«aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar». António Sérgio in "Suplemento DN" de 08 de Julho de 2005

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

“Pessoal e Transmissível” n.º 500

Alguns programas vão resistindo ao tempo e às alterações das grelhas de programação. O “Pessoal e Transmissível”, da TSF, é um deles, pois chegou hoje à emissão número 500.
Conduzido por Carlos Vaz Marques, o programa é composto por conversas com variadas personalidades, algumas das quais foram passadas a livro.
Online estão os programas emitidos desde 1 de Abril de 2002.
Parabéns ao Carlos Vaz Marques e venham mais 500.

domingo, 6 de novembro de 2005

Novas leis para os Media

Segundo o ministro Augusto Santos Silva, «Nos primeiros meses do próximo ano, a Assembleia da República poderá discutir uma lei que regule a disposição constitucional que estabelece limites à propriedade dos meios de comunicação social».
Não consegui entender se a nova Lei iria limitar ou liberalizar a concentração dos media, mas uma coisa defendo: cada concelho deste país deve de ter, pelo menos, uma rádio local que trabalhe para a população que serve, executando um serviço radiofónico de proximidade,independentemente do número de rádios nacionais que existam.
Há concelhos em que a única frequência destinada a uma rádio local retransmite a emissão de uma estação sediada em Lisboa. Os 105.80 Mhz de Valongo são um exemplo. Nesta sintonia deveria de se escutar a Rádio Continental, mas o que se ouve é a Best Rock. Um concelho vizinho de Valongo - Gondomar - é um caso ainda pior: tem duas frequências e ambas estão a transmitir estações de Lisboa. Mas há mais exemplos por esse país fora.
Sempre defendi que se existem frequências livres elas devem ser entregues a quem as queira explorar, desde que os interesses das populações locais sejam salvaguardados, tendo de co-existir, com as rádios nacionais, estações de radiodifusão que trabalhem para as localidades em que estão inseridos, fazendo, no fundo, o que se poderia chamar de serviço público local de rádio. Afirma-se que o mercado publicitário está curto, mas eu não ouço anúncios do “café da esquina” nas rádios nacionais. Nem tal faria sentido.
Regulamentar é necessário, mas também é preciso uma fiscalização que faça o seu trabalho como deve de ser, pois mesmo com a actual legislação existem muitos atropelos à Lei.

Três anos de “A Minha Rádio”

Há três anos, António Silva criou o sítio “A Minha Rádio”, local onde partilha histórias e recordações de um meio que paixões.
Parabéns António e muito obrigado pelo trabalho realizado.

sexta-feira, 4 de novembro de 2005

Rádio Renascença na hora de mudança

A RR mudou a sua grelha de programas numa tentativa de recuperar ouvintes. A principal alteração diz respeitos aos relatos desportivos, pois a estação católica passa a transmitir apenas os relatos do Porto, do Sporting e do Benfica, tal como a TSF começou a fazer há uns anos atrás.
Vale a pena ler o texto de João Paulo Meneses, e os comentários, no Blogouve-se, sobre este assunto.

Rádio Comercial tem novo director

Pedro Ribeiro – até aqui, animador das manhãs da Rádio Clube Português - assume a partir do início da próxima semana o cargo de director de programas da Rádio Comercial. Segundo a "Meios & Publicidade", Pedro Ribeiro assumirá, também, a condução do programa da manhã da Comercial.
Nuno Gonçalves que até acumulava os cargos de director da Rádio Comercial e da Cidade FM, passa a assumir apenas a direcção desta última emissora.

José Fragoso no DN

O “Diário de Notícias” continua com o ciclo de entrevistas aos responsáveis pelas rádios nacionais. Desta vez foi José Fragoso, director da TSF-Rádio Notícias, o entrevistado.
Nestas entrevistas aos responsáveis pelas emissoras portuguesas, há um ponto comum: ninguém se mostrou favorável às quotas de música portuguesa na rádio.

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Prisma.com: uma nova revista online*

Prisma.com é uma publicação on-line dedicada às ciências da informação e da comunicação. Esta nova revista electrónica é editada pelo Cetac - Centro de Estudos das Tecnologias, Artes e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto.
Neste primeiro número destaque para o artigo de Xosé Soengas, El discurso radiofónico. Particularidades de la narración sonora.

*Via JornalismoPortoRádio

Revista QSP: 25 anos a “falar” de rádio

A QSP – Revista de Rádio e Comunicações faz, com o número 293 (Novembro de 2005), um quarto de século de publicação ininterrupta.
A QSP é a única revista que, embora mais vocacionada para o radioamadorismo, traz todos os meses artigos sobre a história da rádio.

Livro AS VOZES DA RÁDIO, 1924-1939 é apresentado hoje, em Lisboa, por Adelino Gomes

O livro de Rogério Santos, AS VOZES DA RÁDIO, 1924-1939, é apresentado hoje pelo jornalista Adelino Gomes, na Fnac do Chiado, em Lisboa, às 18.30.
Sobre a obra e o autor o “Diário de Notícias” tem dois artigos: 'Vozes' relembram história da rádio e Das primeiras emissões à Segunda Guerra.

Porque a rádio também une os povos e deve ser solidária

Proximizade

Proximidade e mão amiga. "Proximizade", feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que se sabe e ao que se vê. Aqui, já está a acontecer.





Pessoas que precisam, invisíveis. E pessoas que têm muito para dar, quando não desperdiçam. Tempo, motivação, consciência. E dinheiro, também.

Entre este binómio, uma via de comunicação. A blogosfera, internet no seu melhor quando o que se escreve e o que se lê tendem a conjugar-se no verbo aproximar.

Dois mundos nos antípodas, um vítima dos excessos e outro à míngua das suas migalhas. Gente com fome, crianças, que sobrevivem apenas para ganharem forças para fugir à miséria. Rumo ao lado de cá, que os recusa.

A caridade já não basta e é necessária intervenção. Amizade em estado puro, reunida por gente que bloga em torno de um objectivo comum: fomentar a generosidade como uma urgência e canalizá-la para as melhores mãos (as mais necessitadas).

Proximidade e mão amiga. Proximizade, feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que sabe e ao que se vê. E ao que se deixa por sentir.

Nós sentimos assim. E acreditamos numa sociedade que quer sentir da mesma forma e intervir sem demora.

Aqui, já está a acontecer.

terça-feira, 1 de novembro de 2005

Duas memórias da rádio

O blogue Indústrias Culturais traz dois textos que evocam a memória da rádio portuguesa. Um apresenta uma fotografia de uma reportagem feita em 1935, durante a "6.ª Volta a Portugal em Bicicleta". O outro é sobre o receptor adquirido pelo Jornal "O Século", em 1925, e que servia para «a recepção do serviço de imprensa transmitida pelas principais rádios da Europa e da América».

Muito democrático...

Fiquei curioso quando hoje li no "Diário de Notícias" que «Rui Rio só vai conceder entrevistas por escrito». Esta frase leva qualquer um a pensar que a Rádio – que é som – está excluída das conferências de imprensa do presidente da Câmara Municipal do Porto. Os jornais podem publicar a entrevista, a Televisão pode mostrar o papel onde a entrevista foi escrita (que para ser credível terá de ter a assinatura do Dr. Rui Rio), mas a rádio não pode fazer nada disto. Terá de ser um jornalista a ler as declarações do presidente da C.M. do Porto.
Rui Rio afirmou ontem, em conferência de imprensa nos paços do concelho, que «a democracia só é possível com uma informação livre e independente, não vivemos em democracia se houver censura ou se a informação não respeitar o rigor e a verdade», mas acrescentou que só concede «entrevistas por escrito, mediante critérios de oportunidade, com regras previamente definidas (...)».
Sobre o som retiro um excerto do livro Tudo o que se passa na TSF ..."para um livro de estilo", de João Paulo Meneses (pag. 83): «Um som (apenas) credibiliza quando, mais do que trazer elementos novos para o ouvinte, vai para o ar para que não fique qualquer dúvida sobre se determinada situação aconteceu(...)».
Claro que o principal problema aqui não é o som para a rádio ou a imagem para a televisão, mas sim o que Rui Rio entende por «informação livre e independente». Além do “DN”, os jornais “Público” e “JN” também trazem textos sobre este assunto.

As audiências dos “pequenos”

O “Diário de Notícias” traz um texto sobre as audiências das rádios locais. É bem interessante.

A ler no Blogouve-se

João Paulo Meneses fala, no Blogouve-se, da Antena 3 e do serviço público de rádio: «(...) não faz sentido a RDP ter no seu conjunto de rádios uma estação que é globalmente igual a outras (privadas). O facto de ter um grande desafogo financeiro e não precisar de publicidade acaba por se constituir como concorrência desleal *.Mas já que existe, que seja uma rádio que preserva a música e a cultura portuguesa. A Antena 3 faz isso? A Antena 3 tenta fazer isso, mas fica muito longe».

domingo, 30 de outubro de 2005

Uma análise de Rogério Santos ao livro de Dina Cristo

No texto de hoje, do blogue Indústrias Culturais, Rogério Santos comenta o livro A rádio em Portugal e o declínio do regime de Salazar e Caetano (1958-1974) de Dina Cristo.

MTV EMA 2005 na Antena 3

O MTV Europe Music Awards 2005 é provavelmente o evento musical mais importante do ano em Portugal e vai ser acompanhado exaustivamente pela Antena 3. Para já, todas as curiosidades relacionadas com o evento podem ser acompanhadas no blogue http://www.antena3mtv.blogspot.com/, criado de propósito para o acontecimento.
A Antena 3 é a rádio oficial e a emissão das 10h00 às 24h00 será dedicada exclusivamente à cerimónia e a tudo o que com ela esteja relacionado.

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Rui Pêgo no DN

O “Diário de Notícias” trouxe, ontem, outra entrevista a uma figura da rádio portuguesa. Desta vez coube a Rui Pêgo, director de programas da RDP, dizer de sua justiça: «Queremos continuar o caminho trilhado, afirmando uma componente nacional, que se caracteriza, por exemplo, pela difusão da música portuguesa, independentemente das leis e das quotas. Além disso, temos de ser um ponto de encontro entre África, Portugal e Brasil. No entanto, não podemos ser uma rádio provinciana, que só passe português. Somos um país europeu e a RDP tem de ser uma rádio da Europa atenta aos mercados, e investir na modernidade dos novos sons, um papel que cabe à Antena 3».
A propósito da entrevista do DN, João Paulo Meneses escreveu sobre a Antena 1, e Paula Cordeiro sobre a Antena 3.

Pode ser uma grande coincidência…

… Mas já é a terceira vez que sintonizo a Rádio Comercial e de seguida a RFM e a música que toca nas duas estações é a mesma, apenas está desfasada uns segundos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Bareme Rádio 3.º trimestre 2005

De acordo com o relatório "Bareme rádio" da Marktest, para o terceiro trimestre de 2005, os meses de Verão provocam, como sempre, uma quebra de audiências na rádio. O grupo Renascença (RFM, RR e Mega FM) continua a liderar a escuta de rádio em Portugal.
A RFM continua a ser a emissora mais escutada em Portugal com 13,1% de Audiência Acumulada de Véspera (AAV)*, sendo uma das poucas que reforçou a sua audiência durante o trimestre anterior. A Renascença continua a perder ouvintes, mas, ainda assim, continua a ser a segunda estação mais escutada em Portugal com 9,4% de AAV. A terceira estação do grupo Renascença, a Mega FM, conseguiu 1,4%.
A Antena 1, do grupo Rádio e Televisão de Portugal, teve 5,1% de AAV e a Antena 3 conseguiu 3,7%. A TSF - Rádio Notícias teve 5% de AAV.
Em relação às estações da Media Capital, a Rádio Comercial é a emissora mais escutada do grupo, com 6,2% de AAV, segue-se a Cidade FM, com 5,3%, depois a Rádio Clube Português, com 3,2% e, finalmente, a Best Rock FM com 0,9% de AAV.

* AAV - Audiência Acumulada de Véspera - percentagem de indivíduos que escutaram uma estação no período de um dia, independentemente do tempo despendido.

domingo, 23 de outubro de 2005

Projecto ROLI com forte adesão

Já elogiei, neste blogue, o Projecto ROLI e, segundo a Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR), o ROLI (Rádios Online na Internet) – que tem como objectivo reunir as estações radiofónicas portuguesas com emissões online num único portal - avança a bom ritmo, já que o número de emissoras aderentes na primeira fase ascende a 200.
A segunda fase de adesão ao ROLI avança dentro de pouco tempo, sendo esta a última oportunidade das emissoras portuguesas aderirem.
Para já, são cinco as rádios locais que se podem escutar na página do ROLI.

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Jazz na Rádio Eco FM

O Jazz não é muito divulgado na rádio portuguesa. O mais conhecido programa deste género musical é, sem dúvida, o “Cinco Minutos de Jazz”, que passa na Antena 1 e Antena 2, e só mesmo nesta estação é que temos uma maior divulgação do Jazz. Claro que outras estações também dedicam algum tempo ao Jazz, no entanto não tem a expressão de outros géneros musicais. Mas hoje há mais uma estação a falar de Jazz.
O Programa Rátio, da Eco FM, vai destacar o Jazz feito em Português. Jorge Chaínho, da Escola Moderna de Jazz do Seixal, irá dar falar no programa do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido. O Rátio é um programa de rádio da associação juvenil Rato - ADCC. É emitido todas as Sextas-Feiras na Eco FM (104.80 MHz, Zona de Lisboa) entre as 20h e as 21h. As propostas musicais de hoje, na hora da Rato-ADCC, na Eco FM, serão inteiramente de nomes da música improvisada nacional.

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

Pedro Tojal em entrevista no DN

O jornal “Diário de Notícias” traz mais uma entrevista a um homem da rádio. Desta vez o escolhido foi o administrador da Media Capital Rádios (MCR), Pedro Tojal.
Paula Cordeiro, no blogue Net FM, e João Alferes Gonçalves, no sítio do Clube de Jornalistas, já escreveram sobre as declarações de Pedro Tojal ao DN.
O Administrador da MCR falou, entre outros assuntos, do serviço público de rádio: «Mantinha a Antena 1 e privatizava a 2 e 3. Esta última tem um parque de emissores brutal com tecnologias do melhor que existe. A Antena 2 é o que é aparece com audiências residuais. Para quê existir se não têm ouvintes? Os serviços da Antena 2 e 3 podiam ser incluídos na Antena 1».
Os serviços da Antena 2 e Antena 3 não podem ser incluídos na Antena 1. É certo que a Antena 2 não tem muitos ouvintes, mas é uma alternativa, pois presta serviço público radiofónico ao passar a música que jamais se iria escutar em nenhuma das estações da MCR e dificilmente (talvez, nunca) noutras estações privadas. Em relação à Antena 3 passa-se a mesma coisa. É inegável que a Antena 3 tem vindo a melhorar nos últimos tempos, apostando na divulgação de jovens músicos portugueses e em alguns programas de autor. A Antena 1 é bastante diferente destas duas emissoras, já que tem uma função mais informativa e pedagógica.
Recomendo vivamente a leitura do texto de João Alferes Gonçalves e o de Paula Cordeiro.

terça-feira, 18 de outubro de 2005

TSF aposta nos podcasts

A TSF- Rádio Notícias vai disponibilizar podcasts no seu sítio da Internet, podendo os ouvintes descarregar para os seus Leitores Digitais de Música (LDM) ficheiros mp3 com os programas que não conseguiram escutar no rádio ou que queiram ouvir outra vez.
Ainda acerca do Podcast, João Paulo Meneses vai apresentar um novo programa na TSF, que fala desta tecnologia - o “rádio.com” - que irá para o ar aos Sábados às 13h10.
Ainda mais uma nota: a RDP, mesmo com um orçamento milionário, continua a estar em segundo plano no que diz respeito à inovação. Se antes de 1974 “andava a reboque” do formato dos programas e das novidades tecnológicas apresentadas pelo Rádio Clube Português, ainda continua a ser o sector privado que está um passo adiante da rádio que é paga com o dinheiro de todos. E o podcasting não acarreta grandes despesas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Na “Kulto” deste domingo

A revista “Kulto”, distribuída aos domingos como jornal “Público”, traz um interessante artigo para os jovens que gostam de rádio: «Como fazer o meu programa de rádio (e ter ouvintes verdadeiros)».
A “Kulto” faz uma incursão no mundo dos podcasts, chamando a atenção dos jovens que fazer rádio já é para todos.
A revista apresenta sítios da Internet onde se pode aprender mais sobre o podcasting, como o ipodder, o my podcasts e o feed burner. Para a edição áudio (necessária à gravação e edição do programa), a “Kulto” recomenda dois locais onde se pode descarregar programas gratuitos, o tiny url e o audacity.

sábado, 15 de outubro de 2005

Rádios musicais em vias de extinção?

Já em vários textos critiquei o facto de predominarem em Portugal as emissoras de «música e menos palavra». Não é novidade nenhuma que as madrugadas da esmagadora maioria das rádios locais é feita com recurso a sistemas de emissão automáticos. As que tem uma cobertura mais abrangente (RCP, RFM, Cidade, etc.) também não primam pela prolixidade do discurso.
Durante o dia é «uma hora de música sem parar» ou então «são sete seguidas». Basta ir sintonizando as emissoras portuguesas que logo se escutam frases promocionais deste género. As rádios portuguesas escolhem este caminho porque é o mais barato. No entanto, as vendas de Leitores Digitais de Música (LDM) aumentam de dia para dia - no último trimestre, venderam-se mais de seis milhões e meio de iPods. Ou seja, são um forte concorrente das emissoras musicais, pois com as descargas de música em mp3 da Internet ou a partilha destes ficheiros entre LDM, pode-se ter, virtualmente, toda a música que se quer, para se ouvir onde e quando apetecer.
Porque é que vou ouvir rádio, e esperar que uma emissora passe aquela música que gosto, se posso escutar o que quero a qualquer momento?
A rádio Portuguesa terá de apostar noutros formatos, que não o «muito mais música, menos palavra».

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Compensação pelos tempos de antena.

Foi Homologada a tabela de compensação pela emissão radiofónica dos tempos de antena relativa à campanha das eleições autárquicas, para as estações de radiodifusão de âmbito local, no valor de € 12 por minuto - Portaria nº 981/2005, de 6-Out (DR I série-B, nº 192, pág. 5927) .

terça-feira, 11 de outubro de 2005

AM, FM, DAB, DRM e Comprimento de Onda

Com a radiodifusão digital, o ouvinte terá de acrescentar novas palavras no seu léxico - onde já existem termos como FM, AM, OM, OC, etc. - para saber a sintonia da sua emissora preferida: DAB e DRM.
A Amplitude Modulada (AM) está praticamente esquecida em Portugal e quase ninguém se lembra de que as emissoras trabalham em Frequência Modulada (FM), porque todas as rádios do continente funcionam em FM, daí que as novas siglas possam vir a gerar algum caos (no caso de serem licenciadas emissoras em DRM e DAB, senão o problema não se coloca), até porque, ao alterarem as emissões analógicas para digitais, as estações terão de alterar as suas frequências de emissão.
Existe alguma confusão entre Amplitude Modulada e Onda Média (OM). A OM (300 kHz – 3000 kHz) é um comprimento de onda, enquanto que a AM é uma forma de emissão, que também engloba a Onda Curta (3000 kHz – 30 000 kHz) e a Onda Longa (30 kHz – 300 kHz). No entanto muitas vezes é referida a AM quando se quer dizer OM e vice-versa.
As emissões em Amplitude Modulada – ou modulação em amplitude – são efectuadas segundo o princípio da variação de amplitude de uma portadora de radiofrequência (RF), de acordo com o sinal áudio do programa transmitido. A resposta em frequência do áudio é limitada, (aproximadamente de 40Hz a 5kHz), sendo as transmissões, em geral, monofónicas, embora também existam estações de radiodifusão AM estéreo (muito comuns na América). Uma das vantagens das emissões em AM é a sua capacidade de propagação, que permite, com um emissor de potência relativamente baixa, atingir longas distância, devido à reflectividade das ondas electromagnéticas (ou hertzianas) numa região atmosférica electrificada chamada ionosfera e pela superfície da terra.
A Frequência Modulada (FM), ou modulação em frequência, é outra forma de emissão que trabalha no comprimento de onda VHF [Very High Frequency (frequência Muito Alta)]. As emissões em FM utilizam o princípio da variação de frequência de uma portadora RF de acordo com o sinal de áudio do programa a ser transmitido. A reprodução áudio é substancialmente melhor em FM (entre os 30 Hz e os 15 kHz) e as emissões são, por norma, estereofónicas. A desvantagem da FM é o curto alcance das emissões, mesmo com transmissores potentes, já que as ondas electromagnéticas acima de 30 Mhz não são reflectidas pela ionosfera.
As emissões digitais em DAB (Digital Audio Broadcasting) são efectuadas em VHF (175 MHz a 240 MHz - VHF banda III - e 1452 MHz a 1492 MHz - VHF banda L). Já as emissões em DRM (Digital Radio Mondiale) serão efectuadas abaixo dos 30 MHz, precisamente na faixa onde se emite em AM.