Está nos comentários do texto anterior: «porque é que a Antena 2 tem programas de análise de política, como um com o Vicente Jorge Silva, a Inês Pedrosa, entre outros. Esse serviço não existe já na Antena1?Já agora, petição para a Antena 3 também ter um».
sábado, 16 de junho de 2007
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Mais um convívio... nos 26 anos do Swing Club

É no próximo sábado à noite a sexta festa do blogue Queridos Anos Oitenta ( o tal que dava um bom programa de rádio). Em parceria com o Swing Club, esta é mais uma noite para recordar a década de 1980. No entanto, esta festa coincide com o 26.º aniversário da discoteca Swing - considerada a raínha da noite do Porto.
Talvez - como se lê no QA80s - se escute o "Parabéns a Você" do António Sala - provávelmente um dos animadores radiofónicos mais queridos dos anos oitenta...
terça-feira, 12 de junho de 2007
Rádios Universitárias em debate na Maia
As rádios universitárias vão a debate, no próximo dia 15 de Junho, a partir das 14h30, no Auditório Venepor, na cidade da Maia. Neste evento, denominado «Universidades.fm – Conferência Nacional de Rádios Universitárias» serão abordadas questões como «Qual a actual situação das rádios universitárias em Portugal?» e «Qual a importância destas para o meio onde se inserem?».«A conferência terá moderação de Daniel Catalão, jornalista da RTP, e tem como público-alvo os alunos e professores das diversas escolas e universidades participantes. Paralelamente à conferência, estará patente no mesmo espaço, uma pequena Mostra, com a presença de algumas instituições ligadas ao meio, contando ainda com a importante presença da Fundação da Juventude.
O debate de ideias contará com a presença de um relevante painel de oradores, entre os quais, Isidro Lisboa, animador da Rádio Nova, Francisco José Oliveira, vice-presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão, Luís Mendonça, director da Rádio Universidade Marão e Pedro Alexandre Reis, professor de Comunicação Digital na Universidade Fernando Pessoa. Num debate que se quer o mais interactivo possível com a plateia, pretende-se auscultar a opinião de quem pensa, faz e vive este conceito. E porque a participação de todos conta, torna-se importante salientar a presença de diversas delegações de Rádios Universitárias do país, assim como, duas tunas universitárias que prometem encerrar com chave de ouro este evento». A entrada é livre.
Esta conferência é realizada no âmbito da Prova de Aptidão Profissional de Marco Ribeiro, aluno finalista do Curso Técnico de Comunicação/Marketing, Relações Públicas e Publicidade da Escola Profissional de Comércio Externo.

domingo, 10 de junho de 2007
Uma iniciativa interessante
A Rádio Asas da Beira, de Tábua, (distrito de Coimbra), está à procura de parceiros para projectos radiofónicos no resto do país. Pode ler-se no sitio da Asas da beira que «numa lógica de crescimento sustentado e com a clara noção que o panorama radiofónico português, à semelhança de outros sectores da economia, atravessa um período de recessão, quer propor às rádios interessadas o estabelecimento de parcerias, quer em termos de produção de conteúdos, quer em termos de implantação comercial nas zonas onde as rádios locais estão inseridas».
Esta é uma iniciativa interessante, até porque se trata de uma emissora de um pequeno concelho do interior. Mas o que é surpreendente é o facto de a Asas da beira se comprometer a «modernizar tecnicamente as Estações ao nível de sistema de emissão, sistemas informáticos e sistemas de automação».
Propostas destas chegam, normalmente, de estações centralizadas em Lisboa e pertencentes a grupos de media, e não de pequenas emissoras do interior.
Esta é uma iniciativa interessante, até porque se trata de uma emissora de um pequeno concelho do interior. Mas o que é surpreendente é o facto de a Asas da beira se comprometer a «modernizar tecnicamente as Estações ao nível de sistema de emissão, sistemas informáticos e sistemas de automação».
Propostas destas chegam, normalmente, de estações centralizadas em Lisboa e pertencentes a grupos de media, e não de pequenas emissoras do interior.
terça-feira, 5 de junho de 2007
«Esculpindo a Música…» - Encontros com a arte
A Casa-Museu Teixeira Lopes vai homenagear a violoncelista portuense Guilhermina Suggia - uma das maiores violoncelistas de sempre - dia 15 de Junho, pelas 21h30.
A Casa-Museu Teixeira Lopes é um espaço de sonho íntimo com a arte, a música e a literatura. Pela Casa do Mestre passaram grandes e famosos artistas plásticos, músicos e escritores, que agora oferece aos visitantes os encontros temáticos «Esculpindo a Música…» - um ponto de encontro, de diálogo e de conhecimento com personalidades ilustres da música portuguesa que continuamente nos presenteiam com momentos musicais intemporais, singulares e únicos na Casa-Museu.
Guilhermina Suggia é a personalidade a recordar e a homenagear neste primeiro encontro… Teixeira Lopes foi seu padrinho de casamento e grande amigo… Uma violoncelista virtuosa e incontornável! …
Jorge Rodrigues, músico e radialista que se consagrou no seu programa Ritornello, na Antena 2, anima o diálogo, sobre a vida e actividade musical de Guilhermina Suggia, com a Senhora D. Madalena Sá e Costa, violoncelista, professora de violoncelo (ex-aluna de Suggia), o escritor Mário Cláudio, autor do livro “Guilhermina” e Delfim Sousa, Director da Casa-Museu Teixeira Lopes.
A conversa é ilustrada com trechos musicais de violoncelo tocados por Paulo Gaio Lima, ex-aluno da Profa. Madalena Sá e Costa e actual violoncelo-solo da Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como professor da Academia Nacional Superior de Orquestra.
Guilhermina Suggia é a personalidade a recordar e a homenagear neste primeiro encontro… Teixeira Lopes foi seu padrinho de casamento e grande amigo… Uma violoncelista virtuosa e incontornável! …
Jorge Rodrigues, músico e radialista que se consagrou no seu programa Ritornello, na Antena 2, anima o diálogo, sobre a vida e actividade musical de Guilhermina Suggia, com a Senhora D. Madalena Sá e Costa, violoncelista, professora de violoncelo (ex-aluna de Suggia), o escritor Mário Cláudio, autor do livro “Guilhermina” e Delfim Sousa, Director da Casa-Museu Teixeira Lopes.
A conversa é ilustrada com trechos musicais de violoncelo tocados por Paulo Gaio Lima, ex-aluno da Profa. Madalena Sá e Costa e actual violoncelo-solo da Orquestra Metropolitana de Lisboa, bem como professor da Academia Nacional Superior de Orquestra.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
A rádio para a infância
No dia 1 de Junho comemorou-se (comemora-se) o Dia Mundial da Criança. A TSF - Rádio Notícias celebrou o dia colocando uma jovem a apresentar os noticiários das 08h e 09h, juntamente com o jornalista Pedro Pinheiro. Diga-se, em abono da verdade, que o desempenho foi excelente, já que os noticiários são editados nos estúdios do Porto, enquanto a jovem estava nos estúdios de Lisboa. A Rádio Renascença assinalou o dia passando, nos noticiários, pequenos registos sonoros com mensagens de crianças. Não foi possível perceber se outras emissoras (nacionais e locais) tiveram alguma iniciativa para marcar a efeméride.
Ainda existem emissoras locais – embora sejam poucas - que têm programas para os mais novos, mas é certo que as emissões para crianças já são uma coisa do passado nas estações de cobertura nacional. É um facto que com a quantidade de programas infantis nas televisões e com vários canais por cabo exclusivamente para crianças, a rádio foi esquecendo os mais novos. As emissões infantis eram escutadas exclusivamente em casa, o local onde hoje existe um ou mais televisores, estando um à disposição das crianças. E, se não houver emissões infantis na TV, há os DVDs com as séries, os filmes e, também, o computador ou a consola de jogos. Muita concorrência de estímulo visual, sonoro (surround 5.1) e interactivo com que a rádio não pode concorrer em pé de igualdade.
Houve, no entanto, épocas em que as estações de radiodifusão tinham várias horas semanais dedicadas aos mais novos. Basta um olhar no livro As Vozes da Rádio, de Rogério Santos, ou no Telefonia, de Matos Maia, para se perceber a importância destas emissões. A imagem que está no topo do blogue Indústrias Culturais é de uma protagonista desses programas infantis – Maria Arlette Rodrigues Moreira, a moreninha da Rádio Peninsular, em 1936.
Ainda existem emissoras locais – embora sejam poucas - que têm programas para os mais novos, mas é certo que as emissões para crianças já são uma coisa do passado nas estações de cobertura nacional. É um facto que com a quantidade de programas infantis nas televisões e com vários canais por cabo exclusivamente para crianças, a rádio foi esquecendo os mais novos. As emissões infantis eram escutadas exclusivamente em casa, o local onde hoje existe um ou mais televisores, estando um à disposição das crianças. E, se não houver emissões infantis na TV, há os DVDs com as séries, os filmes e, também, o computador ou a consola de jogos. Muita concorrência de estímulo visual, sonoro (surround 5.1) e interactivo com que a rádio não pode concorrer em pé de igualdade.
Houve, no entanto, épocas em que as estações de radiodifusão tinham várias horas semanais dedicadas aos mais novos. Basta um olhar no livro As Vozes da Rádio, de Rogério Santos, ou no Telefonia, de Matos Maia, para se perceber a importância destas emissões. A imagem que está no topo do blogue Indústrias Culturais é de uma protagonista desses programas infantis – Maria Arlette Rodrigues Moreira, a moreninha da Rádio Peninsular, em 1936.
Fica a memória.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
"Antena Aberta": incomoda quem?
O Programa "Antena Aberta", da Antena 1, passou de duas horas diárias para apenas uma hora. Conforme escreve João Paulo Meneses, «A Antena Aberta foi uma aposta da Antena 1 para consolidar/ganhar audiências, naquela que terá sido, nos últimos anos, a primeira estratégia de contra-programação radiofónica: em vez de começar às 10 da manhã, como o Fórum da TSF, começava depois das nove e meia. Esta alteração é, por isso, surpreendente. E inesperada».
A redução de horário de um programa com estas características levanta algumas questões:
- 1.º Rui Pêgo não falou nada sobre este assunto quando apresentou a grelha que iria para o ar a 28 de Maio. No entanto, foi muito rápido a apresentar velhas soluções transvertidas de novidades.
- 2.º Se os fóruns radiofónicos ajudam a consolidar audiências, por que foi o "Antena Aberta" reduzido no seu horário, beneficiando com isso a concorrência directa, em especial a TSF?
- 3.º Sendo um espaço de debate, aberto à sociedade em geral, este programa não é serviço público?
- 4.º O que ganha a Antena 1 em passar música igual à das emissoras privadas, num horário que deveria ser - dentro da filosofia da Antena 1 - de informação?
Há aqui algo que não bate certo. Os assuntos da "Antena Aberta" incomodaram alguém com influência suficiente para forçar uma redução do espaço? se incomodaram, aquele espaço de debate é aberto a todos e quem se sentir lesado pode intervir e desmentir ou confirmar o que quer que seja. terá algo a ver com a jornalista (Eduarda Maio) que apresenta o "Antena Aberta"?
No entanto, perante os acontecimentos que temos vindo a presenciar no nosso país (um político que diz o que lhe apetece sem respeito por ninguém, o caso do professor da DREN, entre outras), não será de admirar que haja pressões politicas, que provocam censura encapotada.
Conferência sobre Rádio
O RadioLab apresenta-nos a conferência "Desafios para o animador na rádio formatada: o caso do Café da Manhã", com Carla Rocha - a animadora do programa. O evento terá lugar no auditório da Boavista, da Universidade Autónoma de Lisboa, quinta-feira, 31 de Maio, pelas 12H.
Nesta conferência, serão focados os seguintes pontos:
Nesta conferência, serão focados os seguintes pontos:
1. Características de um programa da manhã e requisitos do apresentador de rádio
2. A importância do humor e a mais valia de fazer alguém sorrir numa manhã de stresse.
3. Como evoluiu a comunicação na rádio nos últimos anos: o discurso formal deu lugar à “conversa de café”.
4. O que cabe num programa da manhã da RFM?
2. A importância do humor e a mais valia de fazer alguém sorrir numa manhã de stresse.
3. Como evoluiu a comunicação na rádio nos últimos anos: o discurso formal deu lugar à “conversa de café”.
4. O que cabe num programa da manhã da RFM?
A conferência destina-se a todos os interessados, em especial aos operadores de radiodifusão e a estudantes de comunicação. A entrada é livre.
De volta
Finalmente, após mais uma semana sem conseguir aceder à edição de textos, o Blogger desbloqueou a situação.
domingo, 27 de maio de 2007
Porque não houve textos nestes dias
A razão é que este blogue foi considerado, por uma qualquer máquina, um Spam blog. E foi impossível colocar qualquer texto nestes dias.
terça-feira, 22 de maio de 2007
Antena 1 e Antena 3 alteram grelha de programas
As emissoras radiofónicas do grupo RTP vão sofrer alterações a partir de 28 de Maio. À excepção da Antena 2 - cuja grelha a direcção considera "estabilizada" - tanto Antena 1 como Antena 3 vão ter novidades para o Verão. Estas alterações vão no sentido de tornar a rádio pública mais próxima dos seus ouvintes
Fruto das alterações à grelha de programas, a Antena 1 vai fazer emissões matinais desde cafés emblemáticos Portugueses: Majestic, no Porto; Martinho da Arcada, em Lisboa; Café de Santa Cruz, em Coimbra, etc. Estes são alguns dos locais onde vai ser possível ver e ouvir, ao vivo, a Antena 1. Esta é a principal novidade do principal canal público de rádio
A Antena 3 vai, segundo Rui Pego, director das estações públicas de rádio, deixar de ser uma rádio musical para se tornar numa rádio de conteúdos, com mais programas de autor. Este é um avanço positivo, já que existem dezenas de estações radiofónicas que são musicais, com raros (ou mesmo nenhuns) programas de autor.
Fruto das alterações à grelha de programas, a Antena 1 vai fazer emissões matinais desde cafés emblemáticos Portugueses: Majestic, no Porto; Martinho da Arcada, em Lisboa; Café de Santa Cruz, em Coimbra, etc. Estes são alguns dos locais onde vai ser possível ver e ouvir, ao vivo, a Antena 1. Esta é a principal novidade do principal canal público de rádio
A Antena 3 vai, segundo Rui Pego, director das estações públicas de rádio, deixar de ser uma rádio musical para se tornar numa rádio de conteúdos, com mais programas de autor. Este é um avanço positivo, já que existem dezenas de estações radiofónicas que são musicais, com raros (ou mesmo nenhuns) programas de autor.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Íntima Fracção no RCP
O Rádio Clube (RCP) vai completar a sua grelha de programas no dia 21 deste mês, e uma das muitas novidades é o programa “Íntima Fracção”, de Francisco Amaral”, que será transmitido aos domingos das 24h às 2 da manhã.
Um dos mais antigos programas da rádio portuguesa volta assim a uma emissora “grande”, depois de ter sido transmitido na Antena 1, TSF e, ultimamente, na Rádio Universidade de Coimbra (RUC).
Um dos mais antigos programas da rádio portuguesa volta assim a uma emissora “grande”, depois de ter sido transmitido na Antena 1, TSF e, ultimamente, na Rádio Universidade de Coimbra (RUC).
Homenagem a Milú, na RTP 1
Maria de Lourdes de Almeida Lemos – mais conhecida como Milú - é uma figura da rádio, do teatro e do cinema português e foi homenageada no passado dia 10 de Maio, no Teatro Municipal S. Luiz. Hoje, a RTP 1, às 22h35, transmite a cerimónia, que contou com a presença de S. Ex.ª o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, Artur Agostinho, Raul Solnado, Eládio Clímaco, Ricardo Carriço, Maria João Luís, Ricardo Trepa, entre outros, e onde actuaram Xutos e Pontapés, Ala dos Namorados, Sérgio Godinho e Katia Guerreiro. A apresentação ficou a cargo de Sónia Araújo e Virgílio Castelo.
No “Jornal de Notícias” de hoje também se pode ler uma entrevista a Milú onde ela fala da sua primeira experiência na rádio «(…) Ouvia muito a rádio, era uma miúda cheia de vida, nunca estava calada. A Rádio Graça era a minha preferida. Um dia telefonei para lá, a saber se poderia ir lá cantar. Responderam-me que fosse quando quisesse. E um dia fui e cantei um tema do Tomás de Alcaide, "O amor é cego e vê, não sei porquê..." Foi assim. E depois trabalhei muito, e com muito prazer».
Para muitos, ela continua a ser a “Menina da Rádio”, papel que lhe estava reservado no filme de Artur Duarte, mas que não pôde aceitar, porque estava a caminho de Espanha, onde fez dois filmes. O papel de “A Menina da Rádio” acabou por ser interpretado por Maria Eugénia.
Para muitos, ela continua a ser a “Menina da Rádio”, papel que lhe estava reservado no filme de Artur Duarte, mas que não pôde aceitar, porque estava a caminho de Espanha, onde fez dois filmes. O papel de “A Menina da Rádio” acabou por ser interpretado por Maria Eugénia.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Obercom lança revista online
O Observatório da Comunicação (Obercom) retomou a edição da revista “Obersevatório”, que agora é uma publicação online, disponível no sítio do Obercom.
Nesta edição, destaco o artigo “Os equívocos da rádio generalista: reflexões sobre a rádio em Espanha, nos EUA e em Portugal”, da autoria de João Paulo Meneses: «Se a rádio generalista é um anacronismo histórico nos principais mercados como os Estados Unidos ou a Grã-Bretanha, como explicar que seja dominante em Espanha e que em Portugal se anuncie um novo e ambicioso projecto de rádio generalista? A partir da análise dos fundamentos da própria rádio generalista, nos EUA e em Espanha, o autor analisa alguns dos equívocos na sua categorização que vão confirmar o referido anacronismo, e propõe a sua reconceptualização a partir da análise da formatação e da tendência para a micro-segmentação que esses formatos potenciam».
Nesta edição, destaco o artigo “Os equívocos da rádio generalista: reflexões sobre a rádio em Espanha, nos EUA e em Portugal”, da autoria de João Paulo Meneses: «Se a rádio generalista é um anacronismo histórico nos principais mercados como os Estados Unidos ou a Grã-Bretanha, como explicar que seja dominante em Espanha e que em Portugal se anuncie um novo e ambicioso projecto de rádio generalista? A partir da análise dos fundamentos da própria rádio generalista, nos EUA e em Espanha, o autor analisa alguns dos equívocos na sua categorização que vão confirmar o referido anacronismo, e propõe a sua reconceptualização a partir da análise da formatação e da tendência para a micro-segmentação que esses formatos potenciam».
O artigo completo pode ser descarregado em formato pdf, mediante registo gratuito no sítio do Obercom.
terça-feira, 15 de maio de 2007
5.ª noite do Queridos Anos 80
É na próxima noite de sexta-feira para sábado, no Swing Club, no Porto, que o blogue Queridos Anos 80 vai promovar mais um alegre convívio ao melhor (e, também, ao pior) som musical dos anos oitenta.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Recomenda-se...
...a leitura do blogue Infoinclusões, de Vitor Soares. O texto de ontem apresenta um resumo, em pdf, do seu trabalho “O espaço público na rádio do século XXI - Interacção para a cidadania ou para o consumo?”, que serviu para a obtenção do Diploma de Estudos Avançados na Faculdade de Ciências da Informação da Universidade Complutense de Madrid.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Arrufos…
O cantor Pedro Abrunhosa proibiu, através da Sociedade Portuguesa de Autores, a Rádio Nova Era, de Vila Nova de Gaia, de passar os seus temas.
Segundo o jornal “Correio da Manhã”, tudo começou quando o «músico actuou na gala da emissora assumindo que estava a fazer playback». Esta revelação não caiu bem na estação, que deixou de promover ‘Quem Me Leva os Meus Fantasmas” – o último single de Pedro Abrunhosa.
Segundo o jornal “Correio da Manhã”, tudo começou quando o «músico actuou na gala da emissora assumindo que estava a fazer playback». Esta revelação não caiu bem na estação, que deixou de promover ‘Quem Me Leva os Meus Fantasmas” – o último single de Pedro Abrunhosa.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Apresentação pública do projecto ROLI
A Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR) vai inaugurar oficialmente, no próximo dia 19 de Maio, às 11h30, no Centro Multimeios de Espinho, o Projecto ROLI – Rádios on-line na Internet. Nesta sessão, também será apresentado o “Portal Rádio”, que estará disponível em breve.
O “Projecto ROLI” já está a funcionar há algum tempo e disponibiliza mais de 190 emissoras portuguesas.
O “Projecto ROLI” já está a funcionar há algum tempo e disponibiliza mais de 190 emissoras portuguesas.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
A música portuguesa na NPR
Bob Boilen’s, animador da National Public Radio (NPR), dos Estados Unidos, esteve recentemente em Portugal, no Festival Black & White. Durante a sua estadia, Bob Boilen’s recolheu depoimentos de Álvaro Costa e de Henrique Amaro, para o programa All Songs Considered.
Bob Boilen’s reuniu vários discos de música portuguesa e, juntamente com os depoimentos recolhidos, fez um programa que está agora disponível em formato podcast, na página da NPR.
Bob Boilen’s reuniu vários discos de música portuguesa e, juntamente com os depoimentos recolhidos, fez um programa que está agora disponível em formato podcast, na página da NPR.
sábado, 5 de maio de 2007
O Anuário da Comunicação do Obercom
Está disponível, no sítio do Obercom, o “Anuário da Comunicação 2005-2006”, tendo a rádio portuguesa destaque em três artigos.
No primeiro são examinadas as audiências da rádio portuguesa, baseada no Bareme Rádio, da Marktest. Neste artigo é, também, divulgado o número de emissores e de estações de rádio existentes em Portugal (pp. 104-110).
O segundo é da autoria de Rogério Santos, professor na Universidade Católica Portuguesa. Intitulado "A Rádio em Portugal - estado da arte em 2006" (pp. 220-223), este texto faz uma pequena resenha histórica do meio, apontando ainda caminhos que a rádio portuguesa deverá percorrer em 2007.
Por último, João Porto, do Grupo Renascença, apresenta "Medir o quê? Quando? e para Quê? Como se medem as audiências em Portugal? Como se medirão no futuro?" (pp. 258-261).
No primeiro são examinadas as audiências da rádio portuguesa, baseada no Bareme Rádio, da Marktest. Neste artigo é, também, divulgado o número de emissores e de estações de rádio existentes em Portugal (pp. 104-110).
O segundo é da autoria de Rogério Santos, professor na Universidade Católica Portuguesa. Intitulado "A Rádio em Portugal - estado da arte em 2006" (pp. 220-223), este texto faz uma pequena resenha histórica do meio, apontando ainda caminhos que a rádio portuguesa deverá percorrer em 2007.
Por último, João Porto, do Grupo Renascença, apresenta "Medir o quê? Quando? e para Quê? Como se medem as audiências em Portugal? Como se medirão no futuro?" (pp. 258-261).
segunda-feira, 30 de abril de 2007
A verdade (ou quem a diz) é sempre a primeira vítima
Em certos lugares do planeta, quem trabalha em órgãos de comunicação social é um alvo. Das pressões politicas ao assassínio de jornalistas encontra-se um pouco de tudo. A verdade é incómoda para os que não cumprem as regras da sociedade. O egoísmo é elevado ao estatuto de virtude.
O “primeiro eu” – marca de muitos (quase todos?) políticos, que se governam, em vez de governarem – tem, ainda, um entrave: os órgãos de comunicação social. São estes que desmascaram, divulgam e exigem que a legalidade seja reposta. No entanto, este trabalho é feito por homens e mulheres que são sujeitos a pressões e, pela sua condição humana, muitas vezes cedem. Se não cedem podem, em última instância, ser mortos. Em Portugal ainda não chegamos a isto, mas há pressões vindas de a quem a verdade não interessa. Noutras partes do mundo já se passou à etapa seguinte.
O Committe to Protect Journalists apresenta um trabalho de dois jornalistas brasileiros - Carlos Lauría e Sauro González Rodríguez – sob o tema “No ar: Politica Paixão e notícia”, onde são feitas considerações sobre as pressões que o jornalismo independente está sujeito e as suas consequências.
Por cá, temos o exemplo recente das pressões do primeiro-ministro português sobre jornalistas.
O “primeiro eu” – marca de muitos (quase todos?) políticos, que se governam, em vez de governarem – tem, ainda, um entrave: os órgãos de comunicação social. São estes que desmascaram, divulgam e exigem que a legalidade seja reposta. No entanto, este trabalho é feito por homens e mulheres que são sujeitos a pressões e, pela sua condição humana, muitas vezes cedem. Se não cedem podem, em última instância, ser mortos. Em Portugal ainda não chegamos a isto, mas há pressões vindas de a quem a verdade não interessa. Noutras partes do mundo já se passou à etapa seguinte.
O Committe to Protect Journalists apresenta um trabalho de dois jornalistas brasileiros - Carlos Lauría e Sauro González Rodríguez – sob o tema “No ar: Politica Paixão e notícia”, onde são feitas considerações sobre as pressões que o jornalismo independente está sujeito e as suas consequências.
Por cá, temos o exemplo recente das pressões do primeiro-ministro português sobre jornalistas.
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Reescrevendo a história II
Por via de um comentário no texto anterior, cheguei a esta interessante história, no blogue Rua da Judiaria: Johann Philipp Reis - O judeu “português” que inventou o Telefone.
«(...) Johann Reis lê um interessante artigo do telegrafista francês Charles Bourseul, publicado na revista L’Illustration de Paris, no qual ele descreve a possibilidade de transmitir sons através de uma corrente eléctrica intermitente. O artigo de Bourseul concedia uma base teórica às experiências de Johann Reis, permitindo-lhe avançar com o seu projecto, ao qual deu o nome de “telefone”, cunhando pela primeira vez o termo que viria a fazer parte do vocabulário de todo o planeta nos séculos que se seguiram.
Em 1860, quase dez anos após as suas primeiras experiências, as tentativas de Johann Reis davam frutos significativos, 16 anos antes do escocês Alexander Graham Bell reclamar a sua patente. A primeira frase transmitida pelo telefone de Reis foi “das pferd frisst keinen gurkensalat” (literalmente “o cavalo não come salada de pepino”). A demonstração pública do novo invento foi efectuada perante a Sociedade de Físicos de Frankfurt (Der Physikalische Verein) a 26 de Outubro de 1861. Na altura com apenas 27 anos de idade, Johann Philipp Reis proferiu uma palestra intitulada “Das Telefonieren Durch Galvanischen Strom” (“Telefonia Utilizando Corrente Galvânica”) e transmitiu os versos de uma canção através de um cabo de 100 metros, naquela que seria a primeira exibição pública que provava com sucesso a possibilidade teórica da conversão de variações de corrente eléctrica em ondas sonoras».
Afinal ainda há muita história para contar.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Reescrevendo a história
Há acontecimentos históricos que são atribuídos, erradamente, a determinadas personalidades. Em 2001, o congresso americano retirou a patente do telefone a Alexandre Graham Bell e atribuiu-a a António Meucci.
Agora é a Tesla Memorial Society of New York que quer que a primeira comunicação transatlântica de Telegrafia Sem Fios (T.S.F.) seja atribuída a Nikola Tesla e não a Marconi. A apoiar esta pretensão, está um artigo do Jornal “O Século” que data de 25 de Fevereiro de 1901, onde diz que «O engenheiro electricista Galbraille partiu para Lisboa, onde vae tomar parte nas experiencias da telegraphia sem fios, pelo systhema Tesla. Este ultimo espera communicar facilmente entre Nova Jersey e a costa de Portugal». Marconi efectuou uma experiência de T.S.F. transatlântica com sucesso a 12 de Dezembro de 1901, entre Poldhu (Cornwall, Inglaterra) e St. John (Terra Nova, Canadá) - ou seja quase dez meses após esta notícia.
Agora é a Tesla Memorial Society of New York que quer que a primeira comunicação transatlântica de Telegrafia Sem Fios (T.S.F.) seja atribuída a Nikola Tesla e não a Marconi. A apoiar esta pretensão, está um artigo do Jornal “O Século” que data de 25 de Fevereiro de 1901, onde diz que «O engenheiro electricista Galbraille partiu para Lisboa, onde vae tomar parte nas experiencias da telegraphia sem fios, pelo systhema Tesla. Este ultimo espera communicar facilmente entre Nova Jersey e a costa de Portugal». Marconi efectuou uma experiência de T.S.F. transatlântica com sucesso a 12 de Dezembro de 1901, entre Poldhu (Cornwall, Inglaterra) e St. John (Terra Nova, Canadá) - ou seja quase dez meses após esta notícia.
Há muitas dúvidas acerca de quem fez realmente a primeira transmissão via rádio. Entre outros, Landell de Moura e Nikola Tesla são candidatos ao lugar. O século XIX foi pródigo em situações dúbias, em que uma invenção era atribuída a um autor, que, afinal, se tinha apropriado indevidamente da ideia.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
25 de Abril - Um registo

25 de Abril de 1974: o regime totalitário português caiu. O fascismo terminava em Portugal e com ele a censura à comunicação social. A rádio contribuiu para isso, oferecendo, assim, a Liberdade aos portugueses.
terça-feira, 24 de abril de 2007
"A Rádio em Portugal" em blogues estrangeiros
Aqui está um blogue interessante: Radiopassioni. Este blogue italiano - escrito desde Milão - trata de assuntos relacionados com a rádio em geral. A Rádio Altitude é assunto num dos seus últimos textos, precisamente pela reactivação da Onda Média.
Agradeço ao Andrea, o autor do Radiopassioni, a referência a este blogue e à minha página da “História da Rádio em Portugal”.
Agradeço ao Andrea, o autor do Radiopassioni, a referência a este blogue e à minha página da “História da Rádio em Portugal”.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
“Percursos da Rádio” em reportagem
O Diogo Emanuel e a Ana Catarina, alunos do 9.º B, do Colégio dos Órfãos do Porto, fizeram uma reportagem sobre a conferência “Percursos da Rádio”, que teve lugar naquela instituição de ensino, no passado mês de Fevereiro, inserido no "Mês das Línguas, Linguagens e Comunicação".
O texto, publicado no Jornal Escolar Ribadouro, está disponível para descarga em formato pdf.
Ao Diogo e à Ana os meus parabéns pelo trabalho.
O texto, publicado no Jornal Escolar Ribadouro, está disponível para descarga em formato pdf.
Ao Diogo e à Ana os meus parabéns pelo trabalho.
RCP: programação na “corda Bambo”
Não é só nas audiências que o Rádio Clube desce. A programação também desce de nível. Para uma rádio que quer ser uma referência no panorama radiofónico nacional, ter um programa de astrologia africana (do professor Bambo) não lhe dá muito crédito.
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Prémio Valorsul: candidaturas abertas
A Valorsul instituiu um prémio de 25 000 euros para jornalistas e outros profissionais que dediquem trabalhos à causa do ambiente, mais concretamente à divulgação de boas práticas de redução, reciclagem ou reutilização de Resíduos Sólidos Urbanos. Este Prémio, atribuído anualmente, prevê ainda a existência de até 3 menções honrosas no valor de 5 000 euros.
Os interessados podem- se candidatar com trabalhos publicados entre 1 de Outubro de 2006 e 31 de Maio de 2007, sendo que o prazo de entrega só termina a 31 de Maio.
Para participar basta preencher a ficha de candidatura, disponível no sítio da Valorsul, juntar os documentos previstos no regulamento e enviar para a sede da Valorsul ao cuidado do presidente do júri.
Os interessados podem- se candidatar com trabalhos publicados entre 1 de Outubro de 2006 e 31 de Maio de 2007, sendo que o prazo de entrega só termina a 31 de Maio.
Para participar basta preencher a ficha de candidatura, disponível no sítio da Valorsul, juntar os documentos previstos no regulamento e enviar para a sede da Valorsul ao cuidado do presidente do júri.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
RCF, Química FM e outras…
Muitas estações radiofónicas portuguesas têm sofrido alterações ao longo dos anos. Umas encerram, por falta de viabilidade financeira, outras tornam-se projectos diferentes, sendo que nos grandes centros urbanos – ou nos arredores – são alugadas ou vendidas a grandes grupos de comunicação que as tornam retransmissores de emissoras de Lisboa. E, normalmente, quem trabalha nessas estações locais vai para o desemprego.
Relata-nos o blogue NetFM que esta situação ocorreu mais uma vez. Em Cascais, a Química FM teve uma vida efémera. A estação que ia «devolver à área da Grande Lisboa o amor pela rádio» durou quatro meses - terminou em 31 de Janeiro. Segundo o relato de um ex-colaborador da Química FM, «Um grupo ligado a uma multinacional comprou o espaço e correu literalmente com todos na rádio». Esta é, infelizmente, uma situação que se tornou prática comum: um novo dono assume a direcção da emissora e a primeira coisa que faz é despedir toda a gente.
Recentemente veio a público nos jornais “Diário de Aveiro”, “Correio da Manhã” e “Diário de Notícias” umas notícias sobre um conflito entre um empresário da comunicação e um colaborador seu. A notícia não está disponível para consulta na Internet, mas o blogue Kolaborador transcreveu-a. O empresário em questão – Marcelo Reis – tomou posse da Rádio Clube da Feira (RCF) em Julho de 1995. A primeira coisa que fez, ao chegar à emissora, foi colocar toda a gente na rua. E quem protestou com a situação foi ameaçado - eu vi e ouvi. Estava lá. A RCF pertence a uma cooperativa de radio que tenta rentabilizar a emissora, concessionando-a, contando apenas com um empregado seu a laborar na estação, que foi o único que não foi despedido, porque Marcelo Reis não o podia fazer. Os outros, contratados pelo concessionário, não tiveram outro remédio senão partir.
O concessionário anterior a Marcelo Reis – Justino Silva – é um homem da rádio. Colaborou com a Rádio Clube do Centro – Emissora das Beiras e com a RDP - Rádio Comercial Norte, entre outras. Mas as coisas não correram pelo melhor e Justino Silva aceitou empréstimos monetários de Marcelo Reis. Um dia foi colocado entre a espada e a parede: ou pagava o que devia ou passava a concessão da RCF a Marcelo Reis. A cooperativa, na altura, foi conivente com esta situação, mas viria a arrepender-se. Acontece que quem trabalhava na estação estava na maior ilegalidade, já que não tinham contrato de trabalho, nem sequer faziam descontos para a Segurança Social. Toda a gente veio embora sem direitos nenhuns.
Finalmente, depois de uma dúzia de anos, Marcelo Reis perdeu a concessão por falta de pagamento à cooperativa detentora do alvará da RCF. Um antigo colaborador – que também tinha sido despedido em 1995, Nelson Pais – está agora à frente dos destinos da RCF.
Este é um exemplo, mas isto é o que tem acontecido em muitas rádios locais do país.
Relata-nos o blogue NetFM que esta situação ocorreu mais uma vez. Em Cascais, a Química FM teve uma vida efémera. A estação que ia «devolver à área da Grande Lisboa o amor pela rádio» durou quatro meses - terminou em 31 de Janeiro. Segundo o relato de um ex-colaborador da Química FM, «Um grupo ligado a uma multinacional comprou o espaço e correu literalmente com todos na rádio». Esta é, infelizmente, uma situação que se tornou prática comum: um novo dono assume a direcção da emissora e a primeira coisa que faz é despedir toda a gente.
Recentemente veio a público nos jornais “Diário de Aveiro”, “Correio da Manhã” e “Diário de Notícias” umas notícias sobre um conflito entre um empresário da comunicação e um colaborador seu. A notícia não está disponível para consulta na Internet, mas o blogue Kolaborador transcreveu-a. O empresário em questão – Marcelo Reis – tomou posse da Rádio Clube da Feira (RCF) em Julho de 1995. A primeira coisa que fez, ao chegar à emissora, foi colocar toda a gente na rua. E quem protestou com a situação foi ameaçado - eu vi e ouvi. Estava lá. A RCF pertence a uma cooperativa de radio que tenta rentabilizar a emissora, concessionando-a, contando apenas com um empregado seu a laborar na estação, que foi o único que não foi despedido, porque Marcelo Reis não o podia fazer. Os outros, contratados pelo concessionário, não tiveram outro remédio senão partir.
O concessionário anterior a Marcelo Reis – Justino Silva – é um homem da rádio. Colaborou com a Rádio Clube do Centro – Emissora das Beiras e com a RDP - Rádio Comercial Norte, entre outras. Mas as coisas não correram pelo melhor e Justino Silva aceitou empréstimos monetários de Marcelo Reis. Um dia foi colocado entre a espada e a parede: ou pagava o que devia ou passava a concessão da RCF a Marcelo Reis. A cooperativa, na altura, foi conivente com esta situação, mas viria a arrepender-se. Acontece que quem trabalhava na estação estava na maior ilegalidade, já que não tinham contrato de trabalho, nem sequer faziam descontos para a Segurança Social. Toda a gente veio embora sem direitos nenhuns.
Finalmente, depois de uma dúzia de anos, Marcelo Reis perdeu a concessão por falta de pagamento à cooperativa detentora do alvará da RCF. Um antigo colaborador – que também tinha sido despedido em 1995, Nelson Pais – está agora à frente dos destinos da RCF.
Este é um exemplo, mas isto é o que tem acontecido em muitas rádios locais do país.
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