sábado, 2 de agosto de 2008
Visita a uma rádio local… em 1928
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Passaram 27 Anos…
27 anos depois, muitas estações televisivas musicais, Internet, mp3, etc., a rádio continua por cá e recomenda-se. Afinal, o vídeo não matou a estrela da rádio.
domingo, 27 de julho de 2008
Rádio Clube em Ondas Agitadas
O que falhou na Rádio Clube? A resposta é simples: Tudo! A aposta foi tardia e mal feita. O primeiro erro foi lançar uma estação emissora recuperando um nome mítico da rádio Portuguesa, Rádio Clube Português (RCP), mas que do qual já poucos se recordavam. Nessa altura, em Março de 2003, outro erro foi o RCP ter reaparecido com um formato idêntico ao já praticado pela Renascença e, em parte, pela Antena 1, em vez de aparecer com algo novo – o que era cariz do antigo RCP. Copiou formatos na tentativa de retirar ouvintes às estações que concorriam no seu segmento (RR e Antena 1). Foi um fracasso de audiências, mas, ainda assim, com melhores resultados do que os obtidos nos últimos tempos.
O erro seguinte foi a Rádio Clube Português mudar de nome e formato: designa-se apenas como "Rádio Clube" e passa a emissora de notícias. Mais uma vez a aposta foi tardia e mal feita. O intento era ocupar o lugar da TSF – Rádio Notícias ou o da Antena 1. Os resultados estão à vista: têm menos três pontos percentuais do que a TSF e que a Antena 1, na Audiência Acumulada de Véspera.
Mais alguns erros foram cometidos: prometeu-se 20 a 25 convidados por dia no programa da manhã (07h-10h). Ninguém levou a sério esta promessa e nunca foi concretizada. Como é que em 180 minutos se encaixam 20 convidados (quanto mais 25)? Só se forem cidadãos anónimos a dar opiniões e mesmo assim… Quem trabalha nos media sabe o quão dificil é arranjar convidados para um programa em directo. Tudo foi muito vago. Na altura, Luís Osório afirmava que «o Rádio Clube vai ser uma estação generalista de informação, que pretende discutir a liderança das audiências em todos os horários sem, no entanto, fazer concorrência à TSF, Renascença ou Antena 1». É preciso ser objectivo e firme. Devia ter afirmado imediatamente, e não mais tarde, como aconteceu, “vamos fazer concorrência a…”. Há, no entanto, uma verdade: a Rádio Clube não fez concorrência a ninguém.
O que era preciso para que a Rádio Clube superasse a concorrência? Simples e difícil, ao mesmo tempo. O "simples": contratar os melhores da concorrência. Não só jornalistas, mas também animadores, técnicos, sonorizadores, etc. Gente que saiba de "Rádio". A seguir, “desenhar” uma estratégia. Apostar na formação nas melhores estações mundiais do género. O "difícil": fazer melhor que a concorrência (mas é possivel) e tudo isto custa muito dinheiro.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
As Audiências do 2.º Trimestre de 2008
RFM – 14,2%
RR – 9,9%
Comercial – 7,4%
Cidade FM – 4,6%
TSF – 4,5%
Antena 1 – 4,5%
Antena 3 – 3,9%
Mega FM – 1,8%
M80 – 1,4%
Rádio Clube – 1,4%
Best Rock FM – 0,7%
Antena 2 – 0,4%
Outras estações – 12,2%
Não sabe que estação escutou – 1,4%
Estes dados podem ser comparados com as audiências do 1.º trimestre de 2008 e com o período homólogo do ano passado.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Sobre o (extinto) Museu da Rádio
Foram já vários os textos em que Rogério Santos defendeu o Museu da Rádio. O texto de 14 de Julho é mais um. Desta vez, é pedido a Pedro Jorge Braumann que, sendo ele o Director do Núcleo Museológico da Rádio (e da Televisão), «reconsidere – ou diga a quem teve a ideia para reconsiderar – a criação de um espaço de museu virtual, sem mais nada. Os visitantes querem peças reais, físicas. Para virtual, já temos a Internet».
Lamento as decisões culturais deste governo (e muitas outras não culturais, mas isso são “contas de outro rosário”), principalmente a do encerramento do Museu da Rádio. Aquele espaço, encerrado em finais de 2007, era um dos melhores e mais completos do mundo, com um espólio que incluía peças raras, senão únicas.
Senhores governantes (politicos em geral) e administração da RTP: lembrem-se das palavras de Almada Negreiros (será que leram, sabem ao menos quem é?): «Não há cultura sem civilização, nem civilização que perdure sem cultura».
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Pagar Para Ser Fiscalizado
A taxa de regulação e supervisão paga pelos meios de comunicação social à ERC não é ilegal, segundo uma pronúncia do Tribunal Constitucional. Esta deliberação surge porque a Atlântirádio - Sociedade de Radiodifusão, Lda. avançou com um processo de impugnação ao pagamento desta taxa.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
O Perfil do Provedor do Ouvinte da RTP
Das informações disponíveis é de destacar a sua experiência na rádio e na formação: «Ministrou numerosos cursos de formação profissional de Rádio, no âmbito do Cenjor e do Centro de Formação de Jornalistas do Porto, e coordenou o Curso de Formação de Jornalistas e Animadores de Emissão da TSF (1986).
Leccionou na Escola Superior de Meios de Comunicação Social (1975-1981), Escola Superior de Jornalismo do Porto (1986) e Universidade Autónoma de Lisboa (1992-2002). (...)
Profissional de Rádio entre 1966 e 1989, trabalhou no Rádio Clube Português, entre outros no programa PBX, e como chefe de redacção eleito, entre Junho e Outubro de 1974; Rádio Renascença (Página Um, 1971/2); secção portuguesa da Deutsche Welle (1973); e RDP, de que director de informação (Dezembro de 1995 a Julho de 1997). Realizou nesta última, também, no início dos anos de 1980, durante cerca de um ano, o Programa da Manhã da Antena 1».
terça-feira, 1 de julho de 2008
domingo, 29 de junho de 2008
Novo Provedor do Ouvinte da RTP em Entrevista
Adelino Gomes em entrevista ao Jornal de Notícias: «Gostava de fazer a síntese. A tónica está do lado do ouvinte, sem esquecer o campo profissional, que é de onde venho, para o compreender e poder, depois, fornecer a chaves descodificantes. Acho que o provedor exerce quase uma espécie de controlo de qualidade. E esse controlo começa no mais básico: o produto não pode estar estragado. Depois, deve ser bom, excelente».
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Amanhã à noite…
... é “dia” para recordar, no “Clube Mau Mau”, os sons inundavam o éter dos anos 80, do século passado.É uma festa, realizada pelo blogue "Queridos Anos Oitenta", para relembrar a nossa estação favorita da década de 1980, que na maior parte dos casos era pirata.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Os Marcianos Aterraram Em Portugal Há 50 Anos
Pelas 20 horas e 5 minutos do dia 25 de Junho de 1958, a Rádio Renascença começava a transmitir "A invasão dos marcianos”, uma peça de teatro radiofónico da autoria de Matos Maia, baseada no romance de Herbert George Wells, "A guerra dos mundos”. Esta peça já tinha sido adaptada para a rádio, duas décadas antes, por Orson Wells, tendo provocado casos de pânico nos Estados Unidos. A emissão acabou por provocar alguma agitação nos ouvintes, existindo, mesmo, casos de verdadeiro terror, pois houve quem acreditasse que Portugal estava mesmo a ser invadido por uma frota extraterrestre, levando a que a Policia fosse inundada de chamadas telefónicas.
A agitação provocada pelo programa levou à sua interrupção, sendo Matos Maia levado pela Policia de Segurança Pública para o Governo Civil, tendo sido colocado numa cela durante três horas. Passada uma semana foi interrogado pelo inspector Ferreira da Costa, da P.I.D.E.
Passa hoje meio século que foi transmitido “A Invasão dos Marcianos”, um programa que foi a «grande pedrada no charco».
domingo, 22 de junho de 2008
Cinco Anos de "A Rádio em Portugal"
Foi há cinco anos que coloquei o primeiro texto neste blogue, publicado, ainda, na plataforma weblogger.com.br.
Obrigado a todos os que visitam este espaço.
sábado, 21 de junho de 2008
Blogouve-se: O Fechar de Um Ciclo
João Paulo Meneses explica, no último texto, porque encerra o blogue. Pela minha parte, espero que seja apenas uma paragem temporária.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
“Sim”: A Nova Emissora da Renascença
O Grupo Renascença vai lançar uma nova estação de radiodifusão cuja programação terá conteúdos temáticos sobre saúde, família, desporto, lazer e educação. A música vai incidir especialmente nos êxitos dos anos 40, 50, 60 e 70, sendo vocacionada para um público-alvo acima dos 55 anos.
A nova estação emitirá em Amplitude Modulada (AM) e em Frequência Modulada (FM) cobrindo assim todo o país. É extremamente positivo a reabilitação da Onda Média da Renascença, mas falta saber quantas estações locais de radiodifusão serão silenciadas para que esta nova emissora possa ter cobertura nacional.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Crise
Com os resultados do Rádio Clube ( e não só), não é de estranhar que haja "crise".
As Minhas Desculpas...
Entre afazeres laborais e académicos é fácil alguma coisa ficar descurada.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Audiências do Rádio Clube Já Provocam Baixas
O Rádio Clube - e, neste caso, o responsável pela emissora - não tem encontrado forma de combater a baixa de audiências registada. Desde que a Media Capital Rádios lançou a estação - recorrendo, de inicio, ao histórico nome do Rádio Clube Português - que a emissora não encontrou a sua posição no mercado radiofónico português.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
A Rádio na Música - II
Katherine Quaye é uma nova-iorquina que adoptou o nome artístico de Taffy, tendo homenageado, em 1985, a rádio com “I Love My Radio”. Produzido por Claudio Cecchetto, é um tema que fala de um Disc Jockey com um programa no ar após a meia-noite.
domingo, 8 de junho de 2008
A Rádio na Música - I
Mas se a música é um dos pilares da programação radiofónica, muitos artistas devem o seu sucesso à divulgação das suas obras neste meio. Alguns celebram a rádio e prestam-lhe homenagem nas suas melodias. Ramones, The Corrs, Clash, Queen, e muitos outros, falam da rádio nas suas músicas.
Em 1979, Donna Summer, com On The Rádio, falava de uma carta de amor encontrada na rádio. Eram dias do fim do Disco Sound. A letra é da própria Donna Summer, a música e a produção é de Giorgio Moroder.
Este texto é dedicado a uma companheira e amiga de longa data nestas "andanças" da rádio: Elisabete Soares.
sábado, 7 de junho de 2008
Prémios "Meios e Publicidade" na Categoria de “Rádio”
O prémio de melhor rádio de 2007, foi para a RFM, que se batia com a Rádio Renascença (do mesmo grupo) e a Rádio Comercial. O prémio de melhor lançamento do ano foi arrecadado pela M80, a mais recente estação radiofónica da Media Capital Rádios (MCR). Nesta categoria também estavam nomeados os jornais gratuitos “Global Notícias” e “Sexta” e a “Rádio Clube” (também da MCR).
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Os Milhões da RTP
Segundo o Segundo o relatório do "Cumprimento das Obrigações de Serviço Público", a Rádio e Televisão de Portugal (RTP) recebeu 314,8 milhões de euros em 2007.
A receita - proveniente, na sua maioria, da contribuição para o audiovisual, incluída na factura da EDP - foi em grande parte para o meio Televisão, sendo que «a rádio pública obteve 49,6 milhões de euros, ou seja, menos de 16 por cento do total dos proveitos».
segunda-feira, 2 de junho de 2008
A Emissão Conjunta RTP/RTPN da Antena Aberta
O “Antena Aberta” é um programa de rádio, logo é pouco dado ao formato televisivo. Ainda assim há formas de adaptar. Hoje, a jornalista Eduarda Maio – pivot do programa - apresentava-se por detrás de um microfone que lhe tapava parte da cara e com uns auscultadores enormes. É assim que se está na rádio, mas pode-se fazer adaptações para televisão. Eduarda Maio está só, no estúdio. Não tem convidados pelo que a imagem está praticamente focada nela, alternando com a mesa de controlo de áudio e algumas imagens (repetidas várias vezes). Ou seja, bastante monótono.
Comparado com o programa da SIC Notícias, o “Antena Aberta” – para televisão - é muito pobre. Pela sua experiência no meio televisivo (Eduarda Maio apresentou o programa “O Juiz Decide”), Eduarda Maio podia ter um microfone de lapela e auriculares, o que lhe melhoraria o aspecto, e um ou dois convidados (ou comentadores) em estúdio, o que aligeiraria o formato visual estático característico da rádio, mas inadequado em televisão.
Neste formato, o “Antena Aberta” é um bom programa de rádio, mas um mau programa de televisão. E isto é nas estações de rádio e televisão que todos pagamos. Já agora, o material da RTP é de luxo. Não há necessidade de ter, em rádio, para voz, um microfone Neumman caríssimo. É um microfone excelente, sem dúvida, mas há alternativas mais baratas para o fim a que se destinam. Nenhuma emissão em FM consegue tirar partido das características de um microfone daqueles.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Inqualificável!
«O padre Armando Duarte, director da rádio, adiantou à agência Lusa que, segunda-feira, cerca das 14:00 horas, "dois jovens, irmãos, se dirigiram às instalações, arrombaram a pontapé duas portas de acesso e penetraram no interior".
domingo, 25 de maio de 2008
O Novo Provedor da Rádio Pública
O processo de substituição de José Nuno Martins no cargo de Provedor do Ouvinte, não foi pacífico. O primeiro nome escolhido pela Administração da RTP foi Francisco José Oliveira – vice-presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão e responsável pela agência de comunicação Emirec - mas foi chumbado pelo Conselho de Opinião da rádio pública. De referir que foi interposta uma acção em tribunal, por parte de Francisco José Oliveira, «devido a afirmações de membros do órgão, que justificaram o veto pela incompetência e ignorância acerca do cargo de provedor e do serviço público de radiodifusão».
Adelino Gomes tinha vindo a desempenhar o cargo de
Pela sua experiência, enquanto jornalista, homem da rádio e Provedor do Leitor do “Público”, Adelino Gomes será, certamente, um excelente Provedor do Ouvinte das emissoras radiofónicas da RTP.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Workshop sobre rádio em Braga
Neste workshop, serão abordados vários temas: Breve História da Rádio; A Rádio em Portugal; Emissoras e Programas que Marcaram (marcam) a Rádio em Portugal (análise de inúmeros casos); Os Grandes Comunicadores da Rádio; O Futuro da Rádio.
A formação estará a cargo de Jaime Neves, Bacharel em “Tecnologia da Comunicação Audiovisual” pelo “Instituto Politécnico do Porto” e Licenciado em “Comunicação e Design Multimédia” pelo “Instituto Politécnico de Coimbra”. Profissional da rádio desde 1989 desempenhou funções de animador de emissão e repórter até 1996. Frequentou diversos cursos de jornalismo e animação de emissão no “CFJ – Centro de Formação de Jornalistas” e “CENJOR – Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas”. Estagiou na “NPR – National Public Radio” (Washinghton DC, USA) onde posteriormente colaborou a partir de Portugal. Actualmente desempenha funções de professor no Mestrado em “Som e Imagem” na “Escola das Artes” da “Universidade Católica Portuguesa” (Porto).
O workshop custa 50 euros para os ‘amigos-da-Velha’ e 60 euros para os restantes. As inscrições decorrem nas instalações da Velha-a-Branca - Estaleiro Cultural, Largo da Senhora-a-Branca, 23 - 4710-433 Braga, todos os dias, das 16h às 19h e das 21h à 1h. Na Universidade do Minho, Campus de Gualtar - CP2 - Gabinete de Apoio ao Aluno (falar c/ Bernardo) ou ainda por e-mail [só até 4 dias úteis antes do início do curso], bastando para isso efectuar a transferência bancária para o NIB 0036 0085 99100044875 26; e enviar um e-mail para info@velha-a-branca.net com o comprovativo da(s) transferência(s) e os seguintes dados para cada uma das inscrições - curso pretendido, nome completo, n.º BI, n.º contribuinte, telemóvel, morada completa e turma (se aplicável).
domingo, 18 de maio de 2008
As Webradios Portuguesas – Ponto da Situação
Para já, está assim a lista:
Reitero aqui o apelo feito no texto anterior: Se alguém conhecer projectos de webradios portuguesas pode deixar o nome e endereço nos comentários.
(1) – As webradios são emissoras que transmitem exclusivamente na Internet. As emissoras hertzianas que colocam as suas emissões na web são rádios online.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
As Webradios Portuguesas
O projecto Cotonete, da Media Capital, é um espaço onde o ouvinte cria a sua própria emissora, mas com algumas condicionantes já que não pode colocar conteúdos próprios. A RTP também tem projectos para o lançamento de várias emissoras temáticas online. E há, claro, emissoras ligadas a instituições de ensino como a Rádio Zero, a Rádio Autónoma ou a ESEC Rádio. Outros projectos podem ser encontrados na web portuguesa, mas tem menor expressão, como o caso da Rádio DJ Porto e um dos poucos projectos independentes existentes em Portugal: a Rádio Noite.
Pode-se concluir que são praticamente inexistentes as webradios em Portugal. Se algum leitor conhecer algum projecto de webradio pode deixar o seu contributo nos comentários.
domingo, 11 de maio de 2008
500 Músicas do Som da Frente
quarta-feira, 7 de maio de 2008
25 000 Euros Pela Defesa do Ambiente
O Prémio poderá distinguir jornalistas ou estudantes de jornalismo e prevê ainda a existência de até 3 menções honrosas no valor de 5 000 euros.
Os jornalistas interessados ainda estão a tempo de se candidatar com trabalhos publicados entre 1 de Junho de 2007 e 31 de Maio de 2008. A entrega de candidaturas só termina a 31 de Maio.
Para participar basta preencher a ficha de candidatura, disponível em www.valorsul.pt/premio, juntar os documentos previstos no regulamento e enviar para a sede da Valorsul ao cuidado do Presidente do Júri.
O Regulamento do Prémio também está disponível no portal da Valorsul».
sábado, 3 de maio de 2008
De Regresso...
Na verdade, foi um tempo de ponderação sobre a rádio que se faz por cá e como ela reflecte a sociedade portuguesa. É certo que temos emissoras que são pouco mais que um leitor de CDs a passar música. Mas também há boas estações que cumprem o seu papel.
Dizia-se, no início da década de 1990, que o disco de vinil era preto porque estava de luto para ir ao funeral do CD. Hoje assiste-se a um revivalismo nostálgico, em que algumas bandas querem a edição de trabalhos seus em discos de vinil e não em CD. A edição digital é na Internet e não em CD. Na verdade, o CD (o mais correcto é CDDA, a sigla de Compact Disc Digital Audio) tem os dias contados. O SACD está a tomar conta das edições audiófilas e a restante musica está em formatos de áudio comprimido.
Tal como o disco de vinil a rádio também há-de assistir ao funeral da televisão. Pelo menos à televisão tal como a conhecemos. A Internet veio baralhar as contas dos media tradicionais. Deu à rádio outras dimensões, mas pouco acrescentou à televisão. Os consumos de media alteraram-se com o passar dos anos e a escuta de rádio passou a fazer-se maioritariamente no carro, porque tem uma particularidade única: permite a acumulação.
A acumulação possibilita que se conduza e se escute rádio, permite que se trabalhe e se escute a emissora favorita… Ler um jornal, ver televisão ou navegar na Internet, não é possível quando se está a fazer outra tarefa que exija um nível de atenção elevado.