O texto de terça-feira - Rádios Locais: o estado a que chegamos - motivou bastantes comentários. Todos os leitores se manifestaram contra o estado do panorama radiofónico local português.
São poucas, muito poucas, mas ainda existem emissoras locais que mantêm viva a chama que as fez nascer. Isto num universo de mais de trezentas e cinquenta estações de radiodifusão sonora local que existem em Portugal. Infelizmente, uma boa parte difunde conteúdos de outras emissoras, já que estão integradas em grupos de comunicação social sedeados noutros concelhos - principalmente da zona de Lisboa.
A Lei da Rádio de 1988 não correspondeu nem às expectativas nem às necessidades dos ouvintes e operadores (legais e ilegais) radiofónicos da altura. As revisões da Lei também não alteraram em nada – até pioraram, em muitos aspectos – o estado das coisas. Também a Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) nunca esteve à altura dos desafios propostos. É por isso vai ser substituída pela nova Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Falta saber se este novo regulador vai ser suficientemente dinâmico para acompanhar os acontecimentos ou se vai fazer a mesma figura que a AACS.
Os grupos de comunicação social são hábeis em encontrar falhas na Lei, e com isso atingem os objectivos a que se propuseram: mais uma emissora para o “lote”. Com isto, temos concelhos que não têm uma única emissora local que dedique a sua programação e informação à população que serve.
Após a legalização - que na altura levantou dúvidas a muita gente – começou a difícil tarefa de arranjar maneira de suportar os encargos financeiros que a nova situação acarretava. Até à legalização a maior parte da programação era feita por gente não remunerada, que ia fazer umas horas porque gostava de “fazer rádio”. foi, então, necessário profissionalizar as emissoras. Ou seja, ter trabalhadores (técnicos, jornalistas, animadores, etc.) que assegurassem o perfeito funcionamento das estações, e estes tinham de ser pagos. De um momento para o outro os proprietários das emissoras – que na esmagadora maioria não sabia nada sobre o meio - descobriram que não era assim tão fácil gerir uma rádio. Foi o princípio do descalabro radiofónico local português e hoje os resultados vêm-se (ouvem-se).
A Lei da Rádio de 1988 não correspondeu nem às expectativas nem às necessidades dos ouvintes e operadores (legais e ilegais) radiofónicos da altura. As revisões da Lei também não alteraram em nada – até pioraram, em muitos aspectos – o estado das coisas. Também a Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) nunca esteve à altura dos desafios propostos. É por isso vai ser substituída pela nova Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Falta saber se este novo regulador vai ser suficientemente dinâmico para acompanhar os acontecimentos ou se vai fazer a mesma figura que a AACS.
Os grupos de comunicação social são hábeis em encontrar falhas na Lei, e com isso atingem os objectivos a que se propuseram: mais uma emissora para o “lote”. Com isto, temos concelhos que não têm uma única emissora local que dedique a sua programação e informação à população que serve.
Após a legalização - que na altura levantou dúvidas a muita gente – começou a difícil tarefa de arranjar maneira de suportar os encargos financeiros que a nova situação acarretava. Até à legalização a maior parte da programação era feita por gente não remunerada, que ia fazer umas horas porque gostava de “fazer rádio”. foi, então, necessário profissionalizar as emissoras. Ou seja, ter trabalhadores (técnicos, jornalistas, animadores, etc.) que assegurassem o perfeito funcionamento das estações, e estes tinham de ser pagos. De um momento para o outro os proprietários das emissoras – que na esmagadora maioria não sabia nada sobre o meio - descobriram que não era assim tão fácil gerir uma rádio. Foi o princípio do descalabro radiofónico local português e hoje os resultados vêm-se (ouvem-se).

