O blogue Indústrias Culturais faz três anos. Parabéns ao seu autor, Rogério Santos, e obrigado por contribuir para a divulgação e compreensão da cultura.
sexta-feira, 17 de março de 2006
Cursos para profissionais de rádio e não só
Em Lisboa
Estão abertas as vagas para o curso de técnicas vocais (curso de especialização).Este curso destina-se a quem pretenda utilizar a voz como instrumento de trabalho, sobretudo na locução e apresentação. O curso decorre em Abril, aos Sábados, no Laboratório de Rádio da Universidade Autónoma e tem um limite máximo de 8 inscrições (aposta na qualidade da formação). Este curso pode ser continuado mais tarde com Técnicas Vocais II, de estrutura semelhante ao primeiro, mas centrado no aperfeiçoamento das técnicas adquiridas.Para mais informações contacte João de Sousa , por telefone - 966 555 616 ou através do e-mail jsousa@ universidade-autonoma.pt
No Porto
Associação de Radiodifusão Académica FM tem abertas as inscrições para os cursos de 2006:
COMUNICAÇÃO/ COMUNICAÇÃO SOCIAL - Curso prático de dicção e leitura; Animação de emissão; Falar em público: técnicas de comunicação; Assessoria de imprensa; Curso de criatividade; Escrita Criativa; Organização de eventos.
PSICOLOGIA - WESC III: Escala de Inteligência de Wechsler para crianças – 3ª edição; O sistema Integrativo de Borschach (SIR) de John Exner; Orientação vocacional e profissional para jovens e adultos; A educação sexual na idade pré-escolar.
INFORMÁTICA – Paginação; Escrever para Web; Criação e desenvolvimento de weblogs.
CURSOS PERSONALIZADOS (adaptáveis) – Informática; Línguas – Comercial.
Mais informações podem ser pedidas através do e-mail formacao@ academicafm.net , ou no Edifício L do Campus Universitário da Universidade Lusíada, no Porto.
Estão abertas as vagas para o curso de técnicas vocais (curso de especialização).Este curso destina-se a quem pretenda utilizar a voz como instrumento de trabalho, sobretudo na locução e apresentação. O curso decorre em Abril, aos Sábados, no Laboratório de Rádio da Universidade Autónoma e tem um limite máximo de 8 inscrições (aposta na qualidade da formação). Este curso pode ser continuado mais tarde com Técnicas Vocais II, de estrutura semelhante ao primeiro, mas centrado no aperfeiçoamento das técnicas adquiridas.Para mais informações contacte João de Sousa , por telefone - 966 555 616 ou através do e-mail jsousa@ universidade-autonoma.pt
No Porto
Associação de Radiodifusão Académica FM tem abertas as inscrições para os cursos de 2006:
COMUNICAÇÃO/ COMUNICAÇÃO SOCIAL - Curso prático de dicção e leitura; Animação de emissão; Falar em público: técnicas de comunicação; Assessoria de imprensa; Curso de criatividade; Escrita Criativa; Organização de eventos.
PSICOLOGIA - WESC III: Escala de Inteligência de Wechsler para crianças – 3ª edição; O sistema Integrativo de Borschach (SIR) de John Exner; Orientação vocacional e profissional para jovens e adultos; A educação sexual na idade pré-escolar.
INFORMÁTICA – Paginação; Escrever para Web; Criação e desenvolvimento de weblogs.
CURSOS PERSONALIZADOS (adaptáveis) – Informática; Línguas – Comercial.
Mais informações podem ser pedidas através do e-mail formacao@ academicafm.net , ou no Edifício L do Campus Universitário da Universidade Lusíada, no Porto.
quinta-feira, 16 de março de 2006
A Rádio volta à TV Cabo
A TV Cabo voltou a distribuir o sinal áudio de emissoras radiofónicas. Já há vários anos que tinha sido abandonado a distribuição deste tipo de sinal, pelo que é de saudar esta medida. No entanto, o sinal não vai chegar a todos os clientes da TV Cabo, já que apenas podem aceder a esta nova funcionalidade os clientes que são subscritores do serviço digital - ou seja, têm de possuir uma powerbox.
Segundo Francisco Matos Chaves, director dos canais multimédia da TV Cabo, em declarações ao “Diário de Notícias”, esta funcionalidade da TV Cabo «pode vir a permitir a medição das audiências». Não sei que audiências a TV Cabo quer medir, porque só os 500.000 subscritores do serviço digital terão acesso às emissoras. Além disso, hoje em dia, a rádio escuta-se, principalmente, no carro - quem está em casa certamente só ligará a televisão para ver outros canais e não para esutar os radiofónicos. Ou seja, a escuta de rádio na televisão não terá grande impacto nas audiências das estações.
Há, no entanto, vantagens neste serviço. Uma delas é a de tornar possível, principalmente para quem não possui Internet, escutar algumas rádios locais de cidades distantes, e aceder a uma página de apresentação da emissora com texto e imagens. A qualidade áudio será, eventualmente, também superior.
Neste novo serviço da TV Cabo podem ser escutadas as Antenas 1, 2 e 3, RDP África, Rádio Clube, Rádio Capital, Rádio Comercial, Cidade FM, Best Rock FM, Oxigénio, Marginal, Radar e Rádio Europa Lisboa. Em curso estão negociações para a inclusão de novas emissoras.
Segundo Francisco Matos Chaves, director dos canais multimédia da TV Cabo, em declarações ao “Diário de Notícias”, esta funcionalidade da TV Cabo «pode vir a permitir a medição das audiências». Não sei que audiências a TV Cabo quer medir, porque só os 500.000 subscritores do serviço digital terão acesso às emissoras. Além disso, hoje em dia, a rádio escuta-se, principalmente, no carro - quem está em casa certamente só ligará a televisão para ver outros canais e não para esutar os radiofónicos. Ou seja, a escuta de rádio na televisão não terá grande impacto nas audiências das estações.
Há, no entanto, vantagens neste serviço. Uma delas é a de tornar possível, principalmente para quem não possui Internet, escutar algumas rádios locais de cidades distantes, e aceder a uma página de apresentação da emissora com texto e imagens. A qualidade áudio será, eventualmente, também superior.
Neste novo serviço da TV Cabo podem ser escutadas as Antenas 1, 2 e 3, RDP África, Rádio Clube, Rádio Capital, Rádio Comercial, Cidade FM, Best Rock FM, Oxigénio, Marginal, Radar e Rádio Europa Lisboa. Em curso estão negociações para a inclusão de novas emissoras.
terça-feira, 14 de março de 2006
3.º Festival Black & White
A Escola das Artes, da Universidade Católica (Porto), vai realizar, de 30 de Março a 1 de Abril, o 3.º Festival Black & White.
Da edição deste ano, destaco, no dia 31 de Março (sexta-feira), às 17h45, a intervenção do jornalista João Paulo Baltazar da TSF, cujo tema é “Escrever com o microfone”.
No Sábado, 1 de Abril, terá lugar às 16 horas o “Encontro de Podcasts” Com Duarte Velez Grilo (Blitzkriegbop), Carlos Jorge Andrade (Lusocast), Filipe Homem Fonseca e José de Pina (O horror inominável), Edgard Costa (GavezDois) e José António Moreira (Sons da escrita). A moderação estará a cargo de João Paulo Meneses.
Da edição deste ano, destaco, no dia 31 de Março (sexta-feira), às 17h45, a intervenção do jornalista João Paulo Baltazar da TSF, cujo tema é “Escrever com o microfone”.
No Sábado, 1 de Abril, terá lugar às 16 horas o “Encontro de Podcasts” Com Duarte Velez Grilo (Blitzkriegbop), Carlos Jorge Andrade (Lusocast), Filipe Homem Fonseca e José de Pina (O horror inominável), Edgard Costa (GavezDois) e José António Moreira (Sons da escrita). A moderação estará a cargo de João Paulo Meneses.
A entrada é livre.
domingo, 12 de março de 2006
Para a história da rádio*
No dia 12 de Março de 1977, em plena fase de expansão das rádios piratas italianas (e no resto da Europa), a policia invade os estúdios da Radio Alice, que emitia para Bolonha, e termina com as emissões. A causa disto foram as reportagens da Radio Alice, onde foi anunciado o homicídio de um militante de extrema-esquerda. Devido a isto, ocorreram várias manifestações em Bolonha e a Radio Alice ia dando indicações em directo sobre a forma violenta como a policia tentava controlar os manifestantes.
O sítio da Radio Città del Capo tem disponíveis arquivos áudio sobre o que se passou há 29 anos.
* Via blogue Rádio e Jornalismo
O sítio da Radio Città del Capo tem disponíveis arquivos áudio sobre o que se passou há 29 anos.
* Via blogue Rádio e Jornalismo
sábado, 11 de março de 2006
Mudou alguma coisa no RCP?
O “Rádio Clube Português” chama-se agora, só e simplesmente, "Rádio Clube". Pelo que tive oportunidade de escutar, as linhas gerais da estação mantêm-se. A música continua a ser a mesma, a recordar a extinta “Rádio Nostalgia”, cujas frequências o "Rádio Clube" ocupa.
A face mais visível da remodelação da estação é a sua imagem gráfica. O nome "Rádio Clube Português" continua a existir, mas a palavra «Português» está em segundo plano, de forma muito subtil, como se não tivesse importância. Será por a Media Capital ter accionistas espanhóis? Aljubarrota já foi há muitos séculos...
A face mais visível da remodelação da estação é a sua imagem gráfica. O nome "Rádio Clube Português" continua a existir, mas a palavra «Português» está em segundo plano, de forma muito subtil, como se não tivesse importância. Será por a Media Capital ter accionistas espanhóis? Aljubarrota já foi há muitos séculos...
quarta-feira, 8 de março de 2006
Aqui está a verdadeira ciência da rádio
Retirado do sítio da Rádio Zero (ex-RIIST):
«A rádio é um meio criativo que fomenta o experimentalismo e o desenvolvimento de obras de arte em formato sonoro.
A rádio intervém na sociedade através de conteúdo de cariz comunitário e da promoção de actividades culturais.
A rádio assume-se como um meio de acesso do indivíduo à radiodifusão. Sendo apologista da liberdade e criatividade, a rádio dá preferência total ao formato de autor».
segunda-feira, 6 de março de 2006
Seminários APR: “As Rádios de Proximidade na Internet”*
A Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR) vai efectuar o seu segundo seminário. O tema será “As Rádios de Proximidade na Internet”. Este seminário irá decorrer em Lisboa, no Auditório do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Autónoma de Lisboa, tendo o seu início marcado para as 14h30.O Painel de oradores vai ser constituído pelo Eng.º Carlos Marques, da Media Capital Rádio, Director Geral do Cotonete; Abel Sousa, da Rádio Santiago, de Guimarães (projecto Guimarães Digital); Professor Manuel Fonseca, da Rádio Clube de Monsanto; e um representante da Link Consulting, empresa responsável pela elaboração do Portal do ROLI
A Inscrição pode ser feita através do sítio da APR.
*Via Radiolab
A Inscrição pode ser feita através do sítio da APR.
*Via Radiolab
sábado, 4 de março de 2006
Rádio Científica?
A "Rádio Mais", da Amadora, deu lugar a uma nova estação: a Kiss FM. Esta emissora foi presentada como uma estação que «quer "roubar" um bocadinho de audiência a todas as outras rádios ouvidas na capital».
Em declarações ao jornal Público, Jorge Correia, responsável pelo projecto, adianta ainda que tudo foi "cientificamente" estudado, desde as play-lists de música, à sonoplastia, para fazer um produto adequado ao mercado que agora pretendem conquistar em Lisboa. "Criou-se um formato de rádio científica que agora terá de ser testado" (o sublinhado é meu).
Isto faz-me lembrar as alterações que o Pedro Tojal fez na Comercial e no RCP para “roubar” um bocadinho de audiência à RFM e à Renascença. Tudo, também, feito cientificamente. “Esmagou” a concorrência? Claro que não.
No final de contas a tal “rádio científica” é só, e apenas, mais do mesmo. Já há muitos anos que as estações mandam fazer estudos de mercado. Se o formato desse resultado já deveria existir uma emissora do género, ou os proprietários das emsissoras gostam de perder dinheiro? Se querem “roubar” um bocadinho de audiência a todas as outras rádios, então façam uma emissora diferente, porque de Play-lists de música de consumo imediato e de “papagaios” já estão os ouvintes fartos.
Em declarações ao jornal Público, Jorge Correia, responsável pelo projecto, adianta ainda que tudo foi "cientificamente" estudado, desde as play-lists de música, à sonoplastia, para fazer um produto adequado ao mercado que agora pretendem conquistar em Lisboa. "Criou-se um formato de rádio científica que agora terá de ser testado" (o sublinhado é meu).
Isto faz-me lembrar as alterações que o Pedro Tojal fez na Comercial e no RCP para “roubar” um bocadinho de audiência à RFM e à Renascença. Tudo, também, feito cientificamente. “Esmagou” a concorrência? Claro que não.
No final de contas a tal “rádio científica” é só, e apenas, mais do mesmo. Já há muitos anos que as estações mandam fazer estudos de mercado. Se o formato desse resultado já deveria existir uma emissora do género, ou os proprietários das emsissoras gostam de perder dinheiro? Se querem “roubar” um bocadinho de audiência a todas as outras rádios, então façam uma emissora diferente, porque de Play-lists de música de consumo imediato e de “papagaios” já estão os ouvintes fartos.
P.S. – Uma abordagem muito completa sobre o “fenómeno” Kiss FM pode ser lida no blogue NetFM. Também falaram no assunto o Diário Digital, o Diário Económico, o Público (que pode ler-se via Rádio Informa, já que o acesso é pago) e o Correio da Manhã (não está online).
quarta-feira, 1 de março de 2006
Duas estações, dois aniversários
Duas estações de referência assinalam hoje o seu aniversário: a Rádio Universidade de Coimbra (RUC), que faz vinte anos de emissoes, e a TSF - Rádio Notícias, que assinala dezoito anos(começou a emitir regularmente a 29 de fevereiro de 1988).
A RUC é o protótipo de uma estação universitária: irreverente q.b. e escola de futuros profissionais do meio. Já a TSF é a rádio que informa Portugal. As duas estações foram (são) inovadoras no formato que apresentam.
O “Diário de Notícias” traz artigos dedicados à TSF e o “Público” fala da RUC. No entanto, apresenta um erro: a RUC não foi legalizada em 1986, mas sim em 1989, como todas as outras.
Um pouco da história da RUC pode ser lida aqui e da TSF aqui.
O “Diário de Notícias” traz artigos dedicados à TSF e o “Público” fala da RUC. No entanto, apresenta um erro: a RUC não foi legalizada em 1986, mas sim em 1989, como todas as outras.
Um pouco da história da RUC pode ser lida aqui e da TSF aqui.
Parabéns às duas.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2006
A “pobreza franciscana” radiofónica portuense no DN
A situação das rádios locais no Grande Porto é um assunto que já foi alvo de muitos textos neste blogue. Hoje, o “Diário de Notícias” (DN) também traz um artigo sobre as emissoras no concelho do Porto e arredores: «O panorama da rádio no Porto chega a ser confrangedor. Das cinco frequências consignadas apenas três estão activas, e num dos casos serve como mero retransmissor. Quando foram legalizadas, a cidade contava com cinco rádios locais: Nova, Festival, Press, Placard, Activa, mas, actualmente, apenas as duas primeiras emitem do Porto e para o Porto. Também nos concelhos limítrofes o conceito de rádio local foi alvo de subversão, havendo inclusive alguns que não contam com uma única voz hertziana, como são os casos de Gondomar e Valongo - onde existem apenas retransmissores de rádios de Lisboa.(...)
Fora da cidade do Porto há quinze rádios metropolitanas, mas, a fazer programação e informação marcadamente local só a Rádio Clube de Matosinhos (91.0) e a Lidador (94.3, na Maia), a Nova Era (101.3) e a Gaia FM, da IURD (102.1)».
Isto estou eu (e outros) farto de dizer, mas não vejo ninguém com responsabilidades fazer algo para mudar a situação!
Fora da cidade do Porto há quinze rádios metropolitanas, mas, a fazer programação e informação marcadamente local só a Rádio Clube de Matosinhos (91.0) e a Lidador (94.3, na Maia), a Nova Era (101.3) e a Gaia FM, da IURD (102.1)».
Isto estou eu (e outros) farto de dizer, mas não vejo ninguém com responsabilidades fazer algo para mudar a situação!
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006
Rádio por assinatura
Não sei se virá a ser uma realidade em Portugal, mas é um dos rumos que a rádio já está a tomar, face aos desafios tecnológicos e aos novos media. Segundo o jornal “Diário Económico”, «A rádio seguirá o caminho percorrido pela televisão, à medida que o seu modelo de negócio evolui, deixando de depender da publicidade para passar a contar com a subscrição ou assinatura, revelou ontem um estudo da Deloitte sobre as principais tendências da tecnologia, media e telecomunicações para 2006».
terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
Cinco minutos de rádio... que já duram há quarenta anos
O programa "Cinco minutos de Jazz" completa hoje 40 anos de emissões. Não são muitos os programas que se podem gabar de ter tão longa existência. E é de louvar um programa que nos traz músicas que, normalmente, são marginalizadas por (todas as) outras estações radiofónicas. Foi a 21 de Fevereiro de 1966, que José Duarte apresentou, na Rádio Renascença, o primeiro “Cinco Minutos de Jazz”. E ali ficou até 1975. Em 1983, foram as ondas da RDP - Rádio Comercial que transportaram o "Cinco Minutos de Jazz" até aos receptores dos ouvintes. Em 1993, com a privatização da Rádio Comercial, o programa passou a ser transmitido pela Antena 1, emissora onde ainda se mantém.
José Duarte, além do "Cinco Minutos de Jazz" na Antena 1 (às 18.50, 22.50 e 01.50), também apresenta o “Jazz com Brancas”, na Antena 2, e o “A menina dança?” (Antena 1), em parceria com Edite Sombreireiro.
Parabéns José Duarte e obrigado por prestar um verdadeiro serviço público de rádio.
José Duarte, além do "Cinco Minutos de Jazz" na Antena 1 (às 18.50, 22.50 e 01.50), também apresenta o “Jazz com Brancas”, na Antena 2, e o “A menina dança?” (Antena 1), em parceria com Edite Sombreireiro.
Parabéns José Duarte e obrigado por prestar um verdadeiro serviço público de rádio.
A rádio digital é para quem?
“A rádio faz companhia”. Qualquer estudante de Comunicação dirá que isto é absolutamente verdade, mas, se o Digital Audio Broadcasting (DAB) for implementado este princípio poderá ser alterado para “a rádio faz companhia... a alguns”. É que o preço do receptor DAB mais barato ronda os 150 euros, contra um receptor de Frequência Modulada (FM) que pode custar apenas um euro.
Os entendidos em rádio da União Europeia - que ganham exactamente o nosso ordenado mínimo nacional, têm um nível de vida igual ao nosso, e suam as estopinhas em Bruxelas, trabalhando para além das horas de expediente sem receberem mais por isso, para nos brindarem com directrizes que resultam numa diminuição do fosso entre ricos e pobres em Portugal – decidiram que o switch off (o fim das emissões analógicas) deveria ser em 2010. Claro que esta data só por si já é ridícula, primeiro pela sua proximidade e, depois, porque o resto da Europa vai mostrando desagrado em relação ao DAB. Só na Inglaterra é que parece que tudo vai bem com a rádio digital.
É fácil, para quem tem muito, esquecer-se dos que têm menos. Se o switch off se der em 2010 (acho que não, mas sei lá...) quantas pessoas vão ficar impedidas de ouvir rádio? Façamos as contas a quantos reformados - que auferem um pagamento miserável da Segurança Social que nem chega para medicamentos – trabalhadores que recebem o ordenado mínimo, ou pouco mais, desempregados e, também, àqueles que nada têm - que muitas vezes são sem-abrigo - e vamos verificar que mais de metade da população portuguesa se insere neste grupo.
Os entendidos em rádio da União Europeia - que ganham exactamente o nosso ordenado mínimo nacional, têm um nível de vida igual ao nosso, e suam as estopinhas em Bruxelas, trabalhando para além das horas de expediente sem receberem mais por isso, para nos brindarem com directrizes que resultam numa diminuição do fosso entre ricos e pobres em Portugal – decidiram que o switch off (o fim das emissões analógicas) deveria ser em 2010. Claro que esta data só por si já é ridícula, primeiro pela sua proximidade e, depois, porque o resto da Europa vai mostrando desagrado em relação ao DAB. Só na Inglaterra é que parece que tudo vai bem com a rádio digital.
É fácil, para quem tem muito, esquecer-se dos que têm menos. Se o switch off se der em 2010 (acho que não, mas sei lá...) quantas pessoas vão ficar impedidas de ouvir rádio? Façamos as contas a quantos reformados - que auferem um pagamento miserável da Segurança Social que nem chega para medicamentos – trabalhadores que recebem o ordenado mínimo, ou pouco mais, desempregados e, também, àqueles que nada têm - que muitas vezes são sem-abrigo - e vamos verificar que mais de metade da população portuguesa se insere neste grupo.
Dinheiro para um receptor DAB? Claro! Se forem como o S. Benedito... não come, não bebe, mas anda sempre gordito!
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
Tome nota
Dia 23 de Fevereiro (quinta-feira), pelas 17:30, vai ser apresentado na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, As vozes da rádio, 1924-1939, de Rogério Santos, pelo jornalista João Paulo Meneses.«As Vozes da Rádio, 1924-1939 apresenta elementos para a compreensão da história da rádio em Portugal desde o começo da radiodifusão como actividade regular até ao advento da Segunda Guerra Mundial.Temos, assim, retratados o experimentalismo (senfilistas e radiófilos) - com as emissões de programas de música, discos de grafonola e concertos em directo - e o profissionalismo - com a emergência das principais estações de rádio».
Jornalismo Cívico
Textos publicados nos blogues Indústrias Culturais e Blogouve-se referem um projecto de Jornalismo Cívico online: “Jornal Aberto” (J@). Dei uma vista de olhos no referido sítio e o que me chamou à atenção foi um pequeno anúncio na coluna da direita: «Enquanto navega ouça rádio».
É um apelo interessante, e quando se toca no anúncio abre-se o site do RCP. Não, não é esse que estão a pensar, mas sim o Rádio Clube de Penafiel, que já existia muito antes de a Media Capital repescar, há três anos, a sigla do antigo Rádio Clube Português (e que nem de perto nem de longe se parece com o projecto original).
Ao “Jornal Aberto” desejo muitas felicidades e sublinho a sugestão: enquanto navegam ouçam rádio.
É um apelo interessante, e quando se toca no anúncio abre-se o site do RCP. Não, não é esse que estão a pensar, mas sim o Rádio Clube de Penafiel, que já existia muito antes de a Media Capital repescar, há três anos, a sigla do antigo Rádio Clube Português (e que nem de perto nem de longe se parece com o projecto original).
Ao “Jornal Aberto” desejo muitas felicidades e sublinho a sugestão: enquanto navegam ouçam rádio.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Rádios Locais: um espírito que (quase) se perdeu
O texto de terça-feira - Rádios Locais: o estado a que chegamos - motivou bastantes comentários. Todos os leitores se manifestaram contra o estado do panorama radiofónico local português.
São poucas, muito poucas, mas ainda existem emissoras locais que mantêm viva a chama que as fez nascer. Isto num universo de mais de trezentas e cinquenta estações de radiodifusão sonora local que existem em Portugal. Infelizmente, uma boa parte difunde conteúdos de outras emissoras, já que estão integradas em grupos de comunicação social sedeados noutros concelhos - principalmente da zona de Lisboa.
A Lei da Rádio de 1988 não correspondeu nem às expectativas nem às necessidades dos ouvintes e operadores (legais e ilegais) radiofónicos da altura. As revisões da Lei também não alteraram em nada – até pioraram, em muitos aspectos – o estado das coisas. Também a Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) nunca esteve à altura dos desafios propostos. É por isso vai ser substituída pela nova Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Falta saber se este novo regulador vai ser suficientemente dinâmico para acompanhar os acontecimentos ou se vai fazer a mesma figura que a AACS.
Os grupos de comunicação social são hábeis em encontrar falhas na Lei, e com isso atingem os objectivos a que se propuseram: mais uma emissora para o “lote”. Com isto, temos concelhos que não têm uma única emissora local que dedique a sua programação e informação à população que serve.
Após a legalização - que na altura levantou dúvidas a muita gente – começou a difícil tarefa de arranjar maneira de suportar os encargos financeiros que a nova situação acarretava. Até à legalização a maior parte da programação era feita por gente não remunerada, que ia fazer umas horas porque gostava de “fazer rádio”. foi, então, necessário profissionalizar as emissoras. Ou seja, ter trabalhadores (técnicos, jornalistas, animadores, etc.) que assegurassem o perfeito funcionamento das estações, e estes tinham de ser pagos. De um momento para o outro os proprietários das emissoras – que na esmagadora maioria não sabia nada sobre o meio - descobriram que não era assim tão fácil gerir uma rádio. Foi o princípio do descalabro radiofónico local português e hoje os resultados vêm-se (ouvem-se).
A Lei da Rádio de 1988 não correspondeu nem às expectativas nem às necessidades dos ouvintes e operadores (legais e ilegais) radiofónicos da altura. As revisões da Lei também não alteraram em nada – até pioraram, em muitos aspectos – o estado das coisas. Também a Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) nunca esteve à altura dos desafios propostos. É por isso vai ser substituída pela nova Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Falta saber se este novo regulador vai ser suficientemente dinâmico para acompanhar os acontecimentos ou se vai fazer a mesma figura que a AACS.
Os grupos de comunicação social são hábeis em encontrar falhas na Lei, e com isso atingem os objectivos a que se propuseram: mais uma emissora para o “lote”. Com isto, temos concelhos que não têm uma única emissora local que dedique a sua programação e informação à população que serve.
Após a legalização - que na altura levantou dúvidas a muita gente – começou a difícil tarefa de arranjar maneira de suportar os encargos financeiros que a nova situação acarretava. Até à legalização a maior parte da programação era feita por gente não remunerada, que ia fazer umas horas porque gostava de “fazer rádio”. foi, então, necessário profissionalizar as emissoras. Ou seja, ter trabalhadores (técnicos, jornalistas, animadores, etc.) que assegurassem o perfeito funcionamento das estações, e estes tinham de ser pagos. De um momento para o outro os proprietários das emissoras – que na esmagadora maioria não sabia nada sobre o meio - descobriram que não era assim tão fácil gerir uma rádio. Foi o princípio do descalabro radiofónico local português e hoje os resultados vêm-se (ouvem-se).
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Rádio digital
Desde 1998 que Portugal usufrui de rádio digital. O sistema Digital Audio Broadcast (DAB) foi o escolhido, mas passados oito anos tudo continua na mesma: a única estação a transmitir em digital continua a ser a RDP e os ouvintes que a escutam em DAB não serão muitos, porque um receptor ainda é caro, e os mesmos programas podem ser escutados simultaneamente em Frequência Modulada (FM).
Os ensaios com a rádio digital sucedem-se por essa Europa fora, mas as experiências não têm tido os melhores resultados, havendo, inclusive, alguns países que têm abandonado as emissões em DAB. A excepção é a Inglaterra, onde a oferta de emissões em DAB é maior e a venda de receptores vai de vento em popa.
A verdade é que o DAB não apresenta muitas vantagens sonoras em relação à FM. O argumento esgrimido de melhor som tem sido rebatido na prática, com muitos ouvintes a queixarem-se. A rádio é essencialmente áudio, e num carro - o local onde, hoje em dia, a rádio é mais escutada - é o essencial. Tudo o resto - os serviços que o DAB pode oferecer em paralelo com o áudio - pode levar a uma desatenção por parte do condutor e colocar em perigo a segurança rodoviária.
No que diz respeito à qualidade áudio, o sistema digital que apresenta vantagens é o Digital Rádio Mondiale (DRM) - um sistema emergente que realmente aumenta a qualidade do áudio da Amplitude Modulada (AM) para um patamar próximo ao da que se escuta em FM. No sítio do DRM pode ser comparada a qualidade áudio entre emissões em AM (Onda Curta) e DRM. A emissão que é feita em Portugal, desde Sines, da estação alemã Deutsche Welle (DW) também está lá para comparação. As diferenças são evidentes.
Os ensaios com a rádio digital sucedem-se por essa Europa fora, mas as experiências não têm tido os melhores resultados, havendo, inclusive, alguns países que têm abandonado as emissões em DAB. A excepção é a Inglaterra, onde a oferta de emissões em DAB é maior e a venda de receptores vai de vento em popa.
A verdade é que o DAB não apresenta muitas vantagens sonoras em relação à FM. O argumento esgrimido de melhor som tem sido rebatido na prática, com muitos ouvintes a queixarem-se. A rádio é essencialmente áudio, e num carro - o local onde, hoje em dia, a rádio é mais escutada - é o essencial. Tudo o resto - os serviços que o DAB pode oferecer em paralelo com o áudio - pode levar a uma desatenção por parte do condutor e colocar em perigo a segurança rodoviária.
No que diz respeito à qualidade áudio, o sistema digital que apresenta vantagens é o Digital Rádio Mondiale (DRM) - um sistema emergente que realmente aumenta a qualidade do áudio da Amplitude Modulada (AM) para um patamar próximo ao da que se escuta em FM. No sítio do DRM pode ser comparada a qualidade áudio entre emissões em AM (Onda Curta) e DRM. A emissão que é feita em Portugal, desde Sines, da estação alemã Deutsche Welle (DW) também está lá para comparação. As diferenças são evidentes.
P.S. - O blogue Rádio e Jornalismo tem um texto sobre o seminário que a Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR) promoveu na passada quinta-feira sobre a Rádio Digital.
domingo, 12 de fevereiro de 2006
Rádio Vaticano: 75 anos a evangelizar através do éter.
A A Rádio Vaticano comemora 75 anos de existência. No inicio da década de 1930, o Vaticano, apercebendo-se da força do novo medium, decidiu, então, criar uma estação de radiodifusão sonora para difundir
os ideais católicos.No dia 12 de Fevereiro de 1931, coube ao Papa Pio XI inaugurar a Rádio Vaticano, com a supervisão técnica de Guglielmo Marconi. Após um breve teste, foi enviado um sinal em código morse às 16h30 - «In nomine Domini, Ámen» (em nome do Senhor, ámem) - e, de seguida, aos microfones, Marconi fez uma breve apresentação do Sumo Pontífice. Depois, Pio XI tomou o microfone e tornou-se no primeiro Papa a difundir uma mensagem através da Rádio.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006
Rádios de outrora em exposição em Gondomar
O Auditório Municipal de Gondomar tem em exposição várias dezenas de receptores radiofónicos de diferentes décadas do século XX. A mostra pode ser visitada gratuitamente de terça a sábado da 10h às 24h e aos domingos das 10h às 19h.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
Rádios Locais: o estado a que chegamos
Já é de sábado passado, mas só hoje li o artigo do DN, «O colapso das rádios locais», da autoria de Nuno Azinheira (não está online).
O artigo começa com uma pergunta bastante pertinente: «O que sobra das 314 rádios locais legalizadas em 1989 pelo governo de Cavaco Silva?» A resposta, também dada pelo articulista, é curta e elucidativa: «Pouco».
Nuno Azinheira dá um exemplo do estado a que as rádios locais chegaram: «num concelho (Sintra, um dos maiores do País) que, à época, tinha três rádios locais (duas delas de forte cariz informativo) e três grandes semanários jornalisticamente relevantes, sobram hoje estações que pouco mais fazem do que debitar música (uma delas transmite desde sempre programação religiosa, com os seus pastores brasileiros)(...).
A rádio de que vos falo (Ocidente, em Mem Martins) acaba de ser comprada pela Renascença, desconhecendo-se ainda o que o grupo que lidera a rádio em Portugal pretende fazer com ela. Mudar-lhe o nome, mudar-lhe o perfil, torná-la retransmissora de uma das suas estações são, para já, possibilidades.
Imaginar o fim de uma das mais importantes rádios da Área Metropolitana de Lisboa nos anos 90, confesso, é, para mim, difícil de engolir.
Os leitores perdoar-me-ão a escorregadela afectiva. Mas, emoções à parte, o retrato da rádio em Sintra é um espelho fiel do que se passa por todo o País»
Nuno Azinheira tem razão. A maioria das rádios locais divide-se hoje «em retransmissores de cadeias nacionais, em descarados amplificadores de confissões religiosas, em rádios musicais tipo nostalgia, ou, pura e simplesmente, correias de transmissão de caciques políticos locais».
É triste, mas é verdade.
O artigo começa com uma pergunta bastante pertinente: «O que sobra das 314 rádios locais legalizadas em 1989 pelo governo de Cavaco Silva?» A resposta, também dada pelo articulista, é curta e elucidativa: «Pouco».
Nuno Azinheira dá um exemplo do estado a que as rádios locais chegaram: «num concelho (Sintra, um dos maiores do País) que, à época, tinha três rádios locais (duas delas de forte cariz informativo) e três grandes semanários jornalisticamente relevantes, sobram hoje estações que pouco mais fazem do que debitar música (uma delas transmite desde sempre programação religiosa, com os seus pastores brasileiros)(...).
A rádio de que vos falo (Ocidente, em Mem Martins) acaba de ser comprada pela Renascença, desconhecendo-se ainda o que o grupo que lidera a rádio em Portugal pretende fazer com ela. Mudar-lhe o nome, mudar-lhe o perfil, torná-la retransmissora de uma das suas estações são, para já, possibilidades.
Imaginar o fim de uma das mais importantes rádios da Área Metropolitana de Lisboa nos anos 90, confesso, é, para mim, difícil de engolir.
Os leitores perdoar-me-ão a escorregadela afectiva. Mas, emoções à parte, o retrato da rádio em Sintra é um espelho fiel do que se passa por todo o País»
Nuno Azinheira tem razão. A maioria das rádios locais divide-se hoje «em retransmissores de cadeias nacionais, em descarados amplificadores de confissões religiosas, em rádios musicais tipo nostalgia, ou, pura e simplesmente, correias de transmissão de caciques políticos locais».
É triste, mas é verdade.
domingo, 5 de fevereiro de 2006
Qualidade sonora: a quem interessa?
Numa altura em que existem suportes áudio que atingem uma qualidade sonora superior (em comparação com a atingida pelo CD), é o áudio comprimido - com uma qualidade inferior - que tem conhecido uma maior expansão.
Vivemos com o áudio analógico até aos anos oitenta do século passado. Discos de vinil e cassetes de fita magnética analógicas eram os suportes de eleição caseiros para quem queria ouvir sons gravados. As estações de radiodifusão, além destes suportes, usavam bobines e cartuchos de fita magnética. Depois veio a febre do digital: o Compact Disc Digital Audio, vulgo CD; o Digital Audio Tape (DAT); a Digital Compact Cassete, que teve uma vida efémera, e o Mini Disc.
O CD foi anunciado como o som perfeito e eterno, mas rapidamente se constatou que assim não era e sofria dos mesmos problemas dos discos de vinil: microfonia, má leitura devido aos riscos, etc. Além disso, os ouvintes, numa audição “cega”(1), preferiam o som do disco analógico. O DAT, devido ao seu elevado preço, só encontrou aplicações profissionais. Mais tarde surgiu o Mini Disc (MD), que substituiu o walkman de cassetes, e até se tornou popular, perdendo apenas importância quando os Leitores de Áudio Digital (LAD), de disco duro ou cartões flash amovíveis, surgiram.
Os mais puristas – principalmente os audiófilos - criticaram a qualidade áudio do CD desde o seu início e finalmente as empresas de aparelhos áudio de consumo deram-lhes razão. Surgiram, então, dois formatos com vista à substituição do CD: o DVD – Audio e o Super Audio Compact Disc (SACD) (2). Curiosamente estes dois suportes – com uma qualidade sonora muito superior ao do CD – apareceram numa altura em que o áudio digital comprimido (3) começava a ser bastante popular.
Os CDs (e os SACD e os DVDs) são caros para a esmagadora maioria dos jovens (e não só). Os ficheiros mp3 vieram permitir que se tivesse acesso a um vasto universo musical, em muitos casos de forma gratuita.
A Internet permitiu que ficheiros de áudio fossem trocados entre os internautas para escuta no computador. Rapidamente, as empresas de hardware aperceberam-se do "filão" e começaram a fabricar aparelhos portáteis, que permitiam a leitura de áudio digital mp3, wma, Org, etc. Quem não gostou da brincadeira foram as empresas discográficas que rapidamente processaram judicialmente sítios que permitiam a troca livre de ficheiros áudio (como o Napster). Provavelmente a troca de ficheiros áudio até diminuiu, mas não cessou. Com os LAD surgiu uma nova forma de troca de músicas entre utilizadores, que haveria de evoluir até que o iPod, da Aplle, se transformar num standard levando, mesmo, a que o adjectivo para a troca de ficheiros entre aparelhos fosse uma aglutinação das palavras «iPod» e «broadcasting»(4) e que deu em «podcasting».
A verdade é que só quem cultiva o gosto pela qualidade sonora (normalmente conhecidos como audiófilos) é que está disposto a gastar cerca de quinze euros (ou mais) por disco, além de muitas centenas ou milhares de euros numa aparelhagem de som, numa tentativa de aproximar o áudio gravado que têm em casa à de uma actuação musical ao vivo. Grande parte da juventude não tem a preocupação de atingir um patamar superior na qualidade sonora, até porque, enquanto o audiófilo gosta de escutar música acústica (Jazz e/ou clássica), a generalidade dos jovens escutam sons electrónicos e/ou com efeitos (gerados por um sintetizador ou computador, como no caso da música de dança underground, ou então com guitarras eléctricas, como no Heavy Metal) que quase nada, ou nada mesmo, dizem a um audiófilo. É certo, no entanto, que a escuta é subjectiva - a forma como percepcionamos as vibrações acústicas (o som) depende de uma série de factores como idade, sexo, cultura, etc. Mas quem tem um LAD não está interessado em escutar a sua música favorita com “qualidade audiófila”. O que ele quer é encher o seu LAD com a música que gosta e se ela for “de borla”, melhor!
(1) - Numa audição “cega”, o ouvinte não sabe que suporte áudio está a tocar, escolhendo depois a que lhe soa melhor.
(2) – O CD apenas permite áudio em mono ou estéreo, enquanto que o DVD – Audio e o Super Audio Compact Disc permitem, também, som multicanal 5.1 (surround).
(3) – Existem muitas codificações digitais com compressão para o áudio, mas a mais popular é a mp3, que pode reduzir o tamanho de um ficheiro até doze vezes.
(4) - Broadcasting é o termo inglês para radiodifusão.
Vivemos com o áudio analógico até aos anos oitenta do século passado. Discos de vinil e cassetes de fita magnética analógicas eram os suportes de eleição caseiros para quem queria ouvir sons gravados. As estações de radiodifusão, além destes suportes, usavam bobines e cartuchos de fita magnética. Depois veio a febre do digital: o Compact Disc Digital Audio, vulgo CD; o Digital Audio Tape (DAT); a Digital Compact Cassete, que teve uma vida efémera, e o Mini Disc.
O CD foi anunciado como o som perfeito e eterno, mas rapidamente se constatou que assim não era e sofria dos mesmos problemas dos discos de vinil: microfonia, má leitura devido aos riscos, etc. Além disso, os ouvintes, numa audição “cega”(1), preferiam o som do disco analógico. O DAT, devido ao seu elevado preço, só encontrou aplicações profissionais. Mais tarde surgiu o Mini Disc (MD), que substituiu o walkman de cassetes, e até se tornou popular, perdendo apenas importância quando os Leitores de Áudio Digital (LAD), de disco duro ou cartões flash amovíveis, surgiram.
Os mais puristas – principalmente os audiófilos - criticaram a qualidade áudio do CD desde o seu início e finalmente as empresas de aparelhos áudio de consumo deram-lhes razão. Surgiram, então, dois formatos com vista à substituição do CD: o DVD – Audio e o Super Audio Compact Disc (SACD) (2). Curiosamente estes dois suportes – com uma qualidade sonora muito superior ao do CD – apareceram numa altura em que o áudio digital comprimido (3) começava a ser bastante popular.
Os CDs (e os SACD e os DVDs) são caros para a esmagadora maioria dos jovens (e não só). Os ficheiros mp3 vieram permitir que se tivesse acesso a um vasto universo musical, em muitos casos de forma gratuita.
A Internet permitiu que ficheiros de áudio fossem trocados entre os internautas para escuta no computador. Rapidamente, as empresas de hardware aperceberam-se do "filão" e começaram a fabricar aparelhos portáteis, que permitiam a leitura de áudio digital mp3, wma, Org, etc. Quem não gostou da brincadeira foram as empresas discográficas que rapidamente processaram judicialmente sítios que permitiam a troca livre de ficheiros áudio (como o Napster). Provavelmente a troca de ficheiros áudio até diminuiu, mas não cessou. Com os LAD surgiu uma nova forma de troca de músicas entre utilizadores, que haveria de evoluir até que o iPod, da Aplle, se transformar num standard levando, mesmo, a que o adjectivo para a troca de ficheiros entre aparelhos fosse uma aglutinação das palavras «iPod» e «broadcasting»(4) e que deu em «podcasting».
A verdade é que só quem cultiva o gosto pela qualidade sonora (normalmente conhecidos como audiófilos) é que está disposto a gastar cerca de quinze euros (ou mais) por disco, além de muitas centenas ou milhares de euros numa aparelhagem de som, numa tentativa de aproximar o áudio gravado que têm em casa à de uma actuação musical ao vivo. Grande parte da juventude não tem a preocupação de atingir um patamar superior na qualidade sonora, até porque, enquanto o audiófilo gosta de escutar música acústica (Jazz e/ou clássica), a generalidade dos jovens escutam sons electrónicos e/ou com efeitos (gerados por um sintetizador ou computador, como no caso da música de dança underground, ou então com guitarras eléctricas, como no Heavy Metal) que quase nada, ou nada mesmo, dizem a um audiófilo. É certo, no entanto, que a escuta é subjectiva - a forma como percepcionamos as vibrações acústicas (o som) depende de uma série de factores como idade, sexo, cultura, etc. Mas quem tem um LAD não está interessado em escutar a sua música favorita com “qualidade audiófila”. O que ele quer é encher o seu LAD com a música que gosta e se ela for “de borla”, melhor!
(1) - Numa audição “cega”, o ouvinte não sabe que suporte áudio está a tocar, escolhendo depois a que lhe soa melhor.
(2) – O CD apenas permite áudio em mono ou estéreo, enquanto que o DVD – Audio e o Super Audio Compact Disc permitem, também, som multicanal 5.1 (surround).
(3) – Existem muitas codificações digitais com compressão para o áudio, mas a mais popular é a mp3, que pode reduzir o tamanho de um ficheiro até doze vezes.
(4) - Broadcasting é o termo inglês para radiodifusão.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006
O regresso
Francisco José Oliveira – o primeiro director da Rádio Nova, do Porto, e vice presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão – vai voltar aos microfones da rádio, com um programa diário na Rádio Lidador (Maia) e na Rádio Voz de Santo Tirso.
“Admirável Mundo Novo” é o nome do espaço radiofónico que vai apresentar em conjunto com a psicóloga Rita Moreira, a partir do dia 8 deste mês. O programa irá para o ar de segunda a sexta-feira às 22h30 e terá uma versão compacta ao domingo.
“Admirável Mundo Novo” é o nome do espaço radiofónico que vai apresentar em conjunto com a psicóloga Rita Moreira, a partir do dia 8 deste mês. O programa irá para o ar de segunda a sexta-feira às 22h30 e terá uma versão compacta ao domingo.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006
Mais uma rádio de notícias?
Fala-se que o Rádio Clube Português (RCP) poderá vir a ser uma rádio de notícias e que a sigla RCP será extinta. No entanto, de concreto, apenas foi anunciado um reforço da informação, com noticiários de hora a hora, estando fora de questão o desaparecimento da música e do próprio nome da rádio.
Não será de estranhar se a Media Capital (MC) realmente criar uma emissora de notícias, já que um dos principais accionistas da MC, a Prisa, detém, em Espanha, a Cadena Ser - a mais bem sucedida cadeia de rádios espanhola. E provavelmente quer repetir o sucesso em Portugal.
Abrem-se, portanto, boas perspectivas de trabalho para jornalistas, pois Juan Luis Cebrián, administrador-delegado do grupo espanhol na MC, defende que «um jornalismo de qualidade, exigente e rigoroso na descrição dos factos, precisa de um bom número de especialistas – em economia, em ciência, em saúde, em leis – capazes de compreenderem o que sucede e de narrá-lo aos outros» (Cebrián, Juan Luís – Cartas a um jovem jornalista. Lisboa: Editorial Bizâncio, 1998).
No Blogouve-se também se pode ler sobre este assunto.
Não será de estranhar se a Media Capital (MC) realmente criar uma emissora de notícias, já que um dos principais accionistas da MC, a Prisa, detém, em Espanha, a Cadena Ser - a mais bem sucedida cadeia de rádios espanhola. E provavelmente quer repetir o sucesso em Portugal.
Abrem-se, portanto, boas perspectivas de trabalho para jornalistas, pois Juan Luis Cebrián, administrador-delegado do grupo espanhol na MC, defende que «um jornalismo de qualidade, exigente e rigoroso na descrição dos factos, precisa de um bom número de especialistas – em economia, em ciência, em saúde, em leis – capazes de compreenderem o que sucede e de narrá-lo aos outros» (Cebrián, Juan Luís – Cartas a um jovem jornalista. Lisboa: Editorial Bizâncio, 1998).
No Blogouve-se também se pode ler sobre este assunto.
Seminários APR
A Associação Portuguesa de Radiodifusão inicia este mês um ciclo de seminários cuja temática está relacionada com a radiodifusão. O primeiro seminário, que se encontra agendado para o próximo dia 9 de Fevereiro, vai ter como tema “O futuro da rádio digital – que alternativa”. Este seminário terá como principal orador o engenheiro Miguel Henriques, da ANACOM, e estarão presentes os engenheiros Carlos Almeida, da Rádio Vouzela; José Pinto Ventura, da MCR; Francisco Mascarenhas, da RDP e Rui Magalhães, da Rádio Renascença.
O Seminário destina-se a todos os operadores do sector e irá decorrer em Lisboa, no Auditório do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Autónoma de Lisboa, situado perto do Cais do Sodré.
O Seminário destina-se a todos os operadores do sector e irá decorrer em Lisboa, no Auditório do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Autónoma de Lisboa, situado perto do Cais do Sodré.
domingo, 29 de janeiro de 2006
O 25º aniversário do Febre de Sábado de Manhã
Foi um espectáculo de casa cheia. Júlio Isidro conseguiu reunir bandas que já não tocavam juntas há muitos anos. Os bilhetes esgotaram em três dias e quem assistiu não ficou defraudado nas expectativas.
Foi o recordar um bom programa de rádio, que poderá ter uma segunda edição na cidade do Porto. Espero que sim.
Foi o recordar um bom programa de rádio, que poderá ter uma segunda edição na cidade do Porto. Espero que sim.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
BAREME RÁDIO 4.º TRIMESTRE 2005
Segundo o Bareme Rádio, da Marktest, a Audiência Acumulada de Véspera (AAV) diminuiu 0,4 pontos percentuais no último trimestre de 2005 (59,0%), em comparação com o mesmo período de 2004. Sem surpresa, o grupo Renascença (Renascença, RFM e Mega) continua a liderar as audiências com 25,4% de AAV. No segundo lugar está a Media Capital Rádios (Comercial, Cidade, RCP e Best Rock) com 15,5% de AAV. As emissoras do grupo RTP [Antena(s) 1; 2 e 3] conseguiram, no total, 8,9% de AAV. A TSF, do grupo Controlinvest, conseguiu 5,7% de AAV. As restantes emissoras tiveram 12,7% de AAV, enquanto 1,9% de ouvintes não sabem que estação escutaram.
Individualmente, a RFM obteve 13,5% de AAV e a Rádio Renascença conseguiu 10,8% de AAV. A Rádio Comercial teve 6,3% de AAV seguida da TSF - Rádio Notícias que teve 5,7%. A Cidade FM obteve 5,5% de AAV seguida da Antena 1 com 4,9%. A Antena 3 teve 3,4% de AAV e a Rádio Clube Português ficou-se pelos 3,1%. A Mega FM conseguiu 1,6% de AAV e a Best Rock FM teve 0,9%. A Antena 2 apenas conseguiu 0,5% de AAV.
Individualmente, a RFM obteve 13,5% de AAV e a Rádio Renascença conseguiu 10,8% de AAV. A Rádio Comercial teve 6,3% de AAV seguida da TSF - Rádio Notícias que teve 5,7%. A Cidade FM obteve 5,5% de AAV seguida da Antena 1 com 4,9%. A Antena 3 teve 3,4% de AAV e a Rádio Clube Português ficou-se pelos 3,1%. A Mega FM conseguiu 1,6% de AAV e a Best Rock FM teve 0,9%. A Antena 2 apenas conseguiu 0,5% de AAV.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
Jornalista da TSF recebe prémio internacional
«A jornalista Cláudia Henriques da TSF ganhou, esta quinta-feira, o galardão de rádio da edição deste ano dos Prémios Internacionais de Jornalismo Rei de Espanha. O reconhecimento ficou a dever-se ao trabalho «Memória Magoada», alusiva aos atentados de 11 de Março em Madrid».
O trabalho pode ser escutado online na página da TSF.
Parabéns Cláudia.
O trabalho pode ser escutado online na página da TSF.
Parabéns Cláudia.
Os 250 anos de Mozart na rádio
Algumas emissoras vão assinalar os 250 anos do nascimento de Mozart. A Antena 2 – uma rádio em que a maior parte da música é clássica - vai dedicar o dia de amanhã ao compositor. Exceptuando os programas de Jazz e a transmissão da Festa da Música, a partir de Nantes, às 17h00, todos os outros programas focarão a vida e obra de Mozart, com entrevistas a musicólogos e músicos. Às 21h00 a Antena 2 transmitirá em directo um recital de piano de Jorge Moyano, a partir da Fundação António de Almeida, no Porto.
A TSF começa já hoje a comemorar o aniversário do compositor com um “Fórum” especial, conduzido por Paulo Alves Guerra, e onde os ouvintes serão convidados a escolher excertos de temas de Mozart. Amanhã, o dia será marcado com reportagens desde Salzburgo e os noticiários da hora certa terminarão com música de Mozart.
A Rádio Paris Lisboa (RPL) dedicou toda a semana ao génio de Mozart. Amanhã as entrevistas a Rui Vieira Nery (10h20) e a António Vitorino d' Almeida (17h20) assinalarão a efeméride.
A TSF começa já hoje a comemorar o aniversário do compositor com um “Fórum” especial, conduzido por Paulo Alves Guerra, e onde os ouvintes serão convidados a escolher excertos de temas de Mozart. Amanhã, o dia será marcado com reportagens desde Salzburgo e os noticiários da hora certa terminarão com música de Mozart.
A Rádio Paris Lisboa (RPL) dedicou toda a semana ao génio de Mozart. Amanhã as entrevistas a Rui Vieira Nery (10h20) e a António Vitorino d' Almeida (17h20) assinalarão a efeméride.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2006
Morreu o último dos Parodiantes de Lisboa
Rui Andrade - uma das gargalhadas mais famosas da rádio portuguesa - morreu ontem de manhã no Hospital de Santa Maria, com 84 anos, depois de ter sido vítima de um acidente vascular cerebral no sábado.
Os Parodiantes de Lisboa nascem a 18 de Março de 1947, pela mão de Ferro Rodrigues, Benjamim Veludo, Santos Fernando, Mário de Meneses Santos, Mário Ceia, Manuel Puga, José Andrade e Rui Andrade.
O nome “Parodiantes de Lisboa” surge a propósito da companhia teatral "Os Comediantes de Lisboa", de António Lopes Ribeiro e de Francisco Ribeiro (Ribeirinho), que actuava no Teatro da Trindade em Lisboa.
A primeira emissora a receber os Parodiantes foi a Rádio Peninsular. Todas as terças-feiras, às 20 horas, ia para o ar o programa “Parada da Paródia". Por aqui haviam ainda de passar gente famosa da rádio como Mary, Pouzal Domingues, Diamantino Faria e Pedro Moutinho, entre outros. Ninguém era remunerado pois, naquela altura, a publicidade estava proibida na rádio.
Com o passar do tempo, e já com permissão para comercializar o programa, os Parodiantes de Lisboa começaram a lançar novos programas, foi assim que nasceu o "Graça com Todos", no Rádio Clube Português e que se manteria até 1997, data em que Rui Andrade extinguiu os Parodiantes de Lisboa. Este programa chegou a ser transmitido, simultaneamente, em Lisboa, Porto, Madeira, Angola, Moçambique e em muitas estações estrangeiras destinadas aos emigrantes.
Rui Andrade foi considerado pela imprensa brasileira o melhor escritor europeu de humor. Extractos dos programas dos Parodiantes de Lisboa podem ser escutados no sítio Clássicos da Rádio.
Os Parodiantes de Lisboa nascem a 18 de Março de 1947, pela mão de Ferro Rodrigues, Benjamim Veludo, Santos Fernando, Mário de Meneses Santos, Mário Ceia, Manuel Puga, José Andrade e Rui Andrade.
O nome “Parodiantes de Lisboa” surge a propósito da companhia teatral "Os Comediantes de Lisboa", de António Lopes Ribeiro e de Francisco Ribeiro (Ribeirinho), que actuava no Teatro da Trindade em Lisboa.
A primeira emissora a receber os Parodiantes foi a Rádio Peninsular. Todas as terças-feiras, às 20 horas, ia para o ar o programa “Parada da Paródia". Por aqui haviam ainda de passar gente famosa da rádio como Mary, Pouzal Domingues, Diamantino Faria e Pedro Moutinho, entre outros. Ninguém era remunerado pois, naquela altura, a publicidade estava proibida na rádio.
Com o passar do tempo, e já com permissão para comercializar o programa, os Parodiantes de Lisboa começaram a lançar novos programas, foi assim que nasceu o "Graça com Todos", no Rádio Clube Português e que se manteria até 1997, data em que Rui Andrade extinguiu os Parodiantes de Lisboa. Este programa chegou a ser transmitido, simultaneamente, em Lisboa, Porto, Madeira, Angola, Moçambique e em muitas estações estrangeiras destinadas aos emigrantes.
Rui Andrade foi considerado pela imprensa brasileira o melhor escritor europeu de humor. Extractos dos programas dos Parodiantes de Lisboa podem ser escutados no sítio Clássicos da Rádio.
Subscrever:
Mensagens (Atom)