A QSP – Revista de Rádio e Comunicações faz, com o número 293 (Novembro de 2005), um quarto de século de publicação ininterrupta.
A QSP é a única revista que, embora mais vocacionada para o radioamadorismo, traz todos os meses artigos sobre a história da rádio.
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
Livro AS VOZES DA RÁDIO, 1924-1939 é apresentado hoje, em Lisboa, por Adelino Gomes
O livro de Rogério Santos, AS VOZES DA RÁDIO, 1924-1939, é apresentado hoje pelo jornalista Adelino Gomes, na Fnac do Chiado, em Lisboa, às 18.30.
Sobre a obra e o autor o “Diário de Notícias” tem dois artigos: 'Vozes' relembram história da rádio e Das primeiras emissões à Segunda Guerra.
Sobre a obra e o autor o “Diário de Notícias” tem dois artigos: 'Vozes' relembram história da rádio e Das primeiras emissões à Segunda Guerra.
Porque a rádio também une os povos e deve ser solidária
Proximidade e mão amiga. "Proximizade", feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que se sabe e ao que se vê. Aqui, já está a acontecer.
HÁ
Pessoas que precisam, invisíveis. E pessoas que têm muito para dar, quando não desperdiçam. Tempo, motivação, consciência. E dinheiro, também.
Entre este binómio, uma via de comunicação. A blogosfera, internet no seu melhor quando o que se escreve e o que se lê tendem a conjugar-se no verbo aproximar.
Dois mundos nos antípodas, um vítima dos excessos e outro à míngua das suas migalhas. Gente com fome, crianças, que sobrevivem apenas para ganharem forças para fugir à miséria. Rumo ao lado de cá, que os recusa.
A caridade já não basta e é necessária intervenção. Amizade em estado puro, reunida por gente que bloga em torno de um objectivo comum: fomentar a generosidade como uma urgência e canalizá-la para as melhores mãos (as mais necessitadas).
Proximidade e mão amiga. Proximizade, feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que sabe e ao que se vê. E ao que se deixa por sentir.
Nós sentimos assim. E acreditamos numa sociedade que quer sentir da mesma forma e intervir sem demora.
Aqui, já está a acontecer.
terça-feira, 1 de novembro de 2005
Duas memórias da rádio
O blogue Indústrias Culturais traz dois textos que evocam a memória da rádio portuguesa. Um apresenta uma fotografia de uma reportagem feita em 1935, durante a "6.ª Volta a Portugal em Bicicleta". O outro é sobre o receptor adquirido pelo Jornal "O Século", em 1925, e que servia para «a recepção do serviço de imprensa transmitida pelas principais rádios da Europa e da América».
Muito democrático...
Fiquei curioso quando hoje li no "Diário de Notícias" que «Rui Rio só vai conceder entrevistas por escrito». Esta frase leva qualquer um a pensar que a Rádio – que é som – está excluída das conferências de imprensa do presidente da Câmara Municipal do Porto. Os jornais podem publicar a entrevista, a Televisão pode mostrar o papel onde a entrevista foi escrita (que para ser credível terá de ter a assinatura do Dr. Rui Rio), mas a rádio não pode fazer nada disto. Terá de ser um jornalista a ler as declarações do presidente da C.M. do Porto.
Rui Rio afirmou ontem, em conferência de imprensa nos paços do concelho, que «a democracia só é possível com uma informação livre e independente, não vivemos em democracia se houver censura ou se a informação não respeitar o rigor e a verdade», mas acrescentou que só concede «entrevistas por escrito, mediante critérios de oportunidade, com regras previamente definidas (...)».
Sobre o som retiro um excerto do livro Tudo o que se passa na TSF ..."para um livro de estilo", de João Paulo Meneses (pag. 83): «Um som (apenas) credibiliza quando, mais do que trazer elementos novos para o ouvinte, vai para o ar para que não fique qualquer dúvida sobre se determinada situação aconteceu(...)».
Claro que o principal problema aqui não é o som para a rádio ou a imagem para a televisão, mas sim o que Rui Rio entende por «informação livre e independente». Além do “DN”, os jornais “Público” e “JN” também trazem textos sobre este assunto.
Rui Rio afirmou ontem, em conferência de imprensa nos paços do concelho, que «a democracia só é possível com uma informação livre e independente, não vivemos em democracia se houver censura ou se a informação não respeitar o rigor e a verdade», mas acrescentou que só concede «entrevistas por escrito, mediante critérios de oportunidade, com regras previamente definidas (...)».
Sobre o som retiro um excerto do livro Tudo o que se passa na TSF ..."para um livro de estilo", de João Paulo Meneses (pag. 83): «Um som (apenas) credibiliza quando, mais do que trazer elementos novos para o ouvinte, vai para o ar para que não fique qualquer dúvida sobre se determinada situação aconteceu(...)».
Claro que o principal problema aqui não é o som para a rádio ou a imagem para a televisão, mas sim o que Rui Rio entende por «informação livre e independente». Além do “DN”, os jornais “Público” e “JN” também trazem textos sobre este assunto.
As audiências dos “pequenos”
O “Diário de Notícias” traz um texto sobre as audiências das rádios locais. É bem interessante.
A ler no Blogouve-se
João Paulo Meneses fala, no Blogouve-se, da Antena 3 e do serviço público de rádio: «(...) não faz sentido a RDP ter no seu conjunto de rádios uma estação que é globalmente igual a outras (privadas). O facto de ter um grande desafogo financeiro e não precisar de publicidade acaba por se constituir como concorrência desleal *.Mas já que existe, que seja uma rádio que preserva a música e a cultura portuguesa. A Antena 3 faz isso? A Antena 3 tenta fazer isso, mas fica muito longe».
domingo, 30 de outubro de 2005
Uma análise de Rogério Santos ao livro de Dina Cristo
No texto de hoje, do blogue Indústrias Culturais, Rogério Santos comenta o livro A rádio em Portugal e o declínio do regime de Salazar e Caetano (1958-1974) de Dina Cristo.
MTV EMA 2005 na Antena 3
O MTV Europe Music Awards 2005 é provavelmente o evento musical mais importante do ano em Portugal e vai ser acompanhado exaustivamente pela Antena 3. Para já, todas as curiosidades relacionadas com o evento podem ser acompanhadas no blogue http://www.antena3mtv.blogspot.com/, criado de propósito para o acontecimento.
A Antena 3 é a rádio oficial e a emissão das 10h00 às 24h00 será dedicada exclusivamente à cerimónia e a tudo o que com ela esteja relacionado.
A Antena 3 é a rádio oficial e a emissão das 10h00 às 24h00 será dedicada exclusivamente à cerimónia e a tudo o que com ela esteja relacionado.
quinta-feira, 27 de outubro de 2005
Rui Pêgo no DN
O “Diário de Notícias” trouxe, ontem, outra entrevista a uma figura da rádio portuguesa. Desta vez coube a Rui Pêgo, director de programas da RDP, dizer de sua justiça: «Queremos continuar o caminho trilhado, afirmando uma componente nacional, que se caracteriza, por exemplo, pela difusão da música portuguesa, independentemente das leis e das quotas. Além disso, temos de ser um ponto de encontro entre África, Portugal e Brasil. No entanto, não podemos ser uma rádio provinciana, que só passe português. Somos um país europeu e a RDP tem de ser uma rádio da Europa atenta aos mercados, e investir na modernidade dos novos sons, um papel que cabe à Antena 3».
A propósito da entrevista do DN, João Paulo Meneses escreveu sobre a Antena 1, e Paula Cordeiro sobre a Antena 3.
A propósito da entrevista do DN, João Paulo Meneses escreveu sobre a Antena 1, e Paula Cordeiro sobre a Antena 3.
Pode ser uma grande coincidência…
… Mas já é a terceira vez que sintonizo a Rádio Comercial e de seguida a RFM e a música que toca nas duas estações é a mesma, apenas está desfasada uns segundos.
quarta-feira, 26 de outubro de 2005
Bareme Rádio 3.º trimestre 2005
De acordo com o relatório "Bareme rádio" da Marktest, para o terceiro trimestre de 2005, os meses de Verão provocam, como sempre, uma quebra de audiências na rádio. O grupo Renascença (RFM, RR e Mega FM) continua a liderar a escuta de rádio em Portugal.
A RFM continua a ser a emissora mais escutada em Portugal com 13,1% de Audiência Acumulada de Véspera (AAV)*, sendo uma das poucas que reforçou a sua audiência durante o trimestre anterior. A Renascença continua a perder ouvintes, mas, ainda assim, continua a ser a segunda estação mais escutada em Portugal com 9,4% de AAV. A terceira estação do grupo Renascença, a Mega FM, conseguiu 1,4%.
A Antena 1, do grupo Rádio e Televisão de Portugal, teve 5,1% de AAV e a Antena 3 conseguiu 3,7%. A TSF - Rádio Notícias teve 5% de AAV.
Em relação às estações da Media Capital, a Rádio Comercial é a emissora mais escutada do grupo, com 6,2% de AAV, segue-se a Cidade FM, com 5,3%, depois a Rádio Clube Português, com 3,2% e, finalmente, a Best Rock FM com 0,9% de AAV.
* AAV - Audiência Acumulada de Véspera - percentagem de indivíduos que escutaram uma estação no período de um dia, independentemente do tempo despendido.
A RFM continua a ser a emissora mais escutada em Portugal com 13,1% de Audiência Acumulada de Véspera (AAV)*, sendo uma das poucas que reforçou a sua audiência durante o trimestre anterior. A Renascença continua a perder ouvintes, mas, ainda assim, continua a ser a segunda estação mais escutada em Portugal com 9,4% de AAV. A terceira estação do grupo Renascença, a Mega FM, conseguiu 1,4%.
A Antena 1, do grupo Rádio e Televisão de Portugal, teve 5,1% de AAV e a Antena 3 conseguiu 3,7%. A TSF - Rádio Notícias teve 5% de AAV.
Em relação às estações da Media Capital, a Rádio Comercial é a emissora mais escutada do grupo, com 6,2% de AAV, segue-se a Cidade FM, com 5,3%, depois a Rádio Clube Português, com 3,2% e, finalmente, a Best Rock FM com 0,9% de AAV.
* AAV - Audiência Acumulada de Véspera - percentagem de indivíduos que escutaram uma estação no período de um dia, independentemente do tempo despendido.
segunda-feira, 24 de outubro de 2005
Mais um livro sobre a história da rádio portuguesa*
«A Rádio em Portugal e o declínio de Salazar e Caetano 1958-74 É o título do livro de Dina Cristo, editado pela MinervaCoimbra, a lançar amanhã na Escola Superior de Educação de Coimbra, pelas 14:30, e com apresentação de Sansão Coelho [uma "voz" histórica da RDP - Centro]».
* Via Indústrias Culturais.
* Via Indústrias Culturais.
domingo, 23 de outubro de 2005
Projecto ROLI com forte adesão
Já elogiei, neste blogue, o Projecto ROLI e, segundo a Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR), o ROLI (Rádios Online na Internet) – que tem como objectivo reunir as estações radiofónicas portuguesas com emissões online num único portal - avança a bom ritmo, já que o número de emissoras aderentes na primeira fase ascende a 200.
A segunda fase de adesão ao ROLI avança dentro de pouco tempo, sendo esta a última oportunidade das emissoras portuguesas aderirem.
Para já, são cinco as rádios locais que se podem escutar na página do ROLI.
A segunda fase de adesão ao ROLI avança dentro de pouco tempo, sendo esta a última oportunidade das emissoras portuguesas aderirem.
Para já, são cinco as rádios locais que se podem escutar na página do ROLI.
sábado, 22 de outubro de 2005
Ironia?
Pedro Tojal, na conferência "O conteúdo musical no produto radiofónico", no âmbito da Musicália, na FIL, afirmou: «Acredito que as rádios locais têm muito futuro».
A frase abre a reportagem do DN sobre a Músicália.
A frase abre a reportagem do DN sobre a Músicália.
sexta-feira, 21 de outubro de 2005
Jazz na Rádio Eco FM
O Jazz não é muito divulgado na rádio portuguesa. O mais conhecido programa deste género musical é, sem dúvida, o “Cinco Minutos de Jazz”, que passa na Antena 1 e Antena 2, e só mesmo nesta estação é que temos uma maior divulgação do Jazz. Claro que outras estações também dedicam algum tempo ao Jazz, no entanto não tem a expressão de outros géneros musicais. Mas hoje há mais uma estação a falar de Jazz.
O Programa Rátio, da Eco FM, vai destacar o Jazz feito em Português. Jorge Chaínho, da Escola Moderna de Jazz do Seixal, irá dar falar no programa do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido. O Rátio é um programa de rádio da associação juvenil Rato - ADCC. É emitido todas as Sextas-Feiras na Eco FM (104.80 MHz, Zona de Lisboa) entre as 20h e as 21h. As propostas musicais de hoje, na hora da Rato-ADCC, na Eco FM, serão inteiramente de nomes da música improvisada nacional.
O Programa Rátio, da Eco FM, vai destacar o Jazz feito em Português. Jorge Chaínho, da Escola Moderna de Jazz do Seixal, irá dar falar no programa do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido. O Rátio é um programa de rádio da associação juvenil Rato - ADCC. É emitido todas as Sextas-Feiras na Eco FM (104.80 MHz, Zona de Lisboa) entre as 20h e as 21h. As propostas musicais de hoje, na hora da Rato-ADCC, na Eco FM, serão inteiramente de nomes da música improvisada nacional.
quinta-feira, 20 de outubro de 2005
Pedro Tojal em entrevista no DN
O jornal “Diário de Notícias” traz mais uma entrevista a um homem da rádio. Desta vez o escolhido foi o administrador da Media Capital Rádios (MCR), Pedro Tojal.
Paula Cordeiro, no blogue Net FM, e João Alferes Gonçalves, no sítio do Clube de Jornalistas, já escreveram sobre as declarações de Pedro Tojal ao DN.
O Administrador da MCR falou, entre outros assuntos, do serviço público de rádio: «Mantinha a Antena 1 e privatizava a 2 e 3. Esta última tem um parque de emissores brutal com tecnologias do melhor que existe. A Antena 2 é o que é aparece com audiências residuais. Para quê existir se não têm ouvintes? Os serviços da Antena 2 e 3 podiam ser incluídos na Antena 1».
Os serviços da Antena 2 e Antena 3 não podem ser incluídos na Antena 1. É certo que a Antena 2 não tem muitos ouvintes, mas é uma alternativa, pois presta serviço público radiofónico ao passar a música que jamais se iria escutar em nenhuma das estações da MCR e dificilmente (talvez, nunca) noutras estações privadas. Em relação à Antena 3 passa-se a mesma coisa. É inegável que a Antena 3 tem vindo a melhorar nos últimos tempos, apostando na divulgação de jovens músicos portugueses e em alguns programas de autor. A Antena 1 é bastante diferente destas duas emissoras, já que tem uma função mais informativa e pedagógica.
Recomendo vivamente a leitura do texto de João Alferes Gonçalves e o de Paula Cordeiro.
Paula Cordeiro, no blogue Net FM, e João Alferes Gonçalves, no sítio do Clube de Jornalistas, já escreveram sobre as declarações de Pedro Tojal ao DN.
O Administrador da MCR falou, entre outros assuntos, do serviço público de rádio: «Mantinha a Antena 1 e privatizava a 2 e 3. Esta última tem um parque de emissores brutal com tecnologias do melhor que existe. A Antena 2 é o que é aparece com audiências residuais. Para quê existir se não têm ouvintes? Os serviços da Antena 2 e 3 podiam ser incluídos na Antena 1».
Os serviços da Antena 2 e Antena 3 não podem ser incluídos na Antena 1. É certo que a Antena 2 não tem muitos ouvintes, mas é uma alternativa, pois presta serviço público radiofónico ao passar a música que jamais se iria escutar em nenhuma das estações da MCR e dificilmente (talvez, nunca) noutras estações privadas. Em relação à Antena 3 passa-se a mesma coisa. É inegável que a Antena 3 tem vindo a melhorar nos últimos tempos, apostando na divulgação de jovens músicos portugueses e em alguns programas de autor. A Antena 1 é bastante diferente destas duas emissoras, já que tem uma função mais informativa e pedagógica.
Recomendo vivamente a leitura do texto de João Alferes Gonçalves e o de Paula Cordeiro.
terça-feira, 18 de outubro de 2005
TSF aposta nos podcasts
A TSF- Rádio Notícias vai disponibilizar podcasts no seu sítio da Internet, podendo os ouvintes descarregar para os seus Leitores Digitais de Música (LDM) ficheiros mp3 com os programas que não conseguiram escutar no rádio ou que queiram ouvir outra vez.
Ainda acerca do Podcast, João Paulo Meneses vai apresentar um novo programa na TSF, que fala desta tecnologia - o “rádio.com” - que irá para o ar aos Sábados às 13h10.
Ainda mais uma nota: a RDP, mesmo com um orçamento milionário, continua a estar em segundo plano no que diz respeito à inovação. Se antes de 1974 “andava a reboque” do formato dos programas e das novidades tecnológicas apresentadas pelo Rádio Clube Português, ainda continua a ser o sector privado que está um passo adiante da rádio que é paga com o dinheiro de todos. E o podcasting não acarreta grandes despesas.
Ainda acerca do Podcast, João Paulo Meneses vai apresentar um novo programa na TSF, que fala desta tecnologia - o “rádio.com” - que irá para o ar aos Sábados às 13h10.
Ainda mais uma nota: a RDP, mesmo com um orçamento milionário, continua a estar em segundo plano no que diz respeito à inovação. Se antes de 1974 “andava a reboque” do formato dos programas e das novidades tecnológicas apresentadas pelo Rádio Clube Português, ainda continua a ser o sector privado que está um passo adiante da rádio que é paga com o dinheiro de todos. E o podcasting não acarreta grandes despesas.
segunda-feira, 17 de outubro de 2005
Na “Kulto” deste domingo
A revista “Kulto”, distribuída aos domingos como jornal “Público”, traz um interessante artigo para os jovens que gostam de rádio: «Como fazer o meu programa de rádio (e ter ouvintes verdadeiros)».
A “Kulto” faz uma incursão no mundo dos podcasts, chamando a atenção dos jovens que fazer rádio já é para todos.
A revista apresenta sítios da Internet onde se pode aprender mais sobre o podcasting, como o ipodder, o my podcasts e o feed burner. Para a edição áudio (necessária à gravação e edição do programa), a “Kulto” recomenda dois locais onde se pode descarregar programas gratuitos, o tiny url e o audacity.
A “Kulto” faz uma incursão no mundo dos podcasts, chamando a atenção dos jovens que fazer rádio já é para todos.
A revista apresenta sítios da Internet onde se pode aprender mais sobre o podcasting, como o ipodder, o my podcasts e o feed burner. Para a edição áudio (necessária à gravação e edição do programa), a “Kulto” recomenda dois locais onde se pode descarregar programas gratuitos, o tiny url e o audacity.
sábado, 15 de outubro de 2005
Rádios musicais em vias de extinção?
Já em vários textos critiquei o facto de predominarem em Portugal as emissoras de «música e menos palavra». Não é novidade nenhuma que as madrugadas da esmagadora maioria das rádios locais é feita com recurso a sistemas de emissão automáticos. As que tem uma cobertura mais abrangente (RCP, RFM, Cidade, etc.) também não primam pela prolixidade do discurso.
Durante o dia é «uma hora de música sem parar» ou então «são sete seguidas». Basta ir sintonizando as emissoras portuguesas que logo se escutam frases promocionais deste género. As rádios portuguesas escolhem este caminho porque é o mais barato. No entanto, as vendas de Leitores Digitais de Música (LDM) aumentam de dia para dia - no último trimestre, venderam-se mais de seis milhões e meio de iPods. Ou seja, são um forte concorrente das emissoras musicais, pois com as descargas de música em mp3 da Internet ou a partilha destes ficheiros entre LDM, pode-se ter, virtualmente, toda a música que se quer, para se ouvir onde e quando apetecer.
Porque é que vou ouvir rádio, e esperar que uma emissora passe aquela música que gosto, se posso escutar o que quero a qualquer momento?
A rádio Portuguesa terá de apostar noutros formatos, que não o «muito mais música, menos palavra».
Durante o dia é «uma hora de música sem parar» ou então «são sete seguidas». Basta ir sintonizando as emissoras portuguesas que logo se escutam frases promocionais deste género. As rádios portuguesas escolhem este caminho porque é o mais barato. No entanto, as vendas de Leitores Digitais de Música (LDM) aumentam de dia para dia - no último trimestre, venderam-se mais de seis milhões e meio de iPods. Ou seja, são um forte concorrente das emissoras musicais, pois com as descargas de música em mp3 da Internet ou a partilha destes ficheiros entre LDM, pode-se ter, virtualmente, toda a música que se quer, para se ouvir onde e quando apetecer.
Porque é que vou ouvir rádio, e esperar que uma emissora passe aquela música que gosto, se posso escutar o que quero a qualquer momento?
A rádio Portuguesa terá de apostar noutros formatos, que não o «muito mais música, menos palavra».
quarta-feira, 12 de outubro de 2005
Compensação pelos tempos de antena.
Foi Homologada a tabela de compensação pela emissão radiofónica dos tempos de antena relativa à campanha das eleições autárquicas, para as estações de radiodifusão de âmbito local, no valor de € 12 por minuto - Portaria nº 981/2005, de 6-Out (DR I série-B, nº 192, pág. 5927) .
terça-feira, 11 de outubro de 2005
AM, FM, DAB, DRM e Comprimento de Onda
Com a radiodifusão digital, o ouvinte terá de acrescentar novas palavras no seu léxico - onde já existem termos como FM, AM, OM, OC, etc. - para saber a sintonia da sua emissora preferida: DAB e DRM.
A Amplitude Modulada (AM) está praticamente esquecida em Portugal e quase ninguém se lembra de que as emissoras trabalham em Frequência Modulada (FM), porque todas as rádios do continente funcionam em FM, daí que as novas siglas possam vir a gerar algum caos (no caso de serem licenciadas emissoras em DRM e DAB, senão o problema não se coloca), até porque, ao alterarem as emissões analógicas para digitais, as estações terão de alterar as suas frequências de emissão.
Existe alguma confusão entre Amplitude Modulada e Onda Média (OM). A OM (300 kHz – 3000 kHz) é um comprimento de onda, enquanto que a AM é uma forma de emissão, que também engloba a Onda Curta (3000 kHz – 30 000 kHz) e a Onda Longa (30 kHz – 300 kHz). No entanto muitas vezes é referida a AM quando se quer dizer OM e vice-versa.
As emissões em Amplitude Modulada – ou modulação em amplitude – são efectuadas segundo o princípio da variação de amplitude de uma portadora de radiofrequência (RF), de acordo com o sinal áudio do programa transmitido. A resposta em frequência do áudio é limitada, (aproximadamente de 40Hz a 5kHz), sendo as transmissões, em geral, monofónicas, embora também existam estações de radiodifusão AM estéreo (muito comuns na América). Uma das vantagens das emissões em AM é a sua capacidade de propagação, que permite, com um emissor de potência relativamente baixa, atingir longas distância, devido à reflectividade das ondas electromagnéticas (ou hertzianas) numa região atmosférica electrificada chamada ionosfera e pela superfície da terra.
A Frequência Modulada (FM), ou modulação em frequência, é outra forma de emissão que trabalha no comprimento de onda VHF [Very High Frequency (frequência Muito Alta)]. As emissões em FM utilizam o princípio da variação de frequência de uma portadora RF de acordo com o sinal de áudio do programa a ser transmitido. A reprodução áudio é substancialmente melhor em FM (entre os 30 Hz e os 15 kHz) e as emissões são, por norma, estereofónicas. A desvantagem da FM é o curto alcance das emissões, mesmo com transmissores potentes, já que as ondas electromagnéticas acima de 30 Mhz não são reflectidas pela ionosfera.
As emissões digitais em DAB (Digital Audio Broadcasting) são efectuadas em VHF (175 MHz a 240 MHz - VHF banda III - e 1452 MHz a 1492 MHz - VHF banda L). Já as emissões em DRM (Digital Radio Mondiale) serão efectuadas abaixo dos 30 MHz, precisamente na faixa onde se emite em AM.
A Amplitude Modulada (AM) está praticamente esquecida em Portugal e quase ninguém se lembra de que as emissoras trabalham em Frequência Modulada (FM), porque todas as rádios do continente funcionam em FM, daí que as novas siglas possam vir a gerar algum caos (no caso de serem licenciadas emissoras em DRM e DAB, senão o problema não se coloca), até porque, ao alterarem as emissões analógicas para digitais, as estações terão de alterar as suas frequências de emissão.
Existe alguma confusão entre Amplitude Modulada e Onda Média (OM). A OM (300 kHz – 3000 kHz) é um comprimento de onda, enquanto que a AM é uma forma de emissão, que também engloba a Onda Curta (3000 kHz – 30 000 kHz) e a Onda Longa (30 kHz – 300 kHz). No entanto muitas vezes é referida a AM quando se quer dizer OM e vice-versa.
As emissões em Amplitude Modulada – ou modulação em amplitude – são efectuadas segundo o princípio da variação de amplitude de uma portadora de radiofrequência (RF), de acordo com o sinal áudio do programa transmitido. A resposta em frequência do áudio é limitada, (aproximadamente de 40Hz a 5kHz), sendo as transmissões, em geral, monofónicas, embora também existam estações de radiodifusão AM estéreo (muito comuns na América). Uma das vantagens das emissões em AM é a sua capacidade de propagação, que permite, com um emissor de potência relativamente baixa, atingir longas distância, devido à reflectividade das ondas electromagnéticas (ou hertzianas) numa região atmosférica electrificada chamada ionosfera e pela superfície da terra.
A Frequência Modulada (FM), ou modulação em frequência, é outra forma de emissão que trabalha no comprimento de onda VHF [Very High Frequency (frequência Muito Alta)]. As emissões em FM utilizam o princípio da variação de frequência de uma portadora RF de acordo com o sinal de áudio do programa a ser transmitido. A reprodução áudio é substancialmente melhor em FM (entre os 30 Hz e os 15 kHz) e as emissões são, por norma, estereofónicas. A desvantagem da FM é o curto alcance das emissões, mesmo com transmissores potentes, já que as ondas electromagnéticas acima de 30 Mhz não são reflectidas pela ionosfera.
As emissões digitais em DAB (Digital Audio Broadcasting) são efectuadas em VHF (175 MHz a 240 MHz - VHF banda III - e 1452 MHz a 1492 MHz - VHF banda L). Já as emissões em DRM (Digital Radio Mondiale) serão efectuadas abaixo dos 30 MHz, precisamente na faixa onde se emite em AM.
domingo, 9 de outubro de 2005
A rádio em dia de eleições
As principais estações portuguesas (A1, TSF e RR) têm emissões especiais para cobrir as eleições autárquicas. João Paulo Meneses tem um texto interessante no seu blogouve-se, sobre a noite eleitoral.
Concordo com ele quando diz que as eleições são um espectáculo televisivo e não radiofónico.
Concordo com ele quando diz que as eleições são um espectáculo televisivo e não radiofónico.
sábado, 8 de outubro de 2005
A ler no DN de hoje: a entrevista a Luís Montez
Luís Montez, proprietário da Lusocanal (que controla os destinos das rádios Rádar, Oxigénio, Capital, Marginal, Nova e Festival), fala da rádio portuguesa numa entrevista concedida ao “Diário de Notícias”, no artigo "Quem não gostaria de ter uma rádio como a TSF?".
Luís Montez afirma que gostaria de ser dono da TSF, já que esta «é uma das melhores rádios de informação da Europa». Criar uma emissora de notícias – como a TSF - não faz parte dos seus planos porque «O investimento para criar notoriedade e credibilidade levaria anos e seria tão alto que seria incomportável. Já existem três estações com boa informação a TSF, a Antena 1 e a Renascença. É oferta suficiente».
Em relação à concentração de rádios Luís Montez pensa que a lei deve ser alterada e permitida uma maior concentração de estações.
Em relação ao futuro do meio o patrão da Lusocanal está optimista, pois acha que «o sector tem vindo a adaptar-se às circunstâncias. Felizmente que a Internet veio valorizar o meio rádio. Em conjunto apanham a audiência que foge da televisão, com qualidade duvidosa. Já as rádios portuguesas são bem feitas e tecnologicamente bem apetrechadas, mas têm que fazer um esforço na área de marketing e comercial».
O serviço público de rádio também foi focado, e Luís Montez deixou, inclusive, uma proposta: «as privadas também prestam serviço público, só que não são remuneradas por isso. À volta de 60 milhões de euros é quanto pagam todos os portugueses (inclusive alguns deficientes auditivos), através da taxa de radiodifusão. Acho que 5% desta verba devia ir para as rádios locais, que vivem com grandes dificuldades, porque não há mercado publicitário para as sustentar, sendo ainda as que mais passam música portuguesa e as que mais próximas estão dos ouvintes».
Luís Montez afirma que gostaria de ser dono da TSF, já que esta «é uma das melhores rádios de informação da Europa». Criar uma emissora de notícias – como a TSF - não faz parte dos seus planos porque «O investimento para criar notoriedade e credibilidade levaria anos e seria tão alto que seria incomportável. Já existem três estações com boa informação a TSF, a Antena 1 e a Renascença. É oferta suficiente».
Em relação à concentração de rádios Luís Montez pensa que a lei deve ser alterada e permitida uma maior concentração de estações.
Em relação ao futuro do meio o patrão da Lusocanal está optimista, pois acha que «o sector tem vindo a adaptar-se às circunstâncias. Felizmente que a Internet veio valorizar o meio rádio. Em conjunto apanham a audiência que foge da televisão, com qualidade duvidosa. Já as rádios portuguesas são bem feitas e tecnologicamente bem apetrechadas, mas têm que fazer um esforço na área de marketing e comercial».
O serviço público de rádio também foi focado, e Luís Montez deixou, inclusive, uma proposta: «as privadas também prestam serviço público, só que não são remuneradas por isso. À volta de 60 milhões de euros é quanto pagam todos os portugueses (inclusive alguns deficientes auditivos), através da taxa de radiodifusão. Acho que 5% desta verba devia ir para as rádios locais, que vivem com grandes dificuldades, porque não há mercado publicitário para as sustentar, sendo ainda as que mais passam música portuguesa e as que mais próximas estão dos ouvintes».
sexta-feira, 7 de outubro de 2005
Novo e-mail
Devido ao número de mensagens de spam que recebo diariamente no meu correio electrónico, o endereço para contacto passa a ser radio.em.portugal @ gmail.com.
quinta-feira, 6 de outubro de 2005
Universidade Radar
Quem vive na região da grande Lisboa pode, desde segunda-feira, escutar o Universidade Radar – um programa produzido e apresentado por alunos de Ciências da Comunicação da Universidade Autónoma de Lisboa na Radar (97.8 MHz) de segunda a sexta, das 23 às 24 horas.
O programa resulta de um acordo entre a Radar e a UAL, permitindo assim que os alunos da disciplina de Atelier Rádio apliquem os seus conhecimentos.
O dia-a-dia do programa pode ser acompanhado no blogue “Universidade Radar”.
Este é um bom exemplo da cooperação que pode existir entre as emissoras e as universidades com cursos de comunicação: as estações radiofónicas ganham programas originais e os alunos experiência profissional.
O programa resulta de um acordo entre a Radar e a UAL, permitindo assim que os alunos da disciplina de Atelier Rádio apliquem os seus conhecimentos.
O dia-a-dia do programa pode ser acompanhado no blogue “Universidade Radar”.
Este é um bom exemplo da cooperação que pode existir entre as emissoras e as universidades com cursos de comunicação: as estações radiofónicas ganham programas originais e os alunos experiência profissional.
quarta-feira, 5 de outubro de 2005
Os pioneiros da rádio portuguesa num livro de Rogério Santos
Um novo livro sobre a história da rádio é sempre um acontecimento, porque ainda são raras as obras sobre esta temática e, também, porque as que existem têm imprecisões, fruto, certamente, de investigações menos aprofundadas e muitas vezes baseadas em obras anteriores que continham apenas breves referências a factos importantes, o que levou a que a sua interpretação fosse ambígua e, consequentemente, se fossem repetindo erros.
As vozes da rádio, 1924-1939, não deixará, de certeza, margem para dúvidas sobre os primeiros anos da radiodifusão em Portugal. O tempo despendido por Rogério Santos na pesquisa e análise dos factos e a sua experiência no campo da história dos media - comprovado por outras obras da sua autoria que abrangem o tema da história da rádio em Portugal*, e pelo blogue Indústrias Culturais (provavelmente o melhor blogue sobre esta temática) - atestam a qualidade desta obra.
As vozes da rádio, 1924-1939, é editado pela Caminho e será apresentado às 19:30 do próximo dia 20 de Outubro, durante o congresso da SOPCOM, em Aveiro.
* Rogério Santos é autor, entre outras obras, de dois livros que tocam o tema da radiodifusão: Olhos de boneca. Uma história das telecomunicações 1880 – 1952 [1999, Lisboa, Edições Colibri] e Os novos media e o espaço público [1998, Lisboa: Gradiva]. O primeiro capítulo desta obra pode ser lido no sítio da editora.
As vozes da rádio, 1924-1939, não deixará, de certeza, margem para dúvidas sobre os primeiros anos da radiodifusão em Portugal. O tempo despendido por Rogério Santos na pesquisa e análise dos factos e a sua experiência no campo da história dos media - comprovado por outras obras da sua autoria que abrangem o tema da história da rádio em Portugal*, e pelo blogue Indústrias Culturais (provavelmente o melhor blogue sobre esta temática) - atestam a qualidade desta obra.
As vozes da rádio, 1924-1939, é editado pela Caminho e será apresentado às 19:30 do próximo dia 20 de Outubro, durante o congresso da SOPCOM, em Aveiro.
* Rogério Santos é autor, entre outras obras, de dois livros que tocam o tema da radiodifusão: Olhos de boneca. Uma história das telecomunicações 1880 – 1952 [1999, Lisboa, Edições Colibri] e Os novos media e o espaço público [1998, Lisboa: Gradiva]. O primeiro capítulo desta obra pode ser lido no sítio da editora.
domingo, 2 de outubro de 2005
Mais uma contestação à Antena 1
Depois da denúncia que alguma música portuguesa é discriminada na Antena 1, agora é a vez da política. Existe um sítio na Internet que acusa a Antena 1 de só conhecer autarquias cujo presidente da câmara é do PSD .
De facto, o texto Espaço autárquico da RDP/Antena 1 só conhece municípios "laranja" mostra um quadro onde se pode ver os concelhos, e respectiva “cor política”, a que a Antena 1 dedicou emissões entre 19 de Junho e 18 de Setembro de 2005. Uma outra página mostra os blogues que já fizeram referência a este tema.
Desconheço quem é o autor da página, já que a única referência que existe ao proprietário do espaço é um endereço electrónico (amrsilva @ simplesnet.pt).
De facto, o texto Espaço autárquico da RDP/Antena 1 só conhece municípios "laranja" mostra um quadro onde se pode ver os concelhos, e respectiva “cor política”, a que a Antena 1 dedicou emissões entre 19 de Junho e 18 de Setembro de 2005. Uma outra página mostra os blogues que já fizeram referência a este tema.
Desconheço quem é o autor da página, já que a única referência que existe ao proprietário do espaço é um endereço electrónico (amrsilva @ simplesnet.pt).
quarta-feira, 28 de setembro de 2005
Saudades da rádio de outros tempos
Não é nenhuma novidade que a rádio que se faz em Portugal é uma rádio barata: muita música e pouca palavra. Ou seja, a intervenção do elemento humano está reduzida ao mínimo. Mas a culpa não é de quem repete incessantemente slogans que enaltecem as virtudes de “sete seguidas” ou de “uma hora sem parar” (estou a falar de música, evidentemente). Penso que todos os animadores radiofónicos preferiam fazer programas de autor – os seus programas, com a “sua” música e com as suas palavras.
Alguns comentários ao texto de sexta-feira - MCR altera frequências da Cidade FM – são elucidativos do descontentamento que grassa por esse país fora. Mas, ressalve-se, ainda existem algumas emissoras que permitem alguma imaginação e não cerceiam a criatividade dos seus animadores, só que são casos cada vez mais raros.
Li no blogouve-se a referência ao texto “Para quem não quer ouvir mais nada”, que recorda a rádio de outros tempos, uma rádio que ainda não estava demasiado formatada e que fazia companhia aos ouvintes.
A rádio portuguesa segue um caminho mais económico onde o computador tomou conta do éter e, pior ainda, grande parte da música que por lá viaja é a de consumo imediato (como uma chiclete).
Alguns comentários ao texto de sexta-feira - MCR altera frequências da Cidade FM – são elucidativos do descontentamento que grassa por esse país fora. Mas, ressalve-se, ainda existem algumas emissoras que permitem alguma imaginação e não cerceiam a criatividade dos seus animadores, só que são casos cada vez mais raros.
Li no blogouve-se a referência ao texto “Para quem não quer ouvir mais nada”, que recorda a rádio de outros tempos, uma rádio que ainda não estava demasiado formatada e que fazia companhia aos ouvintes.
A rádio portuguesa segue um caminho mais económico onde o computador tomou conta do éter e, pior ainda, grande parte da música que por lá viaja é a de consumo imediato (como uma chiclete).
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