Mais análises ao programa “Clube de Jornalistas” que passou na 2:, na quarta-feira, nos blogues Atrium e Rádio e Jornalismo.
segunda-feira, 17 de julho de 2006
sexta-feira, 14 de julho de 2006
Experiências com sistema HD Rádio no Brasil
O sistema de radiodifusão digital HD Radio (ex-IBOC) já está há bastante tempo implementado nos Estados Unidos, local onde foi desenvolvido, mas esta tecnologia americana já está a ser exportada.
A Rádio Clube FM - uma emissora de S.Paulo, Brasil - deu inicio à transmissão em HD Radio em Fevereiro deste ano. Segundo aquela estação, a rápida evolução dos sistemas de radiodifusão digitais mostrava que era necessário «actualizar tecnologicamente a emissora Clube FM e adquirir a experiência necessária neste tipo de operação».
Na escolha do sistema HD Radio pesou o facto de este permitir a transmissão simultânea de sinais analógicos e digitais. O ouvinte recebe os dois sinais da emissora na mesma frequência, mas um não interfere no outro.
Os responsáveis técnicos da Rádio Clube FM afirmam que o HD Rádio é fundamental para a transição entre as tecnologias analógica e digital, pois uma das vantagens que este sistema permite é a de possibilitar a recepção analócia (neste caso em FM) em simultâneo com o digital, e isto favorece as classes sociais mais baixas, que têm dificuldades em adquirir um aparelho receptor digital, considerando o seu custo.
Devido à ainda fraca procura (e, certamente, oferta) de receptores digitais no Brasil, a Rádio Clube FM importou 25 receptores HD Radio para automóveis da Panasonic, que distribuiu pelo seu pessoal, para análise da qualidade da recepção, e espera vir a adquirir outros trinta.
A Rádio Clube FM - uma emissora de S.Paulo, Brasil - deu inicio à transmissão em HD Radio em Fevereiro deste ano. Segundo aquela estação, a rápida evolução dos sistemas de radiodifusão digitais mostrava que era necessário «actualizar tecnologicamente a emissora Clube FM e adquirir a experiência necessária neste tipo de operação».
Na escolha do sistema HD Radio pesou o facto de este permitir a transmissão simultânea de sinais analógicos e digitais. O ouvinte recebe os dois sinais da emissora na mesma frequência, mas um não interfere no outro.
Os responsáveis técnicos da Rádio Clube FM afirmam que o HD Rádio é fundamental para a transição entre as tecnologias analógica e digital, pois uma das vantagens que este sistema permite é a de possibilitar a recepção analócia (neste caso em FM) em simultâneo com o digital, e isto favorece as classes sociais mais baixas, que têm dificuldades em adquirir um aparelho receptor digital, considerando o seu custo.
Devido à ainda fraca procura (e, certamente, oferta) de receptores digitais no Brasil, a Rádio Clube FM importou 25 receptores HD Radio para automóveis da Panasonic, que distribuiu pelo seu pessoal, para análise da qualidade da recepção, e espera vir a adquirir outros trinta.
quinta-feira, 13 de julho de 2006
O “Clube de Jornalistas” na 2:
Não consegui assistir à maior parte do “Clube de Jornalistas” que passou na 2:, pelo que só vi a parte final, por muita pena minha.
Moderado por João Paulo Meneses, o programa tratou do jornalismo nas rádios locais e teve como convidados Luís Bonixe, professor Universitário; António Figueiredo, director da Rádio No Ar, de Viseu; e o jornalista Nuno Castilho Matos, que trabalhou na Rádio Voz de Alenquer e está agora na TSF-Rádio Notícias. O presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR), José Faustino, previamente gravado, teve intervenções ao longo do programa.
Segundo o sítio “Clube de Jornalistas”, «existem, de acordo com dados oficiais, 355 rádios locais em Portugal, responsáveis por cerca de 15 por cento da audiência em todo o país.
São as rádios locais que descobrem talentos em cada vila ou cidade onde as rádios nacionais não têm estúdios, são as rádios locais que fazem os relatos desportivos dos clubes mais pequenos, são as rádios locais as primeiras a chegar quando há um acidente, um incêndio ou o quando o autarca local faz umas declarações mais polémicas.
E, contudo, as rádios locais são uma espécie de parente pobre da comunicação social portuguesa: escasseiam os projectos profissionais, contorna-se muitas vezes a lei que obriga a emissão própria, a publicidade escasseia, o jornalismo sai muito caro - dizem».
Do que consegui ver (ouvir), António Figueiredo é favorável à retransmissão de noticiários das rádios “nacionais”. Luís Bonixe e Nuno Castilho Matos não vêm vantagens nisso.
Há claros benefícios para uma rádio local retransmitir os noticiários das rádios "nacionais". Para já, porque é economicamente inviável para uma rádio local ter jornalistas ao seu serviço em Lisboa para dar conta dos acontecimentos políticos, ou outros, que interessam a toda a população portuguesa. É preferível ter mais jornalistas na redacção para acompanhar acontecimentos locais e transmitir pelo menos três noticiários (obrigatórios) de cariz local. Outra vantagem é a fidelização do auditório à frequência. O ouvinte não necessita de mudar de estação para ouvir notícias de âmbito nacional. Também não concordo com o Nuno Castilho Matos ao afirmar que as notícias de extensão nacional podiam (eram, na rádio onde trabalhou anteriormente) ser tratadas através dos “takes” da Lusa. Porque o que dá credibilidade às notícias radiofónicas é o som (vulgo R.M.) de alguém visado na peça a confirmar ou a desmentir o teor da notícia.
Outro ponto, tem a ver com o novo estatuto do jornalista, que prevê que todos os futuros jornalistas tenham uma licenciatura. O painel de convidados do “Clube de Jornalistas” foi unânime ao apoiar esta medida. José Faustino discordou.
Levo já mais de duas décadas de rádio, pelo que conheci muitos jornalistas. Nem todos os licenciados são bons, nem todos os outros são maus. Parece-me que esta medida é uma forma de arranjar emprego às centenas de licenciados em comunicação social que todos os anos saem das instituições de ensino superior. Neste campo, também houve concordância no programa quanto à deficiente formação académica dos licenciados candidatos a jornalistas. Assim sendo, ou se muda os planos curriculares dos cursos superiores de jornalismo, para que os alunos terminem os cursos com mais valias para os órgãos de comunicação social, ou então nem vale a pena mexer nesta parte do estatuto do jornalista.
Moderado por João Paulo Meneses, o programa tratou do jornalismo nas rádios locais e teve como convidados Luís Bonixe, professor Universitário; António Figueiredo, director da Rádio No Ar, de Viseu; e o jornalista Nuno Castilho Matos, que trabalhou na Rádio Voz de Alenquer e está agora na TSF-Rádio Notícias. O presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR), José Faustino, previamente gravado, teve intervenções ao longo do programa.
Segundo o sítio “Clube de Jornalistas”, «existem, de acordo com dados oficiais, 355 rádios locais em Portugal, responsáveis por cerca de 15 por cento da audiência em todo o país.
São as rádios locais que descobrem talentos em cada vila ou cidade onde as rádios nacionais não têm estúdios, são as rádios locais que fazem os relatos desportivos dos clubes mais pequenos, são as rádios locais as primeiras a chegar quando há um acidente, um incêndio ou o quando o autarca local faz umas declarações mais polémicas.
E, contudo, as rádios locais são uma espécie de parente pobre da comunicação social portuguesa: escasseiam os projectos profissionais, contorna-se muitas vezes a lei que obriga a emissão própria, a publicidade escasseia, o jornalismo sai muito caro - dizem».
Do que consegui ver (ouvir), António Figueiredo é favorável à retransmissão de noticiários das rádios “nacionais”. Luís Bonixe e Nuno Castilho Matos não vêm vantagens nisso.
Há claros benefícios para uma rádio local retransmitir os noticiários das rádios "nacionais". Para já, porque é economicamente inviável para uma rádio local ter jornalistas ao seu serviço em Lisboa para dar conta dos acontecimentos políticos, ou outros, que interessam a toda a população portuguesa. É preferível ter mais jornalistas na redacção para acompanhar acontecimentos locais e transmitir pelo menos três noticiários (obrigatórios) de cariz local. Outra vantagem é a fidelização do auditório à frequência. O ouvinte não necessita de mudar de estação para ouvir notícias de âmbito nacional. Também não concordo com o Nuno Castilho Matos ao afirmar que as notícias de extensão nacional podiam (eram, na rádio onde trabalhou anteriormente) ser tratadas através dos “takes” da Lusa. Porque o que dá credibilidade às notícias radiofónicas é o som (vulgo R.M.) de alguém visado na peça a confirmar ou a desmentir o teor da notícia.
Outro ponto, tem a ver com o novo estatuto do jornalista, que prevê que todos os futuros jornalistas tenham uma licenciatura. O painel de convidados do “Clube de Jornalistas” foi unânime ao apoiar esta medida. José Faustino discordou.
Levo já mais de duas décadas de rádio, pelo que conheci muitos jornalistas. Nem todos os licenciados são bons, nem todos os outros são maus. Parece-me que esta medida é uma forma de arranjar emprego às centenas de licenciados em comunicação social que todos os anos saem das instituições de ensino superior. Neste campo, também houve concordância no programa quanto à deficiente formação académica dos licenciados candidatos a jornalistas. Assim sendo, ou se muda os planos curriculares dos cursos superiores de jornalismo, para que os alunos terminem os cursos com mais valias para os órgãos de comunicação social, ou então nem vale a pena mexer nesta parte do estatuto do jornalista.
quarta-feira, 12 de julho de 2006
domingo, 2 de julho de 2006
Uma pausa no blogue
Durante esta semana, o Ouvidor vai estar um pouco parado. Projectos académicos (inadiáveis) requerem a presença do blogueiro a 100%.
Volto para a semana, mais livre, para me ocupar rádio que se vai fazendo por cá e não só.
Volto para a semana, mais livre, para me ocupar rádio que se vai fazendo por cá e não só.
quinta-feira, 29 de junho de 2006
Curso de Animação para Informação
O Radiolab, da Universidade Autónoma de Lisboa, vai realizar um curso de Animação para Informação. O curso terá início a 5 de Julho e terminará a 10 de Julho e será ministrado em horário diurno (tarde) ou pós-laboral.
O curso decorrerá nas instalações do Radiolab da Universidade Autónoma de Lisboa. A parte de animação será dada por Ana Bravo (TSF) e a de jornalismo por Francisco Sena Santos (UAL). Para além das sessões de formação, os alunos serão monitorizados no seu trabalho de animação e de redacção. Para tal o curso simulará emissões de rádio com uma redacção a editar. O curso tem a duração (mínima) de 20 horas.
Três das oito vagas serão preenchidas pelos melhores alunos da disciplina de Atelier Rádio (jornalismo/newsroom) da licenciatura de Comunicação (a título de prémio), pelo que há apenas 5 vagas disponíveis.
Mais informações no sítio do Radiolab.
O curso decorrerá nas instalações do Radiolab da Universidade Autónoma de Lisboa. A parte de animação será dada por Ana Bravo (TSF) e a de jornalismo por Francisco Sena Santos (UAL). Para além das sessões de formação, os alunos serão monitorizados no seu trabalho de animação e de redacção. Para tal o curso simulará emissões de rádio com uma redacção a editar. O curso tem a duração (mínima) de 20 horas.
Três das oito vagas serão preenchidas pelos melhores alunos da disciplina de Atelier Rádio (jornalismo/newsroom) da licenciatura de Comunicação (a título de prémio), pelo que há apenas 5 vagas disponíveis.
Mais informações no sítio do Radiolab.
Ainda o caso da Rádio Festival
Em Maio, escrevi no texto Rádio Festival discutida em tribunal, que o antigo proprietário da Rádio Festival, José Neves, se queixava «de interferências de Manuel Teixeira, chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal do Porto e ex-administrador da TSF-Rádio Notícias, na gestão da Rádio Festival».
Ontem, o "Correio da Manhã" trouxe desenvolvimentos do caso: «Manuel Teixeira, chefe de gabinete de Rui Rio, negou ontem em Tribunal as acusações de Paulo Morais, ex-vereador da Câmara do Porto, relativamente a pressões políticas exercidas pela Câmara junto da Rádio Festival, que alegadamente terão levado à demissão do jornalista Alfredo Barbosa».
terça-feira, 27 de junho de 2006
Agregador de coleccionadores
Existem vários coleccionadores de receptores radiofónicos em Portugal, com espólios magníficos, mas que são totalmente desconhecidos. Ainda recentemente, António Manuel Rodrigues deu uma entrevista à National Geographic, onde mostrou como foi reunindo rádio-receptores ao longo dos tempos, apresentando uma das maiores colecções de receptores que existem no nosso país. Outra grande colecção, por exemplo, é a de Sansão Vaz.
Para divulgar estas colecções, o sítio A Minha Rádio decidiu criar um Agregador de coleccionadores, que vai tentar reunir numa base de dados informações sobre os coleccionadores portugueses e as suas coleccções.
Para divulgar estas colecções, o sítio A Minha Rádio decidiu criar um Agregador de coleccionadores, que vai tentar reunir numa base de dados informações sobre os coleccionadores portugueses e as suas coleccções.
segunda-feira, 26 de junho de 2006
Presunção e água benta...
Li aqui (não ouvi) o que disse Ribeiro Cristóvão, na Rádio Renascença, no encerramento da emissão especial do Mundial: «...da super-equipa que fez a melhor emissão da rádio portuguesa».
Concordo com João Paulo Meneses: «até pode ter sido a melhor emissão da rádio portuguesa, mas como é que Ribeiro Cristóvão - que esteve três ou quatro horas seguidas na cabina - sabe como foram as outras? Não sabe, evidentemente».
Concordo com João Paulo Meneses: «até pode ter sido a melhor emissão da rádio portuguesa, mas como é que Ribeiro Cristóvão - que esteve três ou quatro horas seguidas na cabina - sabe como foram as outras? Não sabe, evidentemente».
domingo, 25 de junho de 2006
Textos do Blogouve-se reunidos num livro... virtual
O Blogouve-se está quase a completar três anos de existência. Nesse período de tempo, João Paulo Meneses - autor do blogue - escreveu centenas de textos, que contribuíram para a discussão em torno do estado do jornalismo em Portugal, dando uma especial atenção ao meio radiofónico.
E aí está mais uma contribuição: «Os textos do Blogouve-se», que «é uma espécie de livro virtual: quando, há cerca de um ano, me sugeriram a hipótese de escolher uns 500 textos do blogue para os publicar em livro, recusei a ideia. Houve outras razões (mais pessoais), mas prevaleceu esta em particular: qual é a necessidade de passar para o papel uma realidade que nasceu na Internet? Por que é que há-de sair da Internet? A Internet não tem dignidade suficiente? Claro que tem».
A verdade é que a informação contida em «Os textos do Blogouve-se» não é virtual... é bem real.
E aí está mais uma contribuição: «Os textos do Blogouve-se», que «é uma espécie de livro virtual: quando, há cerca de um ano, me sugeriram a hipótese de escolher uns 500 textos do blogue para os publicar em livro, recusei a ideia. Houve outras razões (mais pessoais), mas prevaleceu esta em particular: qual é a necessidade de passar para o papel uma realidade que nasceu na Internet? Por que é que há-de sair da Internet? A Internet não tem dignidade suficiente? Claro que tem».
A verdade é que a informação contida em «Os textos do Blogouve-se» não é virtual... é bem real.
quinta-feira, 22 de junho de 2006
Três anos de “A Rádio em Portugal”
Foi há três anos que iniciei esta “aventura”. Depois de uma primeira experiência, o arranque definitivo deu-se a 22 de Junho de 2003.
Durante estes três anos fiz novas amizades e aprendi muito. Provavelmente, isso não teria acontecido se não tivesse o blogue.
A todos os que me visitaram, e visitam, o meu muito obrigado.
Durante estes três anos fiz novas amizades e aprendi muito. Provavelmente, isso não teria acontecido se não tivesse o blogue.
A todos os que me visitaram, e visitam, o meu muito obrigado.
terça-feira, 20 de junho de 2006
O mundial de futebol e o serviço público de rádio
A RDP tem, através da Antena 1, transmitido relatos dos jogos do Brasil e Angola, além dos de Portugal. João Paulo Meneses é contra tal prática, assim como eu, mas alguns dos seus leitores discordam desta posição.
As rádios de serviço público angolanas e brasileiras transmitem os jogos das respectivas selecções, não transmitem os jogos de Portugal e posso garantir que são mais os portugueses no Brasil que brasileiros em Portugal. E se os relatos dos jogos do Brasil se fazem «(...)numa lógica de serviço público para a comunidade imigrante brasileira(...)», porque é que não se faz os relatos dos jogos da Ucrânia, já que a comunidade ucraniana, em Portugal, que me parece ser mais numerosa que a brasileira?
Aconselho a leitura do texto «A rádio que liga... o Brasil»?, de João Paulo Meneses, no Blogouve-se, e os respectivos comentários. O texto é de 15 de Junho, mas ontem teve uma actualização.
Já agora, duvido que as emissoras de serviço público de países onde existem grandes comunidades de emigrantes portugueses transmitam os relatos de Portugal. Fazem o que lhes compete: referem o mais importante do torneio, com predominância para as selecções dos respectivos países.
As rádios de serviço público angolanas e brasileiras transmitem os jogos das respectivas selecções, não transmitem os jogos de Portugal e posso garantir que são mais os portugueses no Brasil que brasileiros em Portugal. E se os relatos dos jogos do Brasil se fazem «(...)numa lógica de serviço público para a comunidade imigrante brasileira(...)», porque é que não se faz os relatos dos jogos da Ucrânia, já que a comunidade ucraniana, em Portugal, que me parece ser mais numerosa que a brasileira?
Aconselho a leitura do texto «A rádio que liga... o Brasil»?, de João Paulo Meneses, no Blogouve-se, e os respectivos comentários. O texto é de 15 de Junho, mas ontem teve uma actualização.
Já agora, duvido que as emissoras de serviço público de países onde existem grandes comunidades de emigrantes portugueses transmitam os relatos de Portugal. Fazem o que lhes compete: referem o mais importante do torneio, com predominância para as selecções dos respectivos países.
segunda-feira, 19 de junho de 2006
Sobre o almoço de sábado
Foi mais um almoço fantástico. Reencontrei gente que já não via desde o ano passado e fiz novas amizades. Acompanhamos o jogo Portugal - Irão e festejamos os golos. Também a poesia esteve presente, pois o Jorge Castro leu alguns poemas do seu livro “Contra a Corrente”. António Aleixo e Fernando Pessoa também não faltaram - a cultura também se serve à mesa.
O tempo passou a correr, entrei no restaurante por volta das 13 horas e saí dele depois das 20 horas. Ao Orlando, o organizador destes encontros, o meu obrigado por proporcionar mais um convívio fantástico com gente fantástica.
O tempo passou a correr, entrei no restaurante por volta das 13 horas e saí dele depois das 20 horas. Ao Orlando, o organizador destes encontros, o meu obrigado por proporcionar mais um convívio fantástico com gente fantástica.
sábado, 17 de junho de 2006
Hoje é um dia cheio
É daqui a pouco o almoço de Bloggers em Vila Nova de Gaia e às 16h, na Fundação Musical dos Amigos das Crianças, na Rua D. Manuel II, 226, Porto, é inaugurada a exposição «Um Olhar sobre Suggia», dedicada à extraordinária violoncelista portuense Guilhermina Suggia.
quinta-feira, 15 de junho de 2006
Falar na Rádio
Uma das funções da rádio é formar. Mas é certo e sabido que muitos jornalistas e animadores não dão o devido valor a esta função - ou porque não querem, ou porque não sabem. Falar correctamente na rádio é uma maneira de formar, pois o ouvinte repete o que é dito, podendo mesmo corrigir o português que usa no dia-a-dia. Mas o contrário também é verdade.
A linguagem radiofónica deve de ser simples e a dicção deve ser correcta, para que a mensagem possa ser entendida pelo maior número possível de ouvintes. Termos eruditos ou demasiado técnicos não são desejáveis, pois ao serem utilizadas palavras menos comuns, estas tornam-se ruído para quem não as descodifica de imediato. João Paulo Meneses, no livro Tudo o que se passa na TSF ...Para um “livro de estilo”, cita C. Terrien*: «Não estás cá para fazeres carreira de escritor. Na imprensa escrita podemos sempre reler-nos, completar-nos. Não quando nos encontramos diante de um microfone. O mesmo acontece com o ouvinte: é preciso que ele compreenda, que capte imediatamente, senão deixa de ouvir».
Já ouvi (e li, o que é pior) erros como “interviu” (interveio); “madrasto” (ou é padrasto ou é madrasta); “ouvisto” (ou é vi, ou é ouvi); e, já agora, “Hades” (palavra que muito confundem com “hás-de”) é, na mitologia grega, o deus do mundo inferior, soberano dos mortos. Por estas e por outras, quem escreve e fala nos media e não tem o cuidado necessário com o português é, agora, candidato a figurar numa lista de prevaricadores que Lauro Portugal vai apresentar no sítio do Clube dos Jornalistas.
* Lavoinne, Yves. A Rádio. Editora Vega, Lisboa, pag.67.
A linguagem radiofónica deve de ser simples e a dicção deve ser correcta, para que a mensagem possa ser entendida pelo maior número possível de ouvintes. Termos eruditos ou demasiado técnicos não são desejáveis, pois ao serem utilizadas palavras menos comuns, estas tornam-se ruído para quem não as descodifica de imediato. João Paulo Meneses, no livro Tudo o que se passa na TSF ...Para um “livro de estilo”, cita C. Terrien*: «Não estás cá para fazeres carreira de escritor. Na imprensa escrita podemos sempre reler-nos, completar-nos. Não quando nos encontramos diante de um microfone. O mesmo acontece com o ouvinte: é preciso que ele compreenda, que capte imediatamente, senão deixa de ouvir».
Já ouvi (e li, o que é pior) erros como “interviu” (interveio); “madrasto” (ou é padrasto ou é madrasta); “ouvisto” (ou é vi, ou é ouvi); e, já agora, “Hades” (palavra que muito confundem com “hás-de”) é, na mitologia grega, o deus do mundo inferior, soberano dos mortos. Por estas e por outras, quem escreve e fala nos media e não tem o cuidado necessário com o português é, agora, candidato a figurar numa lista de prevaricadores que Lauro Portugal vai apresentar no sítio do Clube dos Jornalistas.
* Lavoinne, Yves. A Rádio. Editora Vega, Lisboa, pag.67.
terça-feira, 13 de junho de 2006
E-learning *
Aqui está um sítio bastante interessante: Our Media. Aqui são disponibilizadas informações sobre o Podcasting, edição áudio, vídeo, etc. e como os meios de comunicação social cada vez mais virados para o multimédia, cruzando características tradicionais de outros meios com as suas, este sítio parece-me bastante útil.
Se por acaso sabe mais do que o que lá está, então partilhe os seus conhecimentos com os outros. No Our Media há a possibilidade de se ser colaborador. Lembem-se que o conhecimento de nada vale se não for partilhado com outros.
* Via Ponto Media
Se por acaso sabe mais do que o que lá está, então partilhe os seus conhecimentos com os outros. No Our Media há a possibilidade de se ser colaborador. Lembem-se que o conhecimento de nada vale se não for partilhado com outros.
* Via Ponto Media
sexta-feira, 9 de junho de 2006
Ipsis litteris (III)
Li no sítio do Clube de Jornalistas, mas o texto completo está na página do Sindicato dos Jornalistas: «A insegurança no emprego e os baixos salário têm um efeito negativo na qualidade do jornalismo e podem pôr em causa o papel dos média como "cães de guarda" da sociedade(...)».
quarta-feira, 7 de junho de 2006
Ainda sobre a Lei da Rádio
O blogue Canal Maldito continua a abordar a nova Lei da Rádio. Estou perfeitamente de acordo com o texto que o Bruno Gonçalves Pereira escreveu hoje.
terça-feira, 6 de junho de 2006
Pelo éter do Grande Porto
O Porto vive à míngua, no que toca a estações locais de radiodifusão. Das seis que deveriam existir, só se escutam duas: Rádio Nova e Rádio Festival, e estas têm os destinos nas mãos do grupo Luso-Canal, que tem sede em Lisboa. E à volta do Porto só restam quatro emissoras locais (Rádio Clube de Matosinhos, Lidador, Gaia FM e Nova Era), mas deveriam existir dez. Elas até existem, só que são retransmissores de estações de Lisboa.
A emissora Gaia FM alterou a frequência para 95.50 MHz. Nada de mais se esta não fosse uma estação de Vila Nova de Gaia e os 95.50 MHz não fossem do Porto. Ou seja, a frequência - que pertencia à extinta Rádio Placard e que, por acaso, também era do mesmo proprietário da Gaia FM - passou para Vila Nova de Gaia.
A questão é esta: Se um dia voltar a haver um concurso para atribuição de alvarás de radiodifusão sonora, será que vai existir uma frequência para substituir os 95.50 MHz no Porto? Duvido muito.
A emissora Gaia FM alterou a frequência para 95.50 MHz. Nada de mais se esta não fosse uma estação de Vila Nova de Gaia e os 95.50 MHz não fossem do Porto. Ou seja, a frequência - que pertencia à extinta Rádio Placard e que, por acaso, também era do mesmo proprietário da Gaia FM - passou para Vila Nova de Gaia.
A questão é esta: Se um dia voltar a haver um concurso para atribuição de alvarás de radiodifusão sonora, será que vai existir uma frequência para substituir os 95.50 MHz no Porto? Duvido muito.
segunda-feira, 5 de junho de 2006
Encontro de podcasters
Está agendado para amanhã, pelas 17h00, na Fnac de Santa Catarina (Porto) uma conferência sobre podcasts. Estarão presentes Edgard Costa (GavezDois), João Paulo Meneses (TSF - Rádio.com), Pedro Fonseca (Piloto Automático) e José António Moreira (Sons da Escrita).
sexta-feira, 2 de junho de 2006
Ipsis litteris (II)
«O mundo contemporâneo está surdo. Deslocámos o eixo da percepção do ambiente que nos rodeia do ouvido para a visão. Deixámos de ouvir o mundo à nossa volta e passámos a vê-lo. Vêmo-lo à distância. Se nos debruçarmos, porém, um pouco mais atentamente sobre esta questão detectamos uma interessante contradição: embora grande parte do contacto que estabelecemos com a realidade que nos é exterior seja hoje feito através da visão, a palavra, falada, sonora, continua a ser o meio privilegiado que possibilita a nossa comunicação uns com os outros. Na grande maioria dos casos não confiamos no uso do som como instrumento de prospecção do mundo à nossa volta, mas continuamos a privilegiar o som da palavra para a nossa comunicação».
quarta-feira, 31 de maio de 2006
Seminários APR
Está agendado para amanhã mais um Seminário da Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR), desta vez subordinado ao tema "A Rádio de Proximidade e o Desenvolvimento Regional".
O encontro irá decorrer nas instalações da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) e terá como oradores convidados Feliciano Barreiras Duarte, Ex-Secretário de Estado e actual Deputado do PSD, e Pedro Braumann, Professor na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa e Director da Rádio e Televisão de Portugal, SGPS, SA.
Este Seminário destina-se a todos os operadores, profissionais e interessados no sector e irá decorrer em Lisboa, no Auditório do Departamento de Ciências da Comunicação da UAL, encontrando-se o seu início agendado para as 15h00.
O encontro irá decorrer nas instalações da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) e terá como oradores convidados Feliciano Barreiras Duarte, Ex-Secretário de Estado e actual Deputado do PSD, e Pedro Braumann, Professor na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa e Director da Rádio e Televisão de Portugal, SGPS, SA.
Este Seminário destina-se a todos os operadores, profissionais e interessados no sector e irá decorrer em Lisboa, no Auditório do Departamento de Ciências da Comunicação da UAL, encontrando-se o seu início agendado para as 15h00.
A ler no blogue Rádio Crítica (II)
Depois da comparação da Rádio Comercial da década de 1980 com a Comercial do século XXI, Francisco Mateus faz uma retrospectiva da RDP-Antena 1, RFM e RR.
Nestes textos são recordados vários programas, que ainda pairam, com saudade, na memória de muitos (pelo menos na minha).
Nestes textos são recordados vários programas, que ainda pairam, com saudade, na memória de muitos (pelo menos na minha).
terça-feira, 30 de maio de 2006
Uma sugestão de leitura
Infelizmente, passou-me completamente ao lado o lançamento do Livro “Mais estórias da música”, da autoria de Luís Filipe Barros (fica aqui o mea culpa). O evento ocorreu no passado dia 21 de Abril, no Skones, em Lisboa, tendo sido a obra apresentada por Jaime Lopes. O prefácio é da autoria de Francisco José Viegas: «(...)As histórias que Luís Filipe Barros conta sobre o seu e nosso mundo do rock (e do pop, que continua a ser sexualmente frígido, mas a nossa idade também vai desculpando as coisas), dão conta desse mundo misto, complexo, heterodoxo, cruel, burlesco (já imaginaram David Bowie e Mick Jagger em amplexos amorosos?), tonto, frívolo, heróico e corajoso. Na verdade, a gente olha para a sua discografia ao fim destes anos de Rock em Stock e, nessa matéria, pode bem murmurar: Luís Filipe Barros é meu pastor, com ele nada me faltará». Amén, digo eu!Luís Filipe Barros pode ser escutado na Antena 1, de sexta para sábado, à meia-noite, ou em repetição às 17 horas, no programa “Ondas Luisianas”.
As feiras do livro de Lisboa e Porto estão aí, portanto fica aqui a sugestão.
Uma exposição interessante
Em Alfandega da Fé, no Centro Cultural Mestre José Rodrigues, pode-se visitar a exposição "Sons para ver, ouvir e sentir", onde é mostrada uma colecção de aparelhos antigos de gravação/reprodução áudio que abrangem o período 1880 - 1930.
A exposição inclui cilindros metálicos e de madeira, peças pneumáticas com rolos de papel ou banda perfurada, fonógrafos, grafonolas, caixas de música, etc. que pertencem à colecção particular de Luís Cangueiro. Na totalidade, a colecção é composta por mais de 500 peças, reunidas ao longo dos anos, mas só estão expostas 50.
A exposição inclui cilindros metálicos e de madeira, peças pneumáticas com rolos de papel ou banda perfurada, fonógrafos, grafonolas, caixas de música, etc. que pertencem à colecção particular de Luís Cangueiro. Na totalidade, a colecção é composta por mais de 500 peças, reunidas ao longo dos anos, mas só estão expostas 50.
A exposição está encerrada às segundas-feiras, mas pode ser visitada até 16 de Julho.
segunda-feira, 29 de maio de 2006
A lei da rádio vista por cantores
Fui alertado por um comentário no texto anterior, que o blogue Canal Maldito tem depoimentos de cantores que se pronunciam sobre a nova Lei da Rádio.
Sou contra qualquer tipo de quotas. O ideal era que as emissoras passassem música portuguesa sem ser por decreto, mas, para isso, a música portuguesa tem de se impôr pela qualidade (eu sei que é subjectivo). Pelo menos a denominada “comercial”, pois existe muita música portuguesa alternativa de excelente qualidade – melhor mesmo que a estrangeira - e que não passa na rádio, além de ser desconhecida do grande público (uma espiral viciosa?).
sexta-feira, 26 de maio de 2006
A Rádio Portugal (II)
João Paulo Meneses analisa a Rádio Portugal no Blogouve-se e acha-a «um paradoxo e um anacronismo», devido ao formato da emissora. Carlos Marques, da Rádio Portugal, rebateu esta tese nos comentários.
Vale a pena ler.
quarta-feira, 24 de maio de 2006
Radionovelas de regresso
O Rádio Clube vai transmitir a radionovela “O penúltimo dia", que tem dez episódios, sendo estes transmitidos amanhã, de hora a hora, entre as 09h00 e as 18h00.
É o regresso de um género radiofónico que já foi muito popular entre os portugueses. Recentemente foi lançado o livro “Teatro Invisível” que conta a história deste género radiofónico em Portugal.
É o regresso de um género radiofónico que já foi muito popular entre os portugueses. Recentemente foi lançado o livro “Teatro Invisível” que conta a história deste género radiofónico em Portugal.
terça-feira, 23 de maio de 2006
Rádio Festival discutida em tribunal
Chega hoje a tribunal um caso curioso, que envolve a Rádio Festival - uma rádio local da cidade do Porto.
Segundo o jornal "Correio da Manhã", o ex-proprietário da Rádio Festival e ainda director-geral da estação, José Neves, afirma que «o contrato da venda não está a ser cumprido. Não quer dinheiro, pretende apenas que a rádio volte à sua linha».
O caso é simples: José Neves vendeu a Rádio Festival a Luís Montez, no final de 2002, mas, para que a venda se concretizasse, José Neves queria manter-se como director-geral da emissora, a linha editorial e a programação teriam de se manter por quatro anos. Ou seja, até ao final deste ano, coisa que não aconteceu. O despedimento de sete funcionários e a venda de duas viaturas também estaria vedada até 2006, mas mesmo assim foi concretizada por Luís Montez.
José Neves também se queixa de interferências de Manuel Teixeira, chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal do Porto e ex-administrador da TSF-Rádio Notícias, na gestão da Rádio Festival.
Segundo o jornal "Correio da Manhã", o ex-proprietário da Rádio Festival e ainda director-geral da estação, José Neves, afirma que «o contrato da venda não está a ser cumprido. Não quer dinheiro, pretende apenas que a rádio volte à sua linha».
O caso é simples: José Neves vendeu a Rádio Festival a Luís Montez, no final de 2002, mas, para que a venda se concretizasse, José Neves queria manter-se como director-geral da emissora, a linha editorial e a programação teriam de se manter por quatro anos. Ou seja, até ao final deste ano, coisa que não aconteceu. O despedimento de sete funcionários e a venda de duas viaturas também estaria vedada até 2006, mas mesmo assim foi concretizada por Luís Montez.
José Neves também se queixa de interferências de Manuel Teixeira, chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal do Porto e ex-administrador da TSF-Rádio Notícias, na gestão da Rádio Festival.
sábado, 20 de maio de 2006
Um blogue para acompanhar
Recomendo uma visita ao blogue galego “**Lauramassmedia** LA RADIO”. Fotografias sobre a rádio de outros tempos, ligações interessantes e textos como a lista de todas as emissoras espanholas, são apenas alguns exemplos do que se pode ver.
A realidade radiofónica espanhola é bastante diferente da nossa, mas enfrenta desafios idênticos aos nossos. A forma de encarar os problemas é que difere.
A realidade radiofónica espanhola é bastante diferente da nossa, mas enfrenta desafios idênticos aos nossos. A forma de encarar os problemas é que difere.
A ligação para este blogue já está na coluna do lado.
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