Afinal, e ao contrário do que a maior parte da imprensa ontem publicou, a Autoridade da Concorrência ainda não aprovou a compra da Lusomundo Serviços, que detém a Lusomundo Media, pela Controlinveste.
O "Diário de Notícias", de hoje, diz que «A Autoridade da Concorrência (AdC) disse ontem que ainda não foi tomada uma decisão final relativamente à compra da Lusomundo Media pela Controlinveste, revelou a Lusa, citando uma fonte daquela autoridade».
sábado, 23 de julho de 2005
sexta-feira, 22 de julho de 2005
LUZ VERDE PARA O NEGÓCIO DA LUSOMUNDO MEDIA
Autoridade da Concorrência aprovou a compra da Lusomundo Serviços, que detém a Lusomundo Media, pela Controlinveste de Joaquim Oliveira.
A Lusomundo Media é a holding que detém as participações da Rádio Noticias, que detém a emissora TSF e da Global Noticias , a empresa que publica o “Jornal de Noticias”, “Diário de Noticias”, “24 Horas”, “Tal e Qual”, "Ocasião" e outros jornais regionais.
A Lusomundo Media é a holding que detém as participações da Rádio Noticias, que detém a emissora TSF e da Global Noticias , a empresa que publica o “Jornal de Noticias”, “Diário de Noticias”, “24 Horas”, “Tal e Qual”, "Ocasião" e outros jornais regionais.
quarta-feira, 20 de julho de 2005
EFEMÉRIDE: MARCONI MORREU HÁ 68 ANOS
O nome de muitos dos que contribuíram para que a rádio seja o que é hoje estão agora perdidos no passado. Porém, muitos outros alcançaram a fama que mereciam. Um deles foi Guglielmo Marconi (1874 – 1937).
Considerado por muitos o pai da rádio, Marconi ficou conhecido quando inventou um sistema prático de Telegrafia Sem Fios. Depois de, em 1895, fazer experiências durante um ano na casa onde morava, perto de Bolonha (Itália), Marconi conseguiu enviar um sinal de T.S.F. a três quilómetros de distância.
No ano seguinte ofereceu o seu invento ao Ministério dos Correios e Telégrafos Italiano, que o recusou, pois achou que não era um grande progresso em relação ao telégrafo eléctrico que transmitia as mensagens através de cabos.
Esta recusa terá sido a sorte de Marconi, pois, frustrado, rumou a Londres onde solicitou em Junho de 1896, a primeira patente de rádio do mundo e onde a sua invenção foi aproveitada pelos correios ingleses. O sistema de Telegrafia Sem Fios utilizado por Marconi foi observado de perto pelo Almirantado e pelo Ministério da Guerra inglês que descobriram, assim, a grande utilidade desta invenção para as telecomunicações militares.
Marconi foi contemplado com o Prémio Nóbel da Física em 1909, dedicando a sua vida ao desenvolvimento da T.S.F. e, mais tarde, da radiodifusão, sendo a Marconi’s Wireless Telegraph Company Ltd. uma das fundadoras da B.B.C..
Marconi visitou Portugal três vezes. Numa dessas visitas ofereceu ao representante dos aparelhos da marca “Marconi” em Portugal – João de Oliveira, proprietário da casa “Auto-Rádio, no Porto - um busto seu, como agradecimento pelos serviços prestados.
Considerado por muitos o pai da rádio, Marconi ficou conhecido quando inventou um sistema prático de Telegrafia Sem Fios. Depois de, em 1895, fazer experiências durante um ano na casa onde morava, perto de Bolonha (Itália), Marconi conseguiu enviar um sinal de T.S.F. a três quilómetros de distância.
No ano seguinte ofereceu o seu invento ao Ministério dos Correios e Telégrafos Italiano, que o recusou, pois achou que não era um grande progresso em relação ao telégrafo eléctrico que transmitia as mensagens através de cabos.
Esta recusa terá sido a sorte de Marconi, pois, frustrado, rumou a Londres onde solicitou em Junho de 1896, a primeira patente de rádio do mundo e onde a sua invenção foi aproveitada pelos correios ingleses. O sistema de Telegrafia Sem Fios utilizado por Marconi foi observado de perto pelo Almirantado e pelo Ministério da Guerra inglês que descobriram, assim, a grande utilidade desta invenção para as telecomunicações militares.
Marconi foi contemplado com o Prémio Nóbel da Física em 1909, dedicando a sua vida ao desenvolvimento da T.S.F. e, mais tarde, da radiodifusão, sendo a Marconi’s Wireless Telegraph Company Ltd. uma das fundadoras da B.B.C..
Marconi visitou Portugal três vezes. Numa dessas visitas ofereceu ao representante dos aparelhos da marca “Marconi” em Portugal – João de Oliveira, proprietário da casa “Auto-Rádio, no Porto - um busto seu, como agradecimento pelos serviços prestados.
terça-feira, 19 de julho de 2005
A RÁDIO NO “PÚBLICO”
O jornal “Público”, de domingo passado, traz três páginas dedicadas à rádio (coisa bastante rara nos dias que correm). São vários artigos (acesso pago), onde são abordados temas como as play lists, a música que passa na rádio e as quotas de música portuguesa.
Uma das frases que mais me chamou a atenção foi a afirmação de Rui Santos – gestor musical da Antena 1 - que lembra que na década de 80 havia «comunicadores objectivos, com personalidades e estatutos bem definidos». Mais à frente afirma-se que «concordam os vários responsáveis [da rádio portuguesa] que Portugal não tem grandes comunicadores, será ainda assim o factor humano a fazer a diferença».
Se Portugal não tem grandes comunicadores, é porque estão amordaçados por play lists e frases promocionais – que são repetidas até à exaustão – impostas pelos tais “responsáveis”.
Talvez seja redundante dizer que, em Portugal, nunca se fez tanta e tão boa rádio como na década de 80.
Uma das frases que mais me chamou a atenção foi a afirmação de Rui Santos – gestor musical da Antena 1 - que lembra que na década de 80 havia «comunicadores objectivos, com personalidades e estatutos bem definidos». Mais à frente afirma-se que «concordam os vários responsáveis [da rádio portuguesa] que Portugal não tem grandes comunicadores, será ainda assim o factor humano a fazer a diferença».
Se Portugal não tem grandes comunicadores, é porque estão amordaçados por play lists e frases promocionais – que são repetidas até à exaustão – impostas pelos tais “responsáveis”.
Talvez seja redundante dizer que, em Portugal, nunca se fez tanta e tão boa rádio como na década de 80.
segunda-feira, 18 de julho de 2005
69 ANOS DA GUERRA CIVIL ESPANHOLA: O PAPEL DA RÁDIO PORTUGUESA
Faz hoje 69 anos que se iniciou o mais sangrento conflito da Península Ibérica. A rádio portuguesa teve um papel activo no desenrolar dos acontecimentos, tendo Franco um forte aliado na figura de Jorge Botelho Moniz - o presidente do Rádio Clube Português.
Os diários do Porto do dia 17 de Julho de 1936, apresentavam uma entrevista com o General José Sanjurjo, em que o militar declarara ignorar a origem do «boato fantasioso» que o dava como prestes a entrar em Espanha para chefiar um movimento revolucionário tendente a derrubar o governo da Frente Popular, chefiado por Casares Quiroga. Apesar das declarações do General exilado, no dia seguinte - 18 de Julho de 1936 - por todo o Marrocos espanhol dá-se um levantamento militar chefiado por Francisco Franco. José Sanjurjo morreu, poucos dias depois, num acidente de aviação em Cascais quando regressava a Espanha para liderar os revoltosos.
O estado português perante a cena internacional mantinha-se neutral - pois era pressionado pelas potências europeias nesse sentido - mas essa neutralidade era apenas aparente, internamente nada fazia para impedir os apoios portugueses aos nacionalistas chefiados por Franco e chegava, inclusive, a incentivá-los. Salazar rompe as relações com o governo de Madrid a 23 de Outubro de 1936, mas só a 28 de Abril de 1938 é que o governo insurreccional seria reconhecido.
Se bem que a Emissora Nacional não apoiasse directamente os nacionalistas espanhóis, as noticias veiculadas pela E.N. davam a conhecer apenas uma parte do conflito - a que interessava ao governo português - e sempre em contra-informação das noticias veiculadas pelas rádios espanholas republicanas. As outras emissoras portuguesas, por força de uma censura férrea, tinham de seguir a mesma orientação.
Com o desenrolar do conflito, o Major Jorge Botelho Moniz, um dos militares da revolução de 28 de Maio, presidente do Rádio Clube Português e amigo de Oliveira Salazar, decide levar avante a criação de um corpo de milícias portuguesas - os Viriatos - para intervir ao lado dos Nacionalistas. Salazar sabendo disto deixou simplesmente que a ideia prosseguisse, mas descartou-se de responsabilidades. O apelo à mobilização é feito a 28 de Agosto de 1936, no Campo Pequeno, em Lisboa, num comício anticomunista. Nesse comício o Major Botelho Moniz discursa perante milhares de pessoas e afirma: «Vai começar a guerra santa, a guerra de todos os instantes. Vai começar a cruzada heróica para a qual chamamos os portugueses(...). Nós, nacionalistas, somos legião e somos portugueses. Constituamos a "Legião Portuguesa", a legião onde só entram "portugueses", mas que fica aberta a todos os portugueses, leais, disciplinados, dignos e honrados que aceitam como lema "pela Família, pela Pátria, pela Civilização Lusitana"».
O Rádio Clube Português foi durante o conflito civil espanhol a voz mais activa, embora também a Rádio Luso, que era financiada pelo regime Nazi da Alemanha, e a Invicta Rádio, que estava ligada ao regime fascista português, fossem difusoras da propaganda de Franco em Lisboa e no Porto.
No Porto o Comandante Henrique Galvão dava palestras, aos microfones da Invicta Rádio, que chamavam a atenção dos ouvintes para o perigo que vinha de Espanha pela mão dos republicanos que, segundo ele, ameaçavam a soberania nacional. Muitas outras palestras destinadas a Espanha foram proferidas em Castelhano.
Foi através do Rádio Clube Português que melhor se fazia sentir o apoio Luso aos falangistas. A organização de vários comboios de abastecimentos, por esta estação emissora, e a propaganda pró-franquista foram uma ajuda preciosa aos revoltosos. Os espanhóis tinham emissões desde o R.C.P. em castelhano, feitas pela voz de Marisabel de La Torre de Colomina, que se tornou o símbolo emblemático do apoio daquela emissora aos rebeldes franquistas. A revista "Rádio semanal", uma publicação da Emissora Nacional, dedica a Marisabel a primeira página do número de Setembro e uma reportagem alargada sobre o R.C.P. dando conta da influência que esta locutora espanhola exercia, tanto em Espanha como em Portugal. As emissões para Espanha eram regulares e o indicativo que se fazia ouvir era "CT1 GL - R.C.P. - Parede - Lisboa - Portugal".
Devido a este conflito e à tomada de partido pelo R.C.P., foi criado em Portugal o primeiro serviço noticioso regular. O R.C.P. tinha vários postos de escuta para ouvir as emissões provenientes de Espanha e das outras estações emissoras da Europa que noticiavam o conflito, toda esta informação era filtrada e retransmitida pelo R.C.P.. Como consequência desta tomada de partido, às 23 horas do dia 20 de Janeiro 1937 o emissor de 5 kW do R.C.P. sofre um atentado com uma bomba relógio. Não houve danos pessoais mas os estragos foram de vulto, passadas vinte e quatro horas as emissões são retomadas.
Se o Rádio Clube Português era uma voz para Espanha, a Emissora Nacional era uma voz para o povo português. As palestras proferidas aos microfones da E.N. sobre o conflito em Espanha, eram contra o perigo "vermelho" espanhol e a favor dos falangistas, que se batiam pela defesa dos valores da "civilização cristã ocidental", e pela "defesa da integridade nacional, ameaçada pelo avanço comunista na Península Ibérica".
A Rádio Renascença começou a emitir experimentalmente em 1936, e nesse ano foi convidada pela Comissão Internacional Católica de Radiodifusão a participar, juntamente com outras emissoras católicas da Europa, numa audiência papal onde se discutiria, entre outros assuntos, o avanço do comunismo, que era visto pela Igreja como um inimigo da fé. Com as dificuldades de comunicação com o resto da Europa, por causa do conflito espanhol, e também porque os recursos financeiros da Rádio Renascença eram parcos, nenhum representante da emissora católica esteve na reunião.
A guerra civil espanhola terminou oficialmente a 1 de Abril de 1939, assegurando a subida ao poder do ditador Francisco Franco. Foram três anos de conflito que se saldou em centenas de milhares de mortos (há historiadores que falam em mais de um milhão), na sua maior parte civis, e outras centenas de milhares de refugiados - só no campo de Argeles estiveram meio milhão.
Na praia onde esteve instalado o campo de concentração de Argeles, França, uma placa comemorativa reza: «A todos los españoles que lucharon por la libertad. Hombre libre, recuerda.»
Os diários do Porto do dia 17 de Julho de 1936, apresentavam uma entrevista com o General José Sanjurjo, em que o militar declarara ignorar a origem do «boato fantasioso» que o dava como prestes a entrar em Espanha para chefiar um movimento revolucionário tendente a derrubar o governo da Frente Popular, chefiado por Casares Quiroga. Apesar das declarações do General exilado, no dia seguinte - 18 de Julho de 1936 - por todo o Marrocos espanhol dá-se um levantamento militar chefiado por Francisco Franco. José Sanjurjo morreu, poucos dias depois, num acidente de aviação em Cascais quando regressava a Espanha para liderar os revoltosos.
O estado português perante a cena internacional mantinha-se neutral - pois era pressionado pelas potências europeias nesse sentido - mas essa neutralidade era apenas aparente, internamente nada fazia para impedir os apoios portugueses aos nacionalistas chefiados por Franco e chegava, inclusive, a incentivá-los. Salazar rompe as relações com o governo de Madrid a 23 de Outubro de 1936, mas só a 28 de Abril de 1938 é que o governo insurreccional seria reconhecido.
Se bem que a Emissora Nacional não apoiasse directamente os nacionalistas espanhóis, as noticias veiculadas pela E.N. davam a conhecer apenas uma parte do conflito - a que interessava ao governo português - e sempre em contra-informação das noticias veiculadas pelas rádios espanholas republicanas. As outras emissoras portuguesas, por força de uma censura férrea, tinham de seguir a mesma orientação.
Com o desenrolar do conflito, o Major Jorge Botelho Moniz, um dos militares da revolução de 28 de Maio, presidente do Rádio Clube Português e amigo de Oliveira Salazar, decide levar avante a criação de um corpo de milícias portuguesas - os Viriatos - para intervir ao lado dos Nacionalistas. Salazar sabendo disto deixou simplesmente que a ideia prosseguisse, mas descartou-se de responsabilidades. O apelo à mobilização é feito a 28 de Agosto de 1936, no Campo Pequeno, em Lisboa, num comício anticomunista. Nesse comício o Major Botelho Moniz discursa perante milhares de pessoas e afirma: «Vai começar a guerra santa, a guerra de todos os instantes. Vai começar a cruzada heróica para a qual chamamos os portugueses(...). Nós, nacionalistas, somos legião e somos portugueses. Constituamos a "Legião Portuguesa", a legião onde só entram "portugueses", mas que fica aberta a todos os portugueses, leais, disciplinados, dignos e honrados que aceitam como lema "pela Família, pela Pátria, pela Civilização Lusitana"».
O Rádio Clube Português foi durante o conflito civil espanhol a voz mais activa, embora também a Rádio Luso, que era financiada pelo regime Nazi da Alemanha, e a Invicta Rádio, que estava ligada ao regime fascista português, fossem difusoras da propaganda de Franco em Lisboa e no Porto.
No Porto o Comandante Henrique Galvão dava palestras, aos microfones da Invicta Rádio, que chamavam a atenção dos ouvintes para o perigo que vinha de Espanha pela mão dos republicanos que, segundo ele, ameaçavam a soberania nacional. Muitas outras palestras destinadas a Espanha foram proferidas em Castelhano.
Foi através do Rádio Clube Português que melhor se fazia sentir o apoio Luso aos falangistas. A organização de vários comboios de abastecimentos, por esta estação emissora, e a propaganda pró-franquista foram uma ajuda preciosa aos revoltosos. Os espanhóis tinham emissões desde o R.C.P. em castelhano, feitas pela voz de Marisabel de La Torre de Colomina, que se tornou o símbolo emblemático do apoio daquela emissora aos rebeldes franquistas. A revista "Rádio semanal", uma publicação da Emissora Nacional, dedica a Marisabel a primeira página do número de Setembro e uma reportagem alargada sobre o R.C.P. dando conta da influência que esta locutora espanhola exercia, tanto em Espanha como em Portugal. As emissões para Espanha eram regulares e o indicativo que se fazia ouvir era "CT1 GL - R.C.P. - Parede - Lisboa - Portugal".
Devido a este conflito e à tomada de partido pelo R.C.P., foi criado em Portugal o primeiro serviço noticioso regular. O R.C.P. tinha vários postos de escuta para ouvir as emissões provenientes de Espanha e das outras estações emissoras da Europa que noticiavam o conflito, toda esta informação era filtrada e retransmitida pelo R.C.P.. Como consequência desta tomada de partido, às 23 horas do dia 20 de Janeiro 1937 o emissor de 5 kW do R.C.P. sofre um atentado com uma bomba relógio. Não houve danos pessoais mas os estragos foram de vulto, passadas vinte e quatro horas as emissões são retomadas.
Se o Rádio Clube Português era uma voz para Espanha, a Emissora Nacional era uma voz para o povo português. As palestras proferidas aos microfones da E.N. sobre o conflito em Espanha, eram contra o perigo "vermelho" espanhol e a favor dos falangistas, que se batiam pela defesa dos valores da "civilização cristã ocidental", e pela "defesa da integridade nacional, ameaçada pelo avanço comunista na Península Ibérica".
A Rádio Renascença começou a emitir experimentalmente em 1936, e nesse ano foi convidada pela Comissão Internacional Católica de Radiodifusão a participar, juntamente com outras emissoras católicas da Europa, numa audiência papal onde se discutiria, entre outros assuntos, o avanço do comunismo, que era visto pela Igreja como um inimigo da fé. Com as dificuldades de comunicação com o resto da Europa, por causa do conflito espanhol, e também porque os recursos financeiros da Rádio Renascença eram parcos, nenhum representante da emissora católica esteve na reunião.
A guerra civil espanhola terminou oficialmente a 1 de Abril de 1939, assegurando a subida ao poder do ditador Francisco Franco. Foram três anos de conflito que se saldou em centenas de milhares de mortos (há historiadores que falam em mais de um milhão), na sua maior parte civis, e outras centenas de milhares de refugiados - só no campo de Argeles estiveram meio milhão.
Na praia onde esteve instalado o campo de concentração de Argeles, França, uma placa comemorativa reza: «A todos los españoles que lucharon por la libertad. Hombre libre, recuerda.»
ANTÓNIO SÉRGIO NA “ÚNICA”
Depois da revista “Y” (distribuída com O Independente o "Público") é a vez da “Única” (distribuída com o “Expresso”) dedicar umas páginas a esse "bicho" da rádio que é o António Sérgio.
Nesta reportagem, António Sérgio afirma que «é no hip hop português, tanto na música como nas letras, que se faz hoje o som da frente».
Nesta reportagem, António Sérgio afirma que «é no hip hop português, tanto na música como nas letras, que se faz hoje o som da frente».
sábado, 16 de julho de 2005
RÁDIOS DO COTONETE NO CLIX.PT
A Internet e a rádio são cada vez mais complementares e as empresas – tanto radiofónicas, como de portais de conteúdos online - reconhecem isso e aí está uma associação entre a Media Capital Rádios (MCR) e o portal Clix.
O portal Clix e a MCR celebraram um acordo de parceria para reforçar a estratégia editorial e comercial das empresas, com distribuição de rádio online.
Desde ontem que, para aceder às rádios do cotonete, o endereço passou a ser http://cotonete.clix.pt.
Também todas as emissoras da MCR (Comercial, RCP, Cidade FM, Best Rock e Mix) deixaram o dominio "iol", passando para o Clix.
O portal Clix e a MCR celebraram um acordo de parceria para reforçar a estratégia editorial e comercial das empresas, com distribuição de rádio online.
Desde ontem que, para aceder às rádios do cotonete, o endereço passou a ser http://cotonete.clix.pt.
Também todas as emissoras da MCR (Comercial, RCP, Cidade FM, Best Rock e Mix) deixaram o dominio "iol", passando para o Clix.
quinta-feira, 14 de julho de 2005
VEM AÍ LEGISLAÇÃO COMUNITÁRIA PARA O AUDIOVISUAL
A Comissão Europeia quer abolir a actual legislação relativa ao audiovisual, praticamente dedicada apenas à televisão, estando a preparar um diploma que inclua outras plataformas de difusão, como a rádio, a Internet e os telemóveis.
A mudança legislativa pressupõe que as emissoras radiofónicas dos 25 Estados-membros passem a ser reguladas por regras comunitárias.
A mudança legislativa pressupõe que as emissoras radiofónicas dos 25 Estados-membros passem a ser reguladas por regras comunitárias.
terça-feira, 12 de julho de 2005
INTIMIDAÇÃO AOS MEDIA
Os media estão debaixo de fogo. Literalmente. Justiça e foras-da-lei fazem pressão sobre os órgãos de comunicação social, cada um à sua maneira.
Nas Filipinas, Rolando "Dodong" Morales, autor e apresentador do programa radiofónico "The Voice of Barangay", foi morto a tiro por traficantes de droga após ter denunciado o tráfico de estupefacientes no seu programa.
Nos Estados Unidos, Judith Miller, jornalista do "New York Times", teve ordem de prisão por se recusar a revelar uma fonte. Como consequência disto, a direcção do jornal "Cleveland Plain Dealer" – o diário com maior tiragem no Ohio - suspendeu a publicação de duas reportagens.
Portugal, infelizmente, também tem casos destes.
Nas Filipinas, Rolando "Dodong" Morales, autor e apresentador do programa radiofónico "The Voice of Barangay", foi morto a tiro por traficantes de droga após ter denunciado o tráfico de estupefacientes no seu programa.
Nos Estados Unidos, Judith Miller, jornalista do "New York Times", teve ordem de prisão por se recusar a revelar uma fonte. Como consequência disto, a direcção do jornal "Cleveland Plain Dealer" – o diário com maior tiragem no Ohio - suspendeu a publicação de duas reportagens.
Portugal, infelizmente, também tem casos destes.
segunda-feira, 11 de julho de 2005
INVESTIMENTO NO MEIO RÁDIO CRESCE 5,1% ATÉ 2009
É sempre uma boa notícia para a rádio quando se prevê que o investimento no meio tenha tendência para aumentar.
Portugal terá em 2009, segundo estimativa da auditora Price Waterhouse Coopers, uma rádio a valer 218,2 milhões de euros, com um crescimento de 4% ao ano entre 2004 e 2009.
Globalmente, e segundo uma estimativa PWC no seu “Global Entertainment and Media Outlook 2005-2009”, a rádio terá investimentos de 66 mil milhões de euros em 2009.
O “Diário de Notícias” traz um artigo sobre o relatório da PWC.
Portugal terá em 2009, segundo estimativa da auditora Price Waterhouse Coopers, uma rádio a valer 218,2 milhões de euros, com um crescimento de 4% ao ano entre 2004 e 2009.
Globalmente, e segundo uma estimativa PWC no seu “Global Entertainment and Media Outlook 2005-2009”, a rádio terá investimentos de 66 mil milhões de euros em 2009.
O “Diário de Notícias” traz um artigo sobre o relatório da PWC.
sábado, 9 de julho de 2005
IST RECEBE O MAIOR EVENTO MUNDIAL SOBRE ACÚSTICA
O Instituto Superior Técnico (IST) vai receber a partir de 2ª feira, dia 11, e até 14 de Julho, 800 especialistas, de 60 países, naquilo que é o maior evento mundial sobre acústica e vibrações.
Esta é uma área que interessa à rádio, pois os estúdios das emissoras têm de ter um tratamento que os isole do ruído exterior e evite reverberações que alterem, de uma forma desagradável, o som captado pelos microfones.
O programa Oficial pode ser encontrado em: www.icsv12.ist.utl.pt.
Esta é uma área que interessa à rádio, pois os estúdios das emissoras têm de ter um tratamento que os isole do ruído exterior e evite reverberações que alterem, de uma forma desagradável, o som captado pelos microfones.
O programa Oficial pode ser encontrado em: www.icsv12.ist.utl.pt.
sexta-feira, 8 de julho de 2005
“SOM DA FRENTE”. LEMBRAM-SE?
O programa “Som da Frente” (1982-1993) foi um dos que marcou a rádio nos anos oitenta. Poucos eram os adolescentes que não estavam sintonizados na Frequência Modulada da “RDP - Rádio Comercial” quando António Sérgio dava os primeiros acordes do programa.
A primeira compilação de músicas em CD do “Som da Frente” saiu em 2002, com temas que passaram no programa entre 1982 e 1986. A propósito da edição da segunda colectânea, a revista “Y” - distribuída com o jornal “Público” - traz uma reportagem com António Sérgio.
Sobre o actual estado da rádio em Portugal, António Sérgio diz que «(…) aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar».
«O pensar e sentir alternativo» de António Sérgio pode ser escutado entre a meia-noite e as duas horas dos dias úteis, no programa “Hora do Lobo”, na “Best Rock FM”.
A primeira compilação de músicas em CD do “Som da Frente” saiu em 2002, com temas que passaram no programa entre 1982 e 1986. A propósito da edição da segunda colectânea, a revista “Y” - distribuída com o jornal “Público” - traz uma reportagem com António Sérgio.
Sobre o actual estado da rádio em Portugal, António Sérgio diz que «(…) aquela magia da música que vem do éter, é um hábito que se está extinguir (…) a rádio enquanto escuta caseira é um hábito que faliu e que nos fugiu, e não há maneira de voltar».
«O pensar e sentir alternativo» de António Sérgio pode ser escutado entre a meia-noite e as duas horas dos dias úteis, no programa “Hora do Lobo”, na “Best Rock FM”.
quinta-feira, 7 de julho de 2005
CONTRA AS DESCARGAS ILEGAIS DE MÚSICA
João Paulo Meneses chama-nos à atenção nos seus dois blogues - “O Segundo Choque” e “Blogouve-se” – para uma iniciativa de Boss AC, apoiada pela Antena 3: hoje, quem quiser pode descarregar o tema "Faz o Favor de Entrar (Tuga Night)" gratuitamente e legalmente da internet.
Trata-se de uma iniciativa pedagógica contra os carregamentos de música ilegais que também tem o apoio da AFP (Associação Fonográfica Portuguesa).
Nunca a humanidade teve tanta disponibilidade de música como hoje. Se até às primeiras décadas do século XX a música era um privilégio exclusivo das classes mais favorecidas, hoje ela está totalmente “democratizada”. No entanto, se há cada vez mais música e mais barata, as vendas de discos continuam a cair. Normalmente culpa-se a “pirataria”.
“Pirataria musical” sempre existiu, mas nunca com esta dimensão. Há vinte anos a principal fonte de onde se gravava música era a rádio. Esperava-se, pacientemente, que aquela música - que ainda ninguém tinha em disco (normalmente caro) - passasse na nossa emissora favorita e, então, fazíamos a gravação para uma cassete de fita magnética. Hoje é tudo radicalmente diferente.
Com a disseminação de leitores digitais de música, da Internet, e de uma maior disponibilidade financeira das camadas mais jovens da população, passou a ser mais fácil conseguir as músicas que se quer de uma forma gratuita, ou seja, copiando os CDs dos amigos, fazendo a descarga (quase sempre ilegal) da Internet para o PC, iPod, etc. No entanto, muitos dos jovens que fazem estas descargas não estão cientes das responsabilidades que os seus actos acarretam.
As editoras e os artistas, neste campo, têm razão para se queixar, mas ao invés pedirem medidas repressivas, devem apoiar iniciativas como a de Boss AC, que são capazes de dar bons resultados.
Trata-se de uma iniciativa pedagógica contra os carregamentos de música ilegais que também tem o apoio da AFP (Associação Fonográfica Portuguesa).
Nunca a humanidade teve tanta disponibilidade de música como hoje. Se até às primeiras décadas do século XX a música era um privilégio exclusivo das classes mais favorecidas, hoje ela está totalmente “democratizada”. No entanto, se há cada vez mais música e mais barata, as vendas de discos continuam a cair. Normalmente culpa-se a “pirataria”.
“Pirataria musical” sempre existiu, mas nunca com esta dimensão. Há vinte anos a principal fonte de onde se gravava música era a rádio. Esperava-se, pacientemente, que aquela música - que ainda ninguém tinha em disco (normalmente caro) - passasse na nossa emissora favorita e, então, fazíamos a gravação para uma cassete de fita magnética. Hoje é tudo radicalmente diferente.
Com a disseminação de leitores digitais de música, da Internet, e de uma maior disponibilidade financeira das camadas mais jovens da população, passou a ser mais fácil conseguir as músicas que se quer de uma forma gratuita, ou seja, copiando os CDs dos amigos, fazendo a descarga (quase sempre ilegal) da Internet para o PC, iPod, etc. No entanto, muitos dos jovens que fazem estas descargas não estão cientes das responsabilidades que os seus actos acarretam.
As editoras e os artistas, neste campo, têm razão para se queixar, mas ao invés pedirem medidas repressivas, devem apoiar iniciativas como a de Boss AC, que são capazes de dar bons resultados.
terça-feira, 5 de julho de 2005
PODCASTERS PORTUGUESES
O Podcasting tem vindo a ganhar adeptos no mundo da rádio. Nos Estados Unidos existe, desde 16 de Maio, uma rádio feita exclusivamente com podcasts dos ouvintes - a “KYouRadio”.
Por cá, o Cotonete - um portal com rádios online concebidas pelos internautas – entrou no jogo e criou a “Rádio Podcast”, uma emissora que utiliza nas suas emissões os conteúdos dos podcasters nacionais. Existem para já quatro cooperantes: Blitzkrieg bop, Radiologia, Mixomatose e O Armário das Calças.
Na página da “Rádio Podcast” pode ler-se que «a qualidade do áudio não é a característica mais importante; o que conta é mesmo o conteúdo».
O Podcasting é definitivamente uma nova forma de comunicar e as rádios de podcasts são, pelo menos, uma nova forma de fazer rádio.
Por cá, o Cotonete - um portal com rádios online concebidas pelos internautas – entrou no jogo e criou a “Rádio Podcast”, uma emissora que utiliza nas suas emissões os conteúdos dos podcasters nacionais. Existem para já quatro cooperantes: Blitzkrieg bop, Radiologia, Mixomatose e O Armário das Calças.
Na página da “Rádio Podcast” pode ler-se que «a qualidade do áudio não é a característica mais importante; o que conta é mesmo o conteúdo».
O Podcasting é definitivamente uma nova forma de comunicar e as rádios de podcasts são, pelo menos, uma nova forma de fazer rádio.
sábado, 2 de julho de 2005
“LIVE 8” NA ANTENA 1 E ANTENA 3
A Antena 1 e a Antena 3 vão acompanhar um dos maiores eventos de solidariedade do mundo da música: O "Live 8".
O "Live 8" é uma reedição, vinte anos depois, do “Live aid”. A Antena 1 e a Antena 3 vão transmitir concertos desde Londres, Paris, Berlim, Roma, Filadélfia, etc. num total de dez palcos espalhados pelo mundo.
Cem artistas vão estar presentes no “Live 8”. Entre eles podemos contar com Annie Lennox, Coldplay, Elton John, Keane, Madonna, Mariah Carey, Paul McCartney, Pink Floyd, REM, Robbie Williams, U2 e Sting .
As ultimas notícias do evento poderão ser acompanhadas no blogue que a Antena 3 criou propositadamente para o espectáculo.
As emissões especiais começam às 14h de hoje e prolongam-se até às 02h de Domingo.
O "Live 8" é uma reedição, vinte anos depois, do “Live aid”. A Antena 1 e a Antena 3 vão transmitir concertos desde Londres, Paris, Berlim, Roma, Filadélfia, etc. num total de dez palcos espalhados pelo mundo.
Cem artistas vão estar presentes no “Live 8”. Entre eles podemos contar com Annie Lennox, Coldplay, Elton John, Keane, Madonna, Mariah Carey, Paul McCartney, Pink Floyd, REM, Robbie Williams, U2 e Sting .
As ultimas notícias do evento poderão ser acompanhadas no blogue que a Antena 3 criou propositadamente para o espectáculo.
As emissões especiais começam às 14h de hoje e prolongam-se até às 02h de Domingo.
sexta-feira, 1 de julho de 2005
HAVIA...
A revista "DNa" - distribuída com o “Diário de Notícias” às sextas-feiras - traz um texto, nostálgico, de Pedro Rolo Duarte que merece ser lido. Como, infelizmente, não está online, deixo aqui um extracto:
«De vez em quando – infelizmente, cada vez mais raramente – falam-me de rádio. Da rádio. Recordam-me os “dias da rádio”, não em filme, mas nas vidas reais de uma geração que cresceu a ouvir, a consumir, a conversar sobre rádio, e escolher os seus heróis e as suas estações. Uma geração a quem foi dada, mais tarde, a última oportunidade de “fazer” rádio – isto é, imaginar, conceber e produzir programas onde o som das palavras, das músicas, e dos silêncios, eram conjugados, trabalhados, e pensados para resultarem em algo mais do que um gira-discos.
Havia música, sim senhor, mas havia mais mundo para lá da música. Havia autores e programas com autoria. Havia estilos. Havia formas de assumir o comando de uma emissão. Distinguiam-se as vozes. Nalguns casos, bastava ligar o aparelho para se perceber que “estava no ar”. Havia ambientes sonoros que só alguns sabiam criar. Enfim, havia rádio (…)
Daqui a um ano terão passado dez anos sobre o último programa que pude imaginar, conceber e produzir numa estação. É redundante perguntarem-me se tenho saudades… (…)»
«De vez em quando – infelizmente, cada vez mais raramente – falam-me de rádio. Da rádio. Recordam-me os “dias da rádio”, não em filme, mas nas vidas reais de uma geração que cresceu a ouvir, a consumir, a conversar sobre rádio, e escolher os seus heróis e as suas estações. Uma geração a quem foi dada, mais tarde, a última oportunidade de “fazer” rádio – isto é, imaginar, conceber e produzir programas onde o som das palavras, das músicas, e dos silêncios, eram conjugados, trabalhados, e pensados para resultarem em algo mais do que um gira-discos.
Havia música, sim senhor, mas havia mais mundo para lá da música. Havia autores e programas com autoria. Havia estilos. Havia formas de assumir o comando de uma emissão. Distinguiam-se as vozes. Nalguns casos, bastava ligar o aparelho para se perceber que “estava no ar”. Havia ambientes sonoros que só alguns sabiam criar. Enfim, havia rádio (…)
Daqui a um ano terão passado dez anos sobre o último programa que pude imaginar, conceber e produzir numa estação. É redundante perguntarem-me se tenho saudades… (…)»
quinta-feira, 30 de junho de 2005
WORKSHOP DE RÁDIO EM VISEU
A emissora “Viriato FM”, de Viseu, vai ministrar um workshop de iniciação à rádio destinado, principalmente, aos ouvintes, pois os organizadores deste workshop estão «conscientes de que este é um mundo apelativo, embora sem grandes oportunidades de nele entrar e tomar partido, queremos com este II Workshop de Rádio Viriato FM dar a oportunidade aos participantes de aprender e conhecer por dentro o fantástico mundo da rádio.
No plano de formação será privilegiada a componente prática, onde os alunos deverão ser no final capazes de realizar um pequeno programa piloto. No final do workshop haverá uma emissão especial onde serão transmitidos os trabalhos finais dos participantes.»
Embora sem data definitiva marcada, o workshop terá lugar no final de Julho, nas instalações da rádio “Viriato FM”, e durará três dias. As inscrição são limitadas e estão desde já abertas, podendo ser feitas nas instalações da “Viriato FM” ou através de correio electrónico para np@viriatofm. com, onde podem solicitar a ficha de pré-inscrição.
No plano de formação será privilegiada a componente prática, onde os alunos deverão ser no final capazes de realizar um pequeno programa piloto. No final do workshop haverá uma emissão especial onde serão transmitidos os trabalhos finais dos participantes.»
Embora sem data definitiva marcada, o workshop terá lugar no final de Julho, nas instalações da rádio “Viriato FM”, e durará três dias. As inscrição são limitadas e estão desde já abertas, podendo ser feitas nas instalações da “Viriato FM” ou através de correio electrónico para np@viriatofm. com, onde podem solicitar a ficha de pré-inscrição.
quarta-feira, 29 de junho de 2005
SUPORTES ÁUDIO: AS MORTES ANÚNCIADAS
Dois textos, em dois blogues diferentes, sobre dois produtos distintos, chamaram-me a atenção pelo facto de um ter sido o suporte áudio durante muitos anos das reportagens radiofónicas – a cassete – e o outro por ser um produto que a rádio começa a adoptar – o podcast. Ambas as tecnologias, separadas por 40 anos, têm a morte anunciada.
O blogue “Indústrias Culturais” refere um artigo do “Diário de Notícias” sobre a morte da cassete. O blogue “O Segundo Choque” refere um texto online do “Publish”, acerca da morte do podcasting.
A velhinha cassete analógica – criada pela Philips em 1963 - já tinha o seu fim anunciado desde que os formatos de gravação áudio digitais começaram a aparecer, em finais da década de 1980. Ainda assim, a cassete analógica foi sobrevivendo, resistindo até à sua própria evolução para o digital (a DCC*, também da Philips) que não teve sucesso face a formatos mais versáteis como o Mini Disc e, depois, o CD-R. Os formatos digitais de áudio (mp3, wma, etc.) acabariam por ser o golpe final na cassete analógica. O ocaso mundial, segundo os especialistas, está previsto lá para o ano 2010.
Já com o podcast é de estranhar que uma tecnologia tão recente tenha já quem lhe decrete o funeral.
David Coursey é o especialista que acha que o podcasting é uma moda passageira. Será? O futuro dirá.
* A Digital Compact Cassete (DCC) era idêntica à sua antecessora e os leitores/gravadores DCC podiam ler, mas não gravar, as cassetes analógicas. A DCC foi a resposta da Philips aos avanços da Digital Audio Tape, criada por um consórcio de empresas, entre elas a Sony e a Toshiba. No entanto, o DAT não conseguiu impor-se como formato de gravação doméstico devido ao preço elevado, às dificuldades de arranjar títulos pré-gravados e aos costumeiros protestos da indústria fonográfica que dizia (e ainda diz para o CD, DVD, MD, etc.) que a pirataria ia aumentar, colocando assim entraves à sua comercialização. O MD e o CD-R, que fizeram esquecer todos os outros formatos digitais de gravação doméstica, estão em vias de ser relegados para segundo plano com os novos formatos de audio digital comprimido.
O blogue “Indústrias Culturais” refere um artigo do “Diário de Notícias” sobre a morte da cassete. O blogue “O Segundo Choque” refere um texto online do “Publish”, acerca da morte do podcasting.
A velhinha cassete analógica – criada pela Philips em 1963 - já tinha o seu fim anunciado desde que os formatos de gravação áudio digitais começaram a aparecer, em finais da década de 1980. Ainda assim, a cassete analógica foi sobrevivendo, resistindo até à sua própria evolução para o digital (a DCC*, também da Philips) que não teve sucesso face a formatos mais versáteis como o Mini Disc e, depois, o CD-R. Os formatos digitais de áudio (mp3, wma, etc.) acabariam por ser o golpe final na cassete analógica. O ocaso mundial, segundo os especialistas, está previsto lá para o ano 2010.
Já com o podcast é de estranhar que uma tecnologia tão recente tenha já quem lhe decrete o funeral.
David Coursey é o especialista que acha que o podcasting é uma moda passageira. Será? O futuro dirá.
* A Digital Compact Cassete (DCC) era idêntica à sua antecessora e os leitores/gravadores DCC podiam ler, mas não gravar, as cassetes analógicas. A DCC foi a resposta da Philips aos avanços da Digital Audio Tape, criada por um consórcio de empresas, entre elas a Sony e a Toshiba. No entanto, o DAT não conseguiu impor-se como formato de gravação doméstico devido ao preço elevado, às dificuldades de arranjar títulos pré-gravados e aos costumeiros protestos da indústria fonográfica que dizia (e ainda diz para o CD, DVD, MD, etc.) que a pirataria ia aumentar, colocando assim entraves à sua comercialização. O MD e o CD-R, que fizeram esquecer todos os outros formatos digitais de gravação doméstica, estão em vias de ser relegados para segundo plano com os novos formatos de audio digital comprimido.
terça-feira, 28 de junho de 2005
CURSOS DE RÁDIO
Vão ser ministrados pela “Académica FM” (Porto) dois cursos de rádio financiados, destinados aos profissionais/colaboradores da área da comunicação social (da rádio preferencialmente), licenciados, bachareis ou 12º ano com experiência na área.
Os cursos funcionarão em horário pós-laboral, com início em Julho (som e equipamento de rádio, duração de 66h) e em Setembro (aperfeiçoamento em rádio, com a duração de 108h).
Os interessados deverão enviar o seu currículo, indicando o curso pretendido, para formacao @ academicanet.fm.
A "Académica FM" é uma entidade acreditada pelo IQF.
Os cursos funcionarão em horário pós-laboral, com início em Julho (som e equipamento de rádio, duração de 66h) e em Setembro (aperfeiçoamento em rádio, com a duração de 108h).
Os interessados deverão enviar o seu currículo, indicando o curso pretendido, para formacao @ academicanet.fm.
A "Académica FM" é uma entidade acreditada pelo IQF.
segunda-feira, 27 de junho de 2005
O ESTADO DA MIGRAÇÃO PARA O DIGITAL SEGUNDO O WORLDDAB
O Obercom divulgou uma análise do Worlddab em relação à migração para a rádio digital (só DAB). Embora a análise queira parecer optimista, eu acho que revela alguns dos problemas da migração para o digital.
Na Austrália, um inquérito realizado a 33 mil pessoas revelou que metade conhece a radio digital e mais de metade mostra interesse em adquirir equipamento digital, quando este estiver a preços mais acessíveis.Para um país com a dimensão da Austrália e com mais de 20 milhões de habitantes, parecem-me muito pouco 33 mil entrevistas*. Tal como em Portugal, o preço do receptor é um entrave à divulgação do Digital Audio Broadcasting (DAB) .
Na Dinamarca as emissões em DAB começaram há apenas um ano, mas já existem 18 emissoras a transmitir digitalmente e 135 mil dinamarqueses têm um receptor DAB em casa. Ou seja, só terão sido vendidos cerca de 45000 receptores, tendo em conta uma família média composta por três pessoas. A Dinamarca tem mais de 5 milhões de habitantes, mas já tem 18 emissoras a transmitir em DAB. Nós só temos a RDP e somos quase o dobro dos habitantes.
Na Alemanha o DAB já é uma realidade, embora com altos e baixos, estando vários construtores de automóveis a trabalhar no sentido de equipar os seus veículos com auto-rádios que aproveitem as capacidades da rádio digital no sentido de fornecer informações úteis aos condutores. Existem poucos poucos auto-rádios que permitam a recepção em DAB, e é no carro que mais se ouve rádio.
Em França o Conselho Superior do Audiovisual lançou uma consulta pública sobre a migração para o digital das emissoras radiofónicas.
No Reino Unido as audiências do primeiro trimestre de 2005, revelaram que 3,2 milhões de britânicos ouviram emissoras que transmitem digitalmente. A Inglaterra é o país onde o DAB tem mais penetração, mas só 5% da população é que escuta emissões em DAB.
A Suíça espera ter todo o país coberto com emissões digitais até 2010. O sistema de multicasting do DAB permitirá que as estações emitam nas três linguas oficiais.
Na Irlanda a emissora pública RTE está interessada no DAB, mas ainda nada está regulamentado.
A transição para o digital vai acontecer mais cedo ou mais tarde, pode é não ser para o sistema DAB, mas estamos a assistir a um remake do filme “LP vs CD”, em que as pessoas começaram a comprar mais CDs que discos de vinil, porque estes simplesmente deixaram de estar à venda.
* (Alt. 30/6) Afinal 33 mil entrevistas numa sondagem são mais que suficientes.
Na Austrália, um inquérito realizado a 33 mil pessoas revelou que metade conhece a radio digital e mais de metade mostra interesse em adquirir equipamento digital, quando este estiver a preços mais acessíveis.
Na Dinamarca as emissões em DAB começaram há apenas um ano, mas já existem 18 emissoras a transmitir digitalmente e 135 mil dinamarqueses têm um receptor DAB em casa. Ou seja, só terão sido vendidos cerca de 45000 receptores, tendo em conta uma família média composta por três pessoas. A Dinamarca tem mais de 5 milhões de habitantes, mas já tem 18 emissoras a transmitir em DAB. Nós só temos a RDP e somos quase o dobro dos habitantes.
Na Alemanha o DAB já é uma realidade, embora com altos e baixos, estando vários construtores de automóveis a trabalhar no sentido de equipar os seus veículos com auto-rádios que aproveitem as capacidades da rádio digital no sentido de fornecer informações úteis aos condutores. Existem poucos poucos auto-rádios que permitam a recepção em DAB, e é no carro que mais se ouve rádio.
Em França o Conselho Superior do Audiovisual lançou uma consulta pública sobre a migração para o digital das emissoras radiofónicas.
No Reino Unido as audiências do primeiro trimestre de 2005, revelaram que 3,2 milhões de britânicos ouviram emissoras que transmitem digitalmente. A Inglaterra é o país onde o DAB tem mais penetração, mas só 5% da população é que escuta emissões em DAB.
A Suíça espera ter todo o país coberto com emissões digitais até 2010. O sistema de multicasting do DAB permitirá que as estações emitam nas três linguas oficiais.
Na Irlanda a emissora pública RTE está interessada no DAB, mas ainda nada está regulamentado.
A transição para o digital vai acontecer mais cedo ou mais tarde, pode é não ser para o sistema DAB, mas estamos a assistir a um remake do filme “LP vs CD”, em que as pessoas começaram a comprar mais CDs que discos de vinil, porque estes simplesmente deixaram de estar à venda.
* (Alt. 30/6) Afinal 33 mil entrevistas numa sondagem são mais que suficientes.
INVESTIMENTO PUBLICITÁRIO CRESCEU
Segundo dados do Media Monitor, revelados pelo “Diário Económico”, o investimento publicitário aumentou 58% desde o início do ano, atingindo os 1,4 mil milhões de euros. No entanto, a rádio tem vindo a perder investimento publicitário para os meios exteriores.
Há, portanto, que dinamizar as emissoras, para torná-las mais competitivas com os outros meios. A tecnologia tem colocado à disposição da rádio instrumentos para que esta evolua.
Sítios na Internet com emissões online, Podcasts, etc. são ferramentas de que as emissoras podem beneficiar, mas que infelizmente muitas ainda não aproveitam.
sábado, 25 de junho de 2005
O ALMOÇO “BLOGOSFÉRICO”
Foi excelente. E, já no regresso a casa, ainda passamos pela feira que se realiza aos Sábados no cais de V. N. de Gaia, onde encontrei uma preciosidade (para mim): o livro Peças de teatro radiofónico (1955).
Esta obra contém textos de vários autores, sendo publicada na colecção educativa (série O, número 2), que fazia parte da Campanha Nacional de Educação de Adultos.
Por tudo, um agradecimento especial ao Orlando - o organizador deste almoço.
Esta obra contém textos de vários autores, sendo publicada na colecção educativa (série O, número 2), que fazia parte da Campanha Nacional de Educação de Adultos.
Por tudo, um agradecimento especial ao Orlando - o organizador deste almoço.
ALMOÇO DE "BLOGUISTAS"
É hoje! A partir do meio-dia, no "Tromba Rija" de Vila Nova de Gaia.
E pelo que se viu no ano passado, este deve ser ainda melhor.
E pelo que se viu no ano passado, este deve ser ainda melhor.
quinta-feira, 23 de junho de 2005
UM LIVRO SOBRE A HISTÓRIA DA EMISSORA NACIONAL
A Emissora Nacional nos primeiros anos do Estado Novo 1933-1945 é mais um contributo de Nelson Ribeiro para a história da rádio portuguesa. Depois de “A Rádio Renascença e o 25 de Abril” (Lisboa, 2002. Universidade Católica Editora), Nelson Ribeiro - director da Rádio Renascença e docente na Universidade Católica - traz-nos agora um livro sobre os primeiros tempos da Emissora Nacional.
O blogue Indústria Culturais já se tinha referido ao livro no seu texto de 15 de Abril: «O trabalho estuda e compreende as "estratégias implementadas pela ditadura do Estado Novo, no sentido de utilizar a Emissora Nacional como veículo privilegiado para aceder a um público vasto e heterogéneo e, desta forma, veicular o ideal salazarista".»
A Emissora Nacional nos primeiros anos do Estado Novo 1933-1945 vai ser lançado dia 29, pelas 18:30, na Universidade Católica Portuguesa (Lisboa).
O blogue Indústria Culturais já se tinha referido ao livro no seu texto de 15 de Abril: «O trabalho estuda e compreende as "estratégias implementadas pela ditadura do Estado Novo, no sentido de utilizar a Emissora Nacional como veículo privilegiado para aceder a um público vasto e heterogéneo e, desta forma, veicular o ideal salazarista".»
A Emissora Nacional nos primeiros anos do Estado Novo 1933-1945 vai ser lançado dia 29, pelas 18:30, na Universidade Católica Portuguesa (Lisboa).
quarta-feira, 22 de junho de 2005
DOIS ANOS DE "A RÁDIO EM PORTUGAL"
Passam hoje dois anos que coloquei o primeiro texto no “A Rádio em Portugal”.
A todos os que me apoiaram e aos que visitaram este blogue ao longo destes dois anos, um muito obrigado.
E para começar o terceiro ano com o pé direito, "plagiei descaradamente" o Guia Etico e Técnico do Blogouve-se e adaptei-o ao “A Rádio em Portugal”.
Também me junto à campanha do Rogério Santos: «Leiam jornais de referência em papel. Ouçam fado e hip-hop em CD. Apoiem a informação e a cultura portuguesa».
A todos os que me apoiaram e aos que visitaram este blogue ao longo destes dois anos, um muito obrigado.
E para começar o terceiro ano com o pé direito, "plagiei descaradamente" o Guia Etico e Técnico do Blogouve-se e adaptei-o ao “A Rádio em Portugal”.
Também me junto à campanha do Rogério Santos: «Leiam jornais de referência em papel. Ouçam fado e hip-hop em CD. Apoiem a informação e a cultura portuguesa».
terça-feira, 21 de junho de 2005
RÁDIO DIGITAL – V (A RÁDIO NA REDE)
Sempre que aparece um novo medium, a rádio sente-se ameaçada. Foi assim com a televisão e foi assim com a Internet. Em ambos os casos a rádio soube reagir e adaptar-se.
A televisão é uma evolução natural da rádio, acrescentando ao som a imagem. Já a Internet é a convergência de todos os media.
Entre a criação da primeira estação de radiodifusão e a primeira estação de televisão apenas distam 8 anos.* Quase 70 anos depois é que a Internet estaria disponível para todos.
A televisão – ao contrário do que muitos vaticinaram - não matou a rádio, tornou-a mais dinâmica. A Internet deu-lhe a possibilidade de se expandir.
São já dezenas de milhar as rádios com emissão online. Em Portugal, embora existam cerca de 350 estações de radiodifusão sonora, são menos de 150 as que têm páginas na Internet. E as que emitem online são ainda em menor número.
O investimento na emissão através da Internet é muito reduzido, mas os benefícios podem ser muitos. Algumas das consequências da rádio na rede podem ser constatadas de imediato: ser escutada em todo o mundo e ser um elo de ligação das comunidades de emigrantes com a sua terra natal; maior proximidade com os ouvintes, pois pode dar a conhecer a estação e os seus projectos, já que, na Internet, a rádio pode ter - além do áudio - texto e imagem; maior interactividade com os ouvintes; etc.
Os formatos áudio de emissão online
A rádio na Internet só pode ter emissões digitais, no entanto estes nada têm a ver com os formatos digitais hertzianos (DAB, DRM, HD Radio, etc.).
Para emitir na Internet existem vários formatos áudio, sendo que os mais utilizados são o Real Audio, o WMA, o Quick Time, e o mp3.
O Real Audio é um formato de áudio da Real networks para streaming**. Para se escutar uma emissão em Real Audio é necessário ter o aplicativo Real Player. Tem uma boa taxa de compactação, mas a qualidade está abaixo do mp3.
O WMA - Windows Media Audio - é um formato áudio desenvolvido pela Microsoft para rivalizar com o mp3.
Em altas taxas de débito o wma não supera o mp3 em qualidade sonora, mas com menores taxas de débito (menos de 96 Kbps, só voz por ex.) o wma consegue mais compressão com uma diferença de som praticamente imperceptível em relação ao mp3. Uma das vantagens do wma é o de gerar arquivos áudio cerca de 1/3 mais pequenos que o mp3.
O Quick Time é o formato áudio da Apple computer. A qualidade do áudio Quick Time é ligeiramente superior ao do mp3, mas para ser escutado necessita do aplicativo quick time player.
Finalmente, temos o mp3. Este formato é, sem dúvida, o rei do áudio digital comprimido.
O termo mp3 deriva de uma contracção de MPEG audio Layer 3 (Movie Pictures Expert Group nível áudio 3). Inicialmente destinava-se à compressão vídeo digital, mas foi posto de lado quando se verificou que o MPEG-2 (bastante usado na edição áudio das emissoras) servia para mesma coisa. Com esta situação, a patente caiu no domínio público e o mp3 tornou-se praticamente um standard da Internet. Hoje, devido à sua popularidade, quase todos os fabricantes de CDs e DVDs incluem nos seus aparelhos leitura em mp3.
Desenvolvido pelo instituto alemão Fraunhofer, em 1987, o mp3 não tem grande qualidade se a compararmos com o PCM (o formato áudio em que os CDs são gravados) pois a compressão é de 12:1.
* Embora ainda antes da 1.º Guerra Mundial tenham existido muitas experiências bem sucedidas de radiodifusão no mundo, considera-se que a primeira estação de radiodifusão sonora é a KDKA, situada em Pittsburgh, Pennsylvania, que começou a emitir a 2 de Novembro de 1920.
A primeira estação de televisão foi a WGY, de Nova Iorque, cuja primeira emissão foi para o ar no dia 11 de Maio de 1928.
** O streaming permite o processamento imediato e contínuo de dados. No caso da rádio online, escuta-se os programas conforme eles vão sendo emitidos.
A televisão é uma evolução natural da rádio, acrescentando ao som a imagem. Já a Internet é a convergência de todos os media.
Entre a criação da primeira estação de radiodifusão e a primeira estação de televisão apenas distam 8 anos.* Quase 70 anos depois é que a Internet estaria disponível para todos.
A televisão – ao contrário do que muitos vaticinaram - não matou a rádio, tornou-a mais dinâmica. A Internet deu-lhe a possibilidade de se expandir.
São já dezenas de milhar as rádios com emissão online. Em Portugal, embora existam cerca de 350 estações de radiodifusão sonora, são menos de 150 as que têm páginas na Internet. E as que emitem online são ainda em menor número.
O investimento na emissão através da Internet é muito reduzido, mas os benefícios podem ser muitos. Algumas das consequências da rádio na rede podem ser constatadas de imediato: ser escutada em todo o mundo e ser um elo de ligação das comunidades de emigrantes com a sua terra natal; maior proximidade com os ouvintes, pois pode dar a conhecer a estação e os seus projectos, já que, na Internet, a rádio pode ter - além do áudio - texto e imagem; maior interactividade com os ouvintes; etc.
Os formatos áudio de emissão online
A rádio na Internet só pode ter emissões digitais, no entanto estes nada têm a ver com os formatos digitais hertzianos (DAB, DRM, HD Radio, etc.).
Para emitir na Internet existem vários formatos áudio, sendo que os mais utilizados são o Real Audio, o WMA, o Quick Time, e o mp3.
O Real Audio é um formato de áudio da Real networks para streaming**. Para se escutar uma emissão em Real Audio é necessário ter o aplicativo Real Player. Tem uma boa taxa de compactação, mas a qualidade está abaixo do mp3.
O WMA - Windows Media Audio - é um formato áudio desenvolvido pela Microsoft para rivalizar com o mp3.
Em altas taxas de débito o wma não supera o mp3 em qualidade sonora, mas com menores taxas de débito (menos de 96 Kbps, só voz por ex.) o wma consegue mais compressão com uma diferença de som praticamente imperceptível em relação ao mp3. Uma das vantagens do wma é o de gerar arquivos áudio cerca de 1/3 mais pequenos que o mp3.
O Quick Time é o formato áudio da Apple computer. A qualidade do áudio Quick Time é ligeiramente superior ao do mp3, mas para ser escutado necessita do aplicativo quick time player.
Finalmente, temos o mp3. Este formato é, sem dúvida, o rei do áudio digital comprimido.
O termo mp3 deriva de uma contracção de MPEG audio Layer 3 (Movie Pictures Expert Group nível áudio 3). Inicialmente destinava-se à compressão vídeo digital, mas foi posto de lado quando se verificou que o MPEG-2 (bastante usado na edição áudio das emissoras) servia para mesma coisa. Com esta situação, a patente caiu no domínio público e o mp3 tornou-se praticamente um standard da Internet. Hoje, devido à sua popularidade, quase todos os fabricantes de CDs e DVDs incluem nos seus aparelhos leitura em mp3.
Desenvolvido pelo instituto alemão Fraunhofer, em 1987, o mp3 não tem grande qualidade se a compararmos com o PCM (o formato áudio em que os CDs são gravados) pois a compressão é de 12:1.
* Embora ainda antes da 1.º Guerra Mundial tenham existido muitas experiências bem sucedidas de radiodifusão no mundo, considera-se que a primeira estação de radiodifusão sonora é a KDKA, situada em Pittsburgh, Pennsylvania, que começou a emitir a 2 de Novembro de 1920.
A primeira estação de televisão foi a WGY, de Nova Iorque, cuja primeira emissão foi para o ar no dia 11 de Maio de 1928.
** O streaming permite o processamento imediato e contínuo de dados. No caso da rádio online, escuta-se os programas conforme eles vão sendo emitidos.
O SEGUNDO ANIVERSÁRIO DO BLOGOUVE-SE
O Blogouve-se vai completar dois anos no dia 27 de Junho. O seu autor - João Paulo Meneses – decidiu assinalar este segundo aniversário criando um Guia Ético e Técnico para o Blogouve-se. É uma iniciativa louvável e penso que é inédita na blogosfera portuguesa.
O aniversário é do Blogouve-se, mas a prenda é para a blogosfera, já que o GET «é um texto de “fonte livre”, podendo ser adaptado, copiado ou plagiado por outros bloguistas». "A Rádio em Portugal" vai segui-lo.
Parabéns duas vezes ao João Paulo Meneses: pelos dois anos do Blogouve-se e pelo GET.
O aniversário é do Blogouve-se, mas a prenda é para a blogosfera, já que o GET «é um texto de “fonte livre”, podendo ser adaptado, copiado ou plagiado por outros bloguistas». "A Rádio em Portugal" vai segui-lo.
Parabéns duas vezes ao João Paulo Meneses: pelos dois anos do Blogouve-se e pelo GET.
sábado, 18 de junho de 2005
LEITORES DIGITAIS DE MÚSICA E A RÁDIO
O blogue “O Segundo Choque” tira algumas conclusões de um estudo que mostra a relação entre o tempo gasto com os leitores digitais de música (LDM) e o consumo tradicional de rádio. No post “LDM amigos da rádio?” pode ler-se:
«- analisando um período de três meses, percebe-se um aumento do tempo gasto com a escuta de rádio entre os que têm estes aparelhos há mais tempo;
- o facto novidade relativamente aos LDM é clássico: nos primeiros tempos concentra a atenção, depois a moda passa...
Ou seja, o uso dos LDM não parece afectar significativamente o tempo gasto com a rádio tradicional!»
Os Leitores Digitais de Áudio não afectam significativamente o tempo gasto com a rádio tradicional, porque este medium tem um elemento que nenhum LDM tem: a imprevisibilidade do elemento humano.
Num LDM sabemos que músicas lá estão, até podemos mudar o seu alinhamento, mas serão sempre os mesmos sons que acabarão por sair pelos auscultadores. Na rádio não. E se o animador conseguir criar uma "relação emocional" com o ouvinte, então estará a criar a tal “magia da rádio”.
Com este estudo lá se vai a tese do «mais música, menos palavra». Há que apostar no elemento humano; promover um espírito de identificação do ouvinte com o animador. É com isto que se conquistam audiências, não é com "música a metro". Os ouvintes procuram a rádio não só pela música, mas principalmente pela companhia.
«- analisando um período de três meses, percebe-se um aumento do tempo gasto com a escuta de rádio entre os que têm estes aparelhos há mais tempo;
- o facto novidade relativamente aos LDM é clássico: nos primeiros tempos concentra a atenção, depois a moda passa...
Ou seja, o uso dos LDM não parece afectar significativamente o tempo gasto com a rádio tradicional!»
Os Leitores Digitais de Áudio não afectam significativamente o tempo gasto com a rádio tradicional, porque este medium tem um elemento que nenhum LDM tem: a imprevisibilidade do elemento humano.
Num LDM sabemos que músicas lá estão, até podemos mudar o seu alinhamento, mas serão sempre os mesmos sons que acabarão por sair pelos auscultadores. Na rádio não. E se o animador conseguir criar uma "relação emocional" com o ouvinte, então estará a criar a tal “magia da rádio”.
Com este estudo lá se vai a tese do «mais música, menos palavra». Há que apostar no elemento humano; promover um espírito de identificação do ouvinte com o animador. É com isto que se conquistam audiências, não é com "música a metro". Os ouvintes procuram a rádio não só pela música, mas principalmente pela companhia.
quinta-feira, 16 de junho de 2005
AINDA O I ENCONTRO NACIONAL DE RÁDIOS UNIVERSITÁRIAS
Existe um blogue que acompanha os trabalhos das «III Jornadas da Comunicação», que decorrem na Universidade do Algarve, e onde se insere o «I Encontro de Rádios Universitárias».
No blogue das jornadas foi colocado um post com algumas questões como «falta à nova geração a paixão pela rádio que permitiu o nascimento da Universidade FM e da RUC» e «qual deverá ser a filosofia e a natureza da Rádio Universitária?».
Nesse post deixei um comentário com a minha visão sobre essas duas questões, que acabam, indirectamente, por dizer respeito a todas as rádios portuguesas.
De salientar, ainda, a participação de um responsável da Rádio Universitária de Léon, Espanha, que «explicou que a sua rádio começou por ser difundida na Internet, há cerca de dez anos, sendo que só há cinco anos se iniciou em transmissão FM. É uma rádio dirigida para estudantes possuindo cerca de 60 programas de todo o género.É de realçar o facto de a Universidade a que a rádio pertence não possuir um curso de Comunicação, no entanto colaboram com esta rádio mais de 240 pessoas».
Um blogue para continuar a acompanhar enquanto durarem as «III Jornadas da Comunicação».
No blogue das jornadas foi colocado um post com algumas questões como «falta à nova geração a paixão pela rádio que permitiu o nascimento da Universidade FM e da RUC» e «qual deverá ser a filosofia e a natureza da Rádio Universitária?».
Nesse post deixei um comentário com a minha visão sobre essas duas questões, que acabam, indirectamente, por dizer respeito a todas as rádios portuguesas.
De salientar, ainda, a participação de um responsável da Rádio Universitária de Léon, Espanha, que «explicou que a sua rádio começou por ser difundida na Internet, há cerca de dez anos, sendo que só há cinco anos se iniciou em transmissão FM. É uma rádio dirigida para estudantes possuindo cerca de 60 programas de todo o género.É de realçar o facto de a Universidade a que a rádio pertence não possuir um curso de Comunicação, no entanto colaboram com esta rádio mais de 240 pessoas».
Um blogue para continuar a acompanhar enquanto durarem as «III Jornadas da Comunicação».
terça-feira, 14 de junho de 2005
I ENCONTRO DE RÁDIOS UNIVERSITÁRIAS
Algumas rádios universitárias vão reunir-se, depois de amanhã (quinta-feira, 16 Julho), na Universidade do Algarve.
Segundo o site oficial do congresso, «Este Encontro inédito tem como principal objectivo tentar definir melhor o papel radiofónico das Rádios Universitárias, em geral, e da RUA, em particular».
As rádios universitárias ainda são das poucas emissoras portuguesas em que a criatividade ainda não é limitada por Play-Lists, pressões comerciais, etc. E ainda bem.
Quem quiser pode assistir ao encontro pois a entrada é livre.
Segundo o site oficial do congresso, «Este Encontro inédito tem como principal objectivo tentar definir melhor o papel radiofónico das Rádios Universitárias, em geral, e da RUA, em particular».
As rádios universitárias ainda são das poucas emissoras portuguesas em que a criatividade ainda não é limitada por Play-Lists, pressões comerciais, etc. E ainda bem.
Quem quiser pode assistir ao encontro pois a entrada é livre.
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