quinta-feira, 12 de janeiro de 2006
As “Vozes da Rádio” na Antena 2
O blogue Indústrias Culturais já tem disponível, para quem quiser ouvir ou descarregar para escutar mais tarde, o programa Um certo olhar, de Luís Caetano, onde se falou das “Vozes da Rádio”.
Quotas de música na rádio – II
No “Diário de Notícias”, os prós e contras das quotas de música portuguesa na rádio.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
Quotas de música na rádio - I
“Correio da Manhã”, “Público” (a notícia não está online) “Diário de Notícias” e “Diário Digital” falam da alteração à Lei da Rádio, aprovada ontem, que impõe às estações radiofónicas portuguesas a obrigatoriedade de passar entre 25% e 40% de música portuguesa - a percentagem será definida anualmente pelo governo - nas emissões entre a s 07h e as 20h. Da música portuguesa a difundir, 60% tem de ser composta ou interpretada por cidadãos da União Europeia em português. Se tivermos em conta que uma estação com muita música passa, na melhor da hipóteses, 16 trechos musicais por hora, então terá de colocar em antena pelo menos quatro canções em língua portuguesa. Destas quatro, uma pode ser de outra nacionalidade que não portuguesa.
terça-feira, 10 de janeiro de 2006
A não perder amanhã na Antena 2
Amanhã, o livro "As vozes da rádio", de Rogério Santos, vai ser tema de conversa no programa "Um certo olhar". O autor vai falar do seu livro e da história do meio radiofónico português.
O programa "Um certo Olhar" é apresentado por Luis Caetano na RDP - Antena 2, de segunda a sexta entre 12h e as 13h.
O programa "Um certo Olhar" é apresentado por Luis Caetano na RDP - Antena 2, de segunda a sexta entre 12h e as 13h.
As rádios universitárias
O jornal “Diário de Notícias” tem um artigo bastante interessante sobre as rádios universitárias. No entanto, só são focadas as estações hertzianas (Coimbra, Minho, Algarve e Marão), ficando de fora as que emitem online (como a RIIST, por exemplo).
As emissoras académicas têm tradição em Portugal. Data de 1933 o primeiro projecto da Universidade de Coimbra: a “Emissora Universitária de Coimbra”.
Mas a radiodifusão académica não se limitou ao ensino superior. Na década de 1940, o liceu Pedro Nunes, em Lisboa, teve uma emissora em Onda Média que transmitia umas horas por dia. Nos anos cinquenta foi criada a Rádio Universidade, cujos programas eram feitos nos estúdios radiofónicos do Centro Universitário de Lisboa da Mocidade Portuguesa, e emitidos através dos emissores de "Lisboa 2" da Emissora Nacional.
Na década de 1980, nasceram vários projectos universitários, mas que acabariam por desaparecer, como a Rádio Universidade do Tejo ou a Rádio Universitária do Porto.
As emissoras académicas têm tradição em Portugal. Data de 1933 o primeiro projecto da Universidade de Coimbra: a “Emissora Universitária de Coimbra”.
Mas a radiodifusão académica não se limitou ao ensino superior. Na década de 1940, o liceu Pedro Nunes, em Lisboa, teve uma emissora em Onda Média que transmitia umas horas por dia. Nos anos cinquenta foi criada a Rádio Universidade, cujos programas eram feitos nos estúdios radiofónicos do Centro Universitário de Lisboa da Mocidade Portuguesa, e emitidos através dos emissores de "Lisboa 2" da Emissora Nacional.
Na década de 1980, nasceram vários projectos universitários, mas que acabariam por desaparecer, como a Rádio Universidade do Tejo ou a Rádio Universitária do Porto.
domingo, 8 de janeiro de 2006
Orgulhosamente sós?
Li no blogue “O Segundo Choque” um texto da revista “Exame Informática”: «Quem tem menos de 20 anos é praticamente obrigado a ter um blogue ou fazer parte do blogue de alguém. O fenómeno do podcast tende a ser algo parecido. Nos EUA, a única coisa que vai restar para a rádio tradicional vão ser notícias e informações de trânsito. Suspeito que a mesma coisa acontecerá rapidamente no mundo inteiro».
E pergunto: se o que vai restar para a rádio tradicional serão notícias e informações de trânsito, então porque é que a rádio portuguesa continua a apostar em mais música e menos palavra?
Já foi provado que a evolução é arrasadora para os inadaptados.
E pergunto: se o que vai restar para a rádio tradicional serão notícias e informações de trânsito, então porque é que a rádio portuguesa continua a apostar em mais música e menos palavra?
Já foi provado que a evolução é arrasadora para os inadaptados.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
O Ouvidor
O termo Ouvidor parece estar na moda desde que alguns candidatos à presidência da república portuguesa referiram o termo. Como este blogue tem como endereço “ouvidor” deixo algumas definições.
Segundo o “Dicionário de Comunicação” (Editorial Campus. 2002, Rio de Janeiro), um Ouvidor é um «profissional contratado por uma organização para observar e criticar detalhes que precisem ser corrigidos. Compete ao ouvidor receber reclamações, registá-las e investigá-las, apresentar críticas e avaliar as providências tomadas para correcção das falhas, tendo em vista o aprimoramento constante e o equilíbrio da organização no ecossistema social. Atuando de forma terceirizada ou fazendo parte do quadro de empregados da organização, ele precisa ter total delegação e confiança da alta administração e dos diversos públicos envolvidos, além de manter absoluta imparcialidade em relação aos assuntos que analisa».
Ou seja, no Brasil o Ouvidor é o Provedor do Ouvinte. Mas o termo é anterior à rádio e mesmo à descoberta do Brasil. Um Ouvidor - do latim auditore - era o representante do rei numa região e era a ele que competia zelar pela jurisdição régia e superintender os oficiais da sua comarca, investigando o modo como era administrada a justiça. Na diocese de Angra do Heroísmo (Açores) ainda se chama Ouvidor ao arcipreste (delegado do Bispo com jurisdição sobre determinado número de freguesias).
Uma outra definição para Ouvidor encontrei-a no blogue “O Coiso”: «antigo instrumento em forma de funil, que os moucos aplicavam ao ouvido, com a parte mais aberta para fora e pela qual se lhes falava».
Segundo o "Dicionário de sinónimos e antónimos da língua portuguesa" (texto editores), "escutador" e "ouvinte" são sinónimos de Ouvidor.
Segundo o “Dicionário de Comunicação” (Editorial Campus. 2002, Rio de Janeiro), um Ouvidor é um «profissional contratado por uma organização para observar e criticar detalhes que precisem ser corrigidos. Compete ao ouvidor receber reclamações, registá-las e investigá-las, apresentar críticas e avaliar as providências tomadas para correcção das falhas, tendo em vista o aprimoramento constante e o equilíbrio da organização no ecossistema social. Atuando de forma terceirizada ou fazendo parte do quadro de empregados da organização, ele precisa ter total delegação e confiança da alta administração e dos diversos públicos envolvidos, além de manter absoluta imparcialidade em relação aos assuntos que analisa».
Ou seja, no Brasil o Ouvidor é o Provedor do Ouvinte. Mas o termo é anterior à rádio e mesmo à descoberta do Brasil. Um Ouvidor - do latim auditore - era o representante do rei numa região e era a ele que competia zelar pela jurisdição régia e superintender os oficiais da sua comarca, investigando o modo como era administrada a justiça. Na diocese de Angra do Heroísmo (Açores) ainda se chama Ouvidor ao arcipreste (delegado do Bispo com jurisdição sobre determinado número de freguesias).
Uma outra definição para Ouvidor encontrei-a no blogue “O Coiso”: «antigo instrumento em forma de funil, que os moucos aplicavam ao ouvido, com a parte mais aberta para fora e pela qual se lhes falava».
Segundo o "Dicionário de sinónimos e antónimos da língua portuguesa" (texto editores), "escutador" e "ouvinte" são sinónimos de Ouvidor.
terça-feira, 3 de janeiro de 2006
No jornal “A Voz de Trás-os-Montes”
O semanário “A Voz de Trás-os-Montes” mantém uma coluna, da responsabilidade de Luís Pizarro, intitulada “Arquivos da Rádio”. Os artigos que li são mais direccionados para o radioamadorismo, mas a informação técnica é bastante interessante.
Os “Arquivos da Rádio” não estão disponíveis online, o que é pena.
Os “Arquivos da Rádio” não estão disponíveis online, o que é pena.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2006
Rádios transmontanas dedicam espaço à Europa
A Cadeia de Informação Regional (CIR), que engloba várias rádios dos distritos de Bragança e Vila Real, vai passar a integrar a partir de hoje informação sobre a Europa.
A informação será distribuída por três blocos, sendo o primeiro um programa de 2 a 3 minutos a incluir no final do noticiário da CIR (2 edições diárias, às 12h30 e 18h30) e que conterá informação breve e factual de assuntos correntes, políticas e actividades europeias. Neste bloco noticioso serão privilegiadas questões que interessem aos ouvintes transmontanos (agricultura, floresta, questões regionais e transfronteiriças)
O segundo bloco noticioso será incluído no magazine CIR (sábados das 10h00 às 11h00) com duração de 5 a 10 minutos, e terá informação mais detalhada sobre temas europeus.
O terceiro bloco será o programa “Futuro da Europa”, com debates, entrevistas, esclarecimentos e sessões de perguntas / respostas com a duração de 45 / 50 minutos, a transmitir semanalmente em horário diferenciado escolhido por cada emissora. Cada programa será submetido a um tema específico: PAC, PESC, Ambiente, etc.
O primeiro programa “Futuro da Europa” será difundido no dia 08 de Janeiro, e vai contar com a presença do Embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Seixas da Costa, que exerceu o cargo de Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, entre 1995 e 2001. Foi, também, o representante português nas negociações dos Tratados de Amesterdão (1996-97) e de Nice (2000) e coordenou a posição portuguesa na negociação da Agenda 2000 (1997-99).
O “Futuro da Europa” é produzido pela Universidade FM, de Vila Real, sendo moderado pelo jornalista Luís Mendonça. Em estúdio também estarão António Martinho (Governador Civil de Vila Real) e José Paulo Wilson (especialista em assuntos europeus).
A Cadeia de Informação Regional (CIR) é constituída pelas rádios Universidade FM (Vila Real), Montalegre, Vinhais, Onda Livre (Macedo de Cavaleiros), Brigantia (Bragança), Terra Quente FM (Mirandela), Alfândega FM (Alfândega da Fé). Ansiães FM (Carrazeda de Ansiães) e Mirandum FM (Miranda do Douro).
A informação será distribuída por três blocos, sendo o primeiro um programa de 2 a 3 minutos a incluir no final do noticiário da CIR (2 edições diárias, às 12h30 e 18h30) e que conterá informação breve e factual de assuntos correntes, políticas e actividades europeias. Neste bloco noticioso serão privilegiadas questões que interessem aos ouvintes transmontanos (agricultura, floresta, questões regionais e transfronteiriças)
O segundo bloco noticioso será incluído no magazine CIR (sábados das 10h00 às 11h00) com duração de 5 a 10 minutos, e terá informação mais detalhada sobre temas europeus.
O terceiro bloco será o programa “Futuro da Europa”, com debates, entrevistas, esclarecimentos e sessões de perguntas / respostas com a duração de 45 / 50 minutos, a transmitir semanalmente em horário diferenciado escolhido por cada emissora. Cada programa será submetido a um tema específico: PAC, PESC, Ambiente, etc.
O primeiro programa “Futuro da Europa” será difundido no dia 08 de Janeiro, e vai contar com a presença do Embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Seixas da Costa, que exerceu o cargo de Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, entre 1995 e 2001. Foi, também, o representante português nas negociações dos Tratados de Amesterdão (1996-97) e de Nice (2000) e coordenou a posição portuguesa na negociação da Agenda 2000 (1997-99).
O “Futuro da Europa” é produzido pela Universidade FM, de Vila Real, sendo moderado pelo jornalista Luís Mendonça. Em estúdio também estarão António Martinho (Governador Civil de Vila Real) e José Paulo Wilson (especialista em assuntos europeus).
A Cadeia de Informação Regional (CIR) é constituída pelas rádios Universidade FM (Vila Real), Montalegre, Vinhais, Onda Livre (Macedo de Cavaleiros), Brigantia (Bragança), Terra Quente FM (Mirandela), Alfândega FM (Alfândega da Fé). Ansiães FM (Carrazeda de Ansiães) e Mirandum FM (Miranda do Douro).
Programa Febre de Sábado de Manhã em CD *
Definitivamente, a década de 1980 está na moda. Mais um programa de rádio daquela década vai ser tema de uma compilação musical em disco: o Febre de Sábado de Manhã, que era apresentado por Júlio Isidro na RDP – Rádio Comercial.
O CD comemorativo dos 25 anos do programa será comercializado a partir do dia 16 de Janeiro e conterá músicas da época escolhidas por Júlio Isidro.
* Informação retirada da revista Sábado (não está online)
O CD comemorativo dos 25 anos do programa será comercializado a partir do dia 16 de Janeiro e conterá músicas da época escolhidas por Júlio Isidro.
* Informação retirada da revista Sábado (não está online)
Gato escondido com o rabo de fora?
Emídio Rangel ao "Diário de Notícias" (não está online): «Acho que podem surgir mudanças na paisagem mediática, nomeadamente na rádio. Há possibilidades de aparecerem outros operadores, parece-me que se perfila essa hipótese».
domingo, 1 de janeiro de 2006
69 anos de emissões regulares da RR
A primeira ideia de uma emissora católica começa a 29 de Março de 1931, quando o padre Magalhães Costa escreve um artigo no Jornal “Diário do Minho” intitulado «A Radiofonia e os Católicos em Portugal», voltando ao assunto a 19 de Fevereiro de 1932, com o artigo «Aí, Valentes Católicos! “T.S.F.”». No entanto, o impacto destes dois textos foi muito reduzido.
No ano seguinte a ideia de uma emissora católica ganha força, com um texto de opinião na revista “Renascença” da autoria de Zuzarte de Mendonça: «T.S.F. – Para um posto emissor ao serviço dos católicos». É aqui que nasce o nome “Rádio Renascença”.
A ideia começa a tomar forma e nos números seguintes da revista Monsenhor Lopes da Cruz manteve uma campanha de recolha de fundos para a consolidação da Rádio Renascença de que ia dando conta através de artigos publicados na revista “Renascença”. Em Junho de 1936 arrancaram as emissões experimentais da RR e no dia 1 de Janeiro de 1937, a Rádio Renascença – Emissora Católica Portuguesa passou a emitir regularmente em Onda Média.
No ano seguinte a ideia de uma emissora católica ganha força, com um texto de opinião na revista “Renascença” da autoria de Zuzarte de Mendonça: «T.S.F. – Para um posto emissor ao serviço dos católicos». É aqui que nasce o nome “Rádio Renascença”.
A ideia começa a tomar forma e nos números seguintes da revista Monsenhor Lopes da Cruz manteve uma campanha de recolha de fundos para a consolidação da Rádio Renascença de que ia dando conta através de artigos publicados na revista “Renascença”. Em Junho de 1936 arrancaram as emissões experimentais da RR e no dia 1 de Janeiro de 1937, a Rádio Renascença – Emissora Católica Portuguesa passou a emitir regularmente em Onda Média.
(Algumas) Memórias radiofónicas de 2005
No ano de 2005, desapareceram Matos Maia e Jorge Perestrelo. Ambos marcaram a radio portuguesa. Matos Maia teve um percurso radiofónico brilhante, com episódios marcantes na história da rádio, e deixou vários livros relacionadas com o meio (Telefonia; Aqui Emissora da Liberdade; A invasão dos marcianos). Jorge Perestrelo definiu um estilo de relato desportivo em Portugal.
A 7 de Abril, a TSF foi protagonista da primeira emissão radiofónica em Portugal dedicada a pessoas com deficiências auditivas, sincronizada, via Internet, com linguagem gestual.
2005 foi, também, o ano em que o podcasting entrou na rádio portuguesa. Lentamente algumas emissoras foram disponibilizando podcasts, mas falta a rádio pública (RDP).
Foi criada a figura do provedor do ouvinte para a RDP. No entanto, ainda nada se sabe sobre quem será o futuro ouvidor.
Também foram definidas quotas mínimas de música nacional nas rádios portuguesas. Continua-se a legislar sem o mínimo conhecimento do meio radiofónico português.
A TSF mudou de mãos. A Portugal Telecom vendeu o grupo Lusomundo Media (detentor da TSF e de vários jornais) à Controlinveste. A transacção mais pareceu uma novela, já que houve organismos que, constantemente, colocavam duvidas que travavam o processo.
O grupo espanhol Prisa tornou-se accionista da Media Capital. É previsível que as emissoras detidas pelo grupo alterem a sua filosofia.
A Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) foi extinta. O seu lugar foi ocupado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Espera-se deste novo organismo mais dinâmica.
Ao longo do ano transacto foram editados três livros sobre a história da rádio portuguesa: “A emissora nacional nos primeiros anos do Estado Novo 1933 - 1945”, de Nelson Ribeiro; “As vozes da Rádio 1924 – 1939”, de Rogério Santos; e “A rádio em Portugal e o declínio de Salazar e Caetano 1958-74”, de Dina Cristo.
A 7 de Abril, a TSF foi protagonista da primeira emissão radiofónica em Portugal dedicada a pessoas com deficiências auditivas, sincronizada, via Internet, com linguagem gestual.
2005 foi, também, o ano em que o podcasting entrou na rádio portuguesa. Lentamente algumas emissoras foram disponibilizando podcasts, mas falta a rádio pública (RDP).
Foi criada a figura do provedor do ouvinte para a RDP. No entanto, ainda nada se sabe sobre quem será o futuro ouvidor.
Também foram definidas quotas mínimas de música nacional nas rádios portuguesas. Continua-se a legislar sem o mínimo conhecimento do meio radiofónico português.
A TSF mudou de mãos. A Portugal Telecom vendeu o grupo Lusomundo Media (detentor da TSF e de vários jornais) à Controlinveste. A transacção mais pareceu uma novela, já que houve organismos que, constantemente, colocavam duvidas que travavam o processo.
O grupo espanhol Prisa tornou-se accionista da Media Capital. É previsível que as emissoras detidas pelo grupo alterem a sua filosofia.
A Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) foi extinta. O seu lugar foi ocupado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Espera-se deste novo organismo mais dinâmica.
Ao longo do ano transacto foram editados três livros sobre a história da rádio portuguesa: “A emissora nacional nos primeiros anos do Estado Novo 1933 - 1945”, de Nelson Ribeiro; “As vozes da Rádio 1924 – 1939”, de Rogério Santos; e “A rádio em Portugal e o declínio de Salazar e Caetano 1958-74”, de Dina Cristo.
sábado, 31 de dezembro de 2005
10 programas de rádio da década de oitenta
Respondendo ao desafio proposto pelo Tarzan Boy no texto anterior, escolhi dez programas de rádio que marcaram os anos oitenta do século passado. A escolha é subjectiva, mas estes espaços radiofónicos marcaram a história da rádio portuguesa da década de 1980.
Discoteca - Apresentado por Adelino Gonçalves na RDP - Rádio Comercial. O programa teve início no verão de 1981. Começou por ir para o ar aos fins de semana entre as 14h e as 18h, depois passou a ser diário entre as 13h e as 15h.
Dois CDs recordam a música do programa: “Discoteca” e “Discoteca Pop”. O sítio “Discoteca” faz uma homenagem a Adelino Gonçalves.
Passageiro da Noite - Cândido Mota foi o pioneiro dos programas interactivos em Portugal. Os ouvintes podiam ligar para a RDP - Rádio Comercial e entrar em directo no programa, falando do que lhes apetecesse.
Som da Frente - Apresentado por António Sérgio na RDP – Rádio Comercial, o título do programa acabou por definir uma corrente musical independente do início dos anos 80: Joy Division, Lords of the New Church, Pixies, Cocteau Twins, This Mortal Coil, Love & Rockets e muitos outros.
O programa Som da Frente - evolução do Rolls Rock, que António Sérgio apresentava na Rádio Renascença nos anos 70 – estreou-se nas tardes da Rádio Comercial em 1982, sendo transmitido todos os dias entre as 16h as 17h, depois o horário mudou passando o programa a ser emitido entre a 01h e as 03h. O fim veio em 1993.
Duas colectâneas em CD homenageiam o emblemático programa radiofónico de António Sérgio.
Rock em Stock - Começou em 1979 na RDP - Rádio Comercial. Luís Filipe Barros conduzia a emissão das 17h às18h, mais tarde mudaria para o horário 00h - 01h. Também este programa tem um CD de homenagem.
Íntima Fracção - Francisco Amaral começou o programa em 1984, na RDP – Antena 1, e desde aí que tem "pouco para dizer, muito para ouvir, tudo para sentir". Entre 1989 e 2003, o Íntima Fracção escutou-se na TSF, hoje é um programa da RUC e um blogue.
TNT – Todos No Top - inicialmente apresentado por Jorge Pêgo e por Adelino Gonçalves, teve início em Fevereiro de 1981 na Onda Média da RDP - Rádio Comercial, sendo emitido de segunda a sexta entre as 17 e as 18 horas. Mais tarde passou a ser transmitido na Frequência Modulada da RDP – Rádio Comercial
O programa foi co-apresentado por nomes como Manuela Moura Guedes, Pedro Costa e Luís Montez.
Cor do Som - Aos Sábados à tarde na Frequência Modulada da Rádio Renascença. Apresentação e realização de Rui Pego.
As Noites Longas do FM Estéreo - António Santos e João Viegas apresentavam "histórias com disco ao meio" aos domingos das 21h às 24h na RDP – Rádio Comercial. As crónicas bizarras deram um livro: «Ela olhou-me com os olhos húmidos das ocasiões especiais. Fiz-lhe uma festa no pescoço e sentia arrepiar-se toda. Afastou-se um pouco de mim e pude observar as ancas esguias e as longas pernas que sempre me fascinavam. Voltou-se de novo e molhou os lábios, com a língua, provocante.
...deixei as gazelas e dirigi-me à jaula dos ursos.»
Oceano Pacífico – Começou na Rádio Renascença em 1984, e transitou para a RFM. Apresentado por João Chaves, o Oceano Pacífico já leva mais de vinte anos de emissões.
Pão Com Manteiga - Bernardo Brito e Cunha, Carlos Cruz, Eduarda Ferreira, José Duarte, Mário Zambujal e Orlando Neves eram as vozes do Pão Com Manteiga, um programa que foi para o ar em 1981, na RDP – Rádio Comercial. O non sense era o prato forte do programa: «A carne é fraca, mas o molho é uma maravilha»; «As orações subordinadas devem ser lidas de joelhos»; «Nem todos os pontos são cardeais, alguns são cómicos»; «Peta era antigamente. Hoje é mentira. Qualquer dia é verdade»; «Quando a família real joga às cartas todos estão proibidos de dizer só me saem duques».
Estes e outros escritos do género encheram dois livros.
Discoteca - Apresentado por Adelino Gonçalves na RDP - Rádio Comercial. O programa teve início no verão de 1981. Começou por ir para o ar aos fins de semana entre as 14h e as 18h, depois passou a ser diário entre as 13h e as 15h.
Dois CDs recordam a música do programa: “Discoteca” e “Discoteca Pop”. O sítio “Discoteca” faz uma homenagem a Adelino Gonçalves.
Passageiro da Noite - Cândido Mota foi o pioneiro dos programas interactivos em Portugal. Os ouvintes podiam ligar para a RDP - Rádio Comercial e entrar em directo no programa, falando do que lhes apetecesse.
Som da Frente - Apresentado por António Sérgio na RDP – Rádio Comercial, o título do programa acabou por definir uma corrente musical independente do início dos anos 80: Joy Division, Lords of the New Church, Pixies, Cocteau Twins, This Mortal Coil, Love & Rockets e muitos outros.
O programa Som da Frente - evolução do Rolls Rock, que António Sérgio apresentava na Rádio Renascença nos anos 70 – estreou-se nas tardes da Rádio Comercial em 1982, sendo transmitido todos os dias entre as 16h as 17h, depois o horário mudou passando o programa a ser emitido entre a 01h e as 03h. O fim veio em 1993.
Duas colectâneas em CD homenageiam o emblemático programa radiofónico de António Sérgio.
Rock em Stock - Começou em 1979 na RDP - Rádio Comercial. Luís Filipe Barros conduzia a emissão das 17h às18h, mais tarde mudaria para o horário 00h - 01h. Também este programa tem um CD de homenagem.
Íntima Fracção - Francisco Amaral começou o programa em 1984, na RDP – Antena 1, e desde aí que tem "pouco para dizer, muito para ouvir, tudo para sentir". Entre 1989 e 2003, o Íntima Fracção escutou-se na TSF, hoje é um programa da RUC e um blogue.
TNT – Todos No Top - inicialmente apresentado por Jorge Pêgo e por Adelino Gonçalves, teve início em Fevereiro de 1981 na Onda Média da RDP - Rádio Comercial, sendo emitido de segunda a sexta entre as 17 e as 18 horas. Mais tarde passou a ser transmitido na Frequência Modulada da RDP – Rádio Comercial
O programa foi co-apresentado por nomes como Manuela Moura Guedes, Pedro Costa e Luís Montez.
Cor do Som - Aos Sábados à tarde na Frequência Modulada da Rádio Renascença. Apresentação e realização de Rui Pego.
As Noites Longas do FM Estéreo - António Santos e João Viegas apresentavam "histórias com disco ao meio" aos domingos das 21h às 24h na RDP – Rádio Comercial. As crónicas bizarras deram um livro: «Ela olhou-me com os olhos húmidos das ocasiões especiais. Fiz-lhe uma festa no pescoço e sentia arrepiar-se toda. Afastou-se um pouco de mim e pude observar as ancas esguias e as longas pernas que sempre me fascinavam. Voltou-se de novo e molhou os lábios, com a língua, provocante.
...deixei as gazelas e dirigi-me à jaula dos ursos.»
Oceano Pacífico – Começou na Rádio Renascença em 1984, e transitou para a RFM. Apresentado por João Chaves, o Oceano Pacífico já leva mais de vinte anos de emissões.
Pão Com Manteiga - Bernardo Brito e Cunha, Carlos Cruz, Eduarda Ferreira, José Duarte, Mário Zambujal e Orlando Neves eram as vozes do Pão Com Manteiga, um programa que foi para o ar em 1981, na RDP – Rádio Comercial. O non sense era o prato forte do programa: «A carne é fraca, mas o molho é uma maravilha»; «As orações subordinadas devem ser lidas de joelhos»; «Nem todos os pontos são cardeais, alguns são cómicos»; «Peta era antigamente. Hoje é mentira. Qualquer dia é verdade»; «Quando a família real joga às cartas todos estão proibidos de dizer só me saem duques».
Estes e outros escritos do género encheram dois livros.
Act (14h00) - A ordem é arbitrária e, se calhar, havia mais uns vinte ou trinta bons programas dos anos oitenta que eu poderia ter focado. O blogue NetFM fala de mais alguns.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2005
Os anos 80 na "Sábado"
«Lembram-se dos anos 80?» O título destaca-se na revista "Sábado" e o artigo ocupa várias páginas, dedicadas a uma época que viu nascer o CD e florescer as rádios piratas em Portugal. há também uma referência o blogue “Queridos Anos 80”.
Curiosamente, nem uma linha sobre a rádio portuguesa dessa década. Não sei se concordam comigo, mas acho que Portugal nunca teve tanta e tão boa rádio como naquela década.
Curiosamente, nem uma linha sobre a rádio portuguesa dessa década. Não sei se concordam comigo, mas acho que Portugal nunca teve tanta e tão boa rádio como naquela década.
Rádio Radar no Porto
É um pedido de um leitor do blogue “Sound + Vision”, de Nuno Galopim, e que me chegou ao conhecimento via e-mail: «quando é que alguém terá a ideia luminosa de passar a emitir a Radar no Porto?(…) Desde que a XFM e depois a Voxx deixaram de existir o deserto no panorama radiofónico na segunda cidade deste país tornou-se eternamente presente.É deveras deprimente não se poder ouvir um programa de rádio com a mínima qualidade, através do qual se possa escutar novas sonoridades, se possam ouvir bons debates sobre música ou qualquer outra coisa. Obviamente existem algumas raras excepções como são exemplo "A hora do lobo" ou o "Coyote" mas fora isso nada resta».
Claro que não terá de ser a Radar obrigatoriamente, mas uma emissora com a mesma qualidade.
Claro que não terá de ser a Radar obrigatoriamente, mas uma emissora com a mesma qualidade.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2005
Sobre o programa "Clube de Jornalistas" de ontem
Chamo a atenção para a análise que Rogério Santos faz no blogue Indústrias Culturais do programa "Clube de Jornalistas", que foi para o ar ontem na 2:, e cujo tema foi a interactividade na rádio.
Act. 12h30 - Também Manuel Pinto, do blogue Jornalismo e Comunicação, escreveu sobre o programa "Clube de Jornalistas".
Act. 12h30 - Também Manuel Pinto, do blogue Jornalismo e Comunicação, escreveu sobre o programa "Clube de Jornalistas".
A escuta radiofónica por regiões
Segundo o estudo “Geografia da Rádio”, da Markest, é no Grande Porto que se ouve mais rádio. Nesta região, durante o primeiro semestre de 2005, a Audiência Acumulada de Véspera (AAV) foi de 66,2%. Segue-se o Litoral Norte com 65,5% de AAV, o Interior Norte e a Grande Lisboa com 58,5% de AAV e a Região Sul com 53,9% de AAV.
Os blogues Jornalismo e Comunicação, Rádio e Jornalismo e NetFM também já fizeram referência ao assunto.
Os blogues Jornalismo e Comunicação, Rádio e Jornalismo e NetFM também já fizeram referência ao assunto.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2005
Um blogue sobre Rádio e Jornalismo
Desde o dia 3 de Dezembro que está online o blogue "Rádio e Jornalismo" da autoria de Luís Bonixe.
Embora com atraso, saúdo o novo blogue e o seu autor.
A Rádio e os Blogues na Comercial
«O meu blog dava um programa de rádio» é um novo espaço da Rádio Comercial que irá para o ar aos fins-de-semana. O que a Comercial propõe é «transformar o seu blog numa hora de rádio. Nós pegamos nas suas palavras e juntamos a música, dando uma vida nova ao seu refugio na Internet».
Além de um link para o blogue durante uma semana no sítio da Comercial, o blogueiro ainda fica com uma gravação do programa para mais tarde recordar. Além disto, o blogue ainda fica habilitado ao prémio de “Melhor Blogue do Ano”
Não sei se este programa já tem “dedo” do Pedro Ribeiro – o novo director da Rádio Comercial – mas é uma boa ideia.
P.S. – Sei que há muitos blogues excelentes por aí, mas há dois que eu acho que davam grandes programas de rádio o «Queridos anos oitenta» e o «Rock em Portugal». Aceitam-se mais sugestões.
Além de um link para o blogue durante uma semana no sítio da Comercial, o blogueiro ainda fica com uma gravação do programa para mais tarde recordar. Além disto, o blogue ainda fica habilitado ao prémio de “Melhor Blogue do Ano”
Não sei se este programa já tem “dedo” do Pedro Ribeiro – o novo director da Rádio Comercial – mas é uma boa ideia.
P.S. – Sei que há muitos blogues excelentes por aí, mas há dois que eu acho que davam grandes programas de rádio o «Queridos anos oitenta» e o «Rock em Portugal». Aceitam-se mais sugestões.
terça-feira, 27 de dezembro de 2005
Amanhã no Clube de Jornalistas: “O poder dos ouvintes nos programas de rádio”
É a primeira vez que o Clube de Jornalistas dedica um programa à rádio. O assunto gira em torno da interactividade ouvinte/estação emissora.
«Nunca houve, como agora, tantos programas nas principais rádios a pedir a opinião dos ouvintes. Só na TSF, Antena 1 e Renascença são quase dez horas diárias. Demasiado, se afinal esses ouvintes não têm nada para dizer, ou pouco, quando comparado com o que se passa noutros países? Este é apenas um dos pontos de partida do próximo Clube de Jornalistas, que discute o poder dos ouvintes nos programas de rádio.
E a tão falada interactividade, sempre existe na realidade ou é apenas aparente? Para ajudar a responder a estas – e outras perguntas – estarão em estúdio Manuel Acácio, editor do Fórum TSF, Cândido Mota, pioneiro dos programas com ouvintes (realizou O Passageiro da Noite, no início da década de 80) e Maria João Taborda, investigadora, ligada ao Obercom, com pesquisa nesta área.
O programa é emitido no dia 28 de Dezembro, quarta-feira, pelas 23 e 30, na RTP 2.
Além dos convidados em estúdio, destaque ainda para dois depoimentos de Francisco Sena Santos, criador do Fórum TSF (nos moldes actuais) e da Antena Aberta, da Antena 1. Dois dos ouvintes/participantes desses programas explicam também as suas motivações.»
O programa “Clube de Jornalistas”, além da transmissão de amanhã no canal "A dois:", terá repetição na quinta -feira 15 e 30.
«Nunca houve, como agora, tantos programas nas principais rádios a pedir a opinião dos ouvintes. Só na TSF, Antena 1 e Renascença são quase dez horas diárias. Demasiado, se afinal esses ouvintes não têm nada para dizer, ou pouco, quando comparado com o que se passa noutros países? Este é apenas um dos pontos de partida do próximo Clube de Jornalistas, que discute o poder dos ouvintes nos programas de rádio.
E a tão falada interactividade, sempre existe na realidade ou é apenas aparente? Para ajudar a responder a estas – e outras perguntas – estarão em estúdio Manuel Acácio, editor do Fórum TSF, Cândido Mota, pioneiro dos programas com ouvintes (realizou O Passageiro da Noite, no início da década de 80) e Maria João Taborda, investigadora, ligada ao Obercom, com pesquisa nesta área.
O programa é emitido no dia 28 de Dezembro, quarta-feira, pelas 23 e 30, na RTP 2.
Além dos convidados em estúdio, destaque ainda para dois depoimentos de Francisco Sena Santos, criador do Fórum TSF (nos moldes actuais) e da Antena Aberta, da Antena 1. Dois dos ouvintes/participantes desses programas explicam também as suas motivações.»
O programa “Clube de Jornalistas”, além da transmissão de amanhã no canal "A dois:", terá repetição na quinta -feira 15 e 30.
Publicidade radiofónica em decréscimo
Sendo a rádio um meio que vive exclusivamente de publicidade, o decréscimo do investimento por parte dos anunciantes é preocupante. Segundo dados divulgados pela Marktest, o investimento publicitário cresceu em todos os meios menos na rádio.
O outdoor ultrapassou a rádio em volume de investimento de anunciantes: foi o terceiro meio de comunicação com mais receita publicitária, com 226 milhões de euros, ou seja, 6,8% do total investido em onze meses.
O outdoor ultrapassou a rádio em volume de investimento de anunciantes: foi o terceiro meio de comunicação com mais receita publicitária, com 226 milhões de euros, ou seja, 6,8% do total investido em onze meses.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2005
quarta-feira, 21 de dezembro de 2005
Grupo Renascença comprou a Rádio Ocidente
É mais uma rádio local a integrar um grande grupo de comunicação: a Rádio Ocidente, com sede em Mem Martins, vai ser adquirida pelo grupo Renascença que já detém a RR, a RFM e a Mega FM.
O mais positivo nesta transacção é que os trabalhadores da Rádio Ocidente vão manter o seu posto de trabalho.
O mais positivo nesta transacção é que os trabalhadores da Rádio Ocidente vão manter o seu posto de trabalho.
terça-feira, 20 de dezembro de 2005
MCR renova-se
Pedro Tojal e a Media Capital Rádios (MCR) rescindiram por mútuo acordo o contrato que os ligava. Pedro Tojal não será substituido no cargo e terminará as suas funções de director-geralno final do ano.
A MCR está apostada em renovar as estruturas, já que Juan Luis Cebrían, presidente da Prisa, queria mexer no meio rádio da Media Capital. Será agora que vamos assistir a uma inversão total da orientação que as emissoras da MCR têm? Basta escutar as emissoras da Prisa para se constatar a diferença entre as rádios portuguesas e as espanholas.
A MCR está apostada em renovar as estruturas, já que Juan Luis Cebrían, presidente da Prisa, queria mexer no meio rádio da Media Capital. Será agora que vamos assistir a uma inversão total da orientação que as emissoras da MCR têm? Basta escutar as emissoras da Prisa para se constatar a diferença entre as rádios portuguesas e as espanholas.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2005
Suécia diz não ao DAB *
O governo sueco anunciou que não aderirá ao Digital Audio Broadcasting (DAB), já que mesmo após dez anos de experiências com a radiodifusão digital não se consegue perceber quais são os verdadeiros beneficios do DAB em relação à FM.
Há dois anos a Finlândia tinha chegado a uma conclusão idêntica.
* Via Ponto Media
Há dois anos a Finlândia tinha chegado a uma conclusão idêntica.
* Via Ponto Media
quarta-feira, 14 de dezembro de 2005
Livros sobre rádio no Google Book Search
Após uma leitura sobre o Google Book Search, resolvi pesquisar a literatura que o serviço apresentava sobre a rádio. A procura devolveu 218 livros, a esmagadora maioria em inglês. Em português nem um. A procura por “radiodifusão” devolve nove títulos. Apenas um está escrito em português.
domingo, 11 de dezembro de 2005
Curso de Locução e Realização de Programas de Rádio
Esta segunda, dia 12 de Dezembro, a Rádio Universidade de Coimbra abre as inscrições para o Curso de Programação 2006 - um curso dedicado à locução e realização de programas de rádio com vista à entrada de novas pessoas com novas propostas de programas para a futura grelha da RUC.
As inscrições decorrem até 30 de Dezembro, devendo ser efectuadas na secretaria da Rádio Universidade de Coimbra, no 3º piso do edifício da Associação Académica de Coimbra, junto à Praça da República. A secretaria está aberta de 2ª a 6ª no horário 10-13h e 17-19h, ou pelo telefone 239 410 410.
As inscrições decorrem até 30 de Dezembro, devendo ser efectuadas na secretaria da Rádio Universidade de Coimbra, no 3º piso do edifício da Associação Académica de Coimbra, junto à Praça da República. A secretaria está aberta de 2ª a 6ª no horário 10-13h e 17-19h, ou pelo telefone 239 410 410.

Programa "Viva a música" comemora dez anos
O programa “Viva a Música”, transmitido pela Antena 1, está a comemorar o seu décimo aniversário. Nasceu em 1996, para refrescar a grelha de Natal «transformando as tardes da Antena 1 numa espécie de festival de música em português».
Em 1993, Armando Carvalheda idealizou um programa de rádio que consistia em levar ao auditório da RDP grupos de música portuguesa e com eles fazer um programa ao vivo. A ideia concretizou-se em 1996, e já leva quase 500 emissões dedicadas a cerca de 200 convidados.
O programa vai para o ar todas as quintas-feiras, após o noticiário das 16.00, desde o auditório da RDP, em Lisboa, onde a entrada é livre. Na plateia são quase duzentos ouvintes que assistem ao vivo ao único programa da rádio portuguesa transmitido nestes moldes.
Na entrevista concedida ao “Diário de Notícias”, Armando Carvalheda - entre outras críticas à forma como a rádio portuguesa se faz hoje em dia - afirmou que «o bom profissional de rádio hoje já não é o autor, é o que é ágil de mãos para pôr o que lhe mandam pôr no momento certo. Os outros em que me incluo, daqui por dez anos são pré-história». Eu, sinceramente, espero que não.
Em 1993, Armando Carvalheda idealizou um programa de rádio que consistia em levar ao auditório da RDP grupos de música portuguesa e com eles fazer um programa ao vivo. A ideia concretizou-se em 1996, e já leva quase 500 emissões dedicadas a cerca de 200 convidados.
O programa vai para o ar todas as quintas-feiras, após o noticiário das 16.00, desde o auditório da RDP, em Lisboa, onde a entrada é livre. Na plateia são quase duzentos ouvintes que assistem ao vivo ao único programa da rádio portuguesa transmitido nestes moldes.
Na entrevista concedida ao “Diário de Notícias”, Armando Carvalheda - entre outras críticas à forma como a rádio portuguesa se faz hoje em dia - afirmou que «o bom profissional de rádio hoje já não é o autor, é o que é ágil de mãos para pôr o que lhe mandam pôr no momento certo. Os outros em que me incluo, daqui por dez anos são pré-história». Eu, sinceramente, espero que não.
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