco de abertura da MTV, em 1981, esta canção ficou associada, nos últimos anos, a um prenúncio do fim da rádio.

Lançada em Setembro de 1979, “Video Killed the Radio Star" celebra os anos de ouro da rádio. Atingiu o número um do top do Reino Unido, na semana de 20 de Outubro de 1979.

Os Buggles apresentam-se em concerto de tempos a tempos. Fica aqui “Video Killed the Radio Star", tocado ao vivo em 2004.


sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Passaram 27 Anos…

… Desde que a MTV iniciou as suas emissões. “Vídeo killed The Rádio Star” foi o tema escolhido para ser o primeiro teledisco (hoje chamam-se video clips) a ser emitido pela estação.

27 anos depois, muitas estações televisivas musicais, Internet, mp3, etc., a rádio continua por cá e recomenda-se. Afinal, o vídeo não matou a estrela da rádio.

domingo, 27 de julho de 2008

Rádio Clube em Ondas Agitadas

São demissões atrás de demissões. As notícias (e as audiências) vão dando conta que algo vai mal para os lados da Rádio Clube. Os Objectivos traçados por Luís Osório são cada vez mais uma miragem e se as últimas audiências não correspondem ao prometido, as próximas serão piores.

O que falhou na Rádio Clube? A resposta é simples: Tudo! A aposta foi tardia e mal feita. O primeiro erro foi lançar uma estação emissora recuperando um nome mítico da rádio Portuguesa, Rádio Clube Português (RCP), mas que do qual já poucos se recordavam. Nessa altura, em Março de 2003, outro erro foi o RCP ter reaparecido com um formato idêntico ao já praticado pela Renascença e, em parte, pela Antena 1, em vez de aparecer com algo novo – o que era cariz do antigo RCP. Copiou formatos na tentativa de retirar ouvintes às estações que concorriam no seu segmento (RR e Antena 1). Foi um fracasso de audiências, mas, ainda assim, com melhores resultados do que os obtidos nos últimos tempos.

O erro seguinte foi a Rádio Clube Português mudar de nome e formato: designa-se apenas como "Rádio Clube" e passa a emissora de notícias. Mais uma vez a aposta foi tardia e mal feita. O intento era ocupar o lugar da TSF – Rádio Notícias ou o da Antena 1. Os resultados estão à vista: têm menos três pontos percentuais do que a TSF e que a Antena 1, na Audiência Acumulada de Véspera.

Mais alguns erros foram cometidos: prometeu-se 20 a 25 convidados por dia no programa da manhã (07h-10h). Ninguém levou a sério esta promessa e nunca foi concretizada. Como é que em 180 minutos se encaixam 20 convidados (quanto mais 25)? Só se forem cidadãos anónimos a dar opiniões e mesmo assim… Quem trabalha nos media sabe o quão dificil é arranjar convidados para um programa em directo. Tudo foi muito vago. Na altura, Luís Osório afirmava que «o Rádio Clube vai ser uma estação generalista de informação, que pretende discutir a liderança das audiências em todos os horários sem, no entanto, fazer concorrência à TSF, Renascença ou Antena 1». É preciso ser objectivo e firme. Devia ter afirmado imediatamente, e não mais tarde, como aconteceu, “vamos fazer concorrência a…”. Há, no entanto, uma verdade: a Rádio Clube não fez concorrência a ninguém.

O que era preciso para que a Rádio Clube superasse a concorrência? Simples e difícil, ao mesmo tempo. O "simples": contratar os melhores da concorrência. Não só jornalistas, mas também animadores, técnicos, sonorizadores, etc. Gente que saiba de "Rádio". A seguir, “desenhar” uma estratégia. Apostar na formação nas melhores estações mundiais do género. O "difícil": fazer melhor que a concorrência (mas é possivel) e tudo isto custa muito dinheiro.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

As Audiências do 2.º Trimestre de 2008

Segundo dados do Bareme Rádio, da Marktest, ficam, assim, alinhadas as emissoras, em termos de Audiência Acumulada de Véspera (AAV) do 2.º Trimestre de 2008 :

RFM – 14,2%
RR – 9,9%
Comercial – 7,4%
Cidade FM – 4,6%
TSF – 4,5%
Antena 1 – 4,5%
Antena 3 – 3,9%
Mega FM – 1,8%
M80 – 1,4%
Rádio Clube – 1,4%
Best Rock FM – 0,7%
Antena 2 – 0,4%
Outras estações – 12,2%
Não sabe que estação escutou – 1,4%

Estes dados podem ser comparados com as audiências do 1.º trimestre de 2008 e com o período homólogo do ano passado.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Sobre o (extinto) Museu da Rádio

Rogério Santos é um entusiasta da rádio. O seu blogue – Indústrias Culturais – reflecte isso mesmo. Nesse seu espaço, o autor tem defendido e promovido a cultura prestando um verdadeiro serviço público.

Foram já vários os textos em que Rogério Santos defendeu o Museu da Rádio. O texto de 14 de Julho é mais um. Desta vez, é pedido a Pedro Jorge Braumann que, sendo ele o Director do Núcleo Museológico da Rádio (e da Televisão), «reconsidere – ou diga a quem teve a ideia para reconsiderar – a criação de um espaço de museu virtual, sem mais nada. Os visitantes querem peças reais, físicas. Para virtual, já temos a Internet».

Lamento as decisões culturais deste governo (e muitas outras não culturais, mas isso são “contas de outro rosário”), principalmente a do encerramento do Museu da Rádio. Aquele espaço, encerrado em finais de 2007, era um dos melhores e mais completos do mundo, com um espólio que incluía peças raras, senão únicas.

Senhores governantes (politicos em geral) e administração da RTP: lembrem-se das palavras de Almada Negreiros (será que leram, sabem ao menos quem é?): «Não há cultura sem civilização, nem civilização que perdure sem cultura».

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Pagar Para Ser Fiscalizado

A Entidade Reguladora para a Comunicação (ERC) é financiada através de uma taxa paga pelos órgãos de comunicação social. Ou seja, os media portugueses têm de pagar para serem fiscalizados pela ERC.

A taxa de regulação e supervisão paga pelos meios de comunicação social à ERC não é ilegal, segundo uma pronúncia do Tribunal Constitucional. Esta deliberação surge porque a Atlântirádio - Sociedade de Radiodifusão, Lda. avançou com um processo de impugnação ao pagamento desta taxa.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

O Perfil do Provedor do Ouvinte da RTP

Está disponível, no portal da RTP, uma curta biografia de Adelino Gomes, o novo provedor do ouvinte da RTP.

Das informações disponíveis é de destacar a sua experiência na rádio e na formação: «Ministrou numerosos cursos de formação profissional de Rádio, no âmbito do Cenjor e do Centro de Formação de Jornalistas do Porto, e coordenou o Curso de Formação de Jornalistas e Animadores de Emissão da TSF (1986).

Leccionou na Escola Superior de Meios de Comunicação Social (1975-1981), Escola Superior de Jornalismo do Porto (1986) e Universidade Autónoma de Lisboa (1992-2002). (...)

Profissional de Rádio entre 1966 e 1989, trabalhou no Rádio Clube Português, entre outros no programa PBX, e como chefe de redacção eleito, entre Junho e Outubro de 1974; Rádio Renascença (Página Um, 1971/2); secção portuguesa da Deutsche Welle (1973); e RDP, de que director de informação (Dezembro de 1995 a Julho de 1997). Realizou nesta última, também, no início dos anos de 1980, durante cerca de um ano, o Programa da Manhã da Antena 1».

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Amanhã à noite…

... é “dia” para recordar, no “Clube Mau Mau”, os sons inundavam o éter dos anos 80, do século passado.

É uma festa, realizada pelo blogue "Queridos Anos Oitenta", para relembrar a nossa estação favorita da década de 1980, que na maior parte dos casos era pirata.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Os Marcianos Aterraram Em Portugal Há 50 Anos

Pelas 20 horas e 5 minutos do dia 25 de Junho de 1958, a Rádio Renascença começava a transmitir "A invasão dos marcianos”, uma peça de teatro radiofónico da autoria de Matos Maia, baseada no romance de Herbert George Wells, "A guerra dos mundos”. Esta peça já tinha sido adaptada para a rádio, duas décadas antes, por Orson Wells, tendo provocado casos de pânico nos Estados Unidos.

A emissão acabou por provocar alguma agitação nos ouvintes, existindo, mesmo, casos de verdadeiro terror, pois houve quem acreditasse que Portugal estava mesmo a ser invadido por uma frota extraterrestre, levando a que a Policia fosse inundada de chamadas telefónicas.

A agitação provocada pelo programa levou à sua interrupção, sendo Matos Maia levado pela Policia de Segurança Pública para o Governo Civil, tendo sido colocado numa cela durante três horas. Passada uma semana foi interrogado pelo inspector Ferreira da Costa, da P.I.D.E.

Passa hoje meio século que foi transmitido “A Invasão dos Marcianos”, um programa que foi a «grande pedrada no charco».

domingo, 22 de junho de 2008

Cinco Anos de "A Rádio em Portugal"

Foi há cinco anos que coloquei o primeiro texto neste blogue, publicado, ainda, na plataforma weblogger.com.br.

Obrigado a todos os que visitam este espaço.

sábado, 21 de junho de 2008

Blogouve-se: O Fechar de Um Ciclo

Um dos meus blogues de referência – e o que mais me influenciou – terminou. O Blogouve-se não terá mais textos.

João Paulo Meneses explica, no último texto, porque encerra o blogue. Pela minha parte, espero que seja apenas uma paragem temporária.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

“Sim”: A Nova Emissora da Renascença

O Grupo Renascença vai lançar uma nova estação de radiodifusão cuja programação terá conteúdos temáticos sobre saúde, família, desporto, lazer e educação. A música vai incidir especialmente nos êxitos dos anos 40, 50, 60 e 70, sendo vocacionada para um público-alvo acima dos 55 anos.


A nova estação emitirá em Amplitude Modulada (AM) e em Frequência Modulada (FM) cobrindo assim todo o país. É extremamente positivo a reabilitação da Onda Média da Renascença, mas falta saber quantas estações locais de radiodifusão serão silenciadas para que esta nova emissora possa ter cobertura nacional.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Crise

É uma palavra a que os portugueses já estão muito familiarizados (infelizmente): "crise". Os grandes grupos de media também não escapam. «A crise e o “grau de incerteza” que se faz sentir obriga a Media Capital a ser “cautelosa na hora de tomar decisões”».

Com os resultados do Rádio Clube ( e não só), não é de estranhar que haja "crise".

As Minhas Desculpas...

... aos leitores pelo período de ausência tão prolongado, como o que se verificou nos textos do blogue.

Entre afazeres laborais e académicos é fácil alguma coisa ficar descurada.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Audiências do Rádio Clube Já Provocam Baixas

o Rádio Clube não tem registado as audiências pretendidas e a primeira baixa já se verificou já se verificaram algumas baixas, sendo que a última foi Ana Sousa Dias. A até agora apresentadora do programa da tarde, Janela Aberta, deixou a emissora.

O Rádio Clube - e, neste caso, o responsável pela emissora - não tem encontrado forma de combater a baixa de audiências registada. Desde que a Media Capital Rádios lançou a estação - recorrendo, de inicio, ao histórico nome do Rádio Clube Português - que a emissora não encontrou a sua posição no mercado radiofónico português.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A Rádio na Música - II

A década de 1980 apresentou novas formas de música de dança. O Ítalo Disco (também conhecido como Euro Dance) floresceu na Europa, bebendo sonoridades do Disco Sound, mas reforçado com o som dos novos sintetizadores. Do outro lado do Atlântico, as pistas de dança eram invadidas por um género idêntico ao europeu, apelidado de HI-NRG (Hi-Energy).

Katherine Quaye é uma nova-iorquina que adoptou o nome artístico de Taffy, tendo homenageado, em 1985, a rádio com “I Love My Radio”. Produzido por Claudio Cecchetto, é um tema que fala de um Disc Jockey com um programa no ar após a meia-noite.


domingo, 8 de junho de 2008

A Rádio na Música - I

A música é, indiscutivelmente, um dos pilares da rádio. A primeira emissão de radiodifusão sonora teve música ao vivo e gravada. E assim continuou.

Mas se a música é um dos pilares da programação radiofónica, muitos artistas devem o seu sucesso à divulgação das suas obras neste meio. Alguns celebram a rádio e prestam-lhe homenagem nas suas melodias. Ramones, The Corrs, Clash, Queen, e muitos outros, falam da rádio nas suas músicas.

Em 1979, Donna Summer, com On The Rádio, falava de uma carta de amor encontrada na rádio. Eram dias do fim do Disco Sound. A letra é da própria Donna Summer, a música e a produção é de Giorgio Moroder.


Este texto é dedicado a uma companheira e amiga de longa data nestas "andanças" da rádio: Elisabete Soares.

sábado, 7 de junho de 2008

Prémios "Meios e Publicidade" na Categoria de “Rádio”

Realizou-se no Centro de Congressos de Lisboa, no passado dia 29 de Maio, a sexta edição dos prémios Meios & Publicidade (M&P), que juntou as principais empresas e protagonistas nacionais de media, marketing e publicidade.

O prémio de melhor rádio de 2007, foi para a RFM, que se batia com a Rádio Renascença (do mesmo grupo) e a Rádio Comercial. O prémio de melhor lançamento do ano foi arrecadado pela M80, a mais recente estação radiofónica da Media Capital Rádios (MCR). Nesta categoria também estavam nomeados os jornais gratuitos “Global Notícias” e “Sexta” e a “Rádio Clube” (também da MCR).

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Os Milhões da RTP

Segundo o Segundo o relatório do "Cumprimento das Obrigações de Serviço Público", a Rádio e Televisão de Portugal (RTP) recebeu 314,8 milhões de euros em 2007.

A receita - proveniente, na sua maioria, da contribuição para o audiovisual, incluída na factura da EDP - foi em grande parte para o meio Televisão, sendo que «a rádio pública obteve 49,6 milhões de euros, ou seja, menos de 16 por cento do total dos proveitos».

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Emissão Conjunta RTP/RTPN da Antena Aberta

A Rádio e Televisão de Portugal (RTP) está com emissões conjuntas do programa “Antena Aberta” na RTPN (televisão) e na Antena 1 (rádio). Emissões assim não são novidade, mas a forma como são feitas é que pode fazer a diferença.

O “Antena Aberta” é um programa de rádio, logo é pouco dado ao formato televisivo. Ainda assim há formas de adaptar. Hoje, a jornalista Eduarda Maio – pivot do programa - apresentava-se por detrás de um microfone que lhe tapava parte da cara e com uns auscultadores enormes. É assim que se está na rádio, mas pode-se fazer adaptações para televisão. Eduarda Maio está só, no estúdio. Não tem convidados pelo que a imagem está praticamente focada nela, alternando com a mesa de controlo de áudio e algumas imagens (repetidas várias vezes). Ou seja, bastante monótono.

Comparado com o programa da SIC Notícias, o “Antena Aberta” – para televisão - é muito pobre. Pela sua experiência no meio televisivo (Eduarda Maio apresentou o programa “O Juiz Decide”), Eduarda Maio podia ter um microfone de lapela e auriculares, o que lhe melhoraria o aspecto, e um ou dois convidados (ou comentadores) em estúdio, o que aligeiraria o formato visual estático característico da rádio, mas inadequado em televisão.

Neste formato, o “Antena Aberta” é um bom programa de rádio, mas um mau programa de televisão. E isto é nas estações de rádio e televisão que todos pagamos. Já agora, o material da RTP é de luxo. Não há necessidade de ter, em rádio, para voz, um microfone Neumman caríssimo. É um microfone excelente, sem dúvida, mas há alternativas mais baratas para o fim a que se destinam. Nenhuma emissão em FM consegue tirar partido das características de um microfone daqueles.